Me, the Angel and the Witch
2 Parte II
Notas iniciais
Já faz alguns dias que não recebo noticias da polícia sobre o caso da minha irmã. Quando começo a dormir, fleches daquela noite horrível vem a minha cabeça, o rosto daquele cara que a matou nunca sai da minha mente. Já o descrevi para os policiais, mas nada, é como se esse cara nunca tivesse existido, é como... É como se ele fosse um fantasma.
Meu pai todos esses dias tenta me convencer de que eu deveria estar ao seu lado nesse momento terrível.
Hoje decidi ir ao mesmo bar em que íamos nos encontrar, ao lado do bar existi um beco, onde minha Lisa foi assassinada. Seis e meia da noite, o céu estava começando a mudar de cor, de alaranjado para um azul-marinho bem escuro. Lá estava eu andando pelo longo beco, parecia que essa caminhada obscura nunca iria acabar. Até escutar passos vindos à minha direção, fiquei paralisada por alguns instantes para analisá-los, eram passos pesados, apressados, e largos. Parecem ser de um homem, é claro que são de um homem Any, nenhuma mulher anda assim. Quando ele estava perto de mim comecei a correr como nunca, mas ele me alcançou, ele me rodou e quando fiquei cara a cara com ele eu não tive mais dúvida de quem era. Era ele o assassino da minha irmã. Comecei a gritar loucamente, mas ele parecia não se importar, apareceu um mendigo, me viu gritando, mas nem se preocupou em me ajudar. Então eu gritei para o pobre homem, em busca de ajuda.
— Hei! Você — ele se virou na nossa direção — me ajude, por favor, esse cara vai me matar.
O mendigo respondeu descrente:
— Garotinha vá para casa, não há ninguém aí com você — ele voltou a andar e sumiu na escuridão. Olhei para o cara mais assustada que antes.
— Quem é você? Porque ele não te viu? O que é você? Porque matou a minha irmã? Qual o seu nome?— Em cada pergunta tentei acertá-lo com o meu pé.
— Calma, calma! Meu nome é Willian, Joseph Willian, mas pode me chamar de Will. Você faz muitas perguntas, “garotinha” – ele colocou ênfase na palavra garotinha.
— Calma? Você quer que eu tenha calma você matou a minha irmã. E para de me chamar de garotinha.— senti como se tudo estivesse rodando.
[...]
— Qual é o seu nome? – sínico .
— Pra quê você quer saber o meu nome?
— Pra saber se eu matei a pessoa certa. – disse ele debochado.
— O quê? – foi só o que consegui dizer com uma voz que não parecia ser minha.
— Brincadeira “garotinha”.
Já estava cansada da estupidez daquele car.. Will. Ai droga, só prestei atenção agora, ele é muito lindo tem cabelo ruivo, olhos verdes... Por que tão bonito? Any o que tá acontecendo com você, ele matou a sua irmã. Os programas de televisão estavam certos, os vilões são atraentes. Will me olhava com uma cara nada decifrável, eu não esperava mais de um assassino, ma verdade não esperava nada de um. Sua expressão mudou ele ficou preocupado com o meu estado, eu estava ficando pálida. Ele insinuou aproximar-se, mas eu não deixei e refiz a pergunta
— Porque você matou a minha irmã?
— Por que foi necessário.
— Como assim? Ninguém mata uma pessoa do nada, a não ser legítima defesa e ela não machucaria uma formiga!
— Any, vou te contar algo que você pode achar muito louco.
— Mais louco do que não ser ajudada por um mendigo que não pode te ver?!
— Sim.
— Então diga. E também por que matou minha irmã. E se dizer mais algum absurdo do tipo “foi necessário” eu mesma te mato. – falei na hora da raiva, mesmo sabendo que estava em desvantagem com ele me mantendo presa em seus braços.
— Eu sou um...
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