Meant to be
7 Marry me
Notas iniciais
"Duas pessoas podem ser destinadas a ficarem juntas? Feitas uma para a outra? Almas gêmeas? Seria bom se fosse verdade... que todos temos alguém esperando por nós. Nós esperando por elas. Não sei se acredito."
Narração: Mark
Seattle, 19 de agosto de 2012.
Combinei com Lexie, hoje, que a levaria para jantar, só nós dois, em um restaurante que eu escolhi. O motivo? Eu e Lexie estamos nos acertando, finalmente estamos juntos novamente depois de anos e eu estou confiante de que dessa vez é pra valer. Quero fazer algo especial! Quero que essa seja uma noite linda, para ela e para mim. O momento que eu sempre esperei finalmente aconteceria e precisava sair tudo perfeito.
—Ei, Mark? Tudo pronto para hoje á noite? — Callie parou ao meu lado lançando as perguntas assim que me viu.
É claro que eu não conseguiria pensar em tudo sozinho, precisei de uma mãozinha e ninguém melhor que minha amiga Callie Torres para isso!
—Tudo pronto! — Sorri ansioso. -Não vejo a hora de fazer o pedido! — Confesso que estava bem animado. -Será que ela aceita? — Passei a me questionar.
—Você está brincando né? — Indagou, mostrando um largo sorriso em seguida. -É claro que ela aceita!
—Estou torcendo por isso!
—Preciso ir agora, tenho um paciente para olhar. Boa sorte, e não esquece de me contar todos os detalhes depois hein! — Disse já saindo.
—Até mais! — Ela começou a seguir camiho e eu me virei para ir até o balcão.
—Ah! — Parou, não muito distante, se virando novamente para mim e me fazendo virar também. -O anel, comprou o anel né?
—É claro! — Confirmei.
—Aquele bem brilhante que eu te mostrei naquela loja no shopping?
—Esse mesmo.
—Ótimo! — Sorriu e a vi sair.
*****
Chegamos no restaurante e abri a porta do carro para a Lexie. Entreguei a chave para o manobrista e fui entrando com ela no restaurante. Ela sorriu adentrando ao local e para mim foi um sinal de que a primeira impressão do local, pelo menos, a agradou, o que era bom, queria que ela gostasse de tudo. Nos sentamos e fizemos nosso pedido.
Durante o jantar conversamos sobre como havia sido nosso dia. Eu contei sobre meus pacientes e ela sobre os dela, e depois conversamos sobre assuntos aleatórios. Abri uma brecha entre uma conversa e outra para perguntar a ela o que estava achando daquilo tudo, e a resposta, como eu torcia, foi positiva.
—Adorei o jantar, obrigada. — Ela disse quando paramos ao lado do carro.
—Fico feliz. — Sorri e abri a porta do carro para ela.
—Para onde estamos indo? — Lexie estranhou ao perceber o caminho que eu estava fazendo.
—Logo você saberá! — A olhei e voltei a olhar para a frente, me concentrando na direção.
—Tá certo... — Se calou concordando, mas eu sabia que Lexie havia ficado curiosa, apesar de adorar surpresas, ela ficava super impaciente para descobrir o que é.
*****
Narração: Lexie
Para onde será que Mark está me levando? O que será que ele está pretendendo fazer? Aff! Como eu queria que chegássemos logo para descobrir!
O caminho que eu soube quando cheguei lá que não era longo, pareceu demorar uma eternidade. Mark desceu do carro e abriu a porta para mim. Sai e foi então que eu olhei para aquele edifício e pude reparar que é um hotel, o mesmo que Mark ficara hospedado quando se mudou para Seattle. Por que ele me traria para esse mesmo hotel? Seria apenas por gostar ou fazia parte da surpresa?
Doida para descobrir logo, adentramos o hotel. Da recepção, subimos alguns andares no elevador, sem que Mark dissesse uma palavra sobre a tal surpresa ou do que fazíamos ali. Eu fiz o mesmo que ele quando parou na porta de um quarto com um número qualquer. Ou não! Eu podia lembrar o número do quarto que ele ficou hospedado e era exatamente esse! Coincidência ou não, aquele número me trazia uma lembrança especial, de quando eu bati naquela porta em uma noite qualquer de final de plantão e ali tivemos nossa primeira vez. E foi exatamente a lembrança que me veio quando Mark abriu a porta e eu entrei, tendo a visão do quarto decorado com velas e muitas pétalas de rosas vermelhas espalhados por todo aquele lugar.
"Forever can never be long enough for me
Feel like I've had long enough with you
Forget the world now we won't let them see"
(Para sempre nunca será tempo o suficiente para mim
Sinto que já tive tempo suficiente com você
Esqueça o mundo agora não vamos deixá-los ver)
Eu estava sem reação, parada na frente da porta, olhando aquilo e tentando formar alguma frase.
—Meu Deus... — Não consegui dizer mais nada. Que coisa linda! Eu absolutamente nunca esperaria algo assim.
—Lex...
Uma música tocava de fundo e Mark me olhou, sabia que queria dizer mais alguma coisa e eu apenas fiquei esperando que fizesse, quando suas palavras vieram, me surpreendendo completamente.
—Desde o dia que eu te vi quase morrer embaixo daquele avião, eu passei a pensar em como tudo poderia ter sido diferente. Em como poderíamos ter sido felizes. Você e eu. E naquele dia eu temi. Temi te perder. Temi perder para sempre o amor que estávamos destinados a viver. Eu quero aproveitar cada minuto ao seu lado, Lexie. Eu quero viver esse amor agora. — O sorriso formado em meus lábios e meus olhos lacrimejados não foram o suficiente. Mark se ajoelhou á minha frente estendendo uma caixinha quadrada, fazendo meu coração bater ainda mais forte com o que ele diria a seguir. -Casa comigo, Lexie? Vamos construir uma família? Você e eu?
"Now that the weight has lifted
Love has surely shifted my way
Marry Me
Today and every day
Marry Me"
(Agora que o peso se ergueu
O amor certamente mudou meu caminho
Case comigo
Hoje e todos os dias
Case comigo)
Eu não podia acreditar! Era isso mesmo? Mark estava me pedindo em casamento?!
—Oh meu Deus, Mark... — Estava completamente sem palavras. -eu... eu aceito! — Um sorriso de orelha á orelha estampou meu rosto e o de Mark que se levantou colocando o anel em mim e me beijou. -Eu te amo!
—Eu te amo muito, Lexie! — Novamente nos beijamos.
Eu percebi o quanto sentia falta dele, de tê-lo para mim. E agora eu me sentia preparada para isso.
Nós fomos dando alguns passos em direção a cama, ele com calma me deitou e tirou meus sapatos e minha prótese, subiu meu vestido e beijou minha perna, ou melhor, o cotoco que tinha ali. Um gesto que me fez sorrir. Mark continuava me amando mesmo depois de tudo e isso era maravilhoso. Eu o puxei para cima tirando sua blusa e nos beijamos intensamente. Suas mãos passeavam pelo meu corpo e retiravam qualquer pedaço de pano.
—Você é linda. Eu te amo.
Todas suas roupas restantes foram retiradas. Nossos corpos unidos trocando calor e respirações descompensadas. Eu estava pronta para recebê-lo quando ele finalmente me penetrou e pouco tempo depois chegamos ao ápice. Ele deitou ao meu lado e eu com a cabeça em seu peito, podendo ouvir seu coração que batia acelerado.
—Senti saudade de você.
—Eu também.
Ficamos naquela posição por um bom tempo até finalmente adormecermos.
"Promise me
You'll always be
Happy by my side
I promise to
Sing to you
When all the music dies"
(Prometa-me
Você sempre será
Feliz ao meu lado
Eu prometo
Cantar para você
Quando todas as músicas morrerem)
"Talvez eu acredite... nessa coisa de destino. Por que não acreditar? Sério.. Quem não quer mais romances em suas vidas? Talvez só dependa de nós fazer acontecer. Aparecermos e sermos o destino do outro. Pelo menos, desse jeito, você terá certeza... Se foram feitos um para o outro... ou não." — Grey's anatomy (9x07)
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