Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
52 Almoço em família.
Notas iniciais
– Bom dia meu marido. – Disse acordando o Bruno, que sorriu ao abrir os olhos.
– Que coisa boa. – Ele me puxou para um beijo demorado. – Bom dia minha mulher. – Disse com um sorriso bobo nos lábios.
– Dormi feito um anjo. – Disse me deitando ao seu lado novamente.
– Eu também apaguei. – Ele sorriu olhando pro teto. – Cadê nossa molequinha? – Perguntou pela Mel.
– Ta na sala com a Ju. – Mel havia acordado na mesma hora que eu, 10h.
– Acordaram que horas?
– 10h. – Disse. – Já são 11:30h.
– Caramba, que horas nós vamos? – Perguntou me puxando para perto.
– Estava pensando em irmos depois do almoço amor. – Aconcheguei minha cabeça em seu peito.
– Ta bem, agora me da um beijo. – Ele pediu, e eu logo me virei, colando nossos rostos.
– Não precisava pedir. – Sorri e mordi seu lábios inferior, iniciando um beijo demorando e intenso. Quando o ar foi necessário nos afastamos entre selinhos.
– Eu to com tanta fome. – Ele disse se sentando.
– O almoço esta pronto, almoço especial de domingo, daqui a pouco a vovó ta chegando mais a tia Carol e os outros. – Disse me referindo ao Miguel e sua família. – E falando neles, o que o Miguel queria ontem amor? – Fiquei tão curiosa para saber, mais depois acabei esquecendo.
– Ele me pediu desculpa pelo que fez. – Ele disse sorrindo torto. – Ele disse que quando o David chegou, ele percebeu o mal que tinha nos feito, e se sentia muito culpado pelo que fez, disse que se sentia de certa forma culpado pelo meu acidente, me pediu perdão. – Ele disse, e eu sorri.
– Ele me pediu perdão também. – Acariciei seu rosto. – Você o perdoou?
– Perdoei amor, vir verdade nas palavras dele. – Ele me deu um selinho. – Mudando de assunto, vamos tomar banho enquanto os outros não chegam? – Sorriu malicioso.
– Ah amor, juntos? É melhor não. – Sorri.
– Pelo menos eu tentei. – Fez bico me fazendo rir.
– Já, já vamos poder matar toda saudade. – Sorri maldosa.
– Eu juro pra você, que quando chegarmos lá, vamos passar o resto do dia no quarto matando a saudade. – Sorriu da mesma forma. – E olha que a saudade é muita viu?
– Armaria! Já vi que você vai me dar canseira hoje. – Falei passeando meus dedos pelo seu corpo. – Mais eu não me importo, to louca de saudade do meu moreno.
– Eu vou tomar banho antes que eu te agarre aqui. – Se levantou e me deu um selinho demorando, indo para o banheiro.
20min depois ele estava de volta, entrou no quarto com a toalha na cintura e fechou a porta a trancando.
– Por que trancou a porta? – Perguntei me sentando na cama.
– Porque eu vou me trocar ué, não quero que a Mel entre aqui e me veja nu. – Ele disse como se não fosse óbvio.
– Eu vou te esperar lá fora então. – Me levantei.
– Nada disso. – Me puxou pela cintura. – Fica aqui. – Disse me empresando na parede.
– Você não disse que ia se trocar? – Falei tentando sair dali.
– Me da um beijinho antes loira. – Ele falou brincando com meus cabelos. Então lhe dei um selinho demorado, e logo o afastei de mim.
– Vai se trocar moreno. – O empurrei e ele riu.
– Mais tarde cê não me escapa.
– E quem disse que eu quero escapar? – Me deitei novamente na cama, o observando. Ele tirou a toalha de costas para mim e vestiu uma cueca boxer preta com as bordas branca e virou para mim com um sorriso provocador. Depois colocou uma calça jeans preta, e uma camisa polo rosa. Passou a toalha pelos cabelos, o secando, deixando meio bagunçados. – Uau! Que gato esse meu marido. – Brinquei. – Melhor eu tomar cuidado para não quererem furar meu olho. – Ri.
– Pode deixar loirinha, só tenho olhos para você. – Se aproximou da cama me dando um selinho. E voltou-se para o guarda-roupas pegando seu perfume e passando, respirei fundo, sentindo aquele aroma maravilhoso.
– Agora é minha vez de ir tomar banho. – Me levantei do quarto indo destrancar a porta.
– Espera. – Ele me segurou da cintura, me beijando calmamente. – Eu não te disse uma coisa hoje. – Sorriu bobo.
– O que amor? – Perguntei confusa.
– Eu te amo loirinha. – Falou próximo ao meu ouvido, me fazendo arrepiar.
– Eu te amo moreno. – Repeti o seu ato, aproveitando a proximidade dos nossos corpos. – Agora me deixa ir tomar banho? – Perguntei.
– Claro, te espero na sala. – Disse destrancando a porta e foi para sala, eu adentrei no banheiro com um sorriso apaixonado nos lábios.
Narrando: Bruno.
– Finalmente saiu do quarto hein maninho! – Ju falou e eu lhe dei língua.
– Bom dia mãe. – Abracei minha mãe que estava próxima. – Bom dia pai. – O cumprimentei e me dirigir a Ju. – Bom dia irmã mais chata do mundo.
– Boa tarde né? – Ela disse e eu ri.
– Chata e implicante. – Me sentei ao seu lado e ela me deu um beijo na bochecha. – Vem cá princesa. – chamei a Mel, que rapidamente pulou no meu colo.
– Bom dia papai mais cheiroso do mundo. – Ela disse e eu ri.
– E você é a menina mais linda do mundo. – Afaguei seus cabelos.
– Eu posso ligar para vocês todos os dias enquanto estiverem viajando? – Ela perguntou olhando para as mãos, como se estivesse nervosa, mesmo habito da tia, Ju.
– Claro que pode meu amor, a hora que você quiser todos os dias antes de dormir e quando acordar está combinado? – Falei e ela sorriu largamente, e eu a puxei mais para perto lhe dando um beijo na testa.
Alguns minutos dando carinho para minha filhota, quem faltava chegar, chegou, foram todos se acomodando, enquanto minha mãe e Ju colocavam a mesa para o almoço, apesar de a casa ser pequena, coube todos.
A Fatinha ainda não havia aparecido na sala, estava no quarto desde que saiu do banho.
– Cadê a Fatinha hein? To varada de fome! – Ju reclamou, pela milésima vez.
– Quando sai do quarto ela tinha ido se banhar.
– Armaria! – Levantou indo pro quarto. – Fatinha! – Ju chamou então eu escutei a porta do quarto abrir. – Uau! Arrasou gata! – Ouvi Ju dizer e depois rir, acompanhada da Fatinha.
As duas apareceram na sala e eu pude entender o comentário da Ju, realmente ela havia arrasado.
Fatinha: (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=120766971&.locale=pt-br)
A olhei de cima a baixo me perdendo nas suas coxas a amostra, e no teu decote comportado e ao mesmo tempo sexy.
– Cê ta linda meu amor. – A avó dela disse, a abraçando.
– Obrigada vovó. – A ouvir dizer enquanto abraçava a avó. – Boa tarde pessoal. – Disse cumprimentando um por um. – Oi coisinha linda. – Ela disse se agachando perto do David, que imediatamente correu pros teus braços. É incrível ver como ela tem jeito com crianças.
– Oi tia “Faltinha” – O menino disse fazendo todos rirem.
– Tudo bem meu lindo? – Ela deu um beijo no menino, que riu.
– Tudo tia. – Falou mexendo nos cabelos dela.
– Então gente, vamos almoçar? – Ela disse se levantando com o David nos braços e sentou-se ao meu lado.
– Ju, vem me ajudar a trazer as coisas. – Minha mãe chamou Ju, e ela foi no mesmo instante.
– Olha só filhota, como ele ta todo charmoso. – Fatinha disse dando vários beijos no David, que gargalhava.
– Ta lindo mesmo. – Mel entrou na brincadeira, fazendo cócegas no menino.
– Olha só amor, como é fofo, eu quero ter um menininho agora.
– Pode até ser amor, mais tem que vir uma menina também. – Eu disse. – Mais até que um molequinho ia ser bom. – Falei ao ouvir as gargalhadas do David.
Minha mãe e Ju colocaram as travessas de comidas sobre a mesa, e cada um foi se servir, Katia pegou David do colo da Fatinha, e sentou-se para dar de comer ao menino, que no começo fez birra, mais depois comeu numa boa. O almoço corria bem, conversávamos sobre bobagens, lembranças do passado e coisas do dia a dia. O principal assunto eram eu e a Fatinha, sua avó contava as travessuras que ela fazia quando criança, e meus pais falavam de mim e da Ju, arrancando risada de todos.
Por volta das 14h, resolvemos pegar a estrada para Búzios, pois ainda queríamos poder aproveitar o resto do dia.
– Meu amor, eu te ligo, e você e liga ta? – Fatinha estava sentada no sofá com a Mel no colo.
– Ta bem mamãe, tira fotos pra mim viu? – Mel pediu.
– Vou tirar meu amor, muitas, muitas fotos. – Ela beijou a Mel no rosto. – Eu te amo viu filhota, por favor obedeça sua avó e seu avô.
– Eu vou obedecer mamãe. – Mel afagou os cabelos da mãe. – Fica tranqüila.
– Tudo bem. – Abraçou a Mel forte. – Marta, qual quer coisa me liga.
– Ta bem Fatinha, relaxa, curti sua lua de mel.
– Pode deixar. – Ela disse se levantando. – Tchau gente, vó, quando a senhora for embarcar para SP me liga ta bem?
– Ta meu amor, eu vou embarcar só mais tarde, você já vai ter chegado lá.
– Te amo viu vó, e vem me ver mais vezes. – Fatinha abraçou a avó.
– Antes desses nenéns nascerem eu venho. – Afagou os cabelos da neta. – Te amo meu amor.
– Ta bem. – Se afastou da avó, abraçando a tia. – Tchau titia, até logo.
– Até meu bem. – Dona Carol respondeu.
– Tchau Katia e Miguel. – Ela deu um breve abraço neles.- Tchau coisinha linda e fofa. – Ela abraçou o David e lhe enchei de beijos.
– “Tau” tia. – Disse retribuiu beijos babados no rosto dela, que riu.
Após nos despedirmos de todos, entramos no carro rumo a nossa lua de mel.
Fale com o autor