Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
19 Amigos.
Notas iniciais
Narrando: Bruno
Após a Fatinha me deixar no hospital ela seguiu ao seu destino e eu fui para sala de fisioterapia acompanhado pelo meu medico, fomos conversando durante o caminho, o contei sobre o sonho que eu tive com a Fatinha e ele disse que de fato pode sim ser uma lembrança em forma de sonho.
Ele me deixou com a fisioterapeuta na sala e foi ver seus outros pacientes, a fisioterapeuta começou com umas coisas básicas, mexendo nos meus pés para ver se eu sentia algum movimento, alguma coisa, e eu senti, sentia suas mãos nos meus pés, depois disso nos fomos fazer alguns exercícios simples, como tentar mover o pé os dos dedos dele.
Algumas horas depois minha mãe veio me buscar e fomos pegar a Mel na escola, depois fomos almoçar em um restaurante lá por perto mesmo, e depois fomos para casa, minha mãe foi para o quarto trabalhar e eu fiquei na sala conversando com a Mel.
– Papai, quando você tava lá em coma, você ouvia a gente falar contigo?
– Ouvia sim, eu só não reconhecia algumas, mas eu ouvia, todas.
– Isso é estranho, a pessoa ta dormindo mais ouvir as coisas. – Ela fez uma cara muito engraçada, me fazendo rir.
– Filha, a sua mãe namorou alguém enquanto eu estava em coma? – Não sei por que fiz essa pergunta, mas eu precisava saber a resposta.
– Eu nunca vi a mamãe com namorado nenhum papai, ela nunca namorou com ninguém desde que eu nasci, e ela não gosta de tocar nesse assunto comigo.
–Ah... – Sorri de canto ao saber. – Me conta mais coisa sobre a relação de vocês.
Ela começou a falar sobre como era sua relação com a mãe, ficamos horas conversando e eu não vi nem o tempo passar.
A campainha tocou e ela correu para abrir a porta.
– Dindo! – Ela falou pulando no colo do Vitor.
– E aí menina linda. – Ele a segurou no colo.
– Oh pirralha, eu não ganho beijo não é? – Escutei uma voz pro trás do Vitor, mas não dava pra ver quem era, conhecia aquela voz.
– Claro que ganha. – A Mel pulou em seus braços e então vi quem era, era a Lia,ela estava muito mudada também, estava linda.
– Ei Bruno, demorei mais vim te ver. – Ela falou caminhando até o sofá com a Mel no colo.
– Pensei que não viria, até desistir de esperar. – Fui irônico, ela colocou a Mel no sofá e veio me dar um abraço.
– Você fez uma falta enorme, tava até perdendo a fé já. – Me deu um beijo na testa.
– Você num vai e ver livre de mim tão cedo moleca. – Rimos.
– Dindo, por que você não ligou ontem pra me dar boa noite, nem hoje de manhã? – Mel falou fazendo bico para o Vitor.
– Então Melzinha, é que eu tava com a Lia, a gente tava ajeitando umas coisas pro casamento. – Ele falou coçando a nuca.
– Mas você sempre me ligou na hora de mim, eu senti falta ontem. – Ela o abraço.
– Desculpa pequena. – Ele lhe deu um beijo na testa, confesso que fiquei incomodado com a relação deles dois, a Mel parecia ser muito apegada a ele, e ele a ela.
– Cadê a Ju? – Lia perguntou.
– Está no quarto, vamos lá? – Mel saiu dos braços do Vitor e correu pro quarto da Ju com a Lia, me deixando sozinho com o Vitor na sala.
– Então Bruno. – Ele se sentou no sofá de frente pra mim. – Com certeza você já percebeu que eu e a Mel somos muitos apegado né. Olha cara, eu queria que você soubesse que eu nunca quis roubar o teu lugar, mais eu sempre fui muito apaixonado por essa menina, desde quando ela estava na barriga da Fatinha, eu sei que tudo isso é novo para você, você acorda e descobri que tem uma filha de 8 anos e tal, e eu vou me afastar um pouco dela pra você ter mais espaço pra a conhecer, e criar uma afinidade com ela. – Ele estava serio.
– Olha Vitor, eu confesso que fiquei incomodado com o jeito que a Mel fala de você e tal, mas eu percebi que ela gosta muito de você, e eu não quero atrapalhar a relação de vocês, não precisa se afastar dela, pelo pouco que eu sei dela, ela tem um coração enorme, e que cabe nós dois dentro. – Falei meio sorrindo.
Narrando: Fatinha
Cheguei em casa e encontrei o Bruno e o Vitor conversando na sala.
– Boa noite. – Falei entrando em casa.
– Boa noite Fatinha. – Vitor se levantou vindo me abraçar. – Como foi no trabalho?
– Foi bom anjo, cadê a Mel, Bruno?
– Ta lá dentro no quarto da Ju com a Lia.
– A Lia ta aqui também?
– Ta sim. – O Bruno respondeu.
– Vou lá da um beijo nelas. – Fui para o quarto da Ju, onde estava ela, Mel e Lia.
– Quer dizer que a senhorita passa dias sem vir aqui nos ver, bonito isso né dona Lia. – Falei entrando no quarto.
– Foi mal Fatinha. – Ela veio me abraçar. – Eu e o Vitor estávamos resolvendo coisas pro casamento.
– Isso é um bom motivo ta perdoada. – Rimos. – Vem cá filha, me dar um beijo. – Falei com a Mel que pulou nos meus braços.
– Eu passei o dia todinho com o papai, a gente conversou a tarde toda, eu to amando a companhia dele. – Ela estava sorridente.
– Que bom meu amor. – Lhe dei um beijo no pescoço. – E você dona Juliana, por que ta com essa carinha triste? – Ju estava sentada no computador.
– Advinha. – Ela falou me olhando.
– Gil?
– Uhum, ele deu uma crise de ciúmes sem motivos. – Ela sentou-se na cama, e eu me sentei do seu lado.
– Fica triste não, daqui a pouco ele percebe a bobeira que fez e aparece aqui. – Lhe dei um beijo na testa. – Tive uma idéia, já que estamos todas juntas, e isso é uma raridade agora, por que nós vivemos cheias de compromissos, eu pensei em fazermos aquele brigadeiro, o que vocês acham?
– Eu acho ótimo. – Ju falou. – Tanto tempo não fazemos isso.
– Eu faço! – Lia saiu correndo do quarto indo para cozinha, apesar de sermos todas mulheres já, quando nós nos juntamos agíamos feito adolescentes.
– Oh Lia, volta aqui. – Ju foi atrás dela, assim como a Mel, e eu fui atrás. – Deixa eu fazer Lia, todo mundo sabe que o meu brigadeiro é melhor que o seu.
– Não é não! – As duas começaram uma briguinha boba e eu morri de dar risada. – Vamos bater par ou impar. – Lia falou me fazendo rir mais ainda.
Elas bateram par ou impar e a Ju ganhou.
– Que bagunça é essa aqui? – Vitor falou entrando na cozinha.
– A gente vai fazer brigadeiro. – Lia falou o abraçando.
– Oba, Ju faz bastante que eu também quero.
– Vou perguntar se o papai quer. – Mel saiu da cozinha indo pra sala.
– E eu vou me trocar, já venho. – Fui pro quarto.
Depois de me trocar voltei para sala e eles já estavam devorando o brigadeiro, todos, até o Bruno, me juntei a eles e ficamos ali, comendo e jogando conversa fora, até bem tarde da noite.
Fale com o autor