Medo
19 Capítulo 18: Tik Tok
Notas iniciais
Essa última semana foi como uma semana de dois anos atrás. Tirando a parte de que meus pais nem me olham na cara e eu tenho vontade de pular no pescoço da minha professora. Nunca vou chamar aquele ser humana de mãe.
O Raul voltou a ser como antes. Eu acho que ele tava se drogando e parou.
Meus novos amigos me levavam a festas todos os dias. Adoro eles.
Meu namorado era um cavalheiro comigo.
Minha vida esta perfeita.
Senhor, se você ta escutando essa pequena fiel, por favor deixa a minha vida assim!
-Tais pronta, Lidia? — Perguntou a minha BFF.
-Mais pronta que nunca. — Falei fechando a minha bota.
Peguei a minha bolsa preta e fui cair na noite.
Hoje tinha festa na casa da Angel e do Dan. Vai se demais!
Você deve esta se perguntado sobre o bebê e o intercâmbio. Então, eu continuo com os dois e não vou abrir mão de nenhum. E agora que o Raul virou bozinho (Aleluia) com certeza vou ficar com a criança. Mas vou aproveitar os meus sete meses de liberdade.
Do lado de fora da casa dava para ouvir a musica pulsante, era a minha musica preferida, Tik Tok.
A casa por dentro parecia uma boate. Tudo de bom!
Marcos assim que me viu correu até mim e me deu um beijo daqueles. Jesus me abana!
-Oi amor! — Falei sorrindo.
-Oi. — Ele me deu mais um beijo e eu senti que o seu hálito de menta estava misturado com cerveja.
-Andou bebendo? — Perguntei seria.
-Não meu amor. — Ele mentiu para mim? Não acredito nisso!
De repente um vadia veio por trás do meu namorado e abraça o pescoço dele.
-Quem é essa? — Perguntou ela.
-Ninguém. — Ele me soltou e beijou a vadia.
Beijo? Eu to levando chifre?
Eu senti as lágrimas querendo sair e sai correndo daquele lugar.
Eu corri. Meu coração acelerou e eu pensei que o mundo ia cair em cima de mim.
Eu corri até em casa. Queria ter o colo de alguém que falasse que tudo estava ok. Esse era o trabalho de Marcos, que se mostrou um canalha.
Quando eu cheguei em casa a única luz ligada era do quarto do Raul, então eu corri até lá.
-Mas o que... — Raul parou de fala assim que viu o meu estado. Ele estava deitado em sua cama lendo um livro, que logo deixou de lado.
Ele abriu os braços e eu corri até ele.
-Marcos... Vadia... Canalha... — Eu não conseguia formar frases coerentes.
-Não precisa dizer nada. — Falou ele passando a mão pelo meu cabelo que antes estava ondulado e agora estava liso por conta da escova que dei.
Nós ficamos assim por um bom tempo, sem nos falar, até que eu levantei o rosto e aproximei do de Raul, que por sua vez afastou.
-Não quero que você faça isso por impulso e eu não quero te magoar. Eu te amo muito, mas fiz coisas erradas com você, não quero que você se machuque. Não mais. — Falou ele. Não me importava. Podia ainda ter muito ódio dele, mas as vezes era difícil de dizer se eu odiava ele ou o amava.
-Não me importo. — Eu dei um impulso que logo nossos lábios estavam colados.
Nosso beijo teve um ritmo frenético. Só percebi que eu estava em cima dele e ele estava deitado depois de um tempo. Ele pareceu perceber ao mesmo tempo e me afastou.
-Não, Lidia. Não. — Ele falou.
Eu tentei ir mais para frente, mas ele me afastou ainda mais.
-Mas Raul, você disse que me amava... — Ele me interrompeu.
-Mas você não sabe se me ama ou não, não é verdade. Eu não quero você arrependida depois. — Falou ele me fazendo sentar ao lado dele.
-Posso... — Sequei as lágrimas que começaram a brotar no meu rosto — Ficar aqui, pelo menos.
-Pode. — Ele me abraçou.
Eu deitei e ele fez o mesmo, só que com um livro na mão.
Depois de um tempo ele adormeceu lendo. Eu peguei o livro dele e coloquei em cima da cabeceira dele.
Eu deitei e abracei o corpo forte dele.
...
Quando eu acordei era por volta das quatro da manhã. O Raul também estava acordado.
Ele se aproximou de mim e me deu um beijo digno de cinema.
Passamos muito tempo nos beijando. Era uma sincronia perfeita.
Ai eu ouço uma musiquinha tocando, era o meu celular.
O Raul desapareceu e tudo ficou escuro.
Era apenas um sonho.
Eu acordei suada. Eu olhei para o Raul e ele também estava suado.
Me lembrei do celular e procurei a minha bolsa.
No celular era o Marcos.
Eu desliguei, nunca mais poderia olhar na cara dele sem me lembra daquilo.
-O que ouve? — Perguntou Raul esfregando os olhos.
A raiva dentro de mim era tão grande, eu tinha que extravasar.
Eu peguei a gola da camisa do Raul, que me olhou aturdido, e dei um beijo que parecia o do meu sonho.
Nunca mais seria a Lidia de antes, fragiu e boba.
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