Medo
2 Capítulo 1: Afundado
Um mês atrás:
A água estava gelada, mas eu queria ir mais fundo. Era boa a sensação de liberdade.
Então eu abri os olhos e vejo meu irmão mais velho, Raul, se preparando pra me dar um susto.
Eu fui mais rápida, eu passei por baixo dele, peguei uma das pernas e o puxei. Foi uma cena linda ele caindo de para no piso.
Eu nadei pra superfície e ele me seguiu.
-Sua miserável! – Falou ele.
-Calma, maninho! – Falei indo pra borda da piscina.
-Você vai me pagar, sua peste! – Falou ele pegando o meu tornozelo.
-Serio! Para Raul! – Falei, eu não tava muito a fim de brincar.
-Vamos brincar maninha! – Ele falou e me puxou violentamente pra ele.
-Raul! – Gritei.
-Vamos brincar!
Ele mergulhou e me puxou. Eu não tive tempo pra prender a respiração, então a água entrou violentamente nós meus pulmões.
Raul estava rindo de tudo aquilo como se fosse um filme de comedia, mas pra mim era um filme de terror, pois a água estava queimando os meus pulmões.
Ele estava segurando a minha cintura com uma força descomunal. Então fiz uma coisa que faço geralmente quando estou ameaçada, chutei os pacovas dele.
Nadei o mais rápido possível pra borda, com toda a força que eu consegui.
-Sua bastarda adotada! – Gritou ele indo atrás de mim. Ah, esqueci de falar eu sou adotada.
Eu sai da piscina e corri pra dentro de casa.
Meus pais haviam viajado, então não tinha ninguém pra me socorrer.
Eu, com meu maravilhoso equilíbrio, escorreguei e cai no chão.
-Sua vadia! – Falou Raul que pulou pra cima de mim.
-Raul me solta! – Falei tentando me levantar, eu já estava ficando com medo.
-Não, agora vamos brincar!
Ele me pegou pelos cabelos e me levou pra piscina.
-Você sabe que pode me matar, néh? – Perguntei.
-Sei, mas sabe? É divertido. – Falou ele.
-Seu doente! – Ele ficou com o rosto vermelho e me jogou na piscina.
Meu corpo bateu violentamente contra a água. Eu comecei a afundar.
Abri os meus olhos e vi que tinha sangue saindo da minha boca.
A dor nós meus pulmões piorou e eu desmaiei...
...
Quando eu acordei, eu estava na minha cama e Raul estava no meu lado.
-Gostou da brincadeira maninha? – Ele perguntou.
-Doente! – Eu falei.
-Você tem que criar algo diferente, você só sabe xingar assim? – Perguntou ele.
-Não, só que alguém que espanca e estupra a própria irmã tem que ser chamado como? – Perguntei me preparando para a tapa que eu receberia.
-Diferente de você, eu inovo. – Ele falou e me deu um beijo na boca.
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