Medo

14 Capítulo 13: A Verdade


Notas iniciais
Boa leitura!

O meu dia foi ótimo.

Em vez de ir me esconder na escada de incêndio na hora do recreio, eu fiquei conversando com Marcos, Danilo e Ângela.

-Vamos pro cinema hoje? Ta passando um filme muito bom, caso 39. — Falou Danilo, ele é o irmão gêmeo de Ângela, mas eles não eram nada parecidos. Ângela era loira e tinha cara de anjo, fazendo jus ao nome. Já Danilo era moreno e era bem atlético. Nada parecidos.

-Vamos, vai ser bom! — Falou Marcos todo empolgado.

Marcos e Danilo já tinham virado amigos.

Marcos tinha se recuperado rápido, apesar dos dedos faltando.

-Isso é um filme de terror garotos, vamos assistir Alice! — Falou Ângela.

Nós duas já tínhamos virado bests!

-Eu quero filme de terror! — Falei empolgada.

-Então ta decidido, caso 39! — Falou Danilo.

O sinal tocou e fomos para a sala de aula.

As últimas aulas passaram bem rápidas.

Depois Marcos me acompanhou até em casa e disse que depois ia vim me buscar para irmos para o cinema.

Eu tive uma surpresa quando eu entrei em casa, meus pais e a professora Mirian estavam na sala tomando um café. Eles não estavam com uma cara muito boa, será que aquele miserável do Raul contou da gravidez. Mas isso não estaria explicando o motivo da professora Mirian aqui em casa.

-Oi. — Falei colocando a minha mochila do lado da porta.

-Querida temos que te contar uma coisa e é melhor você sentar. — Falou Dona Monica.

-Ta ok. — Falei meio alarmada.

Fui com cuidado até o sofá.

-Agora relaxe, baixinha! — Falou a única pessoa que me chama de baixinha.

-Você sabe que foi adotada quando era um bebê, não sabe? — Monica perguntou, a mulher é uma anta mesmo, mas é a anta que eu adoro!

-É, néh?! Por que a pergunta? — Perguntei.

-Pois achamos que fosse a hora de saber quem é a sua mãe verdadeira. — Falou a loira anta.(N/A: Se alguém for loiro ai, pode me xingar depois.)

-E o que a professora Mirian tem haver com a historia? — Perguntei, eu estava me coçando de curiosidade pra saber o por que dela ta aqui.

-Pois ela é a sua mãe, baixinha. — Falou Seu Rafael.

Posso dizer que o que eu fiz em seguida é uma vergonha pra minha raça:

Desmaiei. Isso mesmo, desmaiei.

...

Fala serio, minha mãe sempre esteve comigo e a vadia nunca falou nada. Ela vai levar porrada se pedir pra eu dizer mamãe pra ela, ah se vai!

-Lidia, acorda, querida! — Ouvi a voz da professora Mirian.

-Sai de perto, vadia desgraçada! — Falei.

Eu me levantei e vi que meus pais... Quero dizer, aqueles miseráveis mentirosos de uma figa, estavam com os olhos arregalados, juntamente com a professora Mirian.

-Querida, não queria que fosse assim, só que na época que engravidei eu era muito nova, não podia cuidar de uma criança! — Falou a vadia.

-Primeiro: Não me chame de querida e segundo: Se você quisesse conseguiria cuidar de mim, mas a vaidade foi tão grande que não pode pensar na criança! — Falei com lágrimas embaçando a minha visão.

-Eu não queria que fosse assim! — Ela soluçou.

Ela estava sofrendo, mas era bem feito. Se ela simplesmente tivesse cuidado de mim eu não passaria por tudo o que eu passo!

-Mas sabe? — Comecei a falar secando as lágrimas — Eu não vou cometer o mesmo erro, eu vou cuidar e amar o bebê que eu estou gerando dentro de mim. — Falei e depois coloquei as minhas mãos sobre o meu ventre.

-Como assim? — Mirian parou de soluçar e olhou para mim pasma.

Os meus pais repetiram o gesto.

-Como assim? — Falei com um sorriso irônico — Como assim? — Eu não aguentava ficar mais com aquilo entalado na minha garganta, eu precisa falar e seria agora!

Eles ainda me olhavam pasmos, principalmente os meus “queridos” pais.

-Seu filho, — apontei para Dona Monica e Seu Rafael — me estuprar e me espanca a dois anos, ah e sem contar as inúmeras vezes em que os amigos dele fizeram as mesmas coisas!

-Como? — Perguntou Seu Rafael para mim.

-Isso mesmo meu “querido” — fiz aspas com os dedos ao falar querido — pai, seu filhinho amado é um estuprador de primeira e agora eu estou grávida dele! — Falei chorando de raiva.

-Não pode ser! Ele não faria isso! — Falou Dona Monica.

-Ah minha “querida” mãe, ele faz pior. Ele já matou e já fez pessoas se matarem, a torturado mais recente foi o Marcos, ele perdeu dois dedos só por que me ajudou. — Eu estava leve que nem uma pena agora, tudo tinha saído.

Dona Monica desmaiou e Seu Rafael começo a sussurrar algo como “ O que eu fiz de errado?”

Eu já tinha me esquecido da Dona Mirian, só lembrei pois ela me abraçou.

-Me desculpe minha filha. Por favor, perdoa a mamãe! — Ela soluçou.

Ela ta doida pra achar que eu vou perdoa ela.

-Me sou, sua vaca desgraçada! — Falei tentado me soltar dela.

Ela me soltou e eu corri pro meu quarto.

Eu entrei lá e coloquei o único CD que me acalmava: The Open Door do Evanescence.

Mesmo o som estando alto continuei a ouvir o choro de Mirian. Que ela chorasse até morrer, eu não ia perdoa ela...

Notas finais
Espero que tenham gostado do cap!
To pensando em adiantar uma semana na historia, o que você acham? Devo ou não devo?
Já que hoje é dia das mães, esse cap foi dedicado a todas as mamães do Nyah!
BJS E A GENTE SE VÊ NO PROXIMO CAP!