Medicine
4 Capítulo 4 : Date? no even
Notas iniciais
ELENA :
Caroline havia desistido de tentar me levar de volta ao hospital, nesses quatro dias longe ela fazia questão de comentar os casos que apareceram,e eu fiquei louca pra ver o cara com o queixo partido ao meio com uma faca mas tudo que eu disse foi '' que bom amiga, está mesmo feliz no trabalho ''
que idiota -- falei com a televisão, a que ponto da minha vida eu tinha chegado, estava sozinha em casa, toda largada e assistindo filme de terror, que tipo de pessoa vai atrás de uma assombração -- Sai daí cretino -- gritei observando ele entrar na cabana, enquanto ouvia os gemidos da coisa e o seguia, me encolhi no sofá esperando a coisa matar o cara e bem na hora que ela avançou nele, minha campainha tocou me assustando e eu dei um pulo no sofá derrubando o sorvete no chão.
olá -- sua voz acabou me deixando surpresa ao abrir a porta, observei a pessoa parada a minha frente com uma calça jeans preta e uma blusa de mangas curtas cinza, com a jaqueta preta por cima, os sapatos da cor da calça -- Não vai me convidar pra entrar ?
o que faz aqui Damon ? -- perguntei tentando arrumar um pouco minha figura de short jeans curto, uma blusa branca que mostrava o sutiã do lado, que foi cortada por caroline eu tentando mudar um pouco minhas blusas de casa que segundo ela eram sem graças demais, e uma havaiana, tentei arrumar o cabelo passando a mão por cima e ele ficou me encarando.
não vai me chamar pra entrar ? -- ele perguntou e eu continuei calada, olhando pra dentro do apartamento e vendo a zona que estava, pensando seriamente em deixá-lo na porta mesmo -- Anda elena eu não tenho a vida toda
entra, mas não olha a bagunça -- falei abrindo mais a porta e deixando ele entrar
quando falam isso as pessoas olham -- ele disse revirando os olhos e entrando -- Nossa que zona, você vomitou no tapete ?
isso é sorvete, eu derrubei quando tocou a campainha -- expliquei obvia -- É só que derreteu um pouco, já que eu estava fazendo hora pra comê-lo -- Por que veio aqui?
por que senti saudades -- ele respondeu fazendo eu me assustar com a resposta -- Vocêr acreditou? elena eu vim obrigado, chefe Webber quer que volte ao Seattle Grace
não, eu não sirvo -- falei obvia e desapontada com o que ele disse, seria bem melhor se fosse por saudades , teria sido melhor e não seria perda de tempo, e aqui estava eu pensando em ficar com ele, como eu me odiava, a unica coisa que eu realmente queria era voltar lá e vê-lo mas não fui durante nenhum dia, eu havia deixado tudo mesmo.
Eu sei que não -- ele concordou -- O pior é que assim como o chefe Webber , eu achei que você poderia ser uma boa cirurgiã
achou? -- perguntei surpresa
mas as pessoas se enganam -- ele concluiu -- Elena eu não iria vir aqui, mas fui obrigado e chantageado, então aqui estou eu, atrás da interna chorona e fraca que fugiu com medo
não foi medo -- gritei levantando do sofá e ele continuou inabalável na poltrona que girava e me olhou com desdém -- Não foi medo, não ouse dizer que eu sai por medo
então foi por que ? -- questionou
por pena, de todas aquelas pessoas -- respondi sentando novamente -- Não tenho coração de pedra pra aguentar isso tudo
ninguém tem elena, acha mesmo que temos coração de pedra ? -- ele disse magoado e eu fiquei sem jeito com a pergunta -- Eu, o enzo e alguns medicos ali podemos ser frios mas é por experiência, já tanta coisa e fiz tanta coisa naquele hospital que acabou me deixando assim, certo que eu já era meio duro na queda e isso ajudou bastante -- ri com o que ele disse e observei seu sorriso torto e incrivelmente sexy -- Mas acha que sua amiga loirinha é fria e sem coração? que não vai se importar quando algum paciente morrer? o que ta muito perto já que o cara que enzo vai operar hoje esta muito mal e tudo indica que a infecção espalhou mais do que deveria
infecção ? -- perguntei curiosa
tatuagem, infeccionou e ta horrível -- ele explicou -- Enzo vai tentar retirar o maximo que conseguir do tecido infeccionado
ai meu deus -- exclamei levando a mão até a boca e ele assentiu -- Caroline vai ficar triste
todos ficam, ninguém é de ferro elena -- ele disse revirando os olhos -- acha que a minha primeira morte eu comemorei, acredite eu não queria aquilo mas aconteceu e eu segui, tentando ajudar as outras pessoas
está tentando mesmo me levar de volta ? -- perguntei sentando mais a ponta do sofá e tentando não pisar no sorvete cada vez mais derretido no chão da sala, caroline me mataria pelo tapete meio manchado.
estou fazendo o que o chefe disse, conversando e tentando fazê-la mudar de idéia -- respondeu, estava serio e sempre que eu perguntava se ele queria mesmo que eu voltasse, falava que o chefe havia mandado -- É o seguinte, ou volta até amanhã ou seu nome sairá do programa, daríamos uma semana como se deve até o conselho ser informado e retirá-la, mas precisamos de um interno então ou vai ou perde
é só isso? -- perguntei levantando e ele assentiu fazendo o mesmo, fui em diração a porta a abrindo e ele saiu sem nem olhar pra trás, ranzinza e nojento, eu o odiava e queria beijá-lo durante esse 30 minutos que ficou sozinho comigo na minha sala, encostei na porta depois de fechada e suspirei, fechando os olhos fortemente. Fiquei pensando seriamente no que ele disse, de certa forma ele tinha razão, eu estava com medo de várias coisas e parecia mais forte que minha vontade de voltar. Comecei a arrumar a sala pra esquecer um pouco esse assunto e depois pulei pro meu quarto, que também estava uma zona, o deixando do jeitinho organizado de sempre, ao acabar estava cansada mas nem tanto, porém achei melhor tomar um banho, hidratar os cabelos e ao sair caroline havia chegado.
faz chapinha ? -- pedi mostrando minha chapinha, estava de camisola já e ela pediu pra tomar um banho primeiro depois que a convenci a alisar meu cabelo, esperei que saísse do banho enquanto fazia dois sanduíches pra nós -- Me conta como foi lá no hospital ?
legal, o Dr. Enzo fez uma um implante de silicones e também fez uma retirada de tecido infeccionado depois de uma tatuagem mal feita, ele fez uma raspagem na verdade -- explicou enquanto fazia chapinha no meu cabelo, e eu fiz a sutura no silicone -- ela falou dando pulinhos de alegria, me sair muito bem se quer saber
ótimo, parabéns futura cirurgiã plástica caroline forbes -- falei a deixando ainda mais animada.
ainda não sei se quero a plástica -- ele disse suspirando -- tenho muito tempo ainda, mas e o seu dia ?
nada demais -- respondi dando de ombros e senti a pele do meu pescoço arder com a chapinha -- Caroline..
desculpa amiga -- ela disse sem jeito e eu continuei quieta, pedindo pra ela ficar quieta e fazer a porcaria da chapinha sem me queimar, ela se desculpou e começou a rir enquanto eu reclamava.
DAMON:
Eu fiz o que o chefe webber havia pedido, na verdade ele me obrigou a ir, através de chantagem '' se não for atrás da elena gilbert, tentar convencê-la a voltar, vai ficar dois dias fora a da cirurgia, todas as suas cirurgias irão pra bailey e pra mim '' . Ele jogou sujo, podia tirar até meu café da manhã, meu sono mas as minhas cirurgias já era demais, então com o orgulho ferido e o ego completamente vazio eu fui atrás da Gilbert, conversei com ela mas continuava chateado com o fato de desistir,fiz o possível e quando cheguei ao hospital, ele logo me chamou pra saber como foi lá.
não faço idéia -- respondi fazendo ele suspirar e esfregar as têmporas irritado -- eu tentei mas ela é medrosa
o nome dela sai do sistema amanhã a noite -- ele disse suspirando -- Será uma pena
eu tentei chefe, depois não quero ouvir dizer que sou um Residente ruim -- falei fazendo ele rir -- Posso ser chato, irritante, frio e até metido mas eu sou um bom medico e um excelente residente
está liberado damon -- ele disse rindo e eu deixei sua sala, comecei meu turno de trabalho, uma hora atrasado, encontrei lockwood observando a cirurgia do meu amigo Enzo, devido minha experiencia ele estava retirando um silicone e colocando outro maior.
Disse que podia observar ? -- perguntei sentando ao lado dele
não, mas como não estava no hospital eu achei que podia -- ele disse sem jeito
achou errado, vai distribuir as altas que eu mandei preparar ontem a noite -- falei seriamente e ele levantou saindo da galeria, já eu sentei em uma das cadeiras pra observar, era o fim da picada, eu estava vendo o enzo trabalhar e não tinha nada a fazer.
você é mal -- uma moreninha disse sentada ao fundo ao lado do meu irmão que observava com alguns relatórios no colo.
eu ? eu sei -- falei depois que ela confirmou minha pergunta e vi meu irmão revirar os olhos -- Mas isso não é da sua conta, é meu interno e eu faço da vida dele o inferno que eu quiser
muito mal -- ela completou me fazendo rir, continuei observando e meu Pager apitou
finalmente -- gritei levantando e sai correndo até a emergência, uma garota de 15 anos,sentia dores no estomago e havia cuspido sangue, pedi alguns exames e como demorariam a sair, continuei a andar pelo hospital, sempre voltando a emergencia, esperando que algo chegasse pra mim, mas tudo que fiz foi bater papo com klaus -- Isso ta parecendo o necrotério de tão morto
sim, vamos tomar um café ? -- ele perguntou e eu concordei, tomamos café no refeitório e depois que recebi os resultados da paciente, me animei, era triste pra ela fazer uma cirurgia perto das finais de dança na escola, mas ela realmente precisava retirar aquele baço que havia se rompido, a cirurgia durou 3 horas certinho, havia ido rápido nisso, deixei Lockwood fazer a incisão com o bisturi e depois ele pinçou sozinho enquanto eu ia lanchar. Ao fim daquele dia, eu ainda estava com energia, então Enzo, klaus e eu fomos beber no bar do Joey e comer alguns aperitivos, enquanto jogavamos dardos.
Boa noite amigo -- enzo disse seguindo até o quarto dele na minha casa, eu estava alugando pra ele na esperança de que um dia deixasse minha casa e morasse com alguma namorada ou esposa, o que estava muito longe, pelo menos assim não ficava sozinho, além do stefan.
Boa noite -- respondi entrando no meu quarto e batendo a porta, depois de uma banho frio, pude deitar na minha cama e descansar, com a paz que eu merecia, após um dia de trabalho.
Bom dia Irmão -- stefan falou quando entrei na cozinha na manhã seguinte, o olhei desconfiado e ele estava sorrindo, servi café pra mim e sentei a mesa.
transou com quem? -- perguntei fazendo ele rir alto -- Vai stefan, transou com quem pra ta feliz assim ?
com ninguém -- ele respondeu
continua virgem ? -- perguntei fazendo ele me mostrar o dedo do meio e eu ri
eu não sou virgem -- ele disse serio
continua repetindo, quem sabe eu não acredite -- o irritei e ele levantou da mesa puto da vida pra servir mais café -- Ah stefan ? -- chamei quando ele estava saindo da cozinha e ele me olhou -- Bom dia raio de sol
vai se ferrar -- ele disse me fazendo rir, e minha primeira tarefa do dia estava completa, irritar o stefan, terminei meu café e subi pra trocar de roupa, ao descer fui o primeiro a sair de casa, deixando enzo e stefan pra trás, raramente dava carona a eles, e por mais que morássemos juntos, sempre chegávamos em carros diferentes e minutos de diferença no relógio. Coloquei minha roupa com uma calma e depois de pronto, passei a esticar as pernas caminhando pelos corredores.
Chegou cedo -- enzo disse arrumando seu jaleco no corpo e eu concordei olhando as enfermeiras de fofoquinhas há alguns metros da gente -- Acha que estão falando da gente ? da nossa beleza e do nosso charme ?
só se for, estão falando que teve briga no estacionamento ontem a noite, entre dois paramédicos -- expliquei fazendo ele me olhar curioso -- cheguei cedo, a fofoca rola solta no vestiário dos residentes e dos internos
oi -- uma voz feminina irritante e bonita soou logo atrás de nós dois
olha se não é a sua interna -- enzo falou sorrindo e eu observei elena, já vestida com o uniforme e sorrindo como sempre, os cabelos estavam mais lisos que ontem, e logo depois a amiga dela loirinha, sempre esqueço os nomes, caroline.. é isso ai, ela chegou parando ao lado da amiga e a abraçando pelos ombros -- Olha só se não é minha interna
Emergência -- Bailey gritou ao passar pela gente, a segui assim como enzo e as duas internas, entramos no elevador e saímos ja na emergência, colocamos os aventais amarelo e esperamos a ambulância
Lúcio Quale, caiu da escada enquanto pintava a varanda da casa e bateu a cabeça, crise convulsivas no local após recobrar a consciência e dores de cabeça, fraturas no joelho esquerdo e nas costelas, pressão 11/8 e batimentos aumentando, ultima checagem 130 -- Denise, a paramédica que já conhecíamos falou saindo com a maca da ambulância.
levem para o trauma 3 -- Dr. Bailey falou tomando o comando pra ela, empurramos a maca junto com Denise -- Que exames acha que devemos pedir Dr. Salvatore?
raio x do toráx pra ver as fraturas das costelas, na perna, e tumografia de emergência -- respondi colocando as luvas e ela assentiu gostando da minha resposta -- Quero bolsa de sangue O+ e acesso venoso pra ontem -- mandei as duas internas fazerem isso, e elas começaram a agir, Enzo olhava pelo Raio x portátil se havia alguma fratura na face do paciente, enquanto eu examinava seus sinais vitais e reflexos.
eu não posso ficar, cadê meus filhos ? -- ele falava nervoso e com a voz bastante falha, coloquei novamente a mascara pra ele continuar respirando mas teimava em tirar pra perguntar.
calma Sr. Quale -- enzo disse tentando verificar as extremidades perto dos olhos que estavam um pouco vermelhos embaix
o, sinal que havia batido em algum lugar -- Precisamos examiná-lo
aqui o sangue -- a interna Forbes falou com as bolsas já em mãos e indiquei que fizesse o acesso nele, elena já havia feito a parte dela com o sono, abrir a blusa dele pra por os eletrodos no coração, notei a região do torax um pouco roxa, ao apertar pra examinar estava macio demais.
Hemotorax -- falei mais que certo -- Bandeja -- gritei abrindo ainda mais sua blusa, enquanto buscava com estetoscópio ouvir seu coração mas este já estava fraco
o que vai fazer ? -- enzo perguntou se afastando quando a enfermeira trouxe a bandeja
abri-lo ou ele vai morrer, tenho que liberar o sangue que esta acumulado na cavidade pleural -- expliquei pegando o bisturi -- Assepsia -- pedi e enzo se meteu pegando o vazinho da enfermeira e jogou um pouco no peito dele, espalhando rapidamente e eu fiz a medida de forma rapida, passando o bisturi por sua pele fazendo o sangue sair pelo corte e como num esguicho, sangue acertou um pouco do meu rosto e do meu pescoço, coloquei a mão no local -- Não posso tirar a mão, ou ele morre
vamos levá-lo a cirurgia -- enzo falou altamente, subi na maca da forma que dava, ou seja de joelhos e continuei contendo o sangramento, enquanto enzo empurrava a maca com alguns enfermeiros que entraram -- Está tudo bem ai ?
só um incomodo no joelho, mas tudo bem -- respondi e atravessamos uma dar portas duplas do hospital, estávamos na ala cirúrgica já.
O que fez ?-- Bailey falou quando passamos por ela
hemotoráx -- falei alto e ela nos seguiu, desci da maca e no improviso vestiram um avental em mim, não poderia retirar minha mão dali, até Dra. Bailey aparecer já pronta pra começar a cirurgia, ou tudo acabava pra ele -- posso ?
sim -- ela disse já pronta e quando retirei minha mão começou a esguichar sangue -- Sucção e expansor -- pediu quando eu já estava saindo da cirurgia, iria lavar as mãos e voltaria pra cirurgia, depois de fazê-la voltei já adequadamente vestido.
os resultados estão aqui -- Minha interna falou depois de ter ido pegar os resultados, a loirinha estava na cirurgia com a gente, auxiliando na sucção da cavidade peitoral do paciente, peguei os raios x e coloquei na tela a ligando no equipamento de radiologia que se encontrava na parede atrás da gente -- Ele vai precisar de pinos no joelho .. e isso é uma hemorragia no cérebro
deixa eu ver -- bailey pediu e me aproximei com o raio x do crânio em mãos -- é um simples edema, é do tipo que se cura sozinho, então não vamos abrir, se não curar nós abrimos e o dissecamos
tudo bem -- concordei e como não tinha nada a fazer ali, me retirei deixando Dra. Bailey com a cirurgia, elena continuou ali auxiliando e observando com a amiga loirinha, enquanto eu tratava de ir trocar de roupa já que a minha estava um pouco suja de sangue, peguei uma gases pra limpar meu pescoço sujo de sangue e joguei no primeiro lixo que vi-- Assim que o Sr. Quale sair da cirurgia me avise, eu quero fazer exames nele depois
sim senhor -- a atendente falou atrás do balcão e quando eu ia seguir até a sala dos residentes ela chamou -- Os filhos dele e a vizinha estão aqui, pedindo informações
eu falo com eles -- afirmei depois que ela apontou pra duas crianças, de no máximo uns 10 anos a mais velha, enquanto que a mais nova parecia ter uns 8 anos -- Olá sou o dr. Salvatore, eu que atendi o Sr. Quale quando deu entrada no hospital
como ele está ? -- a vizinha dele perguntou
meu papai vai morrer ? -- a menor perguntou com os olhinhos cheio de lagrimas
Não, nós vamos tentar de tudo pra deixá-lo bem -- respondi tentando ser o mais compreensível possível -- Ele está em cirurgia com a Dra. Bailey e eu posso afirmar que ela é uma ótima cirurgiã, e que vai cuidar muito bem do sei papai
esse sangue é dele ? -- a mais velha perguntou apontando pra algumas manchas na minha blusa
não, é de outro paciente que entrou no hospital e eu tive que atender -- respondi forçando um sorriso e ela me olhou desconfiada -- Eu juro, não é o sangue do seu pai
to confiando em você -- ela disse apontando o dedo pra mim e eu sorri com isso
jura de dedinho que ele vai ficar bem ? -- a pequena disse me estendendo seu dedo mindinho e eu mesmo sem ter certeza que ele ficaria bem jurei, não a faria chorar -- Você jurou, não vale mentir
não minto -- pisquei -- Agora que tal ir ao refeitório e tomar um sorvete ? tem bastante sorvete lá -- elas assentiram e pedi a uma enfermeira que as levasse até lá, conversei coma vizinha dele que disse ser a namorada e a responsável pelas crianças enquanto ele trabalha -- Faremos de tudo pra mantê-lo bem
obrigado -- ela falou limpando os olhos com o lenço, levantei da cadeira e segui meu caminho pra trocar de roupa e depois de fazê-lo voltei ao centro cirúrgico, sentando na galeria ao lado de enzo e observando a Dra. Bailey fazer seu trabalho. Quando a cirurgia acabou e o levaram para o quarto, pedi uma tumografia pra verificar a lesão se havia diminuído ou aumentado -- Podemos vê-lo ?
sim, mas ele está desacordado ainda -- respondi as levando até o quarto onde ele estava, Elena e caroline estavam checando os monitores e a bolsa de soro -- Algum coisa nova?
não ele está na mesma -- caroline respondeu trocando o soro
Sr. Quale ? -- chamei tentando o acordar -- Sua familia está aqui
acorda papai -- a mais nova chamou chorando
Ele vai acordar daqui a pouco, não se preocupe -- elena sorriu pra ela, chamei a Sra. Ophelia que nesse caso era a namorada/vizinha dele e expliquei que ele poderia acordar apenas amanhã, ou quando o edema diminuísse, havia riscos de demorar mas não poderia afirmar nada, mas antes que pudesse terminar a explicação, ele estava acordando .
sr. Quale pode me ouvir ? -- perguntei me aproximando e peguei a lanterninha no bolso do meu jaleco,ele respondeu um breve sim -- Pode seguir a luz ? -- e seus olhos seguiram cada movimento meu -- aperte minha mão por favor -- pedi segurando sua mão e mesmo fraco senti seu aperto -- Até agora não há sinais de sequelas do edema -- Sente alguma dor ?
meu peito dói muito e minha cabeça também -- ele respondeu retirando a máscara do rosto, pedi que a colocasse novamente pra ajudar na respiração.
injete 5mg de morfina -- pedi a elena e ela assentiu deixando de mexer no cabelo da menininha que observava o pai de longe -- Suas filhas estão aqui, vou deixá-los a sós mas nada de exagerar na fala e não levante a cabeça
ELENA:
Meu primeiro dia de volta ao hospital havia sido uma verdadeira maratona, participei da cirurgia de emergência do Sr. Quale,e fiz tantas suturas em algumas crianças na emergência que havia perdido as contas, sem contar nos pós operatórios do Dr. Salvatore, trocar bolsas de soro, de sangue e até de urina me deixou exausta, mas tinha Tyler pra me ajudar, e ele auxiliou o Dr. numa cirurgia pra retirada do útero devido uma hemorragia numa mulher de 34 anos, senti pena dela por isso, vai que ela pensava em ter filhos e agora era impossível. Ao fim do dia eu realmente estava cansada, mas estava feliz em ter voltado ao meu lugar no hospital, troquei de roupa e peguei minha bolsa no meu armário, o fechando em seguida.
Vamos ? -- chamei caroline e ela assentiu terminando de se arrumar e quando o elevador abriu, Damon e Enzo estavam dentro, conversando e prontos pra irem pra casa, entrei com caroline desejando boa noite devido os bons hábitos, e ambos responderam.
o que vão fazer ? -- enzo perguntou quando estávamos saindo já, os quatro do elevador -- Por que Damon e eu estamos indo ao bar do Joey tomar uma cerveja, se quiserem vir conosco
vamos elena ? -- caroline chamou -- Eu to mesmo precisando beber, depois de ter visto o paciente da tatuagem morrer de infecção, preciso beber pra domir -- ela tentou me convencer e eu assenti, me abraçando pelo braço ela começou a caminhar e me puxar.
Ao cara da tattoo bizarra -- enzo disse fazendo um brinde com a nossa primeira rodada -- O primeiro paciente da Dra. Forbes que faleceu e mesmo ela não admitindo sei que chorou no banheiro feminino por uma hora e 15 minutos, e depois ajudou a salvar um cara cujo deixaria as duas filhinhas sozinhas nesse mundo
cadê o meu amigo de diz foda-se aos internos ? -- damon perguntou rindo
ta aqui, um pouco cansado mas aqui -- ele respondeu virando a cerveja de vez.
vou pedir mais uma -- damon falou levantando da mesa e sentou no banco em frente ao balcão pedindo mais uma cerveja, notei que os dois na mesa me ignoravam enquanto falavam do tal cara da tattoo e levantei, indo até damon.
Obrigado -- agradeci e ele me olhou sem entender, completamente serio e um pouco perdido com o que havia dito -- Por ter ido falar comigo e me fazer ver que deveria voltar ao hospital
fui obrigado pelo chefe, já disse -- ele falou dando de ombros e eu suspirei
Pode deixar de ser meio mala um pouco? eu estou tentando me desculpar por ter ido embora do hospital e você ainda fica assim -- ralhei em voz baixa e ele riu baixinho
pedir desculpas ? -- ele questionou e eu assenti -- Por que me pediria desculpas ?
por que é meu residente e te deixei na mão por quase cinco dias -- respondi obvia
desculpada -- ele falou piscando e voltou a atenção pra bebida -- Mas da próxima vez que deixar o hospital e voltar dias depois, passará meses sem pisar numa sala de cirurgia e vai se arrepender -- e o damon mala e frio havia voltado
por que não consegue ser legal por muito tempo ? -- perguntei revirando os olhos irritada com isso, ele sempre quebrava os momentos sendo chato e irritante como agora.
quando eu fui legal? -- perguntou pedindo mais uma cerveja
quando estava me beijando aquele dia -- respondi e ele deu um salto na cadeira me olhando seriamente e depois olhando pros lados pra ver se alguém tinha escutado.
ta maluca? ninguém pode saber elena -- ele disse entredentes e eu me senti ofendida
foi tão ruim assim ficar comigo? acha mesmo que eu falaria alto pra todos ouvirem ? quando posso perder meu emprego? -- questionei me irritando e ele continuou olhando na direção da mesa, esperando que Enzo levantasse e escutasse tudo -- Eu não sou idiota damon, sei que não podem descobrir o que fizemos
ótimo -- foi tudo que ele disse -- Evite falar isso em público, vai ajudar a esconder mais ó uma dica -- piscou com aquele maldito sorriso no rosto, o deboche estampado na cara que eu estava doida pra acertar um tapa, e talvez depois beijar -- Para de me olhar assim elena
assim como ? -- perguntei voltando a real
como se quisesse tirar minha roupa com os olhos e transar comigo nesse balcão -- ele disse entredentes -- ta chamando atenção -- apontou discretamente com os olhos pro barmam loiro de olhos verdes e topete que nos olhava há alguns metros enquanto secava os copos lavados.
foi mal -- falei fazendo uma breve careta e ele riu baixinho, pedi mais uma cerveja e um cara meio gordo apareceu pra servir, falando com damon como se fossem amigos, deduzi que ele bebia aqui sempre há um certo tempo.Perguntei a ele e tive a confirmação, desde que começará a trabalhar no hospital, ele frequentava o bar -- Não sabia que você bebia
acha que sou certinho? claro que não -- ele disse obvio fazendo um estalinho com a boca -- tenho defeitos e problemas como todo mundo Gilbert
acho dificil ter defeitos -- falei passando o dedo na borda do meu copo e ele riu abaixando a cabeça e a balançando em negação -- Eles ainda estão falando do cara da tattoo -- observei caroline e enzo conversando.
a tattoo era mesmo bizarra -- damon falou -- Um dragão do filme do Sherek beijando o burro falante -- comecei a rir junto com ele -- me pergunto se ele tinha vida social ?
acho difícil -- concordei rindo muito, coloquei as mãos na barriga tentando parar de rir e diminuir a pequena dor que estava começando a surgir, respirei fortemente contendo o riso e bebi o resto da minha cerveja -- Para de me olhar assim, como se eu tivesse dito errado
estou te olhando, por que estou te admirando -- ele me corrigiu fazendo-me ficar sem jeito com a revelação -- Não posso te admirar ?
Só admirar ? -- perguntei fingindo interesse
Não posso fazer nada mais que isso em público -- ele entrou na brincadeira, era desse Damon que eu gostava de conversar, de ter como companhia e até de beijar em alguns momentos.
está num encontro Damon ? -- o garçom perguntou parando a nossa frente logo atrás do balcão enquanto servia meu copo e o dele
encontro? -- perguntei confusa
não mesmo -- damon respondeu depressa e quando virei o copo tomando toda a cerveja deixei uma nota no balcão e me retirei -- ponhe na conta do enzo que ele paga.. -- ouvir ele falar enquanto pegava meu casaco pendurado perto da porta e o vestia -- Onde vai?
pra casa -- respondi obvia enquanto andava pela calçada do estabelecimento e ele me seguia -- Ou quer continuar aquele não encontro ?
ta com raiva pelo que disse? -- ele perguntou rindo altamente na rua e eu continuei calada, não havia motivos pra sentir raiva mas eu meio que senti, ele não pensava ao me descartar na frente das pessoas, pelo menos me sentia assim -- Não é um encontro
então, quer dizer que posso ir pra casa a hora que quiser -- ironizei virando as costas e começando a andar, ele continuou me seguindo -- O que é ?
mas podemos ter um encontro -- ele disse encostando na placa que indicava o nome da rua e estava um pouco apagada, congelei quando ele disse isso mas não foi de frio -- O que acha ?
isso foi um convite ? -- perguntei
acha que eu vou me ajoelhar e te dar flores? alou elena não sou assim -- ele disse revirando os olhos -- Se não quiser tudo bem..
pode ser -- respondi
pode ser? -- ele questionou
acha que vou responder '' sim .. eu quero .. sempre quis '' alou damon se você não é assim, eu não sou assim -- falei dando um tapinha no ombro dele e ele riu concordando.
amanhã, quando saírmos do hospital -- ele falou e eu concordei guardando o sorriso pra quando estivesse longe dele, não foi assim que imaginei ser chamada pra sair mas estava ótimo, não conseguiria nada mais bonito da parte dele, damon demonstrava não ser tão sentimental e romântico então eu não me iludiria esperando flores e bombom -- Pode ser ?
sim -- respondi -- posso ir agora ?
Não sei o que ainda faz aqui -- ele brincou me fazendo rir -- Ate amanhã elena
ate amanhã -- respondi dando um breve beijo em sua bochecha e comecei a andar, o deixando pra trás, e quando olhei na direção ele estava caminhando de volta pro bar, e havia parado pra me olhar, virei pra frente mais que depressa e voltei a andar, dessa vez sem olhar pra trás,estava sorrindo bobamente, por que eu estava sorrindo como se tivesse recebido algo lindo dele? quando tudo que fizemos foi marcar um encontro.
ai meu deus -- me toquei que realmente tinha um encontro com damon salvatore.
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