Medo

1 One-shot


Notas iniciais
Oi gente! Aqui estou eu, Pantufa, com mais uma de minhas one-shots sem sentido. Espero que gostem :D

Cheguei cedo à casa da Nathalia. Era aniversário dela e tínhamos planejado uma mini festa do pijama para nós duas já que os pais dela tinham ido viajar. O que era horrível, já que era o aniversário dela. Por isso decidimos fazer isso. Íamos assistir uns filmes, comer porcarias, dormir tarde, essas coisas. Toquei a campainha e nada. Toquei de novo e ela apareceu e me abraçou.

- Hey. Feliz aniversario, Nath. – eu disse ainda a abraçando.

- Obrigada, Rê! Estou tão feliz que você veio! – ela sorriu quando e me deu um selinho rápido. O que seria normal para duas melhores amigas que se conhecem a anos se eu não fosse completamente apaixonada por ela. Só que ela não sabe desse pequeno detalhe.

- R-Rê? Você não me chama assim desde sei lá, muito tempo. – eu disse corando e coçando a nuca.

- É, mas o que é que tem? É seu apelido, ora. – ela respondeu e me puxou para dentro.

Lá dentro ela jogou minha mochila no quarto fomos ver TV. Nos sentamos no chão porque o sofá era muito pequeno. Nathalia se deitou com a cabeça no meu colo enquanto eu me encostava no sofá e em um pequeno monte de almofadas. Não prestei nenhuma atenção naquele filme idiota. Nem sei sobre o que se tratava. Mas que se dane. Fiquei fazendo carinho nos cabelos macios dela.

E mais tarde quando ficamos com fome fizemos um bolo, mas Nath deixou queimar quando eu fui ao banheiro. Eu até tentei salvar o que restou, mas não consegui. Então fizemos só um pouco de pipoca e abrimos um refrigerante. E foi uma das melhores tardes da minha vida. Só a noite que não foi tão boa assim.

- Vamos ver um filme de terror! Eu aluguei um muito bom e quero assistir hoje. – ela disse pulando no sofá. – Vamos ver, por favor!

- Anh... Terror? Tem certeza? – perguntei. Droga. Eu odeio filmes de terror.

- Sim! Vamos, por favor. É meu aniversário!

- Tudo bem, só porque é seu aniversário. – e a abracei. Nathalia pegou travesseiros e um cobertor pra gente se acomodar no chão da sala. Também colocamos o pijama e preparamos chocolate quente.

Sentamos uma do lado da outra e demos play. O filme todo eu fiquei me escondendo no cobertor de medo enquanto a Nath assistia vidrada aquilo tudo. Não sei como ela conseguia ficar feliz assistindo enquanto eu me cagava de medo ali do lado. Dei graças a deus quando acabou. E logo depois ela colocou um filme de comédia.

Obviamente nesse eu parei de me esconder e a Nath deitou a cabeça no meu colo novamente. Só que ela dormiu no meu colo e eu fiquei com pena de acordá-la. Sua carinha estava tão fofa! Mas quando eu coloquei a cabeça dela no travesseiro ela acordou.

- Já acabou o filme, Rê? – ela murmurou esfregando os olhos e se sentando.

- Já, e você dormiu em quase todo ele. – eu disse rindo da cara indignada que ela fez.

- Não ria, sua idiota. Devia ter me acordado.

- Eu tô brincando. Calma! Você dormiu bem no finalzinho. E não perdeu nada, eu garanto.

- Hunf. Bom, eu tô com sono ainda então não vou subir lá pra cima. E você?

- Bom, não posso te deixar aqui sozinha, não é?

- É, não pode. Então apaga essa maldita luz e vamos dormir, Renata.

Apaguei a luz e corri até onde ela estava. Me cobri até a cabeça com o cobertor e virei para o lado onde a Nath estava deitada. Ela estava de costas para mim e eu só via o movimento da respiração dela fazendo o cobertor subir e descer. Fechei os olhos. Abri os olhos e ela continuava só respirando. Então fechei denovo. E acho que se passaram uns dez minutos... Ou anos.

- Nath... Eu não consigo dormir. – sussurrei pra ela.

- Eu também não. – ela sussurrou de volta. Pensei que ela estava dormindo.

- Por quê? – dissemos ao mesmo tempo. Ri baixinho disso e ela também.

- Você primeiro, Rê.

- Bom, não vá rir, mas eu fiquei com medo do filme. – admiti sussurrando e enterrando a cara no travesseiro.

- Do de comédia? – ela perguntou e riu.

- Claro que não!

- Do de terror então.

- É.

- E você não consegue dormir só por isso?

- Cala a boca. – e ficamos em silêncio.

- Vem aqui mais pra perto. – Nathalia pediu, um século ou dois depois. E eu fui mais pra perto. Bem perto. Ficamos nos encarando em silêncio. Segurei a mão dela por baixo do cobertor e ela chegou ainda mais perto. Nossos narizes estavam quase se tocando.

Foi quando eu encostei meus lábios nos dela. E ela correspondeu. Puxei a mais pra perto e agarrei sua cintura. E nos separamos. E Nath encostou nossas testas.

- P-por que você não conseguia dormir? – perguntei voltando a segurar sua mão.

- Porque eu fiquei pensando se você ficaria brava se eu te beijasse. – ela respondeu e baixos os olhos.

- Bom... Eu não fiquei brava. – sorri e a abracei, encostando minha cabeça no seu ombro.

- Sabe, Rê, este foi o melhor presente de aniversário que já recebi. — ela disse baixinho no meu ouvido.

- Então feliz aniversário. — e colei nossos lábios novamente.

Notas finais
E então? Gostaram, odiaram, querem me amarrar num tronco e me jogar correnteza abaixo?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!