Notas iniciais
Escrito por A.M. Boa leitura :-).

Continuei minha vida normalmente, porém a maioria dos dias da semana eu voltava ao local em que minha irmã havia morrido, mas nada do tal do Will aparecer, afinal eu tinha muito que conversar com ele. A ideia de me convencer que tudo não passava de um delírio não funcionou por muito tempo.

Ele sempre estava em meus pensamentos e em meus sonhos à noite, tinha algo nele que me fazia acreditar que nossos caminhos tinham que se cruzar, mas não sabia o que era ou se era bom ou ruim.

15 dias se passaram depois de nosso último encontro, era uma noite agradável, no barzinho estava rolando umas músicas melancólicas e muita gente conversava, eu estava sozinha em uma mesa e me assustei quando Will sentou-se na cadeira da minha frente.

— Hey, como você chega assim? – pergunto surpresa ao ver ela pela primeira vez em um ambiente bem iluminado, mesmo sendo um bar.

— Foi mal, notei que em muitos dias você veio por essa área, estava me procurando, por acaso?

— Com certeza, o acaso de você ter matado a minha irmã. Temos muito que conversar. – Tentava falar num tom mais baixo, mas não tendo muito sucesso.

— Ok... – o modo com que ele abriu e fechou a boca três vezes num som mudo me pareceu que fosse fazer algum comentário e acabou mudando de ideia — mas vamos sair daqui, porque todo mundo tá te olhando estranho, esqueceu que só sou visível para você? – ele piscou como um perfeito badboy se fosse levar as roupas típicas de um que ele usava. Calças largas e uma jaqueta de couro.

— Verdade, mas eles apenas devem estar pensando que sou apenas mais uma bêbada contando algum drama adolescente. Vou pagar a conta e nos encontramos no beco. Sem gracinhas.

Antes que eu o respondesse ele já havia sumido, definitivamente estou louca. Paguei a conta e fui para o beco. Estava mais frio e escuro com o início de dezembro se aproximando deixando meus braços descobertos gelados.

— Aparece logo Will – falei irritada ao não o ver -, tenho várias perguntas para que você me responda hoje e...

— Falando sozinha Any?

— Quem é você?

— Sou Ector, sou um velho amigo da sua "irmã"- disse ele fazendo aspas com as mãos pálidas e um sorriso lascivo no rosto onde metade estava escondido a sombra de um chapéu dos aos 40 acompanhando o seu traje também da mesma época.

— Okay, e porque você disse ''irmã''?- disse séria imitando ele.

— Porque a Lisa não foi criada nesse mundo, e pelo que entendi você deve estar esperando alguém, posso saber quem é o seu amigo? – disse ele forçando o mesmo sorriso.

— Me diga primeiro o que quis dizer com "a Lisa não foi criada nesse mundo". – disse calmamente dando discretos passos para o fim do beco sem perceber, o que era uma coisa que fazia quando estava em situações que achava que corria algum tipo de risco.

— Digamos, cara Any, que ela, assim como eu, foi criada num covil de demônios, somos suas crias, fomos treinados, para que se precisem combater anjos, o que desconfio que o seu estranho amigo seja, então vamos ver se ele vem te salvar.

Num estalar de dedos de Ector estava me curvando de dor, não sei que tipo de poder ele exercia sobre mim, só sei que era uma dor aguda insuportável...

Notas finais
P.S.: Todos os capítulo foram reescritos por mim, alguns totalmente reformulados, alguns apenas algumas vírgulas e letras... Mas muito do conto original já foi reformulado, coisas como uma hora era algo e depois o jogo virou e já era totalmente o oposto... não existe mais isso! A não ser em casos que o contexto exija ou permita. Essa história não se escreve sozinha pois já foi escrita, mas mesmo assim ela faz com que você busque coisas que nunca pensou em buscar e vai lá acrescenta um detalhe ou outro. Algumas coisas foram pesquisadas para serem colocadas lá em março de 2014 quando estava sendo escrito, mas já pensei em tanta coisa para acrescentar, leves detalhes, vestimentas, fatos históricos que não tinha conhecimento naquela época... 4 anos muda muito nossa visão de mundo e do mundo. Bom, vou deixá-las(os) por aqui bruxinhas(os) e até o próximo capítulo!