Medo

35 Capítulo 6: Amigos e Inimigos


Notas iniciais
Boa leitura!
Ps.: A Lidia voltou a ser a ser a sofredora preferida de vocês!

Depois de gritar a sala começou a girar e eu me lembrei da tesoura (N/A: Nem sei aonde ela consegui isso...) que estava cravada na minha barriga.

-Raul... — As lágrimas estavam mais fortes que a dor.

-Lidia! — Raul me deitou no chão e tirou cuidadosamente a tesoura de jardineiro.

-Doi muito, me ajuda! — Sussurrei frágilmente,

-Calma Lidia... — Eu interrompi Raul aos gritos.

-A única coisa que você vem dizendo para mim é “calma Lidia” nesses últimos meses. Que merda de calma nada! Porra, eu to morrendo e tu vem com o papo de calma! Cassete! — Acho que fui meio exagerada, mas não aguentava mais!

Adam parou de socar James — que estava inconsciente — e ficou nos olhando, acho que Raul não percebeu.

-Des-Desculpe Lidia... Eu... Eu... — Ele não estava conseguindo falar.

-Vem cá, seu abestalhado! — Falei e me levantei, com muita dificuldade, para abraça-lo.

Só que antes que eu conseguisse fazer isso a dor piorou e eu desmaiei de dor...

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...

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Quando eu acordei eu estava na enfermaria.

-Meu bem, você não deveria ter brincado com a tesoura, é nisso que dá! — Falou uma mulher baixinha, gordinha e morena que usava um jaleco branco.

-Quem você? — Perguntei.

-Sou a enfermeira Natali, muito prazer! — Ela falou educadamente.

Alguém chamou ela e eu achei engraçado o jeito que ela rebolava ao andar. Fiquei rindo internamente.

-Natali, posso sair. Acho que já estou melhor e tenho que voltar a aula. — Me levantei.

-Claro querida. Cuidado com tesouras! — Ela piscou para mim e eu sai.

Minha próxima aula era de artes. Adoro.

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...

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Eu bati na porta da sala e quem abriu foi um professor que parecia bem simpático.

-Você é a nova aluna, estou certo? — O professor era muito gato, olhos azuis bem claros, moreno e alto.

-Sim! — Falei.

-Evite chegar atrasada, pois se você se atrasar mais uma vez terei de te mandar para a sala do diretor. — Sussurrou ele.

-Eu estava na enfermaria. — Apontei para a minha blusa manchada de sangue e esburacada.

-Ainda bem que você esta bem! — Sorriu ele.

Eu fui para a única banca vazia, ela era no fundão. To lascada!

Eu estava entre uma menina loira bem magra, mas bem magra mesmo, e um menino moreno e bem moreno mesmo. Eles olharam para mim. O menino pareceu não gosta de mim, pois logo virou a cara e continuou a conversar com o menino, já a menina se virou e começou a falar comigo.

-Oi, tudo bem? Meu nome é Alex e o seu é? — Menina rápida em? Mas ela tinha uma palidez doentia. Era estranho.

-Oi, tudo, o meu nome é Lidia. — Ela pareceu ter estranhado o meu nome.

-Você gosta do Justin Bieber? — Mais uma maníaca por Justin Bieber (N/A: Desculpa adiantada para as fãs do cara!)

-Não, acho ele meio biba... (N/A: Não matem essa pobre autora!) — Fiz piada.

-Eu também! — Essa me surpreendeu! E bonito!

-Vamos nos dar bem! — Depois começamos a conversar e as amigas dela se juntaram a a conversa.

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...

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Eu me despedi das minha novas amigas e fui ao encontro da familia mais doida desse mundo, a minha!

Eu esbarrei em alguém.

-Olha por onde anda, seu cego! — Falei e olhei para cima, era o mesmo cara da minha aula de artes.

-Cega é você! — Ele saiu e me deixou caída no chão.

-Boa Lidia, de cara já tem gente que não gosta de ti! — Eu pensei alto.

-Falar sozinha é o primeiro sinal de loucura. — Alguém sussurrou no meu ouvido.

-Eu não sou louca! Perturbada, tudo bem, mas louca não! — Falei para a voz masculina que sussurrou para mim.

Esse homem me virou e eu dei de cara com o peito dele.

-Muito prazer, Jean e você... — Eu fiquei meio estática, ele era muito lindo!

-Lidia. — Minha voz só um sussurro. Eu estava admirando o belo peitoral dele e os cabelos negros dele, que estavam em total harmonia com seus olhos castanhos. Só existe homem lindo na minha vida! Jesus amado!

-Então Lidia, até mais! — Ele foi embora.

Eu me libertei daquele traze e fui procurar a minha familia doida.

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-Oi coisas lindas da mãe! — Falei indo abraçar a Ruby e o Alan — Mamãe vai levar vocês para visitar o titio Marcos, o que vocês acham? — Eles só ficaram rindo. Que fofos!

-Quer que eu te leve? — Perguntou Seu Daniel.

-Não, vou numa boa. A Clara vai comigo.

-Deixa eu te ajudar a leva-los para baixo. — O Daniel não gosta muito de mim, principalmente por ter tido filhos tão cedo, mas ele sempre tenta ficar relaxado.

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...

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A Clara estava levando o Alan. Ela amava aquele menino.

-Quem é o menino da titia? Quem é? É o Alan! — Ela ficava falando para ele, que estava com uma cara de confuso dentro do carrinho. Tadinho dele.

-Ta assustando o Alan! — Falei dando ua cutucada no braço de Clara.

-Uma tia não pode fazer brincadeiras com os sobrinhos não? — Caramba, já tinha pena deles agora...

Alguém segurou o meu ombro, me parando.

-Olha quem esta aqui?! — Era a voz daquele menino metido da minha aula de artes.

Eu me virei com uma cara de poucos amigos, e eu tinha, mas não vem ao caso.

-Você ta me seguindo? — Perguntei irritada.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Alguém tem ideias para o nome do "Garoto Metido da Aula de Artes"?
Cap dedicado a Juliie Rosees, minha nova leitora!!!
Digam se estão gostando!
Sem reviews, sem cap!
Bjs