Medley
4 Capítulo 4
Dougie. Dougie Lee Poynter. Eu amava aquele ser, não sabia porque, apenas amava. Desde que conheci McFly, há 2 anos atrás, ele sempre foi o que me chamou mais atenção. Podia ser pelos seus cabelos loiros ou pelos seus olhos azuis, ou até mesmo por seu incrível talento para ser idiota e besta. Ele me fazia rir, mesmo de longe, mesmo sem ele saber que eu existia, Dougie me fazia feliz. E eu não conseguia entender esses meus sentimentos.
Sentir a mão de Mari escorregando da minha, eu sabia que ela estava com Danny. Como eu, ela estava aproveitando o que podia ser a nossa única chance.
- Olá. — falou Dougie tímido, com sua voz estranhamente aguda.
Meu coração foi de cima a baixo. Eu não tive reação nenhuma. Ele estava ali a centímetros de mim, bastava esticar a mão e eu conseguiria tocar seu rosto, seus olhos, sua boca. Ele era fascinante.
- Você está bem? — perguntou ele, parecendo preocupado.
Como era lindo o sotaque britânico dele. Precisava lembra de agradecer minha mãe, por ter me obrigado a fazer 4 anos de curso de inglês. Graças a isso eu sabia o que responder agora.
- Eu estou bem, eu acho.
Dougie esperou que eu continuasse falando, mas eu só continuei olhando ele. Havia três sinais em seu pescoço.
- Então.. — disse ele tentando fazer com que eu disesse algo.
- Eu.. Desculpe, mas.. Eu não sei o que dizer. — Senti minha bochecha queimar. Droga! Eu estava gaguejando — Você pode tirar uma foto comigo?
- Sim, claro. — disse Dougie, rindo.
Peguei minha digital e estiquei meu braço pra tentar tirar eu mesma um foto de nos dois. Minhas mãos tremiam. Dougie tirou a maquina de minhas mãos.
- É melhor eu fazer isso ou a foto vai sair tremida e eu vou sair mais feio.
Ele tirou a foto, deu um adeus breve e virou as costas pra ir em direção de outras garotas que gritava por ele. Antes dele dá seu segundo passo, eu o chamei.
- Doug, eu te odeio.
Pela sua expressão ele não sabia o que pensar. Estava espantado, depois pasmado e por ultimo me olhava como uma louca.
- Desculpe, mas todo mundo fala que te ama e essa foi a frase mais original e diferente que veio na minha cabeça. — falei em tom de desculpas.
Escutei a gargalhada dele, enquanto ele era puxado por outra garotas.
Não parei pra pensar no que havia ocorrido. Tom estava ali ao meu lado, depois Harry. Quando me aproximei de Danny, um segurança veio em nossa direção dizendo que os garotos precisavam entrar, que estavam muitos cansados. Ganhei apenas um \'desculpa\' tímido do Danny.
Sentir meu celular vibrando dentro do bolso. Era Rafa. Ele estava furioso.
- Onde você está? Sua mãe já me ligou milhões de vezes atrás de você. Se você já falou com seus carinhas, e eu sei que já porque eu vi daqui, venha pra cá. Não estou nem um pouco a fim de levar bronca da sua mãe.
- Tá bom senhor bravinho, estou indo. Beijinhos pra você também. — estava muito feliz pra levar a acusação dele a serio.
Onde estava Mari? Como eu ia achar ela naquela pequena multidão? Foi então que eu lembrei \'Alice, celular serve para esses momento\'. Eu amo tecnologia, Mandei uma mensagem para ela dizendo pra ela ir para o carro. Quando eu cheguei no carro, Mari já estava sentada do banco de trás, com um Rafa vermelho de raiva no volante. Sentei no banco de trás, ao lado de Mari.
- Você não vai na frente comigo? Não quero servir de motorista pra ninguém. — disse Rafa visivelmente bravo.
- Não. Vou aqui mesmo. Tô feliz demais pra aguentar seu mau-humor. Acabei de tirar foto com Dougie Poynter sabe?! Não estou afim de te aguentar agora. E se você não quiser levar uma bronca de mamãe é melhor correr.
Rafa apenas bufou e literalmente correu para casa.
Mari e eu gritamos e contamos o que tinha acontecido com cada uma. Estávamos felizes como nunca. Qualquer um podia perceber isso. Estávamos tão felizes que depois de um tempo até Rafa estava rindo da gente, novamente. Estava tarde, passava das duas da manhã. Enquanto conversávamos acabamos dormindo, encostadas no vidro do carro. Mari iria dormir lá em casa de novo.
Alguns minutos mais tarde, sentir Rafa me colocando na cama. Ele devia ter me carregado do carro até ali.
- Durma bem minha pequena irmã imatura. Tenha bons sonhos. – disse Rafa. Ele beijou minha testa e saiu.
Rafa estava certos. Eu tive bons sonhos. Bons não, ótimos sonhos.
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