Medo de Amar - Brutinha
44 Vencendo os medos.
Notas iniciais
Acordei com os raios do sol abafado pelas nuvens invadindo nosso quarto, o Bruno já estava acordado, estava no banheiro escovando os dentes, eu fiz o mesmo.
– Amor, o que nos vamos fazer hoje? – Perguntei encostada na parede secando o rosto na toalha.
– Não sei, vamos visitar algum museu, não sei amor.
– Ta bom, vamos pensar em algo. – Sai do banheiro entrando no quarto ele veio junto comigo.
– Eu tava pensando, antes de sairmos por que não ficamos um pouco aqui? – Ele me abraçou por trás cheirando meu pescoço.
– É? Fazendo o que? – Falei irônica.
– Dando beijinho. – Ele me virou. – Dando cheiro, trocando carinho. – Ele me abraçava e cheirava meu pescoço e eu ria.
– É? – Eu falei sorrindo manhosa.
–É. – Ele me beijou calmamente. – Loira... – Paramos o beijo, ele se sentou no pequeno sofá perto da janela e puxou fazendo-me sentar em seu colo. – Eu posso te pedir uma coisa? – Ele falou meio serio.
– Claro Brunito, o que você quiser.
– Confia em mim, ta? – Não entende bem o que ele queria dizer, apenas concordei com a cabeça. – Você confia em mim né?
– Confio sim amor, porque? – Perguntei confusa.
– Eu só preciso que você confie em mim.
– Ta. – Sorri confusa e ele me beijou.
Ficamos namorando na cama bastante tempo, o Bruno tava todo estranho, carinhoso ao extremo, as vezes ficava me olhando como se não estivesse aqui, e depois daquela pergunta se eu confiava ele, ta tudo tão estranho, o que será que o Bruno ta tramando?
Quando já se passava de 13:30 horas, descemos pra almoçar no restaurante do hotel, depois o Bruno pediu um taxi e não me disse pra onde estávamos indo, colocou uma venda em meus olhos, a viagem demorou bastante, cerca de 1 hora ou mais.
Descemos do taxi e o Bruno não me disse nada sobre aonde estamos, segurou minha mão.
– Confia em mim e continua andando. – Ele falou, sua voz estava atrás de mim.
– Pra onde você ta me levando moreno? – Perguntei confusa dando passos hesitantes.
– Já você vai saber. – Ele passou a minha frente segurando minhas duas mãos agora.
Caminhamos mais um tempo.
– Moreno, to cansada. – Falei parando.
– Vem cá. – Ele me pôs de macaquinho nas tuas costas. – Já estamos chegando.
– Bruno, Bruno. – Falei me acomodando nas suas costas.
Ele caminhou mais um tempo e depois me pôs no chão passando por trás de mim e tirando minha venda, quando o mundo começou a ter cor novamente eu estava na frente do lago onde meus pais morreram, o olhei confusa e tremula.
– Calma, confia em mim. – Ele sorriu me abraçando forte.
– Amor... – Minha voz saía tremula.
– Shi. – Ele puxou o barco pra margem do lago e me ajudou a subir. – Vem. – O obedeci e subi no barco.
– Moreno... – Agora todo meu corpo tremia, eu estava de volta dentro do lago que levou os meus pais.
– A gente não vai muito pro fundo, fica calma. – Ele sorria tão fofo que por um momento eu me sente segura. – Você não se sente mais perto deles agora?
– Me sinto sim. – Sorri fraco e segurei sua mão.
– Poe a mão dentro da água. – Ele falou e eu neguei com a cabeça.
– Moreno eu já to aqui, mesmo morrendo de medo, não insiste, por favor. – Meus olhos estavam marejados.
– Ta bem, vem aqui. – Ele me puxou pra perto dele, me fazendo sentar entra as pernas dele.
– Eu te amo. – Falei e ele sorriu.
Ficamos sentados abraçados observando as águas do lago se mover, eu estava com medo, mais nos braços do moreno eu me sentia segura, segura demais. Eu me sentia perto demais dos meus pais, era como se eles estivessem aqui do meu lado, me observando, por um instante eu senti minha alma se tranqüilizar, adormecia nos braços do Bruno, ali mesmo.
Enquanto dormia vi uma luz forte e profunda dentro do meu sonho, e dessa luz eles saíram, de branco, sorridentes. Minha mãe e meu pai, perfeitos, lindos.
– Minha filha. – Mamãe sorriu andando até perto de mim. – Não tenha medo de amar! – Sua voz era doce e suave.
Eu não conseguia falar nada, apenas chorava e lhes olhava atentamente.
– Esse garoto filha, ele é o teu amor verdadeiro, possa ser que a vida afaste vocês dois pra ver o quanto esse amor é verdadeiro, mais vocês iram se reencontrar. – Papai falou passando a mão dentre meus fios de cabelo.
– Você demorou pra vim, mais nós sabíamos que você viria. – Mamãe sorriu ao falar. – Você precisava vim pra aliviar tua alma, o que aconteceu tinha que acontecer, eu e seu pai estávamos sempre te olhando, observando e cuidado de você. – Ela sorria, estava de mãos dadas com meu pai.
Acordei chorando, o barco estava de volta á margem, o Bruno ainda estava abraçado em mim, fazendo carinho nos meus cabelos.
– Acordou. – Ele sorriu ao mim ver abrindo os olhos.
– Sonhei com eles, eles estavam tão lindos. – Falei limpando as lagrimas.
– Que bom amor. – Ele sorriu. – Sabia que isso ia ser bom pra você.
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