Medo de Amar - Brutinha

23 Contando pra vovó


Notas iniciais
Oi galerinha, tenho sumido né? Então, quero pedir desculpas. É que vocês andam comentando tão pouco que eu acabo achando que não tem ninguém curtindo e fico desanimada pra continuar a escrevendo. Parei de escrever a fic tem dois dias, eu tenho uns capítulos salvos aqui e tal, mais to sem empolgação pra continuar escrevendo, preciso que vocês comentem como antes, preciso saber que tem gente gostando da fic ainda. Bom, é isso. Boa leitura

E agora? Não tenho pra onde correr, vou ter que contar pra vovó, to com medo da forma que ela vai reagir, se ela passar mal? Que Deus me livre, mais se ela morrer?

– Anda Maria de Fátima, fala. – Ela tava insistindo.

– Vovó, eu fui.. – Travei, não conseguia dizer nada, eu não sabia como falar.

– Você foi o que menina? – Ela tava ficando nervosa, me sentei e segurei sua mão.

– Vovó, eu trabalho em um hostel, é um lugar aonde os turistas vão se hospedar pra passar uma temporada, alguns dias sabe? Então um dia o meu chefe, o Michel, pediu pra mim ficar no turno da noite, das 19hrs as 01hrs da manhã, chegaram uns caras estranhos lá, bêbados e drogados.. – Eu travei.

– O que aconteceu? – Ela tava me olhando assustada.

– Os caras, eles me pegaram a força. – Deixei uma lagrima escorrer.

– Eles estupraram você? – Ela arregalou os olhos eu balancei a cabeça positivamente. – Oh meu amor. – Ela me abraçou.

– Já passou vovó, eu estou bem agora.

– Aquela cidade não é lugar pra você, você tem que volta pra cá. – Ela tava tremula.

– Não vovó, eu tenho amigos lá, amigos que me protegem.

– Você tem que voltar. – Ela ficou repetindo isso.

– Vovó. – Olhei pra ela. – Eu não posso voltar. – Comecei a chorar. – Eu to apaixonada por um cara, a minha vida esta lá agora vovó.

– Oh meu amor. – Ela me abraçou forte, ela deitou comigo, como fazia quando eu era menor que ia passar o fim de semana na casa dela, ela ficou fazendo carinho nos meus cabelos até eu dormir.

Acordei e a vovó não tava mais aqui, me lembrei que tinha prometido ligar pra Lia quando chega-se aqui, mais não liguei, elas devem estar preocupadas.

Levantei da cama e peguei o celular, tinha varias ligações perdida delas, vários SMS.

Retornei pra Lia.

– Fatinha? – Ela atendeu no primeiro toque.

– Oi minha flor. – Falei ainda sonolenta, me deitando de volta.

– O que acontece? Por que não ligou ontem? – Ela perguntou preocupada.

– Estou bem, cheguei cansada, dormir logo.

– Como estão as coisas ai?

– Bem na medida do possível.

– O enterro do teu vô é hoje né?

– É sim, daqui a pouco vou me arrumar pra ir almoçar e ir com minha avó e minha tia.

– Ta bom Fat, eu só queria saber como você tava, agora eu vou desligar, por que eu estou aqui com o meu gato. – Eu ri alto e ela também escutei a risada do Dinho por trás da dela.

– Ta bom moça, juízo ai hein, manda uma abraço pro Dinho.

– Ta. Amor Fatinha mandou um abraço. – Ouvi ela falando. – Ele mandou outro.

– Beijo Lia, tchau.

– Beijo Fat. – Desliguei.

– Agora vou ligar pra Ju. – Falei comigo mesma.

Disquei o numero da Ju, no primeiro toque atenderam, mais não foi ela.

– Fatinha. – Era o Bruno.

– Bruno? Cadê a Ju?

– A Ju ta no banheiro. – Ele fez uma pausa. – Por que não ligou ontem?

– Eu cheguei cansada, fui dormir.

– Ah, a Ju vai falar, beijo Fatinha. – A linha ficou muda. – Fatinha? – Era a Ju

– Oi meu amor! – Falei animada.

– Por que não ligou ontem Fat? Fiquei preocupada poxa.

– Cheguei cansada Julinda, precisava dormir.

– Tudo bem, te perdoou. – Ela fez uma pausa. – Como esta as coisas ai?

– Mais ou menos, daqui a pouco vou pro enterro do vovô.

– E você contou a sua vó sobre o que aconteceu?

– Contei, não consigo esconder nada dela, ela me conhece como a mamãe, sempre sabe quando to escondendo alguma coisa.

– E como ela reagiu?

– Ela quer que eu volte a morar aqui.

– O QUE? – Ela gritou.

– Calma, eu falei pra ela que não dá, que minha vida esta ai agora.

– Sua vida somos nós?

– Uhum. – Sorri comigo mesma.

– Eu, Lia, Bruno..

– Você, Lia..

– Ele não?

– Fazia parte, agora eu não sei.

– Ta bem, não sabe. – Ela riu.

– Julinda, eu vou desligar pra tomar banho e descer pra almoçar. – olhei pra porta e o Miguel tava parado me olhando. – Miguel? Senta aqui. – Bate na cama.

– Hã? – Ela perguntou confusa.

– Ah não Ju, falei com meu primo.

– Primo é? – Pude sentir o cinismo na voz dela.

– É Ju, primo, mais se você quiser dizer pro Bruno que não é eu não me importo. – Falei e ela riu alto.

– Você é uma figura amiga.

– Tchau Julinda, beijo. Ligo mais tarde.

– Beijo Fat, vou esperar você ligar hein.

– Ta beijo. – Desliguei.

– Falando com as amigas? – Meu primo perguntou.

– É..

– E quem é esse tal de Bruno?

– Ah primo, é um ex meu.

– E você ainda gosta dele?

– Mais ou menos. – Mentir.

– Hum. – Ele sentou mais próximo de mim. – Por que terminaram?

– Muitas brigas.

– Qual motivo?

– Ciúmes. – Revirei os olhos.

– Ele tem toda razão de ter ciúmes, com uma namorada linda e gostosa como você. – Eu ri sem graça.

– Para de falar essas coisas.

– Por quê? – Ele tava me olhando com um olhar sedutor.

– Eu fico sem graça. – Desviei o olhar e ele se aproximou mais de mim.

Notas finais
Capítulo ficou sem graça, eu sei, mais não deixem de comentar, quem sabe amanhã eu não posto outro? E recomeço a escrever? Enfim gente, eu só postei mesmo em consideração as pessoas que comentaram o último, é horrível você ta fazendo uma coisa, saber que tem gente acompanhando mais quase ninguém te ajudando a melhorar, que as pessoas tão achando que não é digno de comentários e tal. Putz, desabafei. Vejo vocês no próximo capítulo, talvez.