Medo

15 Capítulo 14: O Cinema


Notas iniciais
Boa leitura.

Eu comecei a me trocar para ir ao cinema, daqui a pouco Marcos ia vir me buscar.

Eu vesti a minha blusa branca de zíper, minha calça jeans e minha bota preta.

Quando eu terminei de me arrumar eu ouvi o Marcos me chamando do lado de fora da minha janela.

-Já to indo! — Gritei desligando o som.

Eu corri, com um pouco de dificuldade por conta do salto, mas corri, para fora da casa.

-Você esta linda. — Falou Marcos pegando a minha mão.

-Valeu! — Falei.

Nós fomos para o shopping a pé. Foi muito agradável, dessa vez ele ficou falando o tempo todo.

-Lidia! — Ouvi Ângela gritar na frente do shopping.

Ela me abraçou como se não me visse a um século.

-Ângela... Ângela! — Falei tentando afastar ela.

-Desculpa! — Falou ela vermelha.

Danilo veio e pegou a minha outra mão, eu vi que Marcos não gostou muito desse gesto de Danilo. Não entendi.

-Lidia, ainda da tempo, vamos assistir Alice! — Suplicou Ângela.

-Eu to doida pra assistir esse filme desde que vi o trailer. — Falei.

-Aaaahhh! Desisto, vamos assistir essa bosta! — Falou Ângela.

-Olha o palavreado, garota! — Falou Danilo.

-Desculpe, vamos assistir logo isso! — Falou Ângela.

...

Nós fomos nos sentar. Eu fui a primeira, depois Marcos se sentou no meu lado esquerdo e Danilo no meu direito, Ângela sentou do lado do Marcos.

Os trailers começaram e meio ano depois o filme começou.

Durante o filme, Ângela ficava se encolhendo e roendo as unhas perfeitamente pintadas de rosa claro, Danilo e Marcos ficaram a primeira parte do filme me olhando, essa eu não entendi.

-Lidia, vem comprar pipoca comigo? — Perguntou Danilo.

-Ta. — Eu me levantei e ajeitei a calça.

Marcos ficou olhando torto para Danilo, eu estranhei, mas nem liguei, eles eram amigos.

Eu fui para a fila da pipoca, mas assim que Danilo percebeu que eu estava na fila, me pegou pela cintura e me guiou até o Game Station.

-Dan, a gente não ia comprar pipoca? — Perguntei meio que assustada.

-Nós vamos. — Ele continuou a me guiar, agora pro lugar mais escuro do Game.

-Mas... — Ele me silenciou com o seu dedo.

Ele tirou o dedo da minha boca, pegou a minha mão e começou a beijá-la.

-Eh, Dan vamos comprar a pipoca, Marcos e Angel devem estar esperando. — Só que ele não me ouviu e começou a beijar o meu braço.

E continuou subindo até a minha boca, começando assim um beijo ardente e indescritível.

Eu enlacei as minhas pernas na cintura dele e o peguei o cabelo dele, fazendo o nosso beijo se aprofundar mais e mais.

Foi quando eu me liguei que eu mal conhecia ele, fazia apenas um dia que ele havia chegado no colégio, e eu já estava dando um amasso nele.

-Para... — Sussurrei quando ele começou a beijar o meu pescoço.

-Não... — Sussurrou ele contra o meu pescoço.

Eu decidi que estava na hora de tomar as rédeas, então parei de reagir ao beijo e ele percebeu e me soltou.

-Desculpa. — Falou ele meio envergonhado.

-Tudo bem, só não repita. — Falei indo embora.

Ele me seguiu e compramos a pipoca.

Quando voltamos Marcos estava soltando fogo pelas ventas e Angel parecia que ia explodir de tanta agonia.

-Chegamos. — Falei passando na frente de Marcos.

-Demoraram... — Falou Marcos ainda meio estressado.

Depois nós ficamos calados por um tempo até o meu guaraná acabar.

-Vou compra um guaraná pra mim, alguém vai querer um também? — Sussurrei.

-Eu. — Falou Marcos ainda com cara de aborrecido.

Ele seguiu em silencio até saímos da sala de cinema, quando ele me prensou contra a parede e me deu um beijo indescritivelmente bom.

Então eu me liguei numa coisa. Que os dois gostavam de mim, como mulher, e eu gostava dos dois, como amiga. Então eu acabaria magoando um, ou os dois. Isso eu não ia aguentar.

Marcos parou e olhou para mim.

-Gostou? — Perguntou ele ofegante.

-E como. — Falei mais ofegante ainda.

Ele me beijou novamente, mas dessa vez suavemente.

-Quer namorar comigo? — Perguntou ele.

Agora ferrou, e legal.

-Eh... — Então fiz a primeira coisa que me veio a cabeça, fingir desmaiar.

Marcos começou a me sacudir.

-Lidia, Lidia. — Meu Deus. Vou fingir perde a memória. Clichê demais.

-Ahhh... — Fingi começar a acordar.

-Ainda bem. — Ele me abraçou fortemente.

-Sim. — Respondi.

-O que? — Perguntou ele.

-Eu quero namorar você. — Falei.

Ele me abraçou e me rodopiou.

-Eu te amo. — Falou ele e depois me beijou.

Lascou!

Notas finais
Espero que estaja bom e desculpe pelo tamanho!
Só vai ter cap novo quando tiver Reviews.
BJS