Medo

1 Capítulo Único


Notas iniciais
hoy ~
outro projetinho paralelo de um dos meus bebês, dessa vez do meu OC favorito: Ryuutsune Shinyen. 14 aninhos. ♥
aqui foi um processo que eu tinha pensado de abordar de todos eles falando sobre como enxergavam o amor, e com o Ryuu ele lida dessa maneira ~
boa leitura!

Algo completamente desnecessário; algo que, se soubesse, teria preferido nunca saber o que era sentir. Eu não sei bem como definir tal sentimento. Ele te deixa dependente; muito mal, ainda mais para mim.

Quando você é alguém que se apega facilmente, isso se torna mais que apenas uma ruína. Ele se torna seu ponto final, para qualquer relação possível que se queira criar e iniciar. O medo natural de ser deixado ao misto disso é uma das piores sensações existentes. Eu não sei amar. E não temo que um dia vá viver sem saber algum dia o que é isso. Ao menos sendo correspondido.

Eu vivenciei o que chamam de "amor" durante algum tempo, não tendo qualquer reação perante tais sentimentos em nenhum momento. Tentei recusá-los, evitá-los, encobri-los. Eu passei a mentir com cada vez mais frequência, e não era bom nisso. Porém, funcionava. Então estava tudo bem, certo? Um grande equívoco.

Eu sentia, e isso era o pior de tudo. Eu não ia. Talvez por consideração? Por realmente apego a sua pessoa e não querer que esses sentimentos se esvaíssem? Masoquismo? Até hoje não faço ideia de minhas atitudes e falta delas naquela época.

Eu sempre enchia a boca e lhe dizia: "Não ligo.", "Faça o que quiser." "Você me irrita." As maiores mentiras que eu repetia sem cansar visivelmente. Mas por dentro, eu temia, eu tinha um tremendo receio de deixar escapar um olhar, uma expressão, qualquer reação que denunciasse que eu realmente me importasse. Eu nunca gostei de encobrir o que sentia, no entanto, nunca aprendi como expor de forma correta toda essa confusão que me preenchia.

Às vezes achava um exagero, que deveria ser algo da idade, e com uma parte racional, acabava vendo que aquilo não tinha rumo. Muito menos um futuro. Era tudo, tudo... Incerto. O que eu sentia. O que eu via. O que eu não via. O que eu não sentia.

A única certeza a qual eu tinha era meu medo. O receio quase inexplicável de se envolver mesmo que minimamente. Substituições. Geralmente essas são rápidas e fáceis, algo simples. Mais egoístas do que eu posso ser em toda a minha vida.

Eu fui o substituto dele quando sempre era conveniente para você. Eram minutos. Ele ia embora e eu me tornava útil. Tinha seu foco em mim como algo de devoção, mesmo que seus pensamentos e sentimentos ainda estivessem nele, e fossem permanecer durante um longo tempo até que a ficha caísse. Mas fora tarde demais, não foi?

Eu já não podia mais suportar tais sentimentos, e simplesmente lhe fazer enxergar não adiantaria.

A perda é a melhor lição de todas para aqueles que se recusam a encarar a realidade e fazer algo em cima da hora.

Quem diria que o karma voltaria algum dia, não é?

Notas finais
obrigada a todos que leram!
kissus ~ ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!