Medo Oculto
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Violet Ambrose está às voltas com duas grandes questôes: Jay Heaton e seu mórbito e secreto poder. Com dezesseis anos de idade, ela está confusa com seus novos sentimentos por seu melhor amigo desde criança e perturbada por seu “poder” de sentir os mortos – ou pelo menos àqueles que foram assassinados. Desde que ela era uma garotinha, ela sente ecos de mortos que se foram desse mundo… e deixaram impressões que levam à seus assassinos. Violet nunca considerou seu estranho talento como um dom; na maior parte do tempo, esse poder só levou-a à aves mortas que seu gato tinha matado. Mas agora que um assassino em série está aterrorizando a cidade, e os ecos dos locais onde as garotas morreram estão assombrando-a diariamente, ela percebe que pode ser a única pessoa que pode detê-lo. Apesar de sempre ser superprotetor com ela, Jay relutantemente concorda em ajudar Violet em sua busca para encontrar o assassino e Violet fica assustada ao encontrar-se desejando que as intenções de Jay não sejam só de amigo. Mas mesmo quando ela está ficando ainda mais apaixonada, Violet está chegando mais e mais perto de descobrir o assassino… e tornar-se a presa.
Terminei de ler a sinopse do livro "Ecos da Noite". Esse livro tem muito a ver comigo, ainda mais quando se trata de ver coisas e gostar do seu melhor amigo. Acho que vai ser bom eu lê-lo, talvez ele possa me ajudar a solucionar algumas coisas. Deixei o livro ao meu lado na cama e sentada, coloquei minhas mãos envolta das minhas pernas. Meu coração nesse exato momento estava acelerado e eu morrendo de medo. Fechei os meus olhos e desejei que os barulhos que começara a escutar, parassem imediatamente, mas isso não aconteceu. O que ocorreu foi que o barulho a cada segundo, ficava mais alto e o meu medo aumentava. Tampei os ouvidos com minhas mãos e comecei a rezar. O barulho de respiração e de rastejamento dava para ser ouvido, mesmo com meu ouvido tampado. Respirei fundo e quando criei forças para pedir socorro, minha mãe abriu a porta e tudo voltou ao normal.
— Filha, Pattie e Justin acabaram de chegar. Você não vai descer? — Eu tinha esquecido completamente que minha mãe e meu pai iriam hoje viajar, e tia Pattie e Justin viriam dormir aqui em casa. Respirei fundo, ainda estava nervosa do que acabara de acontecer.
— Sim mãe, eu já vou. — Falei com a voz tremula e saindo da cama. Tinha que passar uma água no rosto e acordar desses terríveis pensamentos.
Eu sei que isso não é pensamento, eu sei que o que vejo é real e o que escuto também é. Mas é muito complicado para mim, pois meus pais não acreditam em nada do que eu falo. Eles dizem que eu estou traumatizada de ter mudado a pouco tempo para cá, longe da cidade e das minhas amigas, por isso que eu fico ‘’vendo’’ essas coisas. Mas o duro que isso não é verdade, embora eu tenha ficado triste por ter me mudado, isso não afetou a minha visão e nem audição. Depois que eu cheguei nessa casa, a umas três semanas atrás, eu tenho passado muito sufoco e medo. Não sei por que só eu passo por isso, mas minha mãe e o meu pai dizem que amaram essa casa. Mas eu, a odiei completamente. Só espero que, Justin e Pattie não sofram iguais a mim. Porque o que eu passo aqui nessa casa, não desejo nem para o meu pior inimigo.
(...)
Despedir dos meus pais não foi fácil, mas eu sei que quando eles voltarem, tudo irá melhorar. Minha mãe jurou comprar uma nova casa, pois claro, iremos nos mudar de cidade. Ficar longe de Justin será a pior coisa que alguém poderia passar na vida, eu definitivamente, não queria ficar longe dele. Mas se a única solução para fazer com que meus pais mudem dessa casa, é recebendo uma oferta de emprego em outra cidade, então isso vai ser melhor para mim e Justin terá que entender.
Sentada agora no sofá ao lado de Justin e tia Pattie, estamos assistindo um filme. Conhecem ''A Última Casa''? Então, é ele. Justin antes de vir em casa, passou pela cidade e alugou esse filme de terror para assistirmos. Terror! Eu quero matar o Justin! Ele sabe que eu morro de medo e ainda faz questão de alugar um filme desses, ainda mais com tudo acontecendo em minha vida. Ele quer me matar mesmo de medo.
- Da para aguentar o medo? — Justin sussurrou ao meu lado. Um arrepio passou pelo meu corpo, sua voz era encantadora. Olhei para ele que estava sorrindo para mim, aliás, ele estava zombando de mim porque eu tenho medo de filme de terror. Mas ele não tem a mínima ideia do que eu passo aqui, pois se tivesse, pararia agora com esse sorrisinho irônico. Tudo bem que sempre eu tive medo de filmes desse gênero, mas depois que me mudei para cá, esse meu medo aumentou demais. Justin tinha percebido.
- Mais ou menos. — Falei olhando profundamente em seus olhos, depois desviei para tia Pattie que estava dormindo. Ela pegou no sono antes mesmo de começar o filme.
- Fica aqui comigo então. — Justin disse abrindo o braço e fazendo com que eu ficasse abraçada com ele de lado, com a cabeça apoiada em seu ombro. Fechei por um tempo o meus olhos e percebi uma respiração no meu pescoço. De princípio sorri, mas depois que abri os olhos e percebi Justin entretido no filme, minha expressão mudou. Olhei para a porta da sala que dava para a cozinha e reparei em um vulto preto e outro branco, eles estavam olhando diretamente para mim. Gelei completamente. Não conseguia falar e nem me mecher. Será que estava vendo coisas novamente?
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