Notas iniciais
Minhas lindas, eu consegui postar hoje, ainda bem. Está uma correria aqui, eu prometo que posto a minha outra fic. Mais é que a outra é mais complicada de escrever. Amores, muito obrigada por tudo, mas eu quero mais reviews. Eu paro de estudar, de fazer os meus deveres para escrever para vocês e vocês lindas me deixam poucos reviews? Como isso? Ah, eu tenho que receber mais, porque se não eu vou pensar que eu não escrevo bem e vou ter que parar com a fic ): Não fazem isso comigo não amores. Boa leitura s2

Engoli em seco. Fiquei com o meu corpo mole. Ninguém sabia que eu via ''coisas'' nessa casa. Não contei para ninguém sobre isso e como ela sabia se eu estava passando medo? Tudo bem que essa senhorinha morou nessa casa, mas eu pensava que só eu conseguia ver essas ''coisas'' estranhas. Mas eu estava completamente enganada, essa senhorinha tinha passado as mesmas coisas que eu estou passando agora nessa casa, eu acho.

Olhei para ela que ainda sorria para mim. Dei uma leve olhada de canto e reparei que Justin estava de pé olhando fixamente para a senhora. Ele não estava respirando, ou será que era eu?

- Como assim passando medo? — Perguntei me aproximando mais de Justin e ficando longe da velhinha.

- Medo. Vendo ''coisas''. Ou essa casa voltou do jeito que era há muito tempo atrás? — A velhinha novamente sorriu para mim. Um sorriso que até agora eu não tinha identificado, mas que nesse momento decifrei. Eu conhecia esse sorriso de algum lugar. Um sorriso sarcástico e ao mesmo tempo fatal.

- Ah, se falarmos que ainda estamos vendo ''coisas''. — Justin disse olhando para mim e piscando. Ele estava planejando algo. — A senhora contaria a história dessa casa? Já que você morou nela há muito tempo, você deve saber sobre a sua história. Não sabe? — Ele apenas sorriu no final da pergunta e a senhora olhou para ele com doçura.

- Ah, claro que sim. Contarei com o maior prazer. Estão preparados para ouvir a história? – Ela disse olhando para mim com raiva. Eu percebia que era algo de ruim porque um arrepio passava pelo meu corpo cada vez que ela me olhava.

- Claro que sim. – Justin disse passando a mão pela minha cintura de lado e fazendo com que eu ficasse mais próxima de seu corpo. Eu acho que ele queria me proteger da ‘’história’’. Olhei para a velhinha, que agora estava diferente. Seu rosto estava modificado. Não parecia mais uma senhorinha de histórias de contos, e sim de terror. Me encolhi quando ela começou a falar.

- Há dois séculos atrás, existia uma família feliz. Pais, um filho e duas filhas. Essas irmãs sempre foram grudadas, aliás, eram gêmeas. Mas um ‘’amor’’ fez com que as duas se tornassem rivais. – Ela olhou para mim e sorrio. Estremeci. – Agora, eu sei que uma das irmãs morreu na época e a outra viveu com o seu amor para sempre. Mas a irmã falecida desejou vingança, e essa vingança está próxima. – A velhinha voltou ao seu estado normal e olhou para Justin que estava paralisado. – O que foi querido?

- Na-a-da senhora. – Justin disse saindo do seu transe e abrindo um sorriso. – Adorei a história. Mas a senhora só sabe isso? Morou tantos anos e ...

- Não. – A senhora o interrompeu com doçura. A olhei e reparei que as rugas estavam bem aparentes e que seus dentes provavelmente eram dentaduras. – Eu não contarei o resto. Porque se não, a história perde a graça. – Ela disse se virando e indo embora.

- Aonde a senhora vai? – Perguntei em um impulso. Olhei para Justin que estava boquiaberto. Talvez ele se encontrasse assim pelo simples fato da velhinha falar que não vai terminar a história porque não vai ter graça. O que ela quer com isso? Fazer a gente morrer de medo?

Ela virou-se e olhou para mim com ódio. Porque ela me odiava e tinha raiva de mim? Nunca a vi na vida, nunca.

- Eu vou ir embora, o meu filho está me esperando. – Ela disse apontando para um carro preto parado do outro lado da estrada de terra. Porque eu não tinha reparado antes no carro? Porque eu acho que ele não estava lá.

- Obrigada pela história, mesmo que ela não foi concluída. – Ele falou abaixando o seu tom de voz para um sussurro. Mas mesmo assim a velhinha ouviu e sorrio, um sorriso doce para Justin. — Mas, aliás, como a senhora chama? – Ele perguntou a olhando. Olhei também para ela.

- Me chamo Esile, prazer. – Meu coração acelerou totalmente. Porque? — Agora eu tenho que ir. Até mais Justin e Marie. – Pensei em responder um ‘’até mais’’, mas quando eu ia responder a minha ficha caiu. Olhei para Justin e disse.

- Como ela sabe o nosso nome? – Embora conversássemos e ela tinha dito o seu nome. Ela não tinha perguntado o nosso e muito menos o falamos. Como ela sabia o nosso nome? Depois da pergunta, Justin olhou para mim com os olhos arregalados.

- Isso que eu estava pensando agora. – Ele falou olhando fixamente para mim. Respirei fundo. Estava com medo agora. Um ventinho gelado percorreu o meu corpo, fazendo-me arrepiar. – Porque ela não contou o final da história?

- Não sei. Acho que deve ter algum mistério nisso. – Olhei para onde o carro preto se encontrava. Ele não estava mais lá, e sim, um buraco vazio de terra e folhas secas. Outono, época das folhas caírem e época de Hallowen, e de ‘’coisas’’ aparecerem. Gelei.

- Muito estranho tudo isso. – Ele disse colocando a minha cabeça no seu ombro e olhando para as folhas da árvore na frente da casa, caírem.

(...)

Sentada na minha cama, com a luz acesa, com a porta aberta, estou segurando a caixinha que encontrei. Queria muito decifrar o que tem nela. Pelo menos ajudaria a descobrir a história que aquela velhinha não quis contar. Porque ela não quis contar? Será que a velhinha não era só minha imaginação? Não pode ser, Justin também a viu. Estou ficando completamente louca, só pode. Parei de olhar a caixinha quando Justin entrou no meu quarto com uma coberta.

— Vou dormir com você, certo? – Ele disse deitando do outro lado da cama e esticando a coberta em cima dele mesmo. O olhei e sorri.

- É claro que sim. Não quero ficar sozinha.

- O que é isso na sua mão? – Justin perguntou encostando sua mão na caixinha. Ela mais que rapidamente tremeu. Não era eu que a tremi, muito menos Justin. Eu estava tendo alucinações novamente. Vou ter que ir ao psiquiatra o mais rápido possível. Olhei para o Justin com os olhos arregalados. O que será que aconteceu? – Eu também senti. — Justin disse com a voz tremula.

- O que será que é isso? – Falei deixando uma lágrima escoar para meus lábios. Eu estava com medo. Para ser sincera, estava morrendo de medo. Nunca senti um pavor tão grande na minha vida. Embora não fosse pela caixinha ter tremido. Eu estava com medo porque sentia que alguém, que realmente queria a minha morte, estava perto de mim. Ou melhor, no meio de nós.

Notas finais
O que acharam? Quem será a velhinha? Ela é morta ou viva? E a história? Alguém da um palpite de como terminar? Amores, eu quero que voces mandem bastante reviews, sério. Porque eu estou escrevendo com o maior amor e voces não estão me deixando feliz. Leitoras fantasmas apareçam. Aliás, essa fic é sobre isso, então apareçam KKK Amo voces s2
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.