Medo
33 Capítulo 4: Novo Colégio, Novo Capeta
-Miséria! Acorda! — Gritei no ouvido de Clara.
-Pera! Mais cinco minutos! — Oh mania de cinco minutos chata.
Eu chutei Clara e ela acabou caindo no chão.
-Cassete! Isso machuca! — Ela gritou.
-O que aconteceu ontem? — Por favor que não seja a coisa que esta se passando pela a minha mente, suja, agora!
-Você bebeu tanto que passou a noite vomitando, então eu deixei meus sobrinhos nos seus quartos e fiquei para lá e para cá a noite toda. Tu vomitava, os bebes choravam, você vomitava... Você já entendeu, néh? — Ela estava com uma cara, que meu Deus, deu medo.
-Valeu irmãzinha! — Abracei ela e vi a hora no relógio. Eram seis horas — Temos aula hoje, e eu começo na sua escola hoje. — Para as pessoas que achavam que eu tinha largado a escola, não larguei, ia de barrigão mesmo.
-Eu vou dormi um pouco mais e você pode indo se arrumar. — Ela se cobriu toda e voltou a roncar.
Eu peguei meu novo uniforme, que era um milhão de vezes melhor do que o outro, e fui tomar banho, ainda estava cheirando a cerveja. Ninguém merece!
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-Ok, a gente se vê na hora do intervalo. — Falei indo para a minha sala.
Eu estava sozinha na minha serie, pois Adam e Raul estão no segundo grau, Clara se adiantou um ano e Lucas repetiu.
Não tinha quase ninguém na sala, então eu peguei um dos meus livros jogados na bolsa e comecei a ler.
-Com lisença, você é a aluna nova? — Perguntou um cara muito lindo, loiro de olhos verdes esmeralda, bronzeado. Deus Grego, traduzindo.
-Sou sim. — Fechei o livro e fiquei encantada pelos olhos dele, que pareciam presos a mim, to podendo meu bem!
-Qual é o seu nome? — Perguntou ele se sentado do meu lado.
-Lidia e o seu? — Eu cruzei os braços.
-James. (N/A: Não é o James de crepúsculo...) — Que nome!
Eu só consegui emitir um som de hum... e depois ele pegou a minha mão e me levou para fora da sala de aula. Eu nem liguei, eu sabia que não tinha perigo com ele.
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Ele tinha me levado para uma sala vazia e escura. Parecia que ninguém entrava ali ao bom tempo.
-Por que estamos aqui? — Perguntei me sentado numa cadeira bastante empoeirada.
-Para nada de mais. — Ele pegou o meu rosto entre as suas mãos fortes e me beijou.
-Não posso fazer isso. Eu tenho noivo. — Falei com minha boca espremida contra a dele, pois ele estava usando uma força muito grande para manter nossos rostos juntos.
-O que isso importa? — Ele começou a beijar o meu pescoço.
-Eu não quero magoar ele, pois ele tem cuidado muito de mim. — Falei entre lágrimas, pois eu me toquei que tinha entrado em mais uma das minha roubadas frequentes.
Eu ia ser abusada, ameaçada, abusada de novo, quando tentasse contar para alguém ia ser espancada, e assim vai... Burra, burra, burra! Não julgue um livro pela capa.
Ele estava começando a tirar a roupa.
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O James estava beijando o meu pescoço e eu estava querendo vomitar, e não era por conta da cervejada de ontem.
-Já me divertir por hoje. Amanhã no mesmo lugar. — Vai sonhado que eu vou fazer de novo.
Eu cuspi na cara dele.
-Nem nos seus sonho e nem nos meus pesadelos. Seu doente! — Depois que eu falei, cuspi novamente.
Ele deu dois tapas na minha cara.
-Sua vadia! — Ele pegou os meus cabelos e me levantou — Agora peça desculpas. — Só nos teu sonhos!
-Nem que eu morra. — Falei isso, mas eu não queria morrer, queria poder ver os meus bebezinhos crescerem e se tornarem alguém na vida.
Ele me jogou no chão e pegou as suas roupas. Eu podia sentir um gosto muito familiar, que nesses últimos meses me pareceram tão estranhos, sangue.
Eu limpei o sangue que estava escorrendo pela minha boca e me arrastei para pegar as minhas roupas.
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Dessa vez eu não ia ficar calada e guarda para mim, eu não queria engravidar novamente e dessa vez eu não evitaria um aborto, eu não quero ter mais filhos!
-Adam, Raul, preciso falar em particular com vocês. — Falei melancolicamente.
-Claro. — Adam falou e começou a me seguir, juntamente com o Raul.
Como eu contaria isso? Minha vida nunca vai ser acertar não? Eu só queria ter os problemas normais de uma adolescente de 14 anos!
Quando estávamos no pátio da escola, que não havia quase ninguém, só casais de namorados dando amassos, eu me virei para eles e falei.
-Eu fui estuprada. — Falei bem rápido.
Notas finais
Cap dedicado ao meu novo leitor, STRATO.
Talvez tenha cap novo, eu disse talvez! Não prometo nada!
Sem reviews, sem cap!
Bjs
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