Medicine 2° Temporada
46 Capítulo 46: Side Effects!
Notas iniciais

DAMON:
Dou um beijo casto nos lábios de elena antes de tirá-la do meu colo e levantar-me da poltrona do nosso quarto, meu pai queria conversar comigo e com stefan sobre o que ocorreu a pouco mais de meia hora, saio do quarto não muito animado para a conversa e vejo meu irmão saindo do quarto que um dia foi de Will, suponho que Nora estava hospedada ali e penso se devo ir lá depois tentar fazê-la ficar melhor. Stefan força-me um sorriso que não chega nem a metade de seu rosto de tão forçado que é, ele também não me parece nada animado com o que estar por vir, pelo menos eu não sou o único a caminhar rumo ao julgamento final, ambos descemos as escadas e meu pai estava na porta da sala de televisão aguardando por nós dois, passamos sem dizer uma unica palavra e eu me sento no sofá assim como Stefan, ele entra e encosta a posta de correr, sentando na poltrona e nos escara calado por longos minutos.
Sabe que para haver uma conversa, é necessário falarmos não sabe ?-- stefan fala tentando descontrair e iniciar tudo ou finalizar
Calado -- meu pai responde e ele concorda se calando, então ele volta a nos encarar ele passa as mãos nos cabelos nervoso e suspira altamente -- O que diabos estavam pensando ?
Agora?-- pergunto e ele levanta da poltrona com os olhos tão arregalados quanto Florence ao se assustar e ele tem a boca em linha reta de tão irritado que estava
O que estavam pensando ao esconder que a parasita da Lily estava aqui com a familia parasita dela?-- ele grita
Não fale assim pai -- stefan é o corajoso a responder
Eles são parasitas, eu não ligo de falar a verdade -- meu pai grita e balança as mãos para cima em um ato de exasperação e indignação por meu irmão ainda estar os defendendo.
Nora pode ouvir, ela não tem culpa de nada por favor -- meu irmão explica e eu compreendo que ele não quer magoar a irmã, ele quer ter proximidade com ela e tem medo que ela se afaste ao ouvir insultos assim vindo do nosso pai
Ele tem razão, ela não merece ouvir isso -- concordo com meu irmão
Tudo bem esqueçam ela no momento -- meu pai concorda -- Por que inferno não me contaram ?
Estávamos tentando resolvermos tudo isso sozinhos como adultos -- stefan responde -- Da forma correta e sem estragos
Deu certo?-- ele questiona zombador
Não muito -- respondo no mesmo tom e ele me encara --- Por que perguntou então?
Só fale quando eu questionar -- ele responde e volta a andar de um lado ao outro
voltei aos meus 12 anos, que maravilha -- resmungo e meu irmão quer rir mas tem medo -- Acho que não terei sobremesa hoje
Já chega damon, já chega -- ele grita muito irritado e isso me assusta assim como a stefan -- Não é piada nenhuma, vocês mentiram para nós, nos esconderam que aquela desnaturada parasita de quinta estava aqui com aquele gigolô de meia idade se aproveitando de vocês e os maltratando, eu deveria saber de tudo, eu deveria ter sido informado para me livrar deles
Pare de gritar, não fizemos de proposito -- Stefan se defende -- Nós queríamos nos livrar deles sozinhos, sem ajuda, como adultos e não queríamos os preocupar, e a mamãe pois ela estava tão bem
Ainda assim,somos seus pais e estamos aqui para ajudar e proteger --- Ele fala mais calmo e passa a mão pelo rosto --- Não podem nos deixar no escuro
Quem contou afinal de contas ?--- questiono
Não entrego minhas fontes -- ele responde e sorri --- A questão é que se tivessem nos contado, teríamos dado um jeito em tudo tão rapido, tudo que eles queriam era dinheiro,eu cortei o mal pela raiz e eles foram embora com o rabo entre as pernas e as mãos mais vazias que antes ... não é a primeira vez
Como assim? -- questiano ao meu tempo que meu irmão
Quando sua irmã tinha 2 anos, eu recebi um telefonema desse tal Julian no hospital, afirmando qhe lily se divorciaria de mim a um preço ... eu estava animado para me livrar dela logo e casar com Alex do jeito certo, dei-lhe um cheque gordo dois dias depois e estava com os documentos prontos para assinar mas ela não aoareceu e ele sumiu com o cheque --- Meu pai explica calmo
Isso foi .. em Genebra ?-- questiono e ele confirma
Ela ja esteve no mesmo lugar que nós e nem nos procurou ?--- Stefan parece abalado
Aparentemente sim --- meu pai confirma mesmo sem querer --- Eles estão vazios e querem mais grana,nunca mais farei isso, que morram mas não dou um centavo meu para eles
Me desculpe -- Stefan é o primeiro a se desculpar por manter segredo dele e meu irmão me cutuca para que eu peça também
É isso -- falo e recebo um beliscão do mesmo --- Desculpe também
Eu sei como lidar com eles, suas intenções -- meu pai explica -- Nós deixar no escuro só os deixa vulneráveis a eles, Julian é um imbecil e ele vai os ferir para os deixar fraco, até que cedam e façam o que ele quer
Nós percebemos isso -- comento apontando para o meu rosto levemente machucado
ele tem um bom gancho de esquerda -- stefan comenta e eu devo concordar com ele
Não pedir ajuda não significa que são adultos, apenas que são teimosos e orgulhosos .. não é maturidade, é burrice -- ele começa o sermão e eu tenho que escutar tudo quieto assim como stefan, mais alguns insultos e sua voz se alterou uma ou duas vezes antes dele finalizar -- Da próxima vez eu mesmo acabo com vocês, e os tiro dos testamentos
Isso é tão errado -- stefan comenta quando ele sai da sala e eu concordo com meu irmão ele estava nos ameaçando tirar do testamento, além de nos ameaçar e isso .. isso é tão meu pai.
De volta aos meus 12 anos -- resmungo e meu irmão suspira, levanto-me do sofá e saio da sala enfim e o cheiro delicioso de panquecas quentinhas surge tomando conta do meu olfato, sigo para a cozinha e meu pai estava já em uma das cadeiras da mesa, com o jornal em mãos lendo as noticiais diarias e eu sento-me também, vejo minha mãe sorrir e olhar do meu pai para mim.
Andem, façam as pazes -- ela fala colocando um grande prato com uma montanha de panquecas e Evangeline nos presenteia com uma bela jarra de suco de laranja fresquinho, Stefan entra na cozinha nesse exato momento -- Ótimo os três homens da minha vida podem fazer as pazes de uma única vez
Mãe, ele disse.. -- stefan tenta se defender
Não ligo para o que ele disse, ou vocês fizeram ou falaram -- ela o corta -- Mandei fazer as pazes, andem se desculpem com o pai de vocês e ele fará o mesmo
Ele primeiro -- stefan e eu falamos juntos e ela nos encaram
Prefiro perder a língua -- meu pai responde com o rosto escondido atrás do jornal e isso me faz revirar os olhos
Mas não perderá, vai se desculpar com eles também -- ela toma o jornal dele -- Anda homem, peça desculpe aos seus filhos pelo que disse no momento da raiva, todo mundo sabe que os ama e sente orgulho dos dois mais do que qualquer coisa no mundo, não seja um idiota orgulhoso
Foi do que ele nos acusou -- zombo e meu pai me encara
Eles tinham com quem aprender, anda Giuseppe pede desculpa aos seus filhos -- ela o encara seriamente com o pano de prato na mão e nesse exato momento é como estar de volta a minha infância realmente, exceto pela falta da Anna em pé na cadeira ajudando minha mãe e falando que raiva apodrecia o coraçãozinho de quem sente --- Raiva apodrece o coração de quem sente
Isso é jogo sujo -- meu pai reclama e ela sorri
Eu não ouvir, o que disse querido?-- ela questiona e eu vejo Evangeline segurar o riso
Eu disse que é jogo sujo -- ele responde emburrado e ela balança os ombros pouco se importando se estava jogando limpo ou não -- Mas ela tem razão, eu falo coisas na hora da raiva pois eu sou muito cabeça quente, eu sinto muito pelo que disse
ótimo, caiu a língua?-- ela questiona e ele nega, então ela vira-se na nossa direção esperando o nosso pedido de desculpas -- Eu tô esperando meninos, ou ninguém toma café hoje
Por que não?-- Enzo pergunta ao entrar na cozinha no exato momento
Estamos no meio de um pedido de desculpas familiar -- ela responde -- Anda Damon e Stefan Salvatore, eu não ouvir o pedido de desculpas ao pai de vocês e não vi o abraço em família
Por que ela ainda não viu? não vamos comer se ela não ver -- enzo fala óbvio e eu reviro os olhos
Por que ainda não rolou -- respondo pegando uma panqueca e recebo um tapa com o pano de prato me fazendo derrubar a mesma -- Droga, tudo bem eu sinto muito por não ligar contando que tínhamos problemas e não sabíamos como resolver sozinhos, fomos orgulhosos e idiotas
Eu sinto muito também pai, sei que podemos sempre contar com você e a mamãe para nos ajudar e sinto muito os deixar de fora dessa vez -- stefan completa o meu pedido de desculpas
Abraço em família -- Alex fala nos fazendo abraçarmo-nos os três e ela tem um grande sorriso no rosto ao nos ver abraçados no meio da cozinha -- ótimo, fizeram essa mãe feliz
Podemos comer?- enzo questiona e ela confirma, ele senta em uma das cadeiras
Mas só quando todos estiverem a mesa -- ela responde fazendo ele murchar como uma flor no deserto e isso me faz rir, minha mãe sorri ao olhar a porta da cozinha -- Elena queria sente ao lado de Damon e pode sentar ao lado de Stefan Nora, fique a vontade
Obrigada -- Nora responde sentando ao lado de stefan que sorri, elena senta ao meu lado e tem um olhar questionador no rosto, sorrio para ela afirmando que estava tudo bem e ela sorri de volta aliviada., quando lexi desce pronta para o trabalho podemos enfim nos alimentarmos todos juntos, e as panquecas estavam deliciosas, os ovos e o bacon também além do café quentinho e do suco fresco -- Esta tudo muito gostoso, de verdade
Obrigada querida, fico feliz que tenha gostado --- minha mãe responde -- Evangeline e eu improvisamos essa refeição, aliás meninos eu esqueci de avisar que Paolo e Franchesca mandara lembranças, a ti também elena e Lolo mandou dizer que sente saudades
Sentimos falta dela também -- stefan responde sorrindo
Realmente -- concordo tomando um pouco mais de café
É sua terceira xícara Damon, vai com calma -- Evangeline fala rindo
Café nunca é demais -- respondo e minha mãe encara-me -- Mas será minha ultima.. por enquanto
Eu marquei as vacinas de Florence para hoje, a clinica infantil tem horário hoje cedo -- elena comenta ao lembrar disso -- Vai comigo?
Claro, não poderei ir atender com o rosto assim -- respondo apontando para os machucados que apesar de poucos eram o suficiente para chamar atenção de pacientes e Bailey odiava isso assim como chefe Webber -- Meu pai nem ia deixar eu ir mesmo
Não mesmo, eu vou no seu lugar -- ele responde e pisca, eu sabia que ele roubaria meu dia de trabalho -- Stefan também, em casa por hoje
Mais pai .. -- Stefan tenta
Nem mais nem meio pai -- ele resmunga --- Os dois estão reclusos
ótimo -- resmungo junto a meu irmão e continuamos nosso café sem muitas conversas, ao finalizar subo e tomo um banho para me arrumar, saio do banho e elena entra rapidamente, ela toma seu banho enquanto me arrumo, coloco um jeans e uma camiseta branca, minha jaqueta e finalizo com um sapato preto, aguardo por ela sentado na poltrona e vejo a mesma sair enrolada em sua toalha, voltando do closet minutos depois com um body vermelho, um short preto e suas botinhas pretas.
Ficou bom?-- ela da uma volta
Tá ótimo só vamos dar vacinas nela --- respondo óbvio e ela mostra-me a língua, elena retorna ao closet e finaliza sua arrumação com maquiagem e sai com sua bolsa, uma jaqueta jeans preta e óculos escuros no rosto -- Uau .. vamos realmente vacinar a criança ou fotografar secretamente ?
Vacinar mas quero dar um passeio com meu marido e minha filha -- ela responde me enganando
Me enganou -- a acuso e ela ri
Sim eu enganei, vamos vacinar Florence e depois vamos dar um passeio -- ela fala e deixa sua bolsa na cama --- Eu vou lá arrumar a dorminhoca
Elena sai do quarto para ir arrumar Florence e deixa a porta aberta, vejo Nora passar por ela logo em seguida em direção a escadaria, ignoro por alguns segundos antes de chamá-la e ela retornar, escuto seus passos até que a mesma para na porta do meu quarto.
Esta tudo bem?-- questiono e ela confirma -- Mesmo?
Sim, eu vou por umas roupas minhas para lavar se não importar-se -- ela responde com suas roupas em mãos em uma montanha pequena -- Só preciso descobrir como funciona a sua máquina, quem lavou minhas roupas foi sempre nossa mãe
Sua mãe -- a corrijo e ela sorri sem jeito -- Tudo bem, deixa as roupas lá em um cesto e eu te ajudo depois
Mesmo?-- questiona e eu confirmo -- Não quero atrapalhar Damon, eu posso fazer isso só preciso que me mostre como ou alguém me mostre se não quiser
Eu faço, eu coloco a roupa de todo mundo para lavar -- respondo -- Sou o mordomo da casa, ninguém te contou?
Não -- ela responde rindo
Eu tiro um dia em que estou sem trabalhar e lavo todas as roupas sujas que vejo, é relaxante e me mantém ocupado mas a elena faz também, ela gosta de ser dona de casa -- explico -- Só deixe em um cesto na lavanderia, mais tarde daremos um jeitinho
Tudo bem, obrigada -- ela agradece
Estou indo com Elena levar a gordinha para vacinar, mas volto logo -- explico e ela confirma com um aceno de cabeça -- Se quiser algo é só pegar e se não souber onde esta é só avisar a minha mãe ou Evangeline, ou Stefan ela vai estar em algum lugar da casa e ajudarão
Boa sorte com as vacinas, que ela não chore muito -- Nora comenta e sorri ao ver elena passar por ela com Florence acordada mas nada sorridente, ela havia acordado a pequena e ela estava de mau humor no momento -- Vou levar tudo la para baixo
Vamos? -- elena pega sua bolsa e me entrega Florence enquanto mantém a bolsinha da bebê e a sua em seu ombro, confirmo beijando o rosto da neném e ela resmunga prestes a chorar -- Não mexa com ela, ela ainda esta de péssimo humor pois a acordei
Garota tu tens basicamente 3 meses apenas, não é para ser tão sentimental -- falo tentando a falar rir mas eu falho miseravelmente e decido a deixar em paz, descemos por fim e eu a coloco no conforto preso ao carro, fecho a porta e elena já esta no banco do passageiro e com seu cinto de segurança, entro no carro e fecho a porta, ligo o ar e o som do carro após ligar o carro.
hihi -- a risadinha de Florence surge no banco de trás
Ela gosta de música -- elena comenta olhando para ela de relance pelo espelho retrovisor -- Não é filha?
Tudo bem, deixe a bebê bipolar quieta e me diga onde fica a bendita clinica -- falo saindo da garagem de casa com o veículo e elena explica-me o caminho da clinica, e eu rapidamente sei onde devo ir, apenas aumento o som do carro e sigo enquanto Florence tem os olhos abertos, e mexe os pés no conforto sem se importar com o volume levemente alto da canção Wild Thoughts, e após alguns sinais vermelhos, e um fluxo considerável de carros que durou cerca de 15 minutos no trãnsito finalmente chegamos, o estacionamento era a céu aberto, desço do carro e pego a pequena enquanto elena tem as duas bolsas em mãos -- Preparada para os furos neném?
Ela vai sofrer -- elena fala angustiada -- Mas é para o bem dela, não é Florence?
Entramos na clinica e elena foi falar com a atendente, entregar os documentos de Florence e retornou minutos depois enquanto eu esperava com ela sentado no sofá da sala de espera, havia dois bebês aguardando também mas eles eram maiores que ela, e estavam brincando com cubos de montar enquanto as mães conversavam distraídas, o papo deveria estar ótimo para não prestarem atenção nos filhos, Elena senta ao meu lado e deixa as duas bolsas ao seu lado, ela sorri para nossa filha que esta sorrindo para ela ao ver a mãe, elena deixa seu rosto encostar em meu ombro e brinca com a neném chamando atenção dela com barulhinhos e ela resmunga querendo imitar a mãe, respondendo e elas pareciam se comunicar tão bem quanto as duas amigas no outro sofá, isso me faz querer rir mas eu seguro-me e observo as duas pessoas que realmente tem importância para mim nessa sala com paredes azuis e rosas e uma grande parede de vidro atrás de nós.
Uma das duas atendentes surgem por fim de trás do balcão de atendimento e nos chama, elena levanta pegando as bolsas e eu com Florence nos braços, ela tem sua chupeta na boca e esta quieta comigo, seguimos a atendente que tem o cartão de vacinação de Florence em mãos e um prontuário de uma folha em mãos impresso a poucos minutos, ela segue por um corredor e seguimos a mesma, a primeira porta é aberta e ela entra nos anunciando primeiramente, entro logo após elena que sorri para a mulher atrás da mesa com um jaleco rosa e um uniforme rosa cheio de bichinhos em detalhes nas mangas e nas dobras da touca sobre a mesa.
Olá Elena -- ela a cumprimenta educadamente
Olá Dra. Martelli -- elena a cumprimenta sorridente -- Este é meu marido, Damon
Prazer -- sou educado como ela e a mulher sorri e após me cumprimentar pede que a entregue Florence e eu o faço, ela sorri para a garotinha falando que ela esta maior e mais gordinha que da ultima vez.
Vamos ver essa menina -- ela coloca Florence na maca coberta e começa a retirar sua roupinha, seu short jeans e sua blusinha vermelha combinando com seu sapatinho e seu lacinho de cabelo, Florence esta inquieta na maca e a Dra. verifica ela rapidamente com uma rápida percussão abdominal, ausculta pulmonar, e verifica sua garganta, antes de medir a mesma com a fita e pesá-la na balança sobre o bancão ao lado da pequena maca -- 6.120kg e 60cm
Ela engordou 1kg e 9 gramas desde a ultima consulta -- elena fala surpresa -- E aumentou 5 cm
Ela esta bem, muito bem -- a Doutora fala por fim -- Podem levar ela ate a segunda sala a direita e aplicar as duas vacinas, ela não tomou a de pneumo no 2° mês não é elena?
Não, ela já havia tomado duas e acharam melhor dar essa no 3 mês junto a Meningocócica -- elena responde por fim e recebo a minha bolinha de fraldas apenas e elena recebe o prontuário dela já atualizado junto ao cartão de vacinação das mãos da médica, seguimos até a sala que ela nos indicou e a enfermeira já nos aguardava, elena entregou a ela a folha e o cartão e ela o colocou sobre o balcão.
Quem vai segurar ela ?-- a enfermeira questiona e elena me olha
Sem essa josé --- me livro logo da obrigação e entrego Florence a ela após a mesma por as bolsas no chão e entregar-me a roupinha dela, a enfermeira sorri ao nos ver e prepara a vacina após verificar quais ela tomaria, observo ela agilmente preparar as vacinas e pedir que elena primeiramente segurasse a pequena paradinha sobre a maca, vejo elena a segurar e manter suas perninhas esticadas e a enfermeira rapidamente enfia a agulha na coxa dela inserindo o liquido da vacina e Florence treme a boca começando a chorar com a dor que sentiu, ela coloca um band-aid no local rapidamente e descarta a primeira seringa, em seguida prepara a segunda para inserir e elena mentém florence firme, ela limpa a coxa direita e aplica e o choro da pequena vem mais alto que antes, seu rostinho esta vermelho e ela encolhe a perna assim que a mãe a solta quando a enfermeira aplica o band-aid no local.
Prontinho, podem colocar a roupa dela -- a enfermeira avisa e pega o cartão para atualizar com as vacinas aplicadas, elena coloca a roupa de Florence e tenta a consolar com a chupeta mas ela estava realmente dolorida, havia lágrimas nos olhos e isso partia meu coração. A enfermeira nos entrega o cartão atualizado e carimbado, e nos passa algumas informações -- Ela provavelmente não terá reação a vacina de pneumo, mas a Meningocócica pode dar reações pelos próximos dois ou três dias, febre, irritabilidade, vômito, dor e edema local podem ser umas das reações, porém se elas não sumirem antes de sete dias devem buscar a pediatra dela para verificar os sintomas constantes
Tudo bem -- elena concorda
Já sabe, uma compressa de água gelada no loca, remédio para dor e febre são o suficiente para passar -- ela explica e elena novamente concorda -- Até a próxima
Até -- respondemos juntos e elena tem Florence deitada em seus braços em um abraço protetor enquanto a pequena tem os olhinhos fechados e a chupeta em sua boca finalmente sedendo ao seu consolo no momento, saímos da clínica e ela prende a nossa filha no conforto no banco de trás, deixa as bolsas no banco também e entra passando o cinto de segurança.
Podemos tomar um sorvete ?-- elena questiona e eu confirmo com um acenar de cabeça enquanto deixo o estacionamento da clinica, ela sorri agradecida e liga o som para manter Florence distraída e ela esta quieta em seu conforto, retiro o conforto dela do carro e entramos na sorveteria após elena pegar sua bolsa, coloco o conforto no banco ao meu lado e elena vai escolher seu sorvete voltando minutos depois com um potinho com sorvete de baunilha e coberturas diferentes -- Não vai querer?
Não amor -- respondo e ela continua a tomar o seu sorvete o finalizando rapidamente -- Quer mais não é?
Sim -- ela responde levantando e indo pegar mais
Me trás uma água -- peço e ela confirma, voltando com minha água e outro sorvete com sabor diferentes e coberturas diferentes também, bebo minha água direto da garrafinha e espero que ela termine seu sorvete enquanto Florence esta a cochilar no conforto com sua chupeta e um cheirinho próximo ao rosto, pelo menos ela não estava mais chorando, ao finalizar o sorvete de elena nós podemos enfim retornar para casa, mas antes passamos na farmácia e elena compra mais um remédio para a febre de Florence que a médica sempre passa, havíamos recebido uma receita.
Surpreendo-me ao ver Nora com Evangeline e minha mãe na cozinha, elas estavam fazendo almoço e aparentemente estava se dando bem com minha mãe, e Stefan estava sozinho na sala de televisão assistindo. Elena foi trocar fralda da nossa filha e eu deixo meu casaco no quarto e retorno a sala para fazer companhia ao meu irmão, ele conta-me sobre o enredo do filme.
Eu perdi algo?-- Nora questiona entrando na sala
Não, a principal não descobriu que o marido se envolve com a própria irmã e que estão querendo apenas o dinheiro dela -- stefan responde e ela lhe entrega um copo de suco de laranja
Eu acabei de fazer, quer?-- Nora questiona e eu nego mas agradeço
Achei que estava ajudando as duas na cozinha -- comento e ela sorri e nega
Elas não precisam de ajuda, eu me ofereci mas tudo parece ir muito bem -- Nora responde e senta no sofá, ela e Stefan brindam com seus copos de suco e voltam a prestar atenção no filme e eu faço a mesma coisa.
Essa garota é lerda -- resmungo indignado com o filme -- Eu ja teria descoberto esse caso
e eu fugido da casa assombrada -- Nora rebate tão indignada quanto eu
Elena entra na sala já descalça e sem Florence e eu sei que a menina esta a dormir no momento, sem problemas até então com a vacina e agradeço por isso, minha esposa senta ao meu lado e e abraça-me esquentando-me com sua deliciosa companhia. Terminamos de ver o filme e eu estou indignado com o final,ótimo que a mocinha sobreviveu mas que cliché, eu queria algo mais emocionante.
Não reclame comigo, era o único filme novo passando -- stefan se defende quando eu reclamo sobre a escolha do filme e isso é motivo de risos para elena
Cabeção -- resmungo
Não sou não -- ele resmunga
Topetão -- rebato e ele me olha indignado enquanto minha esposa rir
Damon pare -- elena fala rindo -- Stefan não o leve a sério
Ninguém leva -- ele responde
Ah mas eu desfaço esse seu topete -- falo bagunçando os cabelos dele e Stefan me morde -- Seu canibal
Eu precisava me defender -- ele fala óbvio e acerto um peteleco nele -- Para Damon
Você começou -- me defendo e ele ri dizendo que foi eu -- Foi você tenho quase certeza que sim
Parem com isso, os dois começaram -- Nora fala ao parar de rir -- Sejam mais maduros
Olha quem fala, senhorita eu não sei ligar uma máquina de lavar de ultima geração -- stefan zomba dela a ofendendo e ri da cara da garota, isso me faz rir
Senhorita eu morreria afogada na máquina de lavar -- stefan e eu fazemos um high five
Bem vinda a família Nora -- a voz da minha mãe surge nos assustando --- Se eles já implicam com você é porque te aceitaram
Eu não sei se me sinto agradecida ou ofendida -- ela comenta confusa
Os dois -- elena a aconselha -- Eles são assim, não são maduros o tempo todo mas podem sempre contar com o apoio e amor incondicional deles, são bons irmãos
Obrigado cunhadinha -- Stefan abraça elena -- Você é demais
Quando vamos poder fazer aquele programa de irmãos ?-- Nora questiona depois que o momento super emotivo de Stefan e elena acabou e a pergunta dela me pegou de surpresa.
Realmente temos que fazer isso, pode ser na sexta a noite -- Stefan sugere e eu concordo apenas com um balançar de cabeça e Nora também concorda. Almoçamos todos juntos e Stefan lava a louça com Nora, eu seco rapidamente e Elena foi verificar Florence que estava chorando, assim que termino de secar eles dois ficam guardando e eu vou ver a minha menina se esta bem,encontro elena a trocando e ela estava aos prantos ainda, vejo suas lágrimas e sinto pena do meu bolinho, assim que ela esta com a fralda limpa elena senta com ela na poltrona e tenta amamentá-la.
Ela não parece nenhum pouco afim de mamar -- elena fala quando ela rejeita o seio e continua a chorar -- Olha a coxa dela amor, ta muito vermelha e o local ta com se houvesse uma ''pedra''
é melhor colocar compressa -- sugiro e ela concorda, vou a cozinha e pego um pouco de água gelada e molhamos um paninho nela, coloco sobre a área e inicialmente ela chora, altamente mas aos poucos ela relaxa e começa a mamar mais calminha, porém a cada nova aplicação com o pano recém molhado na água ela chora, finalmente elena consegue alimentar ela e a acalmar por completo e eu a coloco para arrotar enquanto elena prepara um banho morno para relaxar ela, Florence passa longos minutos no banho, e ela reage bem mesmo com a perninha dolorida ela mexe-se inquieta no banho e bate os bracinhos espirrando água enquanto elena sorri e passa sabão em seu corpinho, ela estica-se toda inquieta e resmunga conversando com elena, e eu as deixo em seu momento e vou para o quarto, não tinha nada para fazer no momento.
Nora?-- chamo e ela para na porta do seu quarto -- As suas roupas
Eu já lavei, Stefan ajudou -- ela respondeu
Tudo bem então -- respondo e ela sorri -- Eu vou tirar um cochilo
Eu também, ou ler -- ela responde entra no quarto e eu faço a mesma coisa, entro no quarto e encosto a porta, retiro meu jeans e coloco meu moletom deitando-me na cama, verifico o artigo que estava lendo ontem e finalizo ele, e só após finalizar ele que elena entra no quarto aliviada por ter novamente feito a pequena dormir após o banho.
ela esta mais calma -- elena comenta abrindo o short -- Quer se juntar a mim para um banho?
Só banho?-- questiono e ela balança os ombros,antes que eu possa enfim chegar a minha bela esposa o som do choro de Florence na babá eletrônica atrapalha nosso momento --- Eu vou ver ela, tome o seu banho
Obrigada -- Elena agradece antes de ir realmente para o banheiro e eu saio do quarto para socorrer a pequena em seu berço e ela parecia em agonia no momento que a pego nos braços.
Já passou -- falo enquanto a balanço em meus braços e ela por um segundo parece engasgar mas logo passa, coloco sua chupeta e seguro em sua boca até que ela sugue novamente e a nino por longos minutos, deito-me em sua cama e a coloco em cima de mim alisando suas costas e batendo em sua fralda, ela volta a dormir comigo a protegendo e chego a cochilar com ela ali.
Ei amor -- escuto a voz de elena distante -- Damon?
Hum -- por fim abro meus olhos e imagino que derrubei florence mas ela estava ali em meus braços segura e dormindo -- O que?
Ela dormiu, pode colocar ela no berço -- Elena fala e eu concordo e levanto da futura cama de Florence, coloco a pequena no berço e ela começa a chorar.
Ela quer calor corporal -- falo a pegando novamente e pego sua mantinha também -- Tudo bem minha flor, vamos dormir agarradinhos
Acho que hoje será um dia dificil -- elena comenta vendo ela chorar ainda em meus braços enquanto sigo para o nosso quarto -- Eu vou pegar mais compressa pra fazer
Aaa -- Florence parece querer me falar algo quando deito com ela em minha cama e a coloco em meu peitoral, ela levanta o pescoço e me olha em seguida ela esfrega o rostinho nas mãos e baba pinga em minha pele.
Que maravilha -- resmungo e uso seu pano de boca para limpar-me e ela novamente me olha, seus olhinhos estavam vermelhos em volta e ela parecia realmente estar com dor, eles estavam marejados novamente e ela tinha o biquinho formando-se na boca prestes a chorar novamente -- Meu amorzinho.. não.. não não
Aa -- ela grita começando a chorar e tento a consolar com a chupeta mas ela rejeita,dou tapinhas em sua fralda e levanto da cama passeando pelo quarto, mas não estava adiantando, elena retorna com a compressa em mãos e peço o remedio para dor que ela tomava, faço a compressa e ela vai buscar o remedio voltando segundos depois com o mesmo em mãos e pinga algumas gotas na boca da bebê.
Me dá ela, eu vou tentar-- elena fala a pegando dos meus braços e vai para a poltrona com a mesma nos braços,a coloca no seio e mantém a compressa no local da vacina enquanto Florence resmunga e mama por longos minutos antes de enfim pegar realmente no sono nos aliviando por enquanto.
Não durou mais que uma hora o nosso momento de alivio, logo ela estava resmungando e chorando, irritada com tudo e todos a nossa volta, seu corpo começou a esquentar dando os primeiros sinais de febre e elena deu um banho nela e a vestiu com um macação de pés fechados, não podíamos medicá-la novamente antes do horário. Jantamos com nossos familiares todos na cozinha enquanto a pequena estava no carrinho acordada e irritada resmungando e recebendo atenção dobrada de todos,mas nada a fazia sorrir no momento, ela parecia estar lutando com o sono no carrinho enquanto sugava sua chupeta e estava abraçada a sua mantinha bem quentinha e limpa.
Eu vou tomar meu banho -- Falo assim que vejo elena tentando a fazer dormir no quarto dela, tomo o meu banho quente e relaxante,coloco um moletom limpo e vou verificar as duas, elena estava distraída amamentando Florence que dormia no seio dela --- Ei, vem deitar
Eu tentei tirar ela, não foi uma boa ideia -- elena comenta suspirando -- ela ta com um humor infernal,cheia de dor e febre, não posso deixar ela aqui sozinha, eu vou ficar aqui essa noite
Leva ela pro nosso quarto, colocamos ela no redutor de berço e a deixamos no meio da cama, vamos passar por essa noite turbulenta juntos -- falo indo pegar o ninho redutor de berço no closet de Florence e o tiro da parte superior junto as bolsas, elena concorda e pega a manta e a chupeta dela me lançando-as enquanto pegava o remedio dela, pego algumas fraldas limpas e o lenço umedecido -- Eu nao volto aqui para isso
Preguiçoso -- elena resmunga enquanto saímos do quarto e ela desliga as luzes, organizo o ninho no meio da nossa cama e deixo as fraldas, o pacote de lenço umedecido e o remedio no estofado aos pés da cama e elena senta na cama apoiada na cabeceira enquanto Florence ainda mama -- O que eu faço?
Não sei -- respondo pegando o ipad para ler alguma coisa relacionado a medicina, longos minutos se passam enquanto vejo um artigo sobre tratamento pós cirurgia neurológica e vejo elena enfim de pé sem Florence pendurada nela,vejo a bebê dormindo no ninho redutor e isso me faz sorrir,elena faz sinal de banho e eu apenas balanço minha cabeça e ela vai banhar para por seu pijama --- Elena ...
O que ?ja vou -- ela aparece se enrolando na toalha e vê que tenho florence nos braços e sua roupinah esta toda suja,ela havia gofado e colocado uma grande quantidade de leite para fora -- Mais que merda
É uma das coisas que a endermeira falou que ela teria -- falo obvio e ela suspira, elena se aproxima e vê que a pequena esta acordada com os olhos marejados -- Maldita vacina
Vai passar meu amor, vai passar -- elena a acaricia e beija seus cabelos -- Vou colocar uma camisola e vou pegar uma roupa limpa para ela,pode tirar essa?
Faço o que ela diz e elena após vestir uma camisola sai do quarto para ir buscar uma roupa limpa para Florence,ela volta com um body rosa e uma calça no mesmo tom e veste a pequena após sentir que ela estava quente como eu havia sentido, optamos por dar mais algumas gotinhas do remedio ao ver que estava se aproximando do tempo faltava pouco menos de vinte minutos.
Tudo bem, mamãe não vai dormir essa noite mas ela te deixar bem confortável -- elena fala sentando na poltrona e a amamenta, observo de longe enquanto ela amamenta e acariacia os cabelinhos da nossa filha e eu entendo o motivo de elena ter insistido tanto em termos um filho,ela nasceu para ser mãe,é natural demais e parece que ela nasceu para ser mãe,dizem qhe para todas as mães são natural mas eu não acredito nisso,porém acredito na minha esposa e em sua capacidade -- O que foi?
Você nasceu para isso -- comento e ela sorri envergonhada -- É uma mãe e tanto, sorte da nossa filha
Não é bem assim -- ela desconversa
Sim é sim,é natural para você -- rebato e ela olha para florence alimentando-se
Acho que é assim para todas -- elena rebate
Não é, eu discordo totalmente -- respondo e ela me olha questionando-me por isso -- Se fosse natural, mães não abandonariam seus filhos
Você nunca vai a perdoar, não é?-- ela questiona baixo
Eu acho que não, não me acho capaz disso -- respondo sincero -- Ela é o motivo da pdimeira maior dor e decepção na minha vida,mas a dor ficou em segundo lugar depois de um tempo
O que ficou em primeiro?-- ela questiona novamente
Perder Anna foi mais doloroso, mas ela ter me abandonado ainda é a maior decepção da minha vida -- respondo sincero e elena sorri forçado para mim -- Ela me magoou, de todas as pessoas no mundo ela deveria ter sido a pessoa a me proteger de magoas,mas ela me causou a maior delas
Sinto muito -- elena sussurra
Eu não quero nunca magoar a minha filha,não quero causar dor a ela -- comento e minha voz fica cada vez mais baixa -- Isso seria a minha morte
Você não vai -- elena é convicta ao falar isso e sou obrigado a sorrir para ela por ver que ela tem uma grande confiança em mim e eu não quero decepcioná-la, não mais do que já o fiz, e acho que de todas as decepções essa seria uma que ela não perdoaria. Por um longo tempo permanecemos em silêncio e eu acabo por pegar no sono enquanto a observo cuidar da nossa filha.
O Sol refletia através dos vidros da janela da cozinha e clareavam todo o cômodo branco que nos encontrávamos, era inicio de manhã e por ser sábado todos estavam na mesa preparando-se para nossa primeira refeição do dia e provavelmente a mais conturbada também afinal meu pai colocou-me de castigo na noite passada e eu estou de cara fechada para ele que acabará de entrar desejando bom dia porém fui o único a não responder.
Eu disse bom dia Damon -- ele repete e eu enfim o encaro tirando meu olhar da janela
Eu ouvir -- confirmo mas não respondo e isso o tira do sério
Damon -- minha mãe me repreende enquanto trás a mesa uma tigela de cereal com leite quentinho -- Anna querida seu cereal esta pronto, largue este pobre gato em paz
Não vai comer se não me responder -- emu pai senta a cabeceira da mesa
Vou morrer de fome -- respondo
Damon, por favor -- stefan implora em sua cadeira e ele olha para o meu pai esperando ele estourar de vez feito cinta de gordo e me castigar até a maior idade.
Não stefan, ele errou ontem e eu estou irritado hoje -- respondo dando de ombros -- É assim que funciona, estou irritado com o meu castigo sem motivos e não quero responder
É só um bom dia -- ele fala mais baixo e eu dou de ombros, Anna enfim entra na cozinha com o gato nos braços
Olha papai, eu coloquei a fralda da minha boneca no gato -- ela fala animada e mostra o gato de saia, isso me faz rir quando ela balança o traseiro do gato na cara do nosso pai -- Ele é meu filho agora
Parabéns Vovô -- zombo do meu pai -- Seu neto é.. peludo
Calado Damon -- ele repreende-me e sorri para Anna -- Animais não podem usar fralda, eles são .. animais e fazem suas necessidades fora da casa querida
Mas eu quero ele como neném --- ela fica triste ao ouvir isso dele e abraça o gato quase o sufocando
Querida... querida da mamãe -- Minha mãe socorre o animal o tirando dos braços dela --- Não o aperte desse jeito, vai machucar o pobre gatinho
Ele pode ficar com a fralda mãe?-- ela questiona quando minha mãe a coloca na cadeira e ela ajoelha-se para comer seu cereal -- Fica fofinho não fica Tefo?
Sim, fica sim -- stefan concorda com ela que sorri
Por que não ta comendo?-- ela aponta sua colher pra mim após misturar seu cereal
Papai quer me matar de fome me proibindo de comer --- respondo e ela arregala os olhos, isso me faz rir pois Anna sempre foi muito intensa, mesmo ela tendo apenas 4 anos.
Papai não -- ela fala horrorizada e meu pai me encara seriamente, vejo minha mãe servir a ele sua grande e quentinha xícara de café que diz ''Pai N° 1'' Mas eu tenho que discordar hoje.
Não quero matar ninguém Anna -- ele responde
Então me deixa comer -- rebato e ele questiona se vou desejar a ele bom dia -- Não
Então não -- ele nega e Anna começa a marejar os olhinhos
Papai por favor -- ela pede
Anna querida, seu irmão foi grosseiro comigo e eu estou apenas o pressionando a ser educado com o próprio pai -- ele fala dando a ela total atenção e quando as panquecas chegam a mesa que quero chorar e comer pelo menos 3 delas mas não iria dar o braço a torcer, eu não acho justo estar de castigo por fazer algo que eu achei correto.
Eu vou morrer Aninha --- faço cara de triste
Por favor não morra -- ela começa a chorar debruçada sobre a mesa e meu pai fuzila-me com o olhar -- Mamãe por favor, não deixe ele morrer
Ele não vai morrer querida, apenas peça ao seu irmão para dar bom dia e pedir desculpas ao papai e ele poderá comer -- minha mãe fala por fim sentando a mesa e ela olha-me e eu sei que ela vai implorar para que eu dê bom dia e me desculpe para que eu possa comer com ela.
Diz Bom dia ao papai, e pede desculpas -- ela agora olha-me com expectativas e eu apenas nego -- Por favor, se Damon não come, Anna também não come
Oh que virada -- comento e meu pai bate a mão na mesa
Viu só? você quer estragar o café da manhã também ?-- ele olha-me enquanto aponta o dedo para a minha cara e eu desvio seu dedo com um leve empurrar de mão -- Não seja insolente
Não seja ditador, tire o dedo da minha cara -- falo irritado e ele levanta enfim da mesa e me faz levantar a força -- Vai me bater?
Parem com isso os dois -- minha mãe ja estava exaltada também -- Mais que porcaria não podemos ter uma refeição em paz?
Mãe.. -- tento me defender
Apenas dê bom dia ao seu pai -- ela pede e eu nego -- Damon, por favor
Não, você viu o que ele me disse ontem -- falo irritado -- Ele me magoou, eu apenas quis fazer algo bom por aquelas pessoas
Você roubou remédios do hospital -- meu pai grita -- Não quero um filho ladrão
Eu peguei emprestado -- corrijo ele e meu pai enfim explode falando que não aceitava isso, que eu fui totalmente irresponsável e que estava sim de castigo por tempo indeterminado, irritado com toda a situação saio da cozinha e subo para o meu quarto, escuto batidas na porta mais ignoro, eu realmente não quero minha mãe tentando me convencer a aceitar o que ele fez, mas batem novamente -- Vá embora
Não, por favor não mande Anna embora -- a voz de Anna soa do outro lado da porta -- Não me mande embora, dói bem no coração
Droga -- resmungo indo abrir a porta e ela sorri para mim quando esta a minha frente, Anna entra no quarto com o gato nos braços -- O que é baixinha?
Pede desculpas, dê bom dia -- ela fala sentando na minha cama
Ele me magoou Anna, não vou fazer isso, não quero -- respondo sentando ao lado dela
Mas Anna não quer tomar cereal sem Damon na mesa -- ela começa a chorar e quero gritar por isso pois odeio ver ela assim -- Anna não quer que Damon morra
Eu não vou, juro que não -- respondo rápido e ela nega não acreditando em mim -- Eu tava apenas irritando o papai, vou ficar bem
Faz por mim -- ela pede enfim e eu não respondo pois sei que não vou saber dizer não -- Pede desculpas a ele por mim, raiva apodrece o coraçãozinho de quem sente, você não vai ser feliz assim e se Damon não é feliz, eu não sou feliz, e se eu não sou feliz o gatinho não é feliz
Tudo bem, eu faço -- concordo e ela sorri levantando e fica em pé na minha cama, limpo suas lágrimas e ela pede colo então eu a pego, ela pega o bendito gato nos braços e descemos juntos as escadas com uma Anna sorridente por ter conseguido o que queria, entro novamente na cozinha e nenhum deles havia começado a comer ainda, minha mãe sorri ao me ver na porta --- Eu sinto muito por roubar remédios do hospital, mesmo achando que fiz o certo por aquelas pessoas, sei que é errado
Bom dia Damon -- ele apenas diz isso
Bom dia pai -- respondo e coloco Ana no chão e ela pula em sua cadeira largando o gatinho no chão e pega sua colher para comer seu cereal, ela tem um belo sorriso no rosto, feliz por ter conseguida o que queria.
Anna esta muito feliz -- ela fala após engulir sua primeira colherada de cereal
A gente ta vendo, Anna ta mais brilhante que sol -- Stefan comenta sentado ao lado dela e ela olha pra mim rindo, estou sentado de frente pra ela na mesa e minha mãe ao meu lado, stefan a sua frente e meu pai solitário na cabeceira, finalmente podemos comer e eu observo o ser humano pequeno a minha frente, que me faz fazer coisas que eu não quero só para vê-la feliz, ela ilumina a cozinha tanto quanto o sol la fora, a diferença é que sei que sobrevivo a um dia, uma semana, meses sem ver o sol, mas não sei se sobrevivo um dia sem a minha irmãzinha.
Acorda -- a voz de Anna surge e ela encara-me seriamente -- Acorde, por favor acorde
Acordo com lágrimas nos olhos e estou sozinho na cama, olho envolta com a visão ainda meio embaçada, confuso pelo sonho em forma de lembrança. O quarto esta parcialmente escuro, apenas a luminária ao lado de Elena esta acesa, e ela ainda esta na poltrona, levanto as pressas ao ver que Florence estava se mexendo inquieta e prestes a cair dos braços de Elena que cochilava toda desconfortável na poltrona e chego a tempo de pegar a pequena dos braços dela antes que um acidente aconteça, mantenho a pequena em meus braços e ela esta com os olhinhos abertos, bem acordada mas estava quieta pelo menos, a coloco na cama rapidamente e tiro elena da poltrona a deitando na cama e embrulho seu corpo com o quentinho e fofo edredom, pego Florence e troco sua fralda, ela começa a resmungar então a calo com a chupeta e deito na cama com o corpo parcialmente encostado na cabeceira, a deito em meu peito e acaricio suas costas, ela resmunga com a chupeta na boca como se estivesse cantando e eu beijo sua cabecinha, encantando pelo som que ela faz, enquanto estamos protegidos embaixo do edredom, coladinhos um no outro.
Na próxima vez que for vacinada, pegarei plantão -- comento baixinho e ela levanta a cabeça e me olha por alguns segundos antes de sorrir -- Agora ta sorrindo é?
E -- ela responde e sua chupeta cai da boca
Shii .. a mamãe ta dormindo -- falo colocando a chupeta novamente em sua boca -- Vamos ficar quietinhos e deixar ela descansar, ta bom?
aum -- um novo som sai dela e eu acho que isso é quase '' ta bom''
Bip -- mexo em seu nariz e isso faz ela rir, rir alto mas elena não acorda, olho o relógio e passava das uma da madrugada, ela estava exausta mesmo Florence grita e eu peço silêncio rindo da sua animação e novamente mexo com seu nariz e ela ri. A sensação que tive no sonho volta, eu imaginava que não poderia viver sim Anna, que ela era meu sol, e eu o perdi, e por anos realmente vivi sem o sol em minha vida, mas Florence veio, e além de trazer o sol novamente, trouxe um belo campos de flores, trouxe o perfume da vida, e a certeza de que não posso nunca perdê-la, eu morreria em questão de segundos.
Quando minha mãe foi embora, eu jurei nunca ser dependente de ninguém e por um longo tempo funcionou, mesmo Alex sendo uma mãe maravilhosa, eu nunca fui totalmente dependente dela, nós tínhamos nossos momentos, porém não estávamos nesse patamar de dependência física e emocional, mas ai Anna chegou e tudo mudou, não amá-la era impossível, ela era a minha irmãzinha, a minha princesinha sorridente, ela era tudo que faltava em mim, e perder ela foi como me perder, perder uma parte minha que eu achei ser impossível recuperar novamente, nem com elena eu senti isso, digo eu a amo mas por mais que eu a ame tanto, sei viver sem ela, sei que sim, que sei e posso se eu quiser, mas com a minha filha é diferente, totalmente diferente.
Vem vamos fazer um chocolate quente -- falo baixinho e levanto da cama com cuidado para não acordar elena, saio do quarto na ponta do pé com a pequena olhando-me com seus olhos arregalados e a chupeta na boca -- Vamos assaltar a geladeira, não conte nada a mamãe
Uu -- ela fala
Obrigado, sei que é uma ótima parceira de crime -- respondo fechando a porta do quarto -- Principalmente por não saber falar, tomara que não tenham acabado o chocolate belga, ele é o mais gostoso para fazer
Desço as escadas e Florence sorri como se soubesse o que estávamos fazendo escondido, enquanto o restante da casa dormia, ligo algumas luzes no caminho e enfim entro na cozinha, verifico a dispensa e encontro o chocolate belga que gosto,enquanto seguro minha filha em um braço, uso o outro e minha mão disponível para pegar o material, chocolate, leite, na geladeira, uma panela para ferver o leite, ligo o fogo e despejo o leite na panela.
Papai vai te ensinar a ser uma super chefe de cozinha -- falo com ela enquanto observo o leito -- Não há segredos para chocolate quente
Oi -- a voz de Nora me assusta e eu assusto Florence -- Me desculpe
Tudo bem, só não faça mais isso -- falo balançando a neném nos meus braços evitando que ela chore -- Quase mata Florence do coração
Não foi a intenção -- ela parece envergonhada
Sem problemas, você precisa de alguma coisa?-- questiono
Eu vim beber água, e ouvir vozes -- ela responde -- Achei por um segundo que alguém havia invadido a casa
Florence esta péssima após a vacina, elena pegou no sono e estou dando a ela um tempo de descanso, e senti vontade de tomar uma caneca de chocolate quente -- respondo enfim vendo ela beber água -- Você quer?
Chocolate quente?-- ela questiona
Leite materno -- respondo revirando os olhos e ela ri -- Desculpe, eu sei que não esta acostumada com meu jeito
Tudo bem, é bom conhecer você -- Nora responde -- E sim, eu adoraria uma caneca de chocolate quente
Ótimo, segure a chorinho -- respondo entregando Florence a ela e Nora sorri ao receber a pequena nos braços, ela senta em uma das cadeiras da mesa e segura minha filha que esta meio sentada em seu colo me olhando -- O que há chorinho?
Por que a chama assim?-- Nora questiona
Eu a chamo de muitas coisas, depende do humor dela -- respondo colocando chocolate em pó dentro do leite e mexo com uma colher --- Mas normalmente ela é só a minha Florzinha
Ela é louca por você -- Nora comenta
Você acha?-- questiono
Ela não para de te olhar -- ela responde óbvia e isso me faz sorrir
Eu sou um gato, não a julgo -- respondo fazendo a mesma ri -- Não é filha, papai é maravilhoso
Aaa -- ela se anima e bate os bracinhos
Isso é um sim -- confirmo e Nora apenas concorda -- Obrigado por segurar ela
Eu a adoro, de verdade -- sua resposta me surpreende -- Sei que não tenho muito tempo de conhecimento com ela mas Florence me ganhou no primeiro sorriso, ela é linda e eu sou a tia dela, é natural que eu a adore
Não me caiu a ficha ainda de que tenho uma irmã -- comento indo ao armário pegar duas canecas e as coloco na mesa, ela questiona-me o motivo -- Nunca imaginei ter uma irmã
é só stefan, sempre foi -- ela comenta -- Eu entendo, eu nunca me imaginei com um irmão, e olha só ganhei dois irmãos lindos
Somos mesmo -- concordo a fazendo rir -- Olha Nora, me desculpe se eu fui grosso com você no inicio mas eu não queria uma irmã, estou sendo sincero contigo
Não pedi por isso também Damon -- ela reage
Eu nunca quis desmerecer você, apenas.. eu perdi uma irmã há alguns anos e foi uma das maiores dor da minha vida, ainda é doloroso pensar sobre ela mas é impossível não fazê-lo, Anna foi a primeira pessoa que eu entreguei meu coração, quando eu a conheci vi que meu coração era todo dela apartir daquele instante, e nós fomos felizes por anos, eu, stefan e Anna fomos felizes e tínhamos um ao outro, mas ela faleceu inesperadamente e naquela noite, eu me perdi -- explico e ela olha-me atentamente enquanto sirvo-nos chocolate quente nas canecas brancas e coloco a panelinha sobre a mesa com o restante do chocolate
Eu sinto muito -- ela é levemente afetada -- Eu não sabia
Depois disso eu passei por momentos difíceis, mas Lexi e Enzo estavam sempre comigo por aqui, e eles me ajudaram, então stefan veio morar aqui e eu conheci elena no hospital, e nos apaixonamos .. mas nem ela conseguiu preencher o vazio e a dor diária de ter perdido a pessoa que eu mais amei a minha vida toda, eu não imaginei ter um outro irmão ou irmã por ai, eu nunca quis pensar na possibilidade de ter outra pessoa que pudesse acabar com o meu coração ou o que restou dele -- continuo a explicar e ela sorri sem jeito -- Mas ai eu me tornei pai, e estou novamente inseguro quanto a isso pois eu dependo desse ser pequeno nos seus braços, Florence trouxe tudo de volta a minha vida, tudo que eu perdi com a Anna, ela me trouxe de volta a vida .. e eu estava completo novamente, graças a minha filha, eu não precisava de mais nada
Nora olha-me com lágrimas nos olhos e ela ainda segura Florence, nenhum dos dois provou do chocolate até então, ela desvia o olhar e eu sei que ela esta ofendida pelo que eu disse, como se eu a tivesse desmerecendo-a como irmã e me vejo na obrigação de corrigir isso.
Eu não te queria por perto, é grosseiro eu sei mas é a verdade -- falo enfim e ela concorda com um leve acenar de cabeça -- Mas Stefan queria, desde o começo ele te quis como irmã, eu não achava legal e nem justo o fato dele querer se aproximar de ti, Lily nos abandonou e fez uma nova família, isso me magoou ainda mais, mas com o passar dos dias vi que não tem culpa de nada, você é uma boa pessoa Nora e eu fico feliz que tenha aceitado ficar conosco por um tempo, nos dar a chance de te conhecer melhor e de nos conhecer melhor, para que possamos ser irmãos de verdade
Obrigada Damon -- ela agradece e sorri
Eu não queria uma irmã .. -- começo a falar mas ela interrompe
Já disse isso, mais de uma vez -- seu comentário me faz rir
Mas já que a vida me presenteou com isso, eu aceito, agradeço e farei o possível para nos darmos bem -- continuo minha frase e isso a faz sorrir -- Eu não sou perfeito, admito e se disse algo que a magoou ou fiz algo que a magoou peço desculpas, mas eu sei que não vai acabar por aqui, que vamos ter outros momentos, e já peço desculpas por eles também
Desculpado -- ela fala sorrindo e seu sorriso me faz sorrir -- Eu farei o possível para nossa relação se boa, eu não quero roubar o lugar da sua irmã, eu quero ganhar o meu próprio espaço na vida de vocês, com certeza vocês vão ganhar um grande espaço na minha
Deixa a Marylu ouvir isso -- comento a fazendo rir -- Ela mata a mim e ao Stefan só para se livrar da concorrência
Ela não é ruim -- Nora a defende e eu faço uma careta -- Ela é difícil
Difícil sou eu, ela é terrível -- falo bebendo um pouco do meu chocolate -- Sendo sincero, ela não é como você
Se pudesse dar uma chance a ela -- nora tenta mas eu nego -- Por que não?
Não gosto dela e nem ela de mim -- respondo óbvio -- Isso é um motivo e tanto não é filha?
Aa -- ela confirma e olho para Nora com cara de '' viu?''
Acho que meus irmãos e minha namorada tinham que se dar bem, ou pelo menos tentar -- ela comenta bebendo do seu chocolate quente
Se trocar de namorada, talvez eu tente e consiga -- respondo e ela ri -- Esta gostoso?
Muito -- ela confirma -- Chocolate muito bom
é belga -- respondo e ela entrega-me Florence quando ela começa a ficar irritadiça, coloco ela sentada em meu colo e a seguro direitinho para evitar problemas devido sua pouca idade -- Calma Florzinha
Ela tem seus olhos -- Nora comenta quando tenho Florence sentada na mesa e a seguro firme enquanto ela ri pra mim -- São belos olhos
Elena falou tanto que a queria com meus olhos, que eu acho que a menina se viu na obrigação de vim com olhos azuis ao mundo -- comento a fazendo rir -- Não foi filha?
Ela não parece nenhum pouco cansada -- Nora quando termina de lavar a louça suja do chocolate e eu concordo com ela -- E agora o que fará?
Vou ver televisão, isso deve a distrair por um tempinho -- respondo seguindo para a sala de televisão -- Pergunta a titia e ela quer vim
Ela quer sim -- Nora confirma nos seguindo e questiono o motivo dela não querer ir dormir -- Não sei, acho que por estar longe do meu pessoal
Oh, tudo bem seremos seu pessoal por hoje -- falo deitando Florence no sofá e sento ao lado dela, a mantenho presa com almofadas e ela fica levemente sentada, ligo a televisão e encontro um desenho no Disney Channel, estava passando Icarly, isso a distrairia por um tempinho, Nora senta na poltrona e coloca os pés nela bem confortável -- Olha só quem gosta de desenhos, tia nora é uma bobona
Icarly é engraçado -- ela se defende
eu prefiro ver cirurgias -- falo óbvio -- Porém não acho adequado a um ser pequeno que esta no recinto com os olhos arregalados para a televisão.
Permanecemos a assistir por longos minutos, um episodio atrás do outro e quando acaba mudo para um outro canal de desenhos que passava realmente desenhos animado, eu nem sei o nome do treco que passava mas isso estava deixando Florence sonolenta e eu tinha que aproveitar e esperar a beldade dormir.
Ela ta cochilando -- Nora comenta com a voz baixinha
Você também --- comento obvio e ela me mostra a língua -- Oi maturidade
Me deixa -- ela resmunga -- São três da manhã Damon, quem esta acordado a essa hora?
Os médicos plantonistas -- respondo obvio -- Saudades plantão, saudades sutura, saudades pacientes com overdoses ..
Como é ser medico?-- ela questiona despertando
é muito bom -- a voz de stefan nos assusta -- Obrigado por me chamarem para o momento de irmãos
O que faz acordado a essa hora?-- questiono
Fome -- ele responde obvio -- E vocês?
Florence -- respondo apontando para a pequena que estava lutando contra o sono --Não lute filha, aceite e durma
eu não consigo dormir, estar longe do meu pessoal e rodeada de estranhos é algo que tira seu sono -- Nora responde e sorri sem jeito
Não somos estranhos, somos seus irmãos -- Stefan fala preocupado com ela -- Não é Damon?
Sim -- confirmo e estendo a mão a ela -- Prazer seu irmão
Bobo -- Nora comenta rindo e chuta minha mão -- Obrigada, eu fico feliz em saber que posso contar com meus dois irmãos mesmo que não sejamos tão próximos
Droga -- resmungo quando Florence começa a chorar e a pego no colo, escuto passos na escadas desesperados e logo elena surge na porta da sala -- Oi meu amor
O que ? eu achei que.. por que estão aqui?-- ela questiona quando lhe entrego Florence e elena senta em um canto do sofá e coloca Florence para mamar, a cobrindo com a mantinha e mantendo o seio escondido com a mão, ela toca a perna de florence e vejo a pequena encolher a perninha.
eu to com fome -- stefan resmunga
Vem vamos preparar algo para comer e assistir um filme -- respondo empurrando ele para fora da sala e nós preparamos macarrão, e stefan fritou alguns nuggets, abro uma caixa de suco e levo tudo para a sala de televisão deixando na mesinha, Nora senta ao chão com Stefan e eu fico no sofá com elena enquanto ela seleciona um filme.
Ah não -- resmungo com stefan quando ela escolhe '' O melhor de mim''
Aceitem que dói menor -- ela fala mantendo o controle ao seu lado e o som das sugadas de Florence preenchem o lugar quando o filme enfim começa a passar, elena pede para pegar o seu prato e eu lhe entrego e ela apoia no braço do sofá usando sua mão livre para comer, agora deixando a pele do seio a mostra pois stefan e Nora estavam abaixo de nos comendo e assistindo.
Ela dormiu -- elena sussurra quando o filme já estava na metade e havíamos mudado para ouija -- Vou subir com ela, você vem?
Já vou, vou só terminar o filme -- respondo e ela beija-me antes de levantar com uma Florence desmaiada em seus braços
Boa madrugada cunhadinhos -- ela fala e ambos respondem vidrados no filme e quando ela desocupa o lugar ao meu lado ambos sentar no sofá, Nora fica ao meio encolhida mas sem desgrudar os olhos da televisão.
Eu não vou dormir mais hoje -- ela comenta
Pode dormir com Stefan -- respondo baixo para não atrapalhar o filme -- Ele ronca mas é só sufocar com um travesseiro
Ei -- meu irmão reclama do outro lado do sofá -- Pode realmente dormir no meu quarto, colocamos travesseiros no meio, se tiver medo de dormir sozinha, não me importo
Obrigada -- ela agradece e do nada esta sorrindo
O que diabos esta sorrindo tanto? não ta com medo mais?-- questiono e ela confirma que esta com medo sim -- você é estranha garota
é só que, estamos tendo um momento de irmãos -- ela comenta e realmente, estávamos tendo um momento de irmãos, e o seu sorriso refletiu no rosto do stefan ao perceber isso.
Não é um .. é só .. porra é só -- tento acabar com isso mas eles me encaravam sorrindo -- É um momento de irmãos, e esta sendo bom
Sim esta -- eles falam juntos, com sorrisos no rosto e os dois par de olhos verdes brilhantes satisfeitos pelo momento que estávamos tendo, não era de todo ruim, e como eu disse a Nora, eu não queria uma irmã mas se a vida quis me dar, eu aceitaria e faria o meu melhor para que nossa relação desse certo realmente, não perderia uma outra irmã.
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