Medicine 2° Temporada
62 Capítulo 62: Final Exam!
Notas iniciais

ELENA:
O ônibus estava parado no patio da emergência do Seattle Grace desde cedo, hoje era um dia importante e de certa forma um pouco intimidante apesar deter sido tão esperado. Desde o nosso primeiro dia como interno no hospital sonhamos com a nossa prova final, no qual seremos especializados em algo que escolhemos e eu decidi que me especializaria em cirurgia geral, não consegui me decidir sobre o que de fato eu sou apaixonada então optei pela área que abrange maior diversidade de casos, sem falar que caso eu queira me sub-especializar em traumas poderei após um ano atuando somente nesta área mas inicialmente eu precisaria da especialização em geral. Esta manhã eu deveria estar surtando de ansiedade afinal é uma prova que irá decidir o meu futuro, se eu reprovo fico mais um ano na residência até refazer a prova novamente, mas tudo que eu conseguia pensar era que me afastaria de Florence por mais de 24 horas e isso estava me matando, nunca passei mais que alguma horas do dia longe dela mas dessa vez eu dormiria longe demais, não estaríamos na mesma cidade como quando Damon e eu temos as nossas noites fora de casa nesse ano desde que ela nasceu, eu estaria a quilômetros e quilômetros de distância dela e de Damon e isso estava me matando por dentro. Assim que acordei corri até o quarto dela que ainda dormia e arrumei a sua bolsa para levar ao hospital, e a acordei com carinho e ela logo estava sorrindo aos quatro cantos enquanto eu a ajudava a escovar os dentes e a banhava em seguida, coloco uma fralda e amarro seus cabelos em um rabinho de cavalo, como não tem cabelo muito longo ficou engraçadinho, coloco uma macaquinha de pano rosinha nela e amarro as alças em seus ombros fazendo um lacinho em cada uma, coloco suas sandálias e passo um pouco de perfume antes de levá-la ao meu quarto onde Damon ainda estava deitado encarando o teto.
Papai -- o som da voz dela soa animada e ela corre em direção a cama rindo quando vê damon cobrir-se até a cabeça escondendo-se dela, observo a pequena segurar no lençol da cama subindo como numa escalada e a ajudo quando ela quase cai ao escorregar, assim que esta em cima da cama ela puxa a coberta-- Ati
achou -- ele fala e ela se joga sobre ele rindo feito boba -- Oi
Oi -- ela responde e faz carinho nele enquanto o olha com um sorriso bobo no rosto e isso me derrete por inteira
Como eu vou ficar longe de vocês por mais de um dia?-- questiono e Damon ri de mim -- Amor não dê risada
Serão só um dia e meio, vai se sair bem longe da gente -- Damon responde-me levantando da cama e Florence fica de pé no colchão e tenta pular -- Vamos nos divertir e não poderá nos repreender, não é filha?
É -- ela confirma e se joga caindo sentada no colchão, ignoro os comentários dele e deixo que vá primeiro preparar-se para ir ao hospital enquanto aproveito a companhia da minha florzinha e assistimos um desenho no Ipad deitadinhas aguardando Damon sair do banheiro, e ele sai quase 20 minutos depois com uma toalha enrolada na cintura caminhando com gotas de água escorrendo por seu abdômen seguindo diretamente para o closet. E assim prosseguiu nossa manhã, tomo meu banho, arrumo-me e tomamos café na cozinha com Lexi e Enzo, corremos para o carro e seguimos para o hospital onde no momento estou a aguardar a partida do ônibus.
Sabe onde estão os remédios dela caso sinta algo?-- questiono a Damon e ele confirma enquanto tenho Florence nos braços. -- E promete que vai me ligar por video para que eu possa ver ela hoje a noite e amanhã pela manhã
Vai para São Francisco, não pro Japão amor -- Damon responde-me -- Concentre-se em você e no que fará lá, é um momento que tem esperado muito e tem se preparado muito também, arrase com aqueles aplicadores e volte para comemorarmos juntos
Vão ficar bem né? eu to sendo boba -- falo e ele confirma abraçando-me de lado --- Eu vou tentar não sufocar vocês com minhas mensagens e ligações preocupada, prometo que sim
Faça uma alimentação reforçada e durma bastante antes da prova, é cansativo e vai precisar estar relaxada o máximo possível, coma peixe no jantar o Omega irá ajudar na sua capacidade amanhã, não beba álcool e por favor mas por favor não surte na prova, você consegue responder tudo maravilhosamente bem, é uma das melhores da turma -- Damon aconselha-me fazendo-me sorrir com seu elogio -- Florence e eu estaremos aqui pensando e torcendo por você
É um incentivo e tanto -- falo sentindo-me a mais sortuda por tê-los em minha vida
Quando chegar vamos comemorar sua aprovação -- ele finaliza e beija-me os lábios carinhosamente antes de me soltar, beijo Florence algumas vezes.
Eu te amo minha florzinha -- falo e a beijo novamente antes de entregar a Damon, mais uma vez o beijo e recebo um beijo carinhoso na testa. -- Amo vocês
Nós te amamos -- ele responde e despeço-me de Enzo, Lexi, Jeremy e Rebekah. Por ultimo recebo o apoio de Bailey e Richard antes de entrar no ônibus e sentar-me na janela. Caroline entra e senta ao meu lado no corredor do ônibus que fecha-se assim que Liam e Bonnie entram finalizando os internos que fariam a prova.
Vai lá e arrasa -- Enzo grita quando olho pela janela assim que o veículo passa a mover-se e a imagem de Damon e Florence acenando para mim faz-me sentir-me emotiva por estar os deixando mesmo que por pouco tempo. Eu tento relaxar durante toda a viagem ao aeroporto de Seattle e ignoro as vozes no ônibus falando sobre o que sabiam ou esperavam da prova de acordo com o que escutaram de pessoas que fizeram. Eu fecho os olhos e imagino a minha filha acenando para mim ao me ver partir e seu sorriso esta manhã pulando na cama me faz sorrir em meio aos meus pensamentos já consumidos pela saudade de estar me distanciando deles.
O embarque demora um pouco para ser finalizado devido a quantidade de pessoas para realizar o embarque São Francisco, assim que estou dentro da aeronave sentada ao lado de Caroline para ficar de olho nela, Klaus implorou para que eu sempre estivesse sentada ao lado dela e que dividisse o quarto com a mesma para cuidar de sua preciosa e eu como uma boa amiga concordei de imediato, o caso de Caroline ainda requer alguns cuidados para evitar quaisquer transtorno e ida ao hospital que não seja necessária em seu pré natal.
Em algumas horas, estaremos decidindo nossas vidas profissionais -- Caroline fala após apertar o cinto de segurança em torno de seu quadril e eu faço a mesma coisa -- Dá até um frio na barriga e as mãos estão suando
Calma Caroline, vai se sair muito bem -- falo a acalmando
Um a cada cinco reprova -- ela lembra-me e me calo sentindo o peso desta informação pairar por minha mente, isso de fato ocorria na maioria dos testes e eu estava torcendo para que não ocorresse dessa vez. Observo minha amiga dormir logo após levantarmos voo e tento fazer a mesma coisa, porém é em vão, estou ansiosa e por mais que tente não pensar é impossível relaxar realmente quando meu futuro esta prestes a mudar assim. Então quietinha em meu assento refaço todo o percurso que corri desde a primeira vez que pisei os pés no Seattle Grace Hospital como uma interna novata e louca para por a mão na massa, ser cirurgiã, mal sabia aquela Elena Gilbert tudo que a esperava, apaixonar-se perdidamente por alguém que a completa de uma forma assustadora, casar-se e iniciar uma história a dois, perder um filho e depois ter uma filha, iniciar uma família a qual considera perfeita aos próprios olhos, tudo isso antes da especialização final, foi uma jornada e tanto para mim.
Foram cerca de três horas de voo no qual eu tentei não me levar pelas lembranças da ultima vez em que estive em um avião, o balançar e o terror nos olhos da minha filha, seu choro de desespero ainda me assombravam quando fechava os olhos, principalmente estando dentro de uma aeronave novamente em tão pouco tempo. Mas assim que pousamos em São Francisco pegamos um novo ônibus que nos direciona ao hotel onde nos hospedaríamos e faríamos a prova final, meu quarto com Caroline já havia sido reservado fizemos até o check -in como prioridades graças a barriga de Caroline já bem evidente.
Saudades dessas regalias -- comento a fazendo rir quando estamos entrando no elevador
É só ter um outro filho -- ela rebate e pisca o olho para mim óbvia
Damon e eu conversamos sobre isso, nós sabemos que queremos mas ainda não é o momento, Florence acabou de fazer um ano e queremos aproveitar com ela o máximo que podemos antes de acrescentarmos um novo bebê a família -- explico enquanto aguardamos a chegada ao nosso andar e assim que saímos do elevador seguimos pelo corredor em busca do nosso quarto, Caroline abre a porta com o seu cartão de acesso que estava mais fácil enquanto minha mala e a dela para avitar que carregue peso demais. --- Eu vou ligar para ele e ver a minha filha
Amiga a esta hora Florence esta na creche e seu marido atendendo pacientes -- ela exclama jogando-se na cama e eu tenho que concordar com seu comentário -- A fadiga já esta me alcançando, eu achei que demoraria mais
Esta com quase cinco meses, é por ai que começam o cansaço e o peso da barriga -- comento e ela suspira dramaticamente
Quando eu voltar já estarei morando com Klaus, ele vai levar o que resta meu para o apartamento hoje e amanhã, e quando eu chegar já estarei dividindo tudo com ele -- ela comenta mas não me parece tão animada.
Não me parece feliz -- comento
Eu estou, só.. pensar em tudo que tenho a arrumar quando chegar me deixa cansada -- sua resposta me faz rir -- Não ri sua vaca
Desculpa -- me defendo do travesseiro que ela me lança -- Se quiser ajuda
Você tem sua filha amiga, acho que não vai dar certo -- Caroline comenta me fazendo revirar os olhos
Levo Florence e ela brinca com Hope, serão boas amigas -- minha resposta faz os olhos da loira brilhar e ela concorda de imediato -- Vamos almoçar? eu estou faminta
Eu também -- ela de imediato esta de pé e com sua bolsa em mãos assim como eu, decido por ligar para Damon e Florence depois quando ambos estiverem juntos a noite e eu poderei vê-los finalmente. Almoçamos em uma lanchonete próxima ao hotel, o restaurante estava lotado e estávamos famintas então não conseguiríamos esperar muito tempo, Bonnie nos fez companhia durante o almoço e compramos sorvetes retornando ao hotel andando enquanto saboreávamos nossas casquinhas.
Elena -- a voz do meu sogro soa no salão da recepção quando entramos e ele estava saindo do restaurante com alguns médicos, sorrio quando ele aproxima-se da gente -- Como esta querida?
Muito bem, o senhor vai aplicar provas?-- questiono e ele confirma
Mais um ano, aparentemente gostaram do meu desempenho no ano passado -- sua resposta é animada -- Não se preocupe, não aplicarei sua prova
Eu ficaria levemente mais nervosa do que já estou -- respondo fazendo e e os amigos rirem, os mesmos nos são apresentados cordialmente e se mal me engano o trio recebeu MOTY há alguns anos, claro Giuseppe Salvatore e seus renomados amigos médicos, eu já deveria imaginar.
DAMON
Assim que o ônibus com os residentes partiu, todos nós entramos novamente pela emergencia do hospital para iniciarmos nosso dia de atendimento. Tenho que deixar Florence na creche e Klaus me acompanha com Hope em seus braços e após as deixarmos na creche corro para a emergência quando sou bipado por Webber para atendimento.
Você ta no comando -- Richard me lança uma jaqueta do hospital e eu retiro meu jaleco sem saber o que eu estava a comandar
Onde eu estou indo? -- questiono subindo na ambulância
Ao local do acidente, uma carreta bateu em alguns carros e temos muitos feridos no local -- Ele explica e eu dou espaço para que Jeremy, Megan, Lexi, Tyler, Bonnie entrem na ambulância comigo para os socorros no local.
A florence ..-- eu tento falar sobre a minha filha e ele me corta
Cuidamos dela, agora vai lá e salva o máximo de vidas possíveis --- ele comanda e eu concordo recebendo as portas do veículo fechadas na minha cara, sento em meu lugar ao lado de lexi e ela esfrega as mãos nervosas. Enquanto o som da sirene da ambulância abria caminho até o local do acidente, assim que estamos no local desço da ambulância e ajudo lexi e Megan a descer com cuidado enquanto Tyler ajuda Bonnie, assim que todos temos as maletas de socorros em mãos.
Todos pequem um perímetro, Bonnie e Megan fiquem a esquerda, Tyler e Jeremy a direita e Lexi e eu vamos pra área central, qualquer coisa gritem, sejam rápidos nos atendimentos e mandem os pacientes para o hospital o mais estável possível -- comando e todos concordam antes de correrem para os locais que eu comandei e faço o mesmo com lexi, ficamos bem na área mais afetada onde o caminhão estava parcialmente virado sob um carro e os bombeiros estavam a todo vapor em volta do mesmo -- O que temos aqui?
Dr. Salvatore, mais uma vez -- Michele Ferraz a chefe dos bombeiros sorri ao me ver, era nossa terceira cena de resgate desde que me tornei médico, a primeira eu era um interno e ela a novata no grupo de bombeiros e aqui estamos nós -- Há quatro pessoas no carro, o casal e duas crianças, uma delas esta presa e a outra esta assustada demais para nos responder se esta sentindo algo, o pai esta preso assim como a mãe, mas ele esta consciente, enquanto ela esta inconsciente desde a nossa chegada
E qual o plano de vocês para removerem este veículo ?-- questiono colocando um par de luvas
Estamos no aguardo de um guindaste da prefeitura para suspendermos parcialmente o veículo pesado e um guincho puxar o veículo menor para a extremidade mais distante e removermos a família com cautela -- ela responde com ambas as mãos na cintura em seu uniforme de bombeira
Eu preciso ter acesso a eles para começar as intervenções e ver o tamanho do estrago causado -- falo me aproximando do carro e vejo que Lexi estava colocando um protetor de pescoço no homem. Parte do carro estava inacessível pelo caminhão, só conseguiríamos através de duas janelas e isso não era o suficiente, a outra criança que estava presa não conseguiria suporte desta forma.
O que vamos fazer Damon?-- Lexi questiona aparentemente preocupada e eu não sei o que responder, precisávamos pensar em algo urgente
Calma, eu vou pensar em algo -- falo observando as minhas opções e quando Michele aproxima-se uma explosão de ideia surge em minha mente --- E se retirarmos o pai e usarmos o acesso ao carro através dele?
Acho arriscado, mas podemos tentar -- Michele concorda e chama alguns colegas de time para iniciar o plano, eu aproximo-me de Lexi.
Eu acho que perderemos metade dessa família hoje -- Ela exclama baixinho -- E não sei porque mas esse seu plano me parece arriscado
É arriscado, se o caminhão desabar de vez, esmaga o carro com todos dentro inclusive quem entrar -- respondo óbvio e ela suspira -- Nesse caso, eu
Não, não e não -- ela bate o pé seriamente -- Por favor não
Vai ficar tudo bem, eu prometo -- eu a abraço
Primeiro diz que é arriscado e agora que tudo vai ficar bem, eu não acredito -- Lexi é esperta demais para se deixar levar por minhas mentiras, Michele e dois bombeiros surgem com uma serra para removerem a porta do motorista enquanto observamos ha alguns passos de distância por proteção. Assim que a porta é removida observamos o esforço dos bombeiros para conseguirem remover o pai e quando o mesmo esta fora, há sangue demais das cintura para baixo onde estava preso.
Ele é todo seu Dra. Branson -- falo dando a ordem para Lexi e ela concorda indo atendê-lo ali no meio da rua, assim que me liberam a entrada eu consigo esgueirar-me para dentro do veículo com a minha maleta em mãos, verifico a pulsação da mãe que tem parte do corpo embaixo do caminhão.
Quais as chances dela? -- Michele questiona parada na porta e eu lhe entrego a maleta após retirar de dentro uma pulseira preta e por no pulso da mãe.
Nenhuma, é tarde demais -- respondo e tento acesso a parte traseira do carro sentando entre as duas crianças, Michele fica no banco do motorista e segura minha maleta conforme eu solicito. Primeiro verifico a criança que esta atrás da mãe e ela abre os olhinhos encarando-me prestes a chorar ---- Olá querida, eu sou me chamo Damon e estou aqui para cuidar de você
Oi --- ela responde e tenta sorrir, esta presa pelo banco da mãe e parte do teto esmagado sobre a sua cadeirinha.
Pode me dizer onde dói?-- questiono e ela confirm apontando para o braço e a perna direita onde parte do pesa estava sobre os mesmos --- Não dói a cabecinha?
Um pouco -- ela responde e toca meu rosto fazendo carinho e isso faz-me sentir péssimo por não poder tirá-la daqui urgentemente --- Me tira daqui por favor
Eu vou, como se chama?-- questiono
Amélia -- responde -- Me chamo Amélia, e eu estou com muito medo
Não necessita ter medo querida -- falo tentando a tranquilizar e o bebê no conforto ao meu lado começa a chorar ao acordar -- Olha só, seu irmãozinho acordou, como é o nome dele?
Logan -- ela responde com a voz doce
Tudo bem, enquanto os nossos amigos bombeiros não nos tiram daqui porque não escolhemos uma música para cantarmos e acalmarmos o Logan?-- sugiro e ela olha-me por alguns segundos antes de concordar --- O que ele gosta de ouvir?
This litte light of mine, i'm gonna let it shine --- ela começa a cantar e o garotinho para de chorar e vira-se para olhar a irmã --- This litte Light of mine, i'm gonna let it shine, let it shine let shine, everyday everyday, everyday, everyday gonna let my little light shine
This little light of mine, i'm gonna let it shine -- a acompanho a cantar enquanto verifico seus batimentos cardíacos e ela sorri para mim cantando. Sou instruído pelos bombeiros e consigo retirar o pequeno Logan de sua cadeirinha e o entrego a Michele, ela sai com ele e retorna para continuar me ajudando com Amélia. --- Eu ainda estou aqui querida, Logan foi levado para uma médica lá fora mas eu ainda estou aqui
Não me deixe -- ela implora segurando minhas mãos -- Você ta estranho, eu tô zonza Damon
Onde bateu a cabeça querida , diga-me -- falo pegando a lanterninha e verifico seus olhos, ela aponta a parte lateral da cabeça na qual não consigo ver e movo minha mão em direção ao mesmo, sinto uma porção do meu dedo entrar em seu ferimento e ela olha-me um pouco letárgica.
O que há Doutor Salvatore?-- Michele questiona do banco da frente
Ela possui um pequeno ferimento na cabeça mas vai ficar tudo bem -- falo enquanto olho para Amélia e ela sorri mas seu sorriso contém uma expressão de medo que me parte o coração observá-lo, viro-me para Michele no banco da frente -- Precisamos tirá-la daqui agora
Não chegou o guindaste, não temos como suspender o caminhão --- Michele rebate nervosa
Ela esta perdendo Sangue demais, os sintomas dela são de que há sangue internamente não liberado pela cavidade que pode estar causando uma pressão interna e pode levá-la a você sabe o que -- eu explico quando percebo que Amélia estava me observando
Vou falar com o pessoal, pensar em uma forma de removê-la -- Michele responde e sai do carro, sinto a pressão no teto do carro aumentar.
Precisa sair dai -- Lexi surge na porta do carona
Não me deixa sozinha Damon, por favor -- Amélia implora e começa a chorar desesperada
Lexi, por favor -- eu imploro para que ela não me pressione
Não, anda Damon sai desse carro -- ela grita apavorada e Amélia me agarra o braço com as mãozinhas sujas de sangue e eu quero agarrá-la e sair dali com ela, novamente a pressão no teto aumenta e eu percebo o mesmo ceder um pouco mais --- Por favor
Ela vai ficar sozinha -- eu grito com minha amiga e Michele surge com mais quatro bombeiros e todos eles possuem pés de cabras, três dos homens entram e tentam aliviar a pressão sobre a pequena Amélia,ela grita apavorada -- Tudo bem querida, eles vão tirar você daqui e estaremos com o Logan em breve
Promete?-- ela questiona e eu apenas balanço minha cabeça, coloco um colar cervical em seu pescoço e para protegê-la melhor assim que ela estiver livre, assim que a pressão diminui sobre ela, eu retiro seus cinto de segurança e ela se joga em meus braços, consigo escapar para fora do carro espremido entre os três bombeiros e assim que estou fora tento entregar Amélia para Lexi mas ela não me larga de modo algum --- Não, por favor não me deixe
Precisa ficar calma querida, já esta fora de perigo -- eu explico e a deixo na prancha sobre o chão, Lexi aproxima-se de nós com sua maleta e uso minha jaqueta na cabeça de Amélia para impedir o sangramento, Amélia chora aos montes em meus braços apavorada e eu a sinto tremer conforme minha jaqueta fica suja de sangue --- Quer cantar querida? Vamos cantar
This little light of mine, i'm gonna let it shine, this little light of mine, i'm gonna let ir shine, let shine, let shine -- começo a cantar e ela me acompanha entre soluços, Lexi sorri enquanto tenta parar o sangramento na perna de Amélia que estava presa.
A ambulância esta ai, vamos para o hospital -- Lexi fala erguendo-se e pegando nossas maletas, coloco Amélia na maca e Lexi sobe primeiro, Michele aproxima-se de mim.
Tiraremos a mãe do carro e enviaremos ao necrotério do SG, o pai já esta lá com Logan, e os outros envolvidos assim como restante da sua equipe também estão -- ela explica e oferece-me a mão, aperto de muito bom grado e a abraço rapidamente antes de subir na ambulância e ela fechar as portas para mim em um ultimo gesto de educação. Durante o caminho Amélia conversa com Lexi sobre o que gosta, vai respondendo as perguntas da loira para averiguarmos seu nível de consciência enquanto o paramédico fica de olho nos sinais vitais da garota.
Estou a postos -- Rebekah fala assim que as portas da ambulância se abrem
Amélia Cole, 5 anos, ficou presa no carro no acidente e teve parte do corpo comprimido por uma carga muito pesada, sofreu uma concussão craniada exposta há sinais de hemorragia interna e externa do mesmo, não há perda de sensibilidade em membros do corpo, estava com um bom quadro de consciência mas perdeu a mesma a poucos minutos e desde então não responde, batimentos cardíacos 80bpm, pressão arterial 100/60 --- O paramédico passa as informações a ela enquanto puxamos a maca para fora com Amélia apagada
Tudo bem, vamos começar os atendimentos e eu quero uma bolsa de sangue O negativo para ontem -- Rebekah começa a dar as ordens e seguimos empurrando a maca para dentro do hospital, rapidamente identifico Bailey a cuidar de Logan, enquanto Bonnie estava cuidando do paciente que ela resgatou, assim como Megan, e Tyler e Jeremy, Webber e Klaus estavam tratando o pai das crianças no trauma 1, e eu corro para auxiliar Rebekah no trauma 3 que esta livre, Lexi acaba ficando de fora por ter feito o que era de sua competência já em campo.
Poderia por favor ir ver Florence?-- questiono a lexi e ela concorda retirando sua jaqueta e sumindo do trauma 3 para ir verificar a sobrinha. Passo mais de cinco horas na cirurgia de Amélia com Rebekah e Dr. Saltzman o neuro cirurgião do hospital que chegou ha algumas semanas, mas ao finalizarmos a garotinha estava viva, debilitada mas viva e eu estava exausto mas tranquilo por ter conseguido salvá-la, lavo-me no banheiro e vou até ao refeitório fazer um lanche, estava faminto e prestes a cair, escolho um sanduíche de pastrame e um suco de laranja, além de uma maçã e sento-me em uma das mesas vazias para fazer minha refeição enquanto penso no dia de hoje.
Salvaram 8 dos 10 acidentados hoje -- a voz de Enzo surge atrapalhando meus pensamentos
O que ?-- questiono confuso
Esta ai todo calado, pensativo e deveria pensar que salvaram 8 dos 10 acidentados hoje sob seu comando, foi um dia de vitória Damon -- ele responde explicando-me, e entendo o que ele esta tentando dizer, um dos motoristas e a mãe de Amélia não resistiram mas o restante sim, realmente foi um dia de vitória. --- Mas a Lexi quer te bater por não sair do carro quando ela pediu
O que?-- questiono e ele balança os ombros
Foi somente o que ela disse -- enzo responde e suspiro, de fato ela deveria estar irritada comigo por não ter obedecido ela, me desculparia com ela depois. Finalizamos nosso lanche sob silêncio e então passamos pela ronda final, deixo Amélia por ultimo e ela esta acordada chorando enquanto a enfermeira tenta a acalmar.
Oi querida, como esta?-- questiono e ela ergue os braços em minha direção, Lexi havia colocado nela gesso rosa na perna e no braço direito onde havia fraturado, aproximo-me da garotinha e sento-me na beira da cama -- O que esta sentindo?
Medo -- ela responde e escuto Enzo suspirar ao escutar a voz dela assustada
Quer saber o que aconteceu?-- Rebekah questiona solicita ao lado da garotinha e faz carinhos em seu cabelo, Amélia confirma -- Nós a recebemos aqui, e você estava sangrando então nós colocamos mais sangue no seu corpinho de princesa, fizemos uma super cirurgia e agora você esta se recuperando
Obrigada, você é uma fada -- ela fala tocando os fios loiros de Rebekah -- Onde esta aquela fadinha anjo do cabelão?
Lexi, ela deve esta por ai caminhando -- respondo e mando mensagem para Lexi quando ela pede que eu a chame.
Você é um anjo herói e ela uma fada anjo -- Amélia fala explicando quando pergunto o porque o do apelido -- Você me salvou, mamãe diz que anjos cuidam e heróis salvam, você me salvou Damon e me cuidou, você é meu anjo herói e a fadinha do cabelão também, ela parece nervosa mas ela me cuidou e ela é linda então é uma fada, fadas fazem mágicas como ela fez lá, e essa outra fadinha fez aqui -- Amélia aponta para Rebekah que sorri encantada, cerca de dois minutos depois Lexi estava entrando no quarto de Amélia no setor pediatra.
Olha ai a sua fada anjo -- falo apontando para a loira e Amélia sorri
Fada o que?-- Lexi questiona confusa
Anjo, você é bonita como uma fada e faz mágica e anjo cuida e você cuidou de mim lá na rua -- a garotinha explica e lexi sorri com os olhos marejados -- Obrigada
é o meu trabalho querida -- a loira responde emotiva mas sorri
Mas Amélia achou essa fada anjo meio nervosinha -- comento fazendo lexi rir
Bom, dê um desconto a ela Amélia, o melhor amigo dela é um velho surdo e teimoso -- Lexi solta a indireta me atingindo em cheio.
Eu sinto muito, só não poderia deixar ela lá --- explico-me na esperança que ela entenda e lexi suspira pesadamente.
Eu sei, eu sei amigo -- sua resposta me machuca pois sei que minhas atitudes heróicas causam pânico as pessoas a minha volta, os que estão ligados a mim e sinto-me mal por causar isso a eles mas não posso deixar de ser quem eu sou, de agir como sou, o que eu seria se fizesse? não seria mais a pessoa que eles conhecem, seria oco e vazio.
Podem ficar comigo?-- Amélia questiona segurando minha mão e de Lexi
Infelizmente, eu tenho uma garotinha esperando por mim para irmos para casa Amélia -- respondo o mais doce possível e ela apenas balança a cabeça -- Mas seu irmão Logan e uma enfermeira virão para o seu quarto em breve, não vai ficar sozinha
Volta amanhã?-- Amélia questiona
Sim, e tomaremos café aqui com você -- Lexi a tranquiliza e ela sorri concordando com o nosso trato, nos despedimos da garotinha e a deixamos sob os cuidados finais de Rebekah que aguardava a chegada da enfermeira com o Logan. Troco de roupa na sala do Staff enquanto Lexi esta no banheiro trocando-se, e assim que terminamos eu subo com a companhia dela para buscar Florence, ao chegarmos na creche observo através do vidro a garotinha brincando com Hope e mais uma garotinha com blocos de montar, as três sorriam felizes.
As três melhores amigas -- Lexi comenta observando
Errou feio -- resmungo ao ver a garotinha morder o bracinho de Florence quando ela tenta pegar um bloco de montar e eu vejo a responsável por elas a separar e minha filha começar a chorar, entro na salinha impaciente.
Papai -- Florence grita correndo até mim e saindo do abraço da babá para vim ao meu abraço e pedir consolo, abaixo-me e a agarro em um abraço protetor -- Dodeu
ela lhe mordeu ?-- questiono fingindo não ver e a minha florzinha mostra-me o local chorando e isso me parte o coração pois ela sentiu dor, o local ainda estava babado, limpo em minha blusa e ela abraça-me, Lexi entra e pega a bolsa de Florence com a babá que afasta-se para ficar com as outras crianças e organizá-las até que os pais possam pegá-las. -- Ficou marcado, eu irei seriamente falar com o dessa pequena chihuahua nervosa
Vai lá querida, vai lá e empurra ela -- Lexi fala baixinho abaixada ao meu lado
Lexi não -- eu resmungo e ela suspira
A garotinha vai continuar fazendo, ela tem o que? dois anos e meio? ela é maior e esta mordendo a minha florzinha? se Florence continuar sem revidar ela vai continuar apanhando -- Lexi explica irritada e baixinho para que não a escutem -- Se ela não for, eu vou e devolvo esta mordida
Você não é doida -- eu quero rir da raiva dela
Vai lá minha flor, empurra ela e bate nela -- Lexi a incentiva e Florence vai dá para ver na forma que ela se aproxima da garotinha que ela esta com medo mas já na mesa nós podemos vê-la pegar o bloquinho e a garotinha tomar, em seguida ela tenta pegar outro e a garotinha toma e acerta um tapa em Florence irritada, minha filha nos olha com lágrimas nos olhos -- Vai lá, bate nela
Lexi sussurra quando ver ela voltando para nós e a garotinha retorna e quando tenta pegar um bloquinho e a menina lhe toma Florence acerta-lhe um tapa nela e agarra suas bochechas fortemente como ela faz conosco quando esta irritada e tudo que escutamos é o choro da garota nas mãos de Florence, eu as separo quando a babá escuta e se aproxima.
Crianças -- comento sem saber o que dizer e Florence bota a língua para fora em direção a garota que a babá esta consolando como havia feito com minha filha -- Tchau, até amanhã
Tau -- Florence acena para a babá e os amiguinhos, seguimos pelo corredor com Lexi ao nosso lado rindo feito uma hiena e eu tento não rir mas é impossível, Florence mostra-me o local da mordida e seus olhinhos marejam novamente, ao chegarmos no estacionamento onde Enzo já nos aguardava encostado no carro, destravo o veículo e ele ergue os braços ao céu em seu drama como se tivéssemos feito esperar muito ali --- Dodeu, titi dodeu
O que menina?-- ele questiona quando ela conversa com ele
Ela foi mordida por uma garotinha na creche -- explico e Enzo arregala os olhos e aproxima-se para ver o local que minha filha apontava com seu dedinho.
Ei, quem fez isso? que criança maldosa morderia a minha flor? -- Meu amigo parece irritado, ele e Lexi importam-se demais com ela a ponto de estarem dessa forma.
Uma chihuahua de muita má educação -- Lexi responde irritada mas começa a rir -- Mandei Florence revidar, ela deu um tapa na cara e agarrou as bochechas da menina e puxou de uma forma que eu sou só orgulho
Isso é tão errado, mas minha filha ta pronta para o mundo -- falo a jogando para cima e ela ri
Titio vai te ensinar umas coisinhas, manual de sobrevivência na creche -- Enzo fala indignado com o que fizeram a ela -- Mas vamos comer pizza pra comemorar que ela sabe revidar quando mexem com ela
tita -- ela entendeu a parte da comida e gritou animada nos fazendo rir, então seguimos do hospital a uma pizzaria a caminho de casa, escolhemos uma mesa e assim que Florence esta no cadeirão segura e impedida de seguir correndo pelo restaurante como uma mini porra louca, eu peço uma cerveja e um suco para ela, Enzo e lexi me acompanham na cerveja enquanto aguardamos as duas pizza que pedimos.
Calabresa e a outra de quatro queijos -- escolhemos e a garçonete segue para pegar nossas bebidas e registrar nosso pedido. Assim que nosso pedido chega, corto metade de uma fatia de calabresa e metade de uma fatia de queijo e faço em pequenos pedaços enquanto esfrio para ela, como as metades restantes e assim que esta frio suficiente deixo que ela pegue com as mãos os pedacinhos e encher a barriga sozinha enquanto toma seu suco no copo, e metade do suco ainda estava no copo do restaurante, eu como e bebo minha cerveja sem preocupar-me com ela pois sei que esta fazendo a mesma coisa, eu apenas a observo vez ou outra ao meu lado e deixo que siga independente.
Quer mais suco?-- questiono quando ela me entrega seu copinho vazio e eu abro o mesmo colocando o restante do suco, fecho e devolvo a mesma que sorri e segura as alças do copo levando a boca e sugando o liquido.
Deveríamos fazer o dia oficial da pizza -- Enzo sugere pegando uma outra fatia de calabresa
Mas temos uma boa rotina de pizza, não é como se passássemos meses sem comer -- Lexi rebate o comentário do namorado --- Comemos menos que antes mas ainda assim comemos, temos nossas noites de sushi, e da pizza, de comida saudável .. temos mais noites de comidas saudáveis e feitas em casa mas eu gosto disso
Nós somos diferentes de antes não somos?-- Enzo questiona e Lexi e eu concordamos sem pensar duas vezes -- Olhe para o Damon, pai de família e ele gosta disso, é muito bom sendo pai e não parece sentir falta de estar em baladas, de bebedeiras e coisas do tipo. Nós também, mesmo não sendo pais nos tornamos mais caseiros, não há nada que nos impeça de seguirmos as vidas de antes mas ainda assim não fazemos, gostamos de estar em torno de Florence, de passarmos noites só assistindo filmes, não necessitamos de álcool ou diversão
Isso é maturidade -- Lexi fala e beija o namorado
Assim que finalizamos o nosso jantar, seguimos para casa após pagar por tudo e quando estamos em casa a primeira coisa que faço e dar um banho em Florence e colocar um pijama nela, a mesma que escolheu o pijaminha de borboletas enquanto estava somente de fraldas e eu a visto e levo para o meu quarto, deixo a pequena deitada na cama assistindo ao youtube kids e tomo uma rápida chuveirada, ao sair do banho a mesma ainda esta no exato lugar que a deixei, mas esta encolhidinha de lado olhando o telefone ha alguns centímetros de distancia dela, no closet visto uma box cinza e uma calça de abrigo da mesma cor, assim como uma camiseta branca e retorno para fazer companhia a minha filha.
Oi meu amor -- elena fala assim que ligo para ela por video chamada ao ver que havia uma chamada perdida dela
Mamãe -- Florence grita animada ao ver a mãe na tela e o rosto de Elena se ilumina ao escutá-la, observo o sorriso de minha esposa aumentar ao vê-la.
Como esta tudo ai?-- Elena questiona e eu quero rir da forma que ela esta preocupada
Conte a mamãe que alguém te mordeu na creche -- eu falo e a expressão de horror no rosto de elena me faz rir
dodeu -- Florence resmunga entendendo o que eu falei e tenta mostrar a mãe no video o local da mordida mas eu já havia passado um creme no local e apliquei gelo no restaurante enquanto comíamos, foi necessário mas ela quase não me deixou fazê-lo -- Neném dodeu
Como? o que aconteceu Damon?-- elena esta levemente irritada ao saber que a filha estava machucada
Uma garotinha da creche, acho que é filha do Dr. Campbell -- respondo explicando e Elena suspira --- Elas estavam brincando e a garotinha não queria dividir os bloquinhos e mordeu a nossa filha mas Lexi a incentivou a revidar e ela revidou, não foi filha?
É -- Florence concorda jogando-se em cima de mim rindo
Ela revidou?-- elena estava surpresa
Sim, Florence a incentivou e ela foi e fez, deu um tapa na menina e grudou as unhas nas bochechas dela --- explico e minha esposa continua com sua expressão surpresa no rosto mas depois tenta esconder o sorriso no final.
Eu não quero que ela bata em outras crianças mas também não quero que ela apanhe -- elena é contraditória e eu dou risada -- Não ri Damon
Amor, Lexi tem razão quando diz que ela precisa saber revidar, eu não gosto de ver ela batendo em outra criança mas se baterem nela primeiro, acho bom que ela saiba devolver o golpe --- rebato e ela suspira ao escutar minha resposta
Tem razão -- elena concorda -- Ela esta bem?
Sim, já passei um creme no local e coloquei um pouco de gelo quando jantamos -- respondo e ela apenas balança a cabeça --- Ela esta bem amor, só chorou na hora e depois fomos comemorar a fúria dela sobre a garotinha numa pizzaria
Vocês não prestam -- elena ri quando digo a ela o motivo da nossa noite na pizzaria -- Não ensinem coisas erradas a minha filha
Não prometo nada -- respondo e Florence deita na cama sobre o travesseiro de elena e coloca chupeta na boca, ela acena para elena e manda beijo quando mando ela dar boa noite a mamãe .
Boa noite minha flor, sonha com os anjos -- elena responde e manda beijos a ela que sorri com o objeto na boca e fica quietinha com sua mantinha e unicórnio em mãos e eu sento-me na poltrona perto da porta para evitar que a luz do telefone a atrapalhe --- Eu acho que não vou conseguir dormir, to morrendo de ansiedade aqui Damon
Onde esta Caroline?-- questiono
No banheiro, deve ta fazendo sexo por telefone com Klaus -- sua resposta me faz rir altamente e Florence senta na cama
Papai -- ela grita como se me repreendesse e eu quero rir dessa cena, ela é de fato uma criança muito esperta.
Amor, eu quero que você tome um banho, coloque um pijama, deite-se e desligue as luzes e conte carneirinhos até dormir, é essencial que tenha uma boa noite de sono para sua prova amanhã --- eu dou minhas ordens a ela --- Você descansada irá arrasar com aqueles aplicadores, e nós vamos comemorar muito quando estiver em casa
Promete?-- sua voz é dengosa como quando ela esta fazendo dengo a Florence e eu quero rir
Prometo meu amor, mas precisa prometer que vai dormir -- falo a encarando no vídeo e ela confirma sorrindo de imediato -- Então vai lá, boa noite, te amo
Te amo -- ela responde antes de desligar e eu retorno para a cama onde Florence esta sentada no meio da mesma, pelo visto o sono dela foi pra china pois ela levanta e começa a pular no colchão rindo.
Não mocinha, hora de dormir -- falo a parando e ela ri negando -- Sim sim
Não, não -- ela nega pulando -- Bintar
Não, se você cai dessa cama sua mãe me mata nessa e na próxima vida -- eu a agarro e ela ri alto quando mordo sua barriga exposta pela blusa do pijama que sobe -- Vamos dormir?
Papai, mimi -- ela me força a fechar os olhos quando estamos deitados e coloca seu lençol sobre mim me cobrindo -- Mimi papai
Ta bem -- eu fecho novamente os olhos quando ela me ver com os mesmo abertos e me repreende, é impossível não sorrir com essa garotinha e seu jeitinho adorável de ser, para sua idade é impressionante a quantidade de palavras que ela consegue guardar assimilar as coisas, cada dia mais eu me encanto e sou dependente da minha filha. Eu a puxo para meus braços e a abraço e ela coloca a chupeta na boca com o rostinho próximo ao meu pescoço e fecha os olhinhos enquanto fica a fazer carinho em minha bochecha e permanecemos assim no silêncio, com o quarto quase todo tomado pelo escuro, exceto pela luminária de cabeceira ao meu lado que estava no minimo, eu acaricio seus cabelos levemente e suas costas por longos minutos, não desejava estar em outro lugar se não no abraço da minha garotinha que no momento estava entregue ao sono, tranquila e protegida em meus braços -- Eu te amo minha pequena flor
...........................
ELENA:
Eu faço o que prometo a Damon, assim que Caroline sai do banheiro já preparada para dormir eu corro até o mesmo e tomo um banho morno relaxante, coloco meu pijama e deito-me na cama desligando a luminária ao meu lado, sendo esta a unica ainda acesa e ficamos totalmente no escuro, eu observo um ponto na parede por longos minutos, talvez mais de uma hora até finalmente o sono me dominar e eu sonho com a minha filha rindo aos quatro cantos, sua risada reverbera por meu corpo como vida e enche-me de energia e vontade de viver, eu a escuto me chamar e sinto seus beijos apaixonados e babados em minhas bochechas, enquanto sorrio e me deixo derreter pela vida que eu trouxe a este mundo e que é o meu mundo desde então.
Pela manhã sou a primeira a acordar então tomo um longo banho, lavo os cabelos e seco no banheiro com o secador do hotel, quando saio do mesmo eu peço café no quarto para mim e Caroline e começo a me maquiar para passar o tempo, passo uma base e pó compacto, rímel e um pouco de blush e somente após tomar café eu escolheria algum batom, coloco uma lingerie branca e fico com o robe do hotel até o momento que o café chega, acordo Caroline e tomamos café, havia pedido suco de laranja, café com leite, frustas frescas, torradas com compota de amora, e iogurte com lentilha, assim que terminamos nosso café, minha amiga segue para o banheiro para tomar seu banho e eu aproveito para me arrumar, coloco uma calça preta, blusa branca e um blazer da mesma cor, scarpins pretos e amarro meu cabelo em um rabo de cavalo, passo um pouco de perfume e estou pronta após colocar um par de brincos de pérola pequenos.
Nos encaminhamos ao andar onde nos foi passado anteriormente há alguns dias atrás, Caroline estava sentada ao meu lado batendo o pé no chão ansiosa enquanto eu tentava me segurar para não acompanhá-la. No mesmo corredor estavam Tyler, Bonnie e Liam, além de mais cinco residentes do presbiteriano aguardando o inicio das avaliações, até que três das portas se abrem.
Bonnie Bennett -- A primeira mulher chama por nossa amiga
Caroline Forbes -- eu observo a mesma ficar de pé em um pulo e entrar na porta indicada
Elena Gilbert -- sou chamada e fico de pé, pego minha bolsa e minha garrafinha de água e entro na sala, a mulher fecha a porta atrás de mim e indica-me uma cadeira, há um homem sentado a minha frente e ela senta ao lado dele, eu os observo por longos segundos sem saber se devo ou não falar algo --- Bom Elena, vamos iniciar a aplicação do teste e ele será dividido em três partes, daremos a você três casos no qual deve nos apresentar qual abordagem você escolheria e porque, assim como lhe jogaremos prováveis transtornos nos casos e poderá rebater, terá 25 minutos para responder cada um dos casos, e poderá reprovar em uma única fase, entendido?
Sim senhora -- respondo e o homem coloca seus óculos de grau no rosto abrindo uma das pastas enquanto a mulher tem uma prancheta e folha avaliativa em mãos e assim inicia-se a minha tortura.
Homem 33 anos, dá entrada na emergência hospitalar com fortes dores abdominais frequentes a 3 dias, há inchaço e rigidez local, não há mais sintomas, o que a senhora faz Doutora Gilbert?-- O meu aplicador questiona
Na emergência eu faço um exame de u
ltrassom para verificar se há distensão abdominal ou presença de quaisquer corpo estranho a causar esta dor -- começo a responder
Não há corpo estranho, o que a senhora pensa que é?-- questionou ele de imediato
O ultrassom não mostrou nada?-- questiono e ele sorri
Uma mancha -- respondeu
Bom esta mancha pode ser uma massa estranha, eu o levaria a uma tomografia computadorizada para verificar o tamanho e localização atual da mesma -- respondo e ele sorri
É grande, e no fígado --- respondeu me fazendo suspirar
Bom eu coletaria uma porcentagem da massa para verificar se é ou não maligna mas como o paciente esta a sentir muita dor o indicado seria remover, então eu marcaria uma retirada da mesma, faria uma incisão e usaria tinta florescente para demarcar toda a área da massa e somente depois de vê-la por inteiro retirar a mesma, provavelmente seria necessária a retirada de parte do órgão junto a massa, eu faria uma incisão em torno de toda ela removendo-a por inteiro para me certificar que não deixaria nada para trás
A pressão do seu paciente esta subindo -- ele rebate
Eu pediria que injetassem 5mg de Minoxidil, e esperaria a mesma abaixar um pouco antes de prosseguir, como eu ia dizendo assim que a pressão dele começa a baixar eu volto a remover a massa, retiro ela por inteira, utilizo água para lavar a cavidade, uso a sucção para removê-la e uso um pouco mais de tinta florescente reagente para confirmar se retirei toda a massa do local, uma vez confirmada eu utilizo de prolene 2.0 para fechar o paciente e o mantenho em observação para averiguar se não vai haver mal funcionamento do órgão após a remoção, e o trataria com antibióticos para evitar infecções -- respondo e percebo que se passaram cerca de 16 minutos desde que começamos
Seu paciente apresentou febre, vomito e dores locais -- ele responde
Sinal de infecção, eu reavaliaria todo o pós cirúrgico dele faria aplicações de antibióticos na veia junto a soro para hidratação, pode ser sinal de que o paciente não vai ao banheiro desde a cirurgia, pediria que colocassem um cateter para urina e continuaria o avaliando pelas próximas horas para somente então tomar uma decisão mais arriscada -- respondo-o e ele concorda
Seu paciente melhorou Dra. Gilbert -- ele responde e suspiro -- E então?
O manteria no hospital por pelo menos mais dois dias, faria exames para funcionamento do figado e de outros orgãos próximos e ao me certificar de que tudo estava bem, somente após isso eu o daria alta --- eu o respondo e ele observa o horário
Faltam ainda lhe restam 4 minutos, tem algo mais a acrescentar?-- ele questiona e eu me nego, então ele toma mais um pouco do seu chá o finalizando, eu o observei beber o mesmo enquanto respondia e o homem não fazia uma expressão de que eu estava indo bem. Assim que eles me liberam, eu saio do quarto e corro para o banheiro, estava enjoada de tão nervosa, e lá eu encontro Caroline vomitando o que comeu no café da manhã e eu me sinto melhor no momento em que decido a ajudar, esqueço o meu desespero enquanto cuido de Caroline.
Eu fui pisada lá dentro -- ela resmunga sentada ao lado da privada e eu estou na porta da cabine encostada sentindo-me uma perdedora.
Ninguém nos preparou para isso -- suspiro angustiada e ela concorda comigo, vou para a pia e lavo meu rosto enquanto me encaro no espelho, eu quero chorar mas me seguro e penso em minha filha e em como a orgulharia se eu passasse nessa prova hoje, em como eu tenho lutado por ela desde que a descobri em meu ventre e que preciso passar por isso para continuar lutando por ela, dando a ela tudo do melhor, então as lágrimas retornam e a tremedeira diminui aos poucos, eu consigo água para Caroline quando ela finalmente para de passar mal e retornamos ao corredor quando conseguimos comprar dois sanduíches para comermos e aguardamos a segunda fase.
No final daquela tarde, eu estava um trapo de ser humano, tive que falar sobre um paciente acidentado em um canteiro de obras com parte do corpo esmagado e a imagem da cena ficou na minha cabeça e distraindo um pouco sempre que eu tentava recordar se havia esquecido de algo ou não, usei todos os meus 25 minutos e tive que parar de falar, e tive cerca de 10 minutos para descanso e nesse eu vomitei, e fiz companhia a Caroline enquanto Bonnie se lamentava encostada na pia se olhando no espelho, e no terceiro round no qual não consegui comer nada antes dele foi quando fui massacrada, eu estava abatida pelo que me ocorreu no banheiro e cansada, de fato eu estava exausta, mas fui até o fim, não passei mal dentro do quarto e mas não consegui conter o tremer das minhas mãos, apesar de estar suando sobre meu blazer, evitei tirá-lo para permanecer com a minha postura inicial, e em nenhum momento os meus aplicadores demonstraram quaisquer sinal de que eu havia acertado algo ou errado, eles apenas me questionavam e me lançavam tantos problemas sobre os casos dos meus pacientes que eu poderia cogitar perseguição mas era somente o trabalho deles ali.
Você ainda tem 5 minutos Doutora Gilbert -- o homem fala ao finalizar seu chá -- Não quer mesmo acrescentar algo?
Não me disse nada mais, aparentemente meu paciente esta bem -- respondo e ele sorri
Aparentemente?-- questiona -- Ele deveria estar bem Doutora
Ele esta, se não me deu nenhum problema a mais surgido nele é sinal de que meu tratamento foi satisfatório e positivo ao problema dele --- respondo e ele bebe do chá enquanto levanta uma sobrancelha -- Eu posso sair?
A vontade doutora -- respondeu estendendo-me a mão em direção a porta como se me dissesse que eu poderia ter saído quando quisesse, e eu me levanto, pego minha bolsa e minha terceira garrafinha de água da tarde quase seca e saio do quarto após agradecê-los, assim que estou fora escuto um clique na porta demonstrando que eu não poderia voltar mais e que já estavam provavelmente prestes a avaliarem meus casos, então eu corro para o banheiro e vomito novamente, todo o liquido que tomei enquanto estava na ultima etapa e eu fico ali sentada perto da privada como uma derrotada e eu sinto uma saudade enorme do meu marido e da minha filha. Assim que me sinto melhor, levanto e lavo o rosto e a boca e vou para o meu quarto, onde arrumo a minha mala aberta e tomo um rapido banho para sair o cheiro de vomito, coloco um conjunto de lingerie preto, jeans de lavagem clara, uma camiseta branca folgada que mostrava as rendas do sutiã e minha botinha que vim na viagem, coloco minha necessaire na mala após escovar os dentes e a fecho de uma vez e neste momento Caroline entra no quarto pálida e abatida, ela corre para o banheiro antes que eu fale algo, então para ajudá-la eu deixo sua mala sobre a cama e quando ela sai já vem com sua necessaire em mãos a guardando e fechando a mala após ter escovado os dentes, nosso ônibus sairia em breve então não deu tempo para a mesma tomar banho, ela somente faz o check out rapidamente por ser preferência e nós vamos para a entrada do hotel onde aguardamos com o restante do grupo o veículo que nos conduziria de volta ao aeroporto.
Eu me sinto um lixo -- Tyler resmunga sentado no meio fio da calçada do hotel.
O terror é real, e se chama teste de aplicação final -- Stefan comenta pela primeira vez desde então
Minha cabeça dói -- Caroline resmunga sentada ao lado dele e apoia a cabeça no ombro do amigo enquanto eu ando de um lado ao outro ansiosa para ir embora, assim que o ônibus surge eu subo com minha mala a mantendo a frente das minhas pernas e Caroline faz a mesma coisa ficamos no primeiro assento a esquerda para sairmos rapidamente já que ela estava grávida e eu suspiro aliviada quando o veículo começa a andar rumo ao aeroporto. No aeroporto nós lanchamos por Caroline precisar tanto comer após muito vomitar e eu aproveito e faço um lanche também, e aguardamos o embarque, nossas malas iriam na cabine e não precisou despachar nada, além do check in e ela me apresentou como sua médica quando fomos a preferência, eu passei com ela na frente de tudo deixando nossos amigos para trás e em nossos assentos eu pude relaxar, estava mais próxima de ver a minha florzinha.
O voo foi tranquilo pois Caroline dormiu rapidamente, estava esgotada e eu cochilei um pouco mas cerca de meia hora antes de despertar e ficar totalmente ligada ansiosa para estar em casa, eu queria tanto os braços do meu marido, os beijos babado da minha filha e a minha cama que tirava-me totalmente o sono só de pensar que estava perto de ter isso de novo após todas essas horas longe deles. Assim que a aeronave taxia na pista de pouso eu suspiro aliviada e acordo Caroline que sorri envergonhada por ter dormido em meu ombro esse tempo todo mas não me importei com isso, pego nossas malas e saio puxando as duas enquanto ela vem ao meu lado dizendo o quanto foi revigorante esse sono que tirou no voo e atrás de nós vem Bonnie, Stefan,Tyler e Liam exaustos assim como eu mesmo tendo dormido um pouco, assim que atravessamos o portão de desembarque suspiro aliviada por estar tão perto de casa.
Mamãe -- A voz da minha garotinha surge e eu busco por ela entre as pessoas ali aguardando seus parentes, e lá esta ela nos braços de Damon e a mesma segura um balão prateado com 'I Love Mommy'', eu corro em sua direção enquanto arrasto minha mala e assim que estou próxima deles eu largo a mala e abraço ambos fortemente, Damon entrega-me Florence e ela me abraça pelo pescoço sorrindo -- Oi
Oi minha flor -- respondo a beijando -- Eu senti a sua falta, sentiu a minha falta?
tim -- respondeu rindo e eu a beijo mais uma vez antes de beijar meu marido nos lábios castamente por estarmos em local publico, ele sorri para mim e eu vejo Lexi e Enzo surgirem com copos da starbucks em mãos.
Ah perdemos a chegada da elena -- a loira resmunga quando me vê ali e bebe um pouco do seu cappuccino -- Valeu a pena
Bem vinda de volta amor -- Damon sussurra e me abraça mais uma vez -- Como foi lá?
Eu não faço ideia, dei o meu melhor naquele teste e até passei mal -- respondo os fazendo rir
Que tal irmos comer algo?-- Enzo sugere e ao me deixar a minha atenção de Florence percebo que Klaus estava ali com Hope para receberem Caroline, e Rebekah estava com Jacob e Stefan, pelo visto foi combinado a surpresa grupal. Concordamos em ir comermos e seguimos a um restaurante nos três carros, Klaus ainda deu carona a Bonnnie e Tyler, e Rebekah deu carona a Liam para que eles não ficassem de fora do jantar.
Meu -- Florence resmunga quando eu pego o balão para ver
Não, é da mamãe -- damon a responde
não, não -- ela responde e balança o dedinho, e eu a devolvo deixando que fique com o balão para si. Assim que estamos no restaurante, uma pizzaria na verdade e comemos em torno de seis pizzas, além de tomarmos cervejas e sucos, Florence detonou comendo metade de três pizza e beliscou as minhas fatias depois, mas logo ela estava apagada no cadeirão de bebê fazendo-nos rir ao ver a cena deitada sobre o pratinho de pizza dela com pedacinhos grudados no rosto, eu limpo a minha pequena e a mantenho em meus braços dormindo enquanto bebo um pouco de cerveja e como minha ultima fatia da noite.
O resultado saiu --- Liam anuncia na mesa e eu pego meu telefone rapidamente na bolsa e verifico meu resultado no sistema que estava lentamente carregando.
Passei -- Stefan é o primeiro a anunciar e eu vejo Rebekah beijar o marido feliz
E ai amor?-- Damon questiona ao meu lado e a página ainda estava finalizando
Passei, eu passei -- falo surpresa e ele sorri genuínamente ao meu lado, Bonnie passou também assim como Liam e Caroline, nenhum do nosso grupo reprovou e isso é uma maravilha.
Quer dizer que dois do outro grupo reprovaram -- Enzo solta o seu pensamento na mesa
Quem liga? Nós passamos -- Tyler fala animado e ergue seu copo de cerveja -- Aos aprovados
Aos aprovados --repetimos seu gesto e brindamos a conquista da noite, Damon beija-me o rosto feliz e é impossível não sorrir com este resultado após um dia infernal como o que tive. Optamos por mais uma cerveja para fechar a noite e ao finalizá-la e pagarmos a conta cada um de nós segue para seus carros e suas casas, e eu carrego minha bebê nos braços deixando que Damon pegue minha mala, entro na casa após abrir e subo com a pequena apagada em meus braços a levando ao seu quarto, deposito Florence no berço e retiro seus sapatos e calça, deixando-a de fralda e camiseta, vou ao closet dela e pego um pijaminha vestindo a calça primeiramente nela e depois de retirar sua camiseta eu coloco a blusa do pijama, coloco seu lençolzinho perto dela e a embrulho parcialmente com um cobertor do berço, verifico a babá e saio do quarto após desligar a luz do mesmo, caminho para meu quarto e enquanto escuto os risos de Lexi com Enzo em seu quarto, a noite dos dois vai ser divertida pelo visto, retiro meus sapatos ainda no corredor e os carrego em minha mão.
Abro a porta do quarto e surpreendo-me ao ver as velas em alguns pontos do quarto e pétalas de rosas vermelhas espalhadas pela cama, além do caminho de pétalas da porta a cama e também em direção ao banheiro.
Hora da nossa comemoração privada -- A voz de Damon surge ao meu lado ao sair do closet e largo meus sapatos no chão virando-me para ele com um sorriso no rosto, ele encara-me de uma forma que faz qualquer cansaço sumir completamente dando a vez ao desejo. -- Você esta pronta Dra. Gilbert?
Pra você? sempre -- respondo de imediato e ele sorri gostando da minha resposta e puxa-me para um beijo que aquece-me por inteira em segundos e estou totalmente e inteiramente entregue a ele por toda a minha vida. --- Já falei o quanto te amo e o quanto és perfeito?
Acho que sim, mas não é o momento.. hoje eu direi o quanto a ama e o quanto é perfeita, em como eu a desejo de todas as formas e a mulher extraordinária que admiro e amo -- ele responde baixinho e vira-me de costas para ele sussurrando sua resposta em meu ouvido e fazendo-me arrepiar e emocionar-me com suas palavras -- Vou perguntar mais uma vez, esta preparada Dra. Gilbert?
Sempre -- respondo novamente e ele morde o lóbulo da minha orelha enviando ondas sinápticas de prazer para todo meu corpo parando no centro do mesmo abaixo do meu ventre -- Por favor, me ame
Eu irei, intensamente -- ele responde e acaricia meus braços arrepiados enquanto beija meu pescoço -- Amore Mio
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