Medo
30 Capítulo 1: Sai Do Armário, Perua!
Notas iniciais
Eu tinha acabado de ganhar alta e já estava com a Ruby e o Alan nos braços. Os dois estavam sorrindo para mim, e eram os sorrisos mais encantadores desse mundo.
-É melhor eu levar um dos bebes. — Falou Raul tirando a Ruby dos meus braços.
-Eu levou o outro. — Falou Adam pegando o Alan.
Olha a minha criatividade: Adam = Alan e Raul = Ruby. Deveria ter dado uma pensadinha melhor antes de escolher os nome. Anta!
-Mas eu quero levar! — Falei com bico.
-Não. — Os dois falaram ao mesmo tempo. Bando de chatos!
-Maninha, vamos numa festa hoje a noite? Dona Mirian só me libera se tu for. — Falou Clara.
-Mas eu não quero deixar a Ruby e o Alan sozinhos! — Eu sou uma mãe coruja.
-Eu sei de três pessoas que fariam de tudo para te ver feliz. — Ela apontou para os meninos, que estavam abestalhados com a Ruby e o Alan.
-Tudo bem, mas temos que voltar antes das 23. Não quero passar mais do que duas horas longe, esses três só tem minhocas na cabeça. — Elevei a voz na parte das minhocas.
-Você é a melhor irmã do mundo! — Ela me abraçou.
-Eu sei, eu sei. — Falei.
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...
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Eram nove horas e eu estava me arrumando para ir aquela bendita festa. Ai Meu Deus protege meus bebes, aqueles burros vão matar eles.
-Recomendações: Nada de escutar musica alta; nada de dar qualquer leite, só os que estão no meu quarto; a Ruby depois que o Alan dormi, ele chora muito e vocês teriam de fazer ela dormi de novo e ia demorar muito... — Lucas me interrompeu.
-Só isso? — Eu sou tão chata assim?
-Sim. E não tentem matar eles, pois depois quem mata vocês sou eu. — Ameacei.
-Sim, senhora! — Todos bateram continência.
-Vamos, Lidia! A festa já começou. — Clara começou a me arrastar porta fora.
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A musica era ensurdecedora e a batida era muito forte.
-Clara tem certeza que estamos no local certo? Aqui só tem gente de faculdade e alguns bêbados. — Eu estava espantada, ela nunca foi de coisa errada, ela é muito certinha.
-Claro que estamos. — Ela pegou um cigarro da bolsa e colocou na boca.
Eu tirei dela.
-Clara! — Gritei, muita gente olhou para nós.
-Para, Lidia! Vai dizer que nunca fumou? — Eu não sou um exemplo de pessoa, mas pelo menos eu parei!
-Sim, mas no meu caso é diferente. — Ela pegou outro cigarro e colocou na boca.
-Se você contar para a mamãe eu te deduro. — Miserável filha da mãe!
-Miserável! — Falei dando meia volta.
-Eu te deduro se você não ficar. — Ela gritou para mim.
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A casa estava uma orgia só, tinha gente transando no corredor, gente se drogando no meio da sala de estar, mulheres se beijando e homens também. Eu não tenho nada contra homos, mas um pouco de respeito não faz mal! Sabe a Clara? Pronto, ela tava dando um amasso numa sapata dentro do banheiro e também já tinha bebido umas cinco garrafas de vodica.
-Clara, se você não sai dai agora eu ligo para a mamãe! E pouco to me lixando para se você vai me dedurar ou não. Só quero o seu bem e agora saia dai! — Gritei.
Clara abriu a porta totalmente embriagada e pulou em cima de mim, eu cai no chão com ela em cima de mim.
-Maninha! — Ela tentou me beijar, mas eu virei o rosto.
-Clara, desde quando você é bissexual? — Perguntei.
-Desde agora. É muito bom, você deveria tentar! — Ela tentou me beijar de novo, como da última vez eu virei o rosto.
Ela lambeu o meu rosto e eu empurrei ela.
-Clara, você esta totalmente bêbada, vamos para casa. — Eu puxei o braço dela.
-Se você me beijar eu vou. — Ela fez bico.
-Nem a pau, meu bem! — Eu comecei a arrastar ela para fora da casa.
-Então uma lambida em você! — Ela fez uma cara de cachorro sem dono.
-Você promete que vai para casa? — Perguntei já derrotada.
-Sim. — Ela se aproximou de mim e começou a lamber o meu rosto e até deu uma mordida na minha orelha.
-Pronto, acabou a palhaçada! — Empurrei ela.
-Doeu? — Perguntou ela.
-Cala a boca, sua imbecil. — Não tava com humor para ela.
-Você gostou, não foi? — Ela é retardada.
-Clara, você acha mesmo que eu sou uma lésbica? — Perguntei pegando os ombros dela. Isso era fácil, pois eu era mais alta que ela.
-Não, mas nunca se sabe. — Falou ela tentando ir para frente, eu não deixei.
-Eu não sou e ainda tenho três caras que me amam, coisa que poucas tem. — Falei e ela começou a chorar.
-Eu te amo, Lidia. Mas não como irmã. — Lascou, e bonito. A menina saiu do armário e ainda quer me força a entrar e depois sair. Eu taquei pedra da cruz!
-Adoro piadas. Agora vamos. — Ela continuava a chorar.
Na última vida eu fui muito ruim, só pode! Fui dada quando bebe, meu irmão adotivo e seus amigos me estupravam e me espancavam, engravidei do meu irmão adotivo, meu namorado matou os meus pais e se colocou em coma e agora minha meia irmã disse que me ama. Essa última parte eu torço para ser por conta da bebida e que ela não tenha noção do que ta falando!
Notas finais
De quem a Lidia deve aceitar o pedido de casamento:
a) Raul, ele é o pai dos filhos dela e a ama muito.
b) Adam, pois ele a ama de verdade e merece ficar feliz ao lado dela.
c) Lucas, ele tem que aparecer mais um pouco e botar lenha na fogueira. Agora vocês decidem!
Sem reviews, sem caps.
Bjs
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