Meant to be.

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Espero que amem esse capítulo tanto quanto eu amei escrevê-lo! ♥

(POV LEXIE)

O relógio marcava pontualmente quatro horas e nove minutos e lá estava eu, lutando contra minha insônia. O que eu havia feito mais cedo? Eu realmente havia dito tudo aquilo para Mark? Eu tinha dito que o amava e que ele era uma doença?

Céus, Lexie. Você é uma idiota.

E pra finalizar com chave de ouro, Julia havia aparecido lá. Será que ela havia escutado alguma coisa? Se Deus existir (e sei que Ele existe), sei que não. Toda aquela situação foi embaraçadora, constrangedora, arrepiante... Foi um horror!!! No entanto, eu me sentia melhor. Me sentia mais leve, falar tudo aquilo tinha sido como tirar um peso enorme de cima de mim.

Eu ria comigo mesmo por conta do que fiz. Aquilo parecia inédito demais até para mim. Onde eu havia reunido tanta coragem? Sim, eu tinha essa coisa de sempre falar o que queria mas nossa, eu realmente falei tudo o que eu tinha que falar.

Din, don.

Fui interrompida pelo barulho da campainha.

Gelei.

Eu deveria estar ficando louca. A campainha não estaria tocando à essa hora da madrugada. Me virei para o outro lado da cama e continuei perdida em pensamentos.

Din, don.

Eu olhei para o relógio. Eram quatro horas e treze minutos.

Mas que diabos era aquilo? Me belisquei. “Ai”. Sim, eu estava realmente acordada.

Din, don.

De novo.

Será que Meredith e Derek não tinham ouvido aquilo? Provavelmente não... Eu estava acordada, ou seja, mais propícia a ouvir barulhos estranhos no meio da noite. Coloquei meu roupão e desci silenciosamente as escadas, a fim de não acordar mais ninguém. Coloquei-me em frente ao corredor que levava à porta principal e fiquei petrificada.

Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera e, de vez em quando, ter fé, faz acontecer coisas que até te deixam sem fôlego... E, sem fôlego era a melhor descrição para mim no momento em que vi, pela porta de vidro, Mark Sloan parado na varanda me olhando. A fé, de repente, tornou-se uma faísca que se incendiou dentro de mim.

“Mark? O que está fazendo?” – eu falei abrindo a porta.

Ele colocou seus dedos sobre meus lábios.

“Eu amo você.”

“Não precisa dizer isso só porque eu disse.” – respondi trêmula.

“É verdade, eu amo você. Amo você. Sempre amei. Sempre amarei.” – ele tornou a repetir.

“É?” – perguntei incrédula.

“É.” – ele sorriu – “nós vamos nos casar. Você será uma cirurgiã incrível; e nós teremos dois ou três filhos... Para a Sofia poder ter irmãos.”

Mark sorriu.

“Uma irmã e dois irmãos.” – ele continuou.

“Vamos ser felizes, Lex. Você e eu.” – ele parou – “vamos ter uma ótima vida. Você e eu vamos ser muito felizes.”

Ele fungou.

“O nosso destino é ficar juntos. Fomos feitos um para o outro.”

Uma lágrima escorreu pelo meu rosto.

“Eu amo você, Lexie. Amo você, eu amo você. Só você. Sempre foi você.”

Ele deu mais um passo em minha direção e passou suas mãos em meus cabelos me fazendo arrepiar. Baixei a guarda deixando-o me abraçar; envolta em seus braços, nunca me senti tão protegida antes.

“Mark?” – falei encarando-o.

“Sim.” – ele me olhou.

“Me beije.”

Mark sorriu e eu sorri de volta. Ele me puxou com delicadeza colando nossos lábios enquanto minhas mãos pousaram em seus ombros; cuidadosamente aprofundamos nosso beijo. Ele envolveu minha cintura com seus braços e então eu cravei minhas unhas em seus ombros. Apertamos nossos corpos um contra o outro enquanto ele levava suas mãos até minha coxas, levantando-me de forma que eu encaixasse em seu quadril. Eu bagunçava seus cabeços enquanto ele caminhava às cegas pela casa até chegarmos ao meu quarto. Nenhum de nós tinha coragem de quebrar aquele beijo; apesar de tantos beijos já terem sido trocados antes, aquele era diferente, era viciante, era selvagem e gentil, tudo ao mesmo tempo.

Nós caímos em minha cama; eu tirava sua camisa enquanto ele tirava meu roupão e desabotoava minha camisola. Minhas unhas arranhavam bruscamente suas costas subindo até sua nuca fazendo-o morder os lábios; Mark tirou minha camisola e ficou frente à frente apenas com meu sutiã. Ele sorria e sem demora o arrancou enquanto acariciava meus seios.

Nos beijamos novamente e seus lábios desceram até meu pescoço, beijando-o e mordiscando-o. Ele abriu uma trilha de beijos que descia do pescoço até minha virilha e voltava para meus seios. Enquanto beijava e chupava um, massageava o outro com sua mão. Eu tentava me controlar mas sabia que cada gemido só o deixava mais atiçado.

Eu puxava seus cabelos e ele me olhava com ferocidade; Mark voltou a beijar meus lábios enquanto minhas mãos desceram até seu quadril desabotoando sua calça e atirando-a para longe. Senti-lo, sentir sua pele, sentir sua barba roçar sobre mim era tudo o que eu mais desejava. Ele apertava minhas coxas e me puxava contra si mesmo enquanto beijava meu pescoço; Mark tirou minha calcinha e logo em seguida tirou sua cueca. De repente parou e ficou me olhando.

“Você é tão linda.”

Eu não queria mais esperar por aquilo, todos os meses que passamos longe um do outro já haviam sido o suficiente; joguei minhas mãos ao redor de seu rosto e puxei-o contra mim de forma que nós dois caímos na cama; ele se inclinou sobre meu corpo e me beijou suavemente.

“Eu te amo, Lex.”

Ao falar isso, encaixou-se em minhas pernas e deixou-se levar pelo vai e vem dos nossos corpos, uma de suas mãos prendia minhas duas mãos em cima de minha cabeça enquanto a outra passava em torno de minha cintura. Ele afundava seu rosto em meus seios e os beijava enquanto eu sentia o cheiro perfumado de seus cabelos.

Estar com Mark era como aquela música da Madonna, “like a virgin”, eu me sentia tocada como se fosse a primeira vez.

Era revigorante.

Era excitante.

Nós dois estávamos em uma música, tínhamos uma sintonia; seguíamos o seu ritmo.

Naquele momento, eu tive mais certeza do que nunca de que eu era dele.

E ele era meu.

Acordei na manhã seguinte aninhada nos braços de Mark. Ele ainda estava dormindo. A noite passada ainda parecia uma mentira, depois de tudo o que havia acontecido, eu poderia muito bem ter encenado tudo que aconteceu, no entanto, ele estava ali; deitado ao meu lado, dormindo, sonhando, nu... Vê-lo tão sereno e tão perto de mim era a prova que eu precisava para ter certeza de que minha vida foi do inferno ao céu em algumas horas e de que algumas coisa só dependem de nós mesmos para acontecer.

Apesar de já termos feito sexo inúmeras vezes antes, dessa vez tinha sido diferente, porque agora eu tinha a certeza de que nada poderia nos afastar. Mark Sloan era meu. Eu sentia isso toda vez que ele me beijava e me acariciava e sussurrava o quanto me amava.

E sim, eu era dele.

Nós estávamos destinados.

Íamos nos casar.

Teríamos filhos.

Estar com ele era tudo o que eu precisava.

Não pude evitar olhá-lo; ele era tão bonito...

“Lex?” – ele abriu os olhos enquanto eu o encarava – “o que você tá olhando?”

Eu ri.

“Você...” – suspirei – “Você é tão bonito, Mark. E está aqui, comigo, agora.”

“Não existe outro lugar onde eu preferiria estar.” – Mark sorriu.

Ficamos deitados por algum tempo, eu brincando com seus dedos, ele acariciando meus cabelos. Nenhum de nós falava nada. Tudo o que havia para ser dito, já tinha sido dito. Até mesmo o silêncio ficou confortante tendo ele por perto.

“Mark?”

“Sim?”

“Nós dois seremos muito felizes.”

Senti seus braços se enroscarem mais forte ao meu redor enquanto ele beijava o topo de minha cabeça.

“Sim Lexie, nós seremos.”

Notas finais
Com amor, ♥