Medo de Amar

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Enfim, aqui está o capítulo... Espero que gostem! *u* P.S: Eu estou em um computador que não é o meu, e infelizmente, não tem Word para corrigir alguns dos meus erros, então, se tiver algum erro, me digam, ok?

Capítulo 11 — Desastre culinário.

***

Assim que abri os olhos, percebi que estava no centro da sala. Estava tudo um completo silêncio, e escuro. Lembrei-me dos dois garotos que havia deixado para trás por aqui, mas pelo silêncio, eles deviam ter ido para casa. E meu pai... Também não deve ter chegado.

Vi na mesinha de centro, um pequeno papel branco. Peguei-o rapidamente Olhei meio incerta para Phobos, mas ele apenas deu de ombros. Revirei os olhos e comecei a ler o papel.

Passei os olhos pelo papel, lendo o pequeno recado que meu pai havia deixado á mim.

"Filha querida..." Começara o bilhete. Parei de ler e encarei o teto pensativa. Baixei o olhar para o deus que se encontrava sentado no sofá; ele me encarou com o cenho franzido.

– O que foi? — perguntou.

– Meu pai aprontou alguma. — disse em um suspiro. — Começa com "filha querida".

Phobos riu fraco e rouco. Um arrepio passou por minha espinha ao ouvir aquilo novamente. Aquela voz rouca que eu tanto gostava de ouvir.

– Talvez sim. — disse ele, jogando a cabeça para trás e encarando o teto. — Talvez não... Você só vai descobrir lendo!

Suspirei derrotada. Ele tinha razão. Voltei a ler em silêncio.

"Eu notei que você tinha saído quando cheguei e..." Interrompi a minha leitura. "Jura, pai? Deu uma de Sherlock agora?!" Pensei, fazendo uma careta. Phobos olhou para mim e riu.

– O. Que. Foi?! — perguntei pausadamente com irritação. Ele só olhou para mim de novo e riu ainda mais! Riu de mim!

– Você... Está... Toda... Vermelha. — disse entre risos. — E... Fazendo... Caretas... Idiotas.

– Cale a boca. — resmunguei. Voltei a ler, ignorando seus risos.

"E ainda estou com Hailee. Eu estou ajudando ela com a mãe dela em uma cidade próxima... Você sabe que eu não gosto de emprestar meu carro! E não discuta comigo mentalmente!"

"Ótimo!" Pensei. "Meu pai lê mentes através de papeis."

"Continuando... Tem torta de maçã no forno, pronta. Isso serve como um pedidos de desculpa, né?" Revirei os olhos, rindo. Phobos riu um pouco.

"Não apronte nada. Chego amanhã ao meio-dia. Boa noite e amo você." Terminei de ler e acabei murmurando um "também amo você" sem que Phobos ouvisse com um sorriso de canto.

Com um suspiro, coloquei o bilhete onde havia deixado, sorrindo para Phobos. Ele me olhou estranho, mas retribuiu sem graça.

– Quer torta de maçã? — perguntei.

– Ahn... Quero. — respondeu, encolhendo os ombros.

Assenti com a cabeça, andando até a cozinha. Me abaixei e abri o forno, revelando a linda e deliciosa torta de maçã do papai. Eu havia esquecido de pegar a luva para que não queimasse minha mão, e desta forma, assim que peguei a forma metálica com a torta, queimei a mão. Larguei a torta na pia, tentando não derrubá-la, e assim que coloquei soltei um grito de raiva.

Abri a torneira, deixando a água cair sobre minha mão enquanto soltava algumas palavras impróprias. Phobos apareceu na cozinha ao meu lado, pedindo para ver minha mão.

Lentamente, tirei a mão da água, colocando-a sobre a mão dele. Ele olhou para ela, sério.

– Como que você queimou a mão? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.

– Eu esqueci de pegar a luva... — murmurei, sentindo além de minha mão ardendo, minhas bochechas também. Desviei o olhar dele por alguns segundos. Ouvi ele prender um riso e olhei para ele, que desviou o olhar de mim, mordendo o lábio inferior.

Quando seu rosto voltou a me encarar, estava em uma falsa e séria expressão. Ele pegou um copo no armário, e fez um líquido aparecer no mesmo. Phobos ofereceu-o para mim.

– Bebe. — disse, estendendo o copo para mim. Peguei com a mão que não estava queimada e encarei o líquido no copo. — É apenas néctar. Vai fazer sua mão melhorar.

Eu o encarei. Phobos apenas baixou o olhar e colocou as mãos nos bolsos frontais de sua calça jeans. Percebi que já havia feito aquilo algumas vezes. Talvez fizesse quando estava sem graça ou incomodado com algo.

Suspirei e fechei os olhos, bebendo o tal néctar. Ao sentir o líquido passar pela minha boca, relaxei o corpo. Era um gosto incrível. O gosto do que eu mais adorava comer.

– Que gosto tem? — perguntou Phobos, com seus olhos brilhando de curiosidade.

– Tem gosto dos biscoitos de chocolate caseiros da minha avó com leite. — Desviei o olhar, provavelmente vermelha de vergonha. O que eu mais gostava de comer era uma coisa tão infantil.

– Legal. — comentou após alguns segundos de silêncio.

Senti minha mão parar de arder até que mais rápido do que imaginei. Dei uma risada divertida e Phobos me encarou confuso; quando viu que eu encarava minha mão, ele riu também.

– Obrigada, deuses! — exclamei, olhando para o teto. Então me lembrei de quem realmente deveria agradecer. Olhei para o deus á minha frente. — Quer dizer... Obrigada, Phobos.

Ele arqueou uma sobrancelha, rindo. Ele parou de rir e sacudiu a cabeça. — Não foi nada demais.

– Foi sim. — rebati. — Eu já estava querendo amputar minha mão. Graças á você, não o fiz.

– Certo. De nada. — Ele deu de ombros, prendendo um riso. — E a torta?

Seu olhar parou sobre a torta na pia. Dei um sorriso desajeitado e peguei a luva verde que havia encima do fogão desta vez.

– Viu?! — disse, olhando para ele. Phobos fez uma careta confusa e eu coloquei a luva perto de seu rosto, fazendo uma careta. — Coloquei a luva dessa vez!

Ele começou a rir. Acabei rindo também. Tirei a torta da pia, mas me toquei do porque que ele riu, e porque ele perguntou "E a torta?"... Eu havia molhado ela quando fui lavar as mãos. Meu queixo caiu.

– Eu estraguei a torta! — gritei, tirando a luva e jogando-a no fogão.

– Faça outra. — disse o deus do medo ao meu lado, tentando não rir. — Simples assim.

Simples assim. – imitei-o, fazendo uma careta. — Mas eu não sei fazer torta, seu sabe-tudo!

– Eu te ajudo a fazer. — murmurou.

Olhei para ele, incrédula. — Você sabe cozinhar?

– Algumas coisas sim... — respondeu, virando o rosto.

Você sabe cozinhar e eu não! — Meu queixo caiu novamente. Phobos riu, olhando para mim.

– Quer fazer a torta ou não? Eu posso mudar de ideia sobre isso!

– Certo. — respondi. — Vamos logo fazer a torta.

Ele riu e balançou a cabeça, indo para o armário pegar alguns ingredientes.

Notas finais
Quem diria que Phobos sabe cozinhar, hein?! Huehuehue' Mas, enfim, espero que tenham gostado. E se tiver algum erro, me desculpem... Espero reviews! Beijão! ♥