Medo de Amar - Brutinha
1 Recomeçando
Notas iniciais
Não seja leitor fantasma, sem comentários sem novas postagens.
Cheguei no Rio de Janeiro faz alguns dias, tava tentando ajeitar as coisas aqui, arrumar um emprego, conhecer novas pessoa, enfim, seguir minha vida. Aluguei um apartamento hiper pequeno perto do colégio onde eu havia me matriculado, o ‘Quadrante’.
Eu tinha uma boa quantia de dinheiro guardado deixado pelos meus pais, mas eu queria trabalhar, ocupar minha mente, fazer algo que eu gosto.
Aqui do lado tem um hostel onde eles estavam procurando uma recepcionista que falasse um pouco do inglês, espanhol entre outras língua. Passei pela porta e vi o cartaz ‘PROCURA-SE RECEPCIONISTA QUE FALE RAZOAVELMENTE BEM INGLÊS E ESPANHOL’ então fui logo entrando.
– Boa tarde. – Falei com um cara alto, branco que aparentava ter uns 27 anos.
– Boa. – Respondeu sem tirar os olhos do computador.
– Bom, eu vi a placa ali fora que vocês precisam de uma recepcionista. – Ele me olhou.
– Você fala inglês?
– Sim.
– O que mais?
– Falo um pouco do espanhol também.
– Quantos anos você tem?
– 17
– Sinto muito mais não contratamos menores.
– A ‘menor’ vai fazer 18 daqui a duas semanas.
– Vai fazer.
– Ah cara, são só duas semanas, quebra essa vai.
– Ta tudo bem, você pode começar na segunda, ta?
– Claro, ah propósito, você é o meu chefinho?
– Sim, prazer Michel. – Ele estendeu a mão pra mim.
– Prazer, Maria de Fátima. – Apertei a mão dele. – Então, ate segunda-feira Michel.
– Ate. – Virei ás costas e sai.
Voltei pro meu apartamento hiper pequeno que tinha um quarto, um banheiro e a sala com uma divisória pra cozinha. Tava meio sem nada, pôs eu não tinha muitos moveis pra por. Na verdade eu só precisava do quarto mesmo.
Deitei na cama e coloquei musica um pouco alta no radio do meu quarto com a música ‘Mirrors’ do Justin Timberlake, que fazia eu me lembrar dos meus pais.
Mamãe queria muito passear na lagoa de barco, eu não tava muito animada com a ideia, mas, concordei para não deixar-los chateados.
Papai resolveu ir um pouco mais pro meio do lago pôs ele achava que a luz lá era melhor pra tirar fotos. Eu não tava gostando muito da ideia pôs desde pequena tenho medo da profundeza das águas. Quase morri afogada quando menor.
Mamãe subiu na beira do barco pra tirar foto de mim e do papai enquanto papai me ensinava como pescar.
Foi tudo muito rápido, quando me dei conta o barco virou e eu me vi desesperada naquele lago fundo, me balançando tentando me manter com a cabeça fora d’água pra não me afogar, foi quando sentir os braços do meu pai envolvendo minha cintura e nadando ate a borda do lago comigo, fiquei desesperada quando vi meu pai desabar do meu lado sem fôlego, sem respiração, ele havia engolido muita água.
Depois disso eu apaguei, não vi mais nada. Acordei horas depois no hospital, sozinha. Foi quando meus avos entraram no quarto e me disseram que a equipe de busca não encontrou a mamãe e que o papai não havia resistido pela quantidade de água que ele tinha engolido.
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