Medo de Amar - Brutinha
16 Namora comigo?
Notas iniciais
Já chega de emoção por hoje né? NÃO! O Bruno me aprontou mais uma. Adivinhem o que ele fez? Cara, nem eu mesma consegui acreditar.
Quando o filme acabou a tela ficou toda escura. Eu comecei a sair do abraço dele.
– Espera. – Ele me puxou de volta.
A tela começou a reacender e eu tava super sem entender nada, outro filme? Daí apareceu no telão.
‘Fatinha, eu não sei o que é isso que eu sinto por você, mas é algo muito intenso, só penso em estar contigo, em ficar perto de você, em sentir teu cheiro, e quando não estou perto de você meu mundo fica triste, sem luz, namora comigo?’
– Bruno, eu.. – Olhei pra ele meio emocionada. – Não precisava disse tudo Bruno.
– Eu queria fazer algo romântico Fat.
– Depois de um pedido desses tem como eu negar? – O abracei e o beijei.
– Eu fiz isso por que sabia que você não ia poder negar. – Falou parando o beijo
– Descarado! – Disse sorrindo entre selinhos.
– Linda! – Beijou meu pescoço fazendo eu me arrepiar.
– Para! – o empurrei.
– Por quê? – Ele sorriu descaradamente tentando me beijar de novo.
– Ah Bruno, você sabe! – Sentei direito. – Podemos ir?
– Claro. – Ele ligou o carro. – Mais espera um pouco. – Olhou pra mim. – Estamos juntos?
– Estamos. – Sorri fraco. – Ah meu Deus, que horas já são. – Era 00:21.
– NOSSA! Passou voando.
– É gato, 3hrs de filme, o que você queria?
– Olha quantos SMS da Ju. – Ele pegou o celular que estava no silencioso.
– No meu também tem varias. – Falei tirando o celular da bolsa e vendo os SMS da Ju e da Lia. – Vamos Bruno.
– Vamos. – Ele fez a curva e entrou na pista.
Fui o caminho inteiro calada, e ele também, pra descontrair o ambiente eu liguei o radio, estava tocando ‘Ironic’ da Alanis Morissete.
– Sua musica favorita, certo? – Ele perguntou quebrando o silencio. – A Ju comentou comigo.
– É, ela é tão linda. – Já estávamos chegando, ele parou o carro em frente ao meu prédio, a musica já estava acabando.
– Chegamos. – Ele falou desanimado.
– É, chegamos. – Falei abrindo a porta, e começou a tocar ‘Give Me Love’ do Ed Sheeran. Ele abriu a porta e saiu também. (OUÇAM A MUSICA AGORA)
– Vem aqui. – Caminhei até ele. – Espera. – Ele aumentou o radio pra que pudéssemos ouvir a musica do lado de fora. – Vem! – Ele passou a mão pela minha cintura e começou balançar de um lado pro outro, no ritmo da musica.
– Você quer dançar? – Ri com um pouco de vergonha.
– É. – Ele me puxou mais pra perto e começamos a dançar no ritmo.
Foram longos 4min a musica acabou e continuamos ali, calados dançando a próxima musica, que por sinal era agitada, mais não ligamos, continuamos naquele ritmo mesmo assim.
– O que é isso que você tem? – Ele sussurrou no meu ouvido fazendo com que eu me arrepia-se.
– Como assim? – Perguntei sussurrando também.
– O que você tem garota, você me deixa louco de uma forma que eu nunca tinha ficado antes. – Sussurrou.
– Não sei, mais também sinto o mesmo por ti. – Ele me puxou ainda mais pra perto. – É mais que atração física.
– Muito mais forte que isso. – Dava pra sentir a quentura da respiração dele no meu pescoço.
– Muito mais. – Falei encostando meu rosto no dele, nossas bocas estavam a centímetros de distancia, 4centimetros no máximo de distancia.
Nossas bocas se juntaram alguns segundos depois, eu senti algo muito diferente, senti um frio na barriga, não algo ruim, algo muito bom, meu corpo inteirinho se arrepiou, foi como se só existi-se nós dois ali, apenas eu e ele.
Parei o beijo algum tempo depois e o olhei.
– Você fica tão linda a luz do luar. – ele disse rindo.
– Eu sou linda a qual quer luz baby. – Ironizei.
– É mesmo?
– Sim. – Abaixei o olhar. – Sobe comigo?
– Pro seu AP?
– Não querido, pra mim cobertura. – Rimos um pouco. – Vem, desliga o carro, vamos subir.
– Tem certeza? – Me olhou confuso.
– Vamos antes que eu desista Bruno. – Ele desligou o carro e fechou a porta.
– Vamos. – Ele subiu logo atrás de mim segurando na minha cintura por trás.
– Entre por favor. – Disse abrindo a porta e fazendo gracinha.
– Primeiro as damas. – Entrei e ele veio logo atrás fechando aporta.
Coloquei minha bolsa no sofá e fui pro quarto pegar meu radio e um CD com musicas algumas musicas calmas. Coloquei o CD e aumentei o radio um pouco.
Não dissemos nada, apenas dançamos, todas as musicas, a noite toda dançando juntos.
– Vem aqui. – Puxei ele pro sofá. – To exausta. – Abaixei o som um pouco.
– Deita aqui comigo. – Ele meio que se deitou no sofá deixando um espaço pra mim ao seu lado.
Me deitei sem falar nada, apenas ficamos ouvindo a musica e as nossas respirações, eu adormeci logo, e acho que ele também, afinal, já eram 3hrs da manhã.
– Ei. – Senti alguém balançando meu braço. – Acorda moça.
Abri os olhos e era ele.
– Bruno. – Sorri inocente
– Ta na hora de acorda moça. – Ele sentou-se virado pra mim.
– Que horas são?
– Umas 11hrs.
– Oh meu Deus. – Me sentei. – Eu dormir bastante. Por que não me acordou?
– Bom você estava tão linda dormindo. – Ele sorriu. – Você tem uma coisa linda no seu olhar sabia?
– O que? – Perguntei curiosa.
– Inocência.
– O que?
– Você tem inocência no olhar, tem um olhar de menina inocente sabe?
– Sei, mais não entendo. – ri um pouco envergonhada.
– E esse teu sorriso. – Ele passou a mão no meu rosto.
– O que tem ele? – eu tava ficando super envergonhada.
– É o sorriso mais lindo que eu já vi tipo sorriso de menininha quando ganha uma bonequinha nova.
– Ah Bruno, para. – Disse empurrando seu rosto com as mãos. – To ficando sem jeito.
– AAH Fatinha, e essa tua voz doce? – Ele segurou minhas mãos. – Sua voz me acalma, eu me sinto feliz só de escutar-la pronunciando meu nome.
– Se você não parar eu vou me trancar no meu quarto. – Ele riu
– Se você conseguir chegar lá. – Ele segurou meus braços.
– O que? – Tentei me soltar rindo, me soltei e sai correndo em direção ao quarto mais ele me pegou pela cintura antes mesmo de mim alcançar a porta.
– Eu falei você não conseguiria. – Ele me colocou encostada na parede rindo enquanto eu tentava me soltar rindo muito também.
– Ah Bruno, não vale. – Tentei me soltar mais uma vez. – Você é bem mais forte que eu não é justo!
– É justo sim. – Ele estava rindo de mim. – Você é tão fraquinha.
– Ah é? – O empurrei com bastante força e conseguir me soltar.
– Volta aqui moçinha. – Comecei a correr pela casa e o Bruno atrás de mim.
– Para Bruno! – Estávamos rindo horrores. Entrei dentro do banheiro e segurei a porta por dentro.
– Esta seguro ai Fatinha? – Ele tava forçando a porta tentando abrir. – Deixa eu ver se estar seguro. – Ele conseguiu abrir a porta.
– Para Bruno! Para! – Eu me encostei na parede pondo a mão na barriga, não agüentava mais rir.
– Se acordar contigo todo dia for bom assim, eu vou querer acordar contigo sempre. – Ele sussurrou no meu ouvido.
– Não agüento mais dar risada Bruno. – Encostei meu rosto no corpo dele, eu estava ofegante.
– Vamos ver! – Ele começou a fazer cócegas em mim.
– Não! – Sai correndo e entrei no quarto e ele veio atrás rindo também.
– Chega, cansei! – Ele se jogou na cama.
– Eu também. – Me joguei do lado dele, estávamos ofegantes e rindo ainda.
– Você tinha que ver sua cara ‘ Não Bruno, para!’ – Ele disse imitando minha voz e rindo.
– Bobo, não dê risada de mim. – Dei um soco no braço dele.
– sou bobo por você. – Ele pôs meu cabelo pra trás da orelha. – Vem aqui. – Ele me puxou um pouco pra cima dele e me beijou, um beijo feroz, cheio de desejo, ele me virou ficando por cima de mim sua mão percorria todo meu corpo quando:
– FATINHA! – Escutamos varias batidas na porta. – BRUNO! – Era a Ju, e me parecia bem estressada.
– É a Ju. – Ele falou rindo e levantando.
– Vou abrir antes que ela derrube a porta. – Corri até a porta e abrir antes que a Ju derruba-se
– ATÉ QUE FIM VOCÊS DOIS! – Ela entrou batendo os pés. – QUE DROGA, POR QUE NÃO ME AVISARAM QUE IAM DORMIR JUNTOS? TIVE QUE DORMIR NA LIA POR QUE O MEU IRMÃO SAIU E NÃO ME DISSE NADA, SE NÃO FOSSE PELA LIA EU IA DORMIR EM CASA SOZINHA! – Ela tava mais que estressada, tava super estressada, não pude deixar de rir.
– Clama irmãzinha linda. – Bruno abraçou ela por trás.
– Sai daqui Bruno. – Ela empurrou ele. – O que você fez não foi certo, caraca, não tiveram tempo nem de mandar um SMS pra idiota da Ju?
– Ei Ju, calma. – Eu ta prendendo o riso.
– QUAL A GRAÇA MARIA DE FATIMA? QUAL A GRAÇA? – Nossa! A Ju tava brava de verdade. – JÁ SEI, A GRAÇA É A IDIOTA DA JULIANA AQUI, FAZENDO PAPEL DE BESTA.
– Ei maninha. – O Bruno falou ficando de frente pra ela. – Me desculpa pisei feio na bola, eu sei, mas.. – Ele não terminou a frase.
– Mas o que Bruno? Você não se lembrou que tinha uma irmã que ia ter que dormir sozinha sem nem saber onde o irmão tava. – Ela tava batendo o pé no chão.
– Não maninha, não é isso. – Ele segurou no braço dela fazendo ela se sentar no sofá, ele se ajoelhou entre as pernas dela. – Desculpa vai, foi por uma boa causa. – Ele olhou pra mim.
– Vocês tão juntos? – Ela perguntou, menos brava agora.
– Hã.. – Olhei pra ele.
– Estamos né Fat? – Ele me olhou confuso.
– Estamos? – Perguntei pra ele.
– Fatinha!
– Estamos Ju. – Sorri envergonhada.
– Pelo menos isso, por que se vocês me dissessem que não estavam juntos eu ia matar os dois, minha raiva ate diminuiu agora. – Ela sorriu. – Mais vocês pisaram feio na bola.
– Desculpa miga. – Sei no braço do sofá do lado dela.
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