O dia 23 amanheceu ensolarado, mas no horizonte podia se ver grande nuvens pretas. Acordei por volta das 10 horas, ainda me sentia cansada. Me levantei devagar e fui tomar banho, passando com cuidado pelo colchão ao meu lado, onde Mari ainda dormia. Enquanto tomava banho, meu celular tocou. Sair do chuveiro correndo pra pegar-lo, antes que ele acordasse a Mari. Era Rafa.

— Diga lá. – falei enquanto voltava pro banheiro e sentava no vaso sanitário.

— Tenho uma noticia pra te dá.

— Que notícia? Precisa ser agora? Tava no meio do meio do banho e você me fez molhar todo meu quarto.

— Sim. Precisa ser agora, porque se eu não lhe falar agora você me mata mais tarde.

— Então desembucha. — falei entediada

— Marcos me ligou. Lembra dele né?

— Claro que lembro, como eu ia esquecer o ‘cara do meu Meet&Great\'? O que ele disse? – falei começando a ficar nervosa.

— Ele disse que... Ei, depois tu me ensina como é que faz um brigadeiro? To com vontade de comer.

— Rafael, fala logo que ele disse. – falei já ficando de pé.

Rafa soltou uma gargalhada estrondosa.

— Adoro te deixar assim.

— Rafael! — disse em sinal de alerta

— Tá bom, tá bom. Ele disse que quando acabar o show, é só você ir pra porta do camarim e dizer que é prima do ‘Marcos Costa’. Aí você entra lá e faz o que quiser.

Meu coração foi a mil. Eu ia ver ele, de novo, só que dessa vez ia ser só eu e eles.

— Tá brincando.

— Não é verdade, o brigadeiro também é verdade.

Desliguei na cara dele e corri em direção ao colchão onde estava Mari.

— Mari, Mari. Mari acorda. Tu não vai acreditar.

Mari abriu os olhos e olhou pra mim com uma cara horrível, ela odiava quando alguém acordava ela. Não esperei ela falar nada.

— Conseguir o Meet&Great. O Rafa acabou de me ligar contando e... Amiga eu vou ver eles de novo e dessa vai ser só eu e eles. Eu vou entrar no camarim depois do show.

Mari olhou pra mim espantada, sem acreditar. Apenas confirmei com a cabeça. Ela abriu um sorriso e me puxou pra cima do colchão com ela.

— Ela vai ver o Dougie, ela vai ficar sozinha com ele. — gritava Mari enquanto tacava almofadadas na minha cara.

— Para com isso. – falei rindo enquanto tomava os travesseiros das mãos delas.

Ela se deitou ao meu lado.

— Então como se sente sendo umas das garotas a ficar no camarim do McFly, com eles, sozinha, por alguns minutos?

— Não sei, não sei como me sinto. É uma felicidade sem tamanho.

Naquele momento o celular tocou. Era o Rafa de novo.

— Oi. – falei

— Nada eu só esqueci de perguntar que horas vocês querem sair daí.

— E é tu que vai levar a gente? Pensei que fosse a mamãe.

— Não, sou eu. Titia acabou de me ligar da empresa. Disse que houve um probleminha lá e ela não vai poder levar vocês.

— Certo. A gente quer sair daqui 4 horas e chegar lá 5 horas.

— Vocês querem chegar 5 horas pra um show que só começa às 10? Pra que isso? Esquece, nem quero saber. Passo ai às 4. Mais uma coisa, a história do brigadeiro era serio..

-Tu não tem o que fazer mesmo não? Deixa que eu faço e tu pega quando vier me buscar.

— Eu te amo irmãzinha.

— Tá bom, tá bom. Agora tchau que eu tenho muito que fazer.

Desliguei o celular e coloquei em cima do criado mudo. Virei pro quarda-roupa e vesti uma roupa. Mari havia ido tomar um banho também, enquanto eu me arrumava. Quando eu terminei de me arrumar, ela saiu e me olhou pensativa.

— O que você tá pensando? – perguntei curiosa.

— Você disse que vai se encontrar com eles depois do show...

— É, por quê?

— Bem, depois do show você vai está um desastre. Seu cabelo vai tá terrível, você vai está suada e você vai está um horror. Você vai querer ver eles assim?

— Não mesmo.

— Então nós temos realmente muito que fazer.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.