Notas iniciais
Escrita por M.S. Boa leitura :-).

Levantei-me rapidamente olhei em volta procurando Will, como ele havia saído tão rápido? E o mais importante como ele entrou. Minha cabeça estava formigando, me joguei na cama tentando esquecer, Will, Ector e até mesmo minha irmã, pois depois de sua morte nunca mais tive uma boa noite de sono.

[...]

Acordei no dia seguinte com o sol batendo no meu rosto, olhei para o relógio que ficava na cabeceira da cama, eu estava atrasada para a escola, DROGA, me arrumei rapidamente, desci as escadas e olhei para a cozinha, me lembrei da minha irmã, com seu avental rosa, fazendo omeletes, e sai pela porta, não chorava mais a cada manhã, tinha que começar a aprender a viver sem ela. Resolvi cortar caminho pelo beco automaticamente como fiz nas semanas em que procurava por Will e enquanto caminhava pela rua deserta me lembrei da minha irmã, me dizendo para não passar por ali, pois era perigoso, mas meu pensamento foi quebrado por uma voz grossa e brava antes que eu entrasse no terreno abandonado que era usado para se chegar ao outro lado.

— Você me poupou um grande trabalho — eu girei 180 graus, para a minha infelicidade Ector, estava atrás de mim, com um sorriso irritante. Ele deu um passo para frente e eu três para trás — não se de o trabalho de correr — eu nem esperei ele falar, disparei para chegar ao outro lado na rua mais movimentada. Como eu era tão sonsa, escorreguei em uma posa de lama e cai dentro dela. Ector estava bem atrás de mim, eu engatinhei para frente, mas ele me agarrou pela cintura. Comecei a espernear só que de nada adiantou, pois ele me jogou no chão — como você pode ser tão diferente da sua irmã? Ela era uma guerreira nata e você e tão patética — encostei-me à parede, ele se abaixo e me beijo a força, eu tentei empurra-lo, mas era em vão ele era muito mais forte do que eu, percebendo isso eu mordi sua língua, ele grito e me jogou contra um amontoado de sacos de lixo — sua vadiazinha, você me mordeu — senti uma dor aguda na cabeça de algo de dentro de algum dos sacos provocou, quando levei minha visão de volta a Ector notei uma sombra se aproximando rapidamente atrás dele que estava bastante embaçado quase como a sombra ou tudo ao meu redor, e foi a ultima coisa que vi, antes de desmaiar.

Eu abri meus olhos lentamente, estava deitada em uma cama, num quarto não muito grande, ao lado dela, Will estava sentado em uma poltrona. Assim que ele percebeu que eu estava acordada, ele deu um sorriso, e disse — finalmente acordou, estava me perguntando se você estava morta – tentou uma piada, mas essas piadas não eram mais engraçadas.

— Onde eu estou? – continuei olhando em volta.

— Na minha casa, — seu tom de voz ficou firme — o que você estava pensando, por que se encontro com Ector? Ficou louca? – ele estava com raiva e se aproximando de mim.

— Eu estava indo para a escola, ele que me seguiu — me sentei na cama, me sentindo totalmente descansada.

— E o quê você estava fazendo no beco? – perguntou como se eu devesse alguma resposta.

— É caminho automático de quando estava te procurando — ele se sentou na cama ao meu lado, e acariciou a minha bochecha.

— Tenho que te contar a verdade.

— A verdade, ou o motivo de você matar a minha irmã? — não ouve resposta, ele me encarou por um tempo e de repente me beijo, no começo foi um beijo, leve mais depois se tornou mais firme, suas mãos estavam em minha cintura eu nunca beijei assim antes, na verdade só beijei umas quatro vezes e não foi nada como isso ou bom assim. Any o que você esta fazendo ele mato a sua irmã, dizia uma vozinha na minha cabeça. Eu o empurrei então ele me solto, eu respirei fundo tentando recuperando o ar. Olhei para ele, que estava com aquele sorriso irritante, uma onda de raiva, tomo conta de mim, e minha mão estalou no rosto dele.

— Que diabos foi isso? — me levantei rapidamente da cama, e foi ai que percebi que não estava com minhas roupas, e sim com uma camiseta, cinza que ia ate a metade das minhas coxas, onde estavam as minhas roupas? E como essa camiseta foi parar em mim? Acho que eu não queria saber

— É o que você merece por matar a minha irmã, e depois me beija — ele deu um sorriso.

— Vai negar que gosto — ele passou a mão no rosto — sua irmã não era a boazinha da historia, eu posso ser um assassino mais ser ela comparado a mim era uma coisa muito pior.

— Não compare minha irmã a você, ela era uma boa pessoa, nunca machuco ninguém, pelo outro lado você é...

— Garotinha, ela não era uma pessoa, ponha isso na sua mente, a morte dela foi bem-vinda.

— Se ela não era uma pessoa o que era então? — senti a raiva subir pelo meu corpo, ele estava mentido, era um lunático, que matou minha pobre irmã. Não acredite em nada vindo dele.

— Não vou permite que você faça sua irmã ser o que não era. – ele gritou apontando o dedo para mim.

— Não calunie minha irmã, você não tem esse direito, não depois de matá-la.

— Vou te contar a verdade, toda a verdade, e ai você vai me entender, e me pedir desculpas.

— Impossível! Jamais vou entender o fato de você tirar a minha irmã de mim e muito menos te pedir algum... – gritei.

— Sente-se — fiz que não com a cabeça — você quem sabe, sei que vai ter dificuldade em entender, — ele limpo a garganta — tudo começo há muito tempo, quando Lúcifer...