Me encontro apaixonado por uma gatinha irritante
1 Clic, clic, fotos com minha câmera nova, clic
Notas iniciais
Adrien forçava desviar o olhar e se praguejava mentalmente por não conseguir mirar algo que não fosse a azulada. Ela estava ali, a poucos metros, sorrindo e sem noção do efeito que causava nele. E ele estava ali, atrás de uma árvore, escondido para que Ela não notasse sua presença, pelo menos por algum tempo.
Droga, ele havia prometido para si mesmo que não tiraria mais fotos de sua amada. Mas Marinette era assim, irresistível. Ele não se conteve e posicionou a camera rente aos olhos para que pudesse ter apoio e dar um clique. Dois cliques, três. Vislumbrou as fotos da pequena tela e sorriu ao ver a mestiça apoiada em Nino e rindo de algo que ele deve ter falado.
Estava tão concentrado em olhá-la que se assustou com a chegada de sua amiga Alya. Ela pularia em suas costas se Adrien não tivesse previsto os movimentos e a segurado pela cintura para que não caísse. Detalhes da vida como Mister Bug: agilidade.
Ele indagou a amiga como havia o havia achado, o que fez Alya rolar os olhos.
—Sério isso? Está mais que óbvio–Ele arregalou os olhos e a morena bufou. Lidar com Adrien Agreste estava difícil.
—Relaxa, eu tô dizendo isso porque conheço meu melhor amigo. Não dá para ver daqui, mas eu tomaria cuidado em esconder essa cabeleira, senhor stalker.– Adrien abaixou seu cabelo volumoso. Teria um treco se Marinette o visse a espionando.
Alya havia dado a ideia de se encontrarem para tomar sorvete no André. Adrien estava grato a por Alya sempre ajudar com Marinette. Praticamente todos os momentos que tivera com a amada, foram graças a Alya. Aimda assim eram raros os instantes em que podia se soltar e sustentar uma conversa normal. Na maioria das vezes Adrien gaguejava, dizia coisas sem sentido ou se escondia para stalkear a menina.
—Tá, nós temos que agir naturalmente. Naturalmente, tá legal?– Adrien repassava o plano de sair dali discretamente sem que os amigos vissem os dois. Serem pegos se escondendo não seria legal. Alya apenas colocou as mãos na cabeça: os passos largos e exagerados de Adrien não eram nada naturais e logo atraíram a atenção de Mari que acenou e se aproximou dos dois.
Droga, ela havia visto e ele esperava que não tivesse reparado sua presença antes.
—Oi Adrien, oi Alya– Ela deu um abraço em Alya e um em Adrien. Este último surtou internamente e podia afirmar que estava com as bochechas avermelhadas. Ele claramente estava muito nervoso.
—Oi, Mari–Adrien invejava a facilidade que Alya tinha em falar com Marinette. A azulada tirou o celular do bolso da calça com o olhar vidrado na tela.
—André está Ponte dos Cadeados, é melhor a gente correr antes que ele vá embora. Sabe como é o André!– Marinette bloqueou a tela do celular onde ela via a uma postagem de foto com localização do sorveteiro. André era assim, não tinha um lugar fixo.
Avistaram o sorveteiro que sorria para a paisagem e se satisfazia em alegrar o dia dos jovens. Ele logo notou a presença dos meninos.
—Oh, vejo novos pombinhos por aqui. Alya e Nino eu conheço, mas vocês...–
—Marinette e Adrien– Mari sorriu tímida.
—Um belo casal vocês formam, meus queridos.–
—Nós não...–
—Valeu, André– Marinette entrelaçou seus braços no de Adrien enquanto o loiro se permitia surtar.
Adrien comentou sobre quando sentaram nas escadas. Marinette deu de ombros e aproximou o rosto do ouvido de Adrien. Estava mais Lady Noire no dia.
—O sorvete fica pela metade para casais no dia dos namorados.–Adrien assentiu mas depois sua mente bugou. Marinette era ruca, não fazia sentido ela economizar. Ele deu de ombros.
—Alya, Nino, podem nos encontrar em dez minutos no Seine? Eu e o Adrien vamos em uma loja.– Ela puxou Adrien pelo pulso e sorriu de canto ao entrar na loja que queria.
—Desculpa fazer isso com você, mas não tive a oportunidade de te agradecer corretamente naquele dia.– Marinette se referia ao dia em que Adrien substituiu um dos fotógrafos e ainda assim fez questão de o trabalho não ser remunerado. Ela teve que esclarecer para que o loiro se recordasse.
—Você me alegrou muito aquele dia e ajudou bastante por lá. Eu queria te agradecer com isso.– Apontou para a pelúcia em formado de gatinho preto. Adrien riu, aquilo o lembrava Lady Noire.
—Pra... você se lembrar de mim e do quanto eu fui grata por você estar por lá. Não... era um dos melhores dias.– Marinette suspirou. O trabalho havia sido intenso e ainda tivera uma briga com seu pai, Tom Dupain. Marinette queria mais tempo com os amigos, mas Tom queria que ela estivesse focada ainda mais nos deveres de modelo.
—Obrigado, Marinette, você é incrível, mas não posso aceitar seu presente.– O sorriso no rosto de Marinette murchou. —Não sem antes te presentear também.– Adrien colocou a mão no queixo pensando em um presente ideal para Marinette. Achou uma pelúcia de joaninha.
Com as bochechas coradas Adrien apontou para a pelúcia. Os olhos de Marinette brilharam.
—Uma joaninha?– Ela pegou a pelúcia e mirou os olhos para Adrien.—Ótima escolha. Já ouviu falar que elas transmitem sorte?–
—É-é, já ouvi s-sim.–
Marinette pagou a pelúcia com o restante que sobrou do sorvete, assim como Adrien. Os dois saíram da loja alegres e com uma sensação boa invadindo o peito. Mas logo se encararam perplexos e assustados ao ouvirem o som de uma explosão. Aquilo só indicava algo: akuma.Ele precusava encontrar um lugar seguro para Marinette, mas também precisava se transformar.
—A Alya e o Nino! –
—Eu vou procurar eles, encontra um lugar seguro.–
—Mas e você?– Marinette segurou seu pulso.
—Assim que encontrar Alya e Nino nos encontramos, eu te aviso pelo telefone.–
—Toma cuidado.– Marinette abraçou o loiro.
—Fica tranquila, princesa.– Marinette corou. Adrien arregalou os olhos no instante em que proferiu o apelido. O que ele tinha na cabeça? Princesa? Deixou os pensamentos de lado. Precisava se transformar, assim como Lady Noire que encontrou um beco.
—Até que enfim um queijinho para mim.–
—Sem delongas, Plagg, hora de transformar!– Deu um sorriso de canto.—Plagg, mostrar as garras.– O anel sugou Plagg para dentro.
—Meu precioso queeeijooo–Plagg tentava, em vão, alcançar o queijo na mão esquerda de Marinette, mas foi sugado antes. Lady Noire sorriu, adorava enganar o amigo. Usou o bastão para se locomover entre os prédios e ligou para Mister Bug que atendeu a tela com uma cara emburrada.
—Catedral Notre Dame, se apresse Lady Noire.– Mister Bug corria tentando equilibrar o visor e olhar para frente.
—Avistou o akumatizado?–
—Gigantitã, mas não faço ideia de onde o akuma está! Onde você tá?– Mister Bug parou em um dos prédios para ver se achava a parceira.
—Bugaboy!– Ele se assustou com a garota atrás de si, o fazendo, pelo reflexo, a arremessar para longe. Ao dar conta que se tratava de Lady Noire, rapidamente a puxou com o ioiô, mas não pode evitar a batida de cara de Lady Noire no vidro de um dos prédios. Pixou o ioiô e deparou com uma gatinha pendurada.
—Você tem que parar de me assustar assim.– Lady apoiou o braço em seus ombros, zonza.
—Mas é que eu não resisto esse biquinho de emburradinho.– Apertou a bochecha de Mister Bug, ele revirou os olhos.
—De qualquer forma, temos um akuma para derrotar, my lady.– Lady Noire o lançou um olhar travesso.
—Notre Dame, estou certa?–
—Correta, gatinha– Os dois pularam até chagar no local do akumatizado. Como o vilão não sabia falar, apenas tentou os atacar com raios.
—Você não me pega!– Lady Noire debochou do bebê.
—Errou– Desviou do raio.— Errou de novo–
Mister Bug parou ao lado de Lady Noir que havia sido capturada por Gigantitã, e se encontrava com um biquinho.Ele revirou os olhos vendo a parceira tentar se soltar das mãos do bebê gigante..
—E aí, gatinha eu tô vendo que você não leva muito jeito com crianças.–
—Ah, fala sério, a gente tava brincando de pique pega!– Lady Noire estendeu seu bastão e conseguiu sair das mãos de Gigantitã. A gatinha parou ao lado de Mister Bug e deu uma piscada.
—O akuma deve estar na pulseira!— Mister Bug prendeu o ioiô na mão do bebê para capturar o akuma, mas o vilão o puxou com a mão na qual o ioiô estava preso e o arremessou para longe. Por sorte, Mister Bug pulou em um telhado. Lady Noire riu com deboche ao parar ao seu lado.
—Ah, olha isso, você também não leva muito jeito com crianças, Bugaboy–
—mudança de planos, para o bebê se acalmar vamos precisar de um cercadinho—
—Aham,e onde é que você vai achar um cercadinho pro tamanho dele?–
—A torre Eiffel! Vamos prender ele ali com a corda do meu ioiô. A gente faz ele dormir, conta algumas histórias. Aí quando ele fechar os olhos, você usa seu cataclismo para destruir a pulseira dele.–
—Ideia interessante, Bugaboy, mas como vamos atrair ele para lá? Não tem um plano mais simples, que tal usar o seu talismã?–
—Se é complicado demais pra você é só me imitar.– Mister Bug tomou impulso e pulou para longe do bebê que estava atrás deles. Os dois atraiam o bebê, mas este parecia mais interessado em brincar com de carrinho com os automoveis da rua
—Vem cá, menininho!– Lady Noire balançava os braços assim como Mister Bug para atrair o bebê gigante.—Quando ele entrar no cerdadinho, eu canto a canção de ninar–
—Quero acalmar o bebê e não estourar os tímpanos dele.—
—O que? A minha voz é ótima! Eu vou miar uma serenata para você um dia desses.–Mister Bug riu. Eles conseguiram por fim atrair o bebê para a torre e Mister Bug concluiu o plano. Lady Noir usou seu cataclismo e agora Mister Bug purificava o akuma.
—Miraculous Mister Bug! –As joaninhas mágicas consertaram o estrago de Paris e Lady Noire e Mister Bug bateram os punhos.
—Zerou!– Lady Noire sorriu.
—Adoraria ficar, bug maravilha, mas deixei uma pessoa no caminho e... ah, droga! Nos vemos depois, Mister Bug!– Lady Noire acenou antes de pular de prédio em prédio.
Demorou pouco para que Mister Bug tambem se lembrasse de Marinette. Encontrou Nino e Alya no caminho, assim só mandou uma mensagem para Marinette avisando onde estavam. Ela visualizou pouco tempo depois.
—Vocês estão bem!– Marinette abraçou Nino, Alya e depois Adrien.–Mas infelizmente agora vou ter que ir, nossos planos afundaram. Meu motorista deve me buscar em cinco minutos para minha aula de português.– Ela fez uma expressão sofrida, mas depois deu um largo sorriso.
—Vejo vocês na escola?– Marinette deu um abraço nos dois em despedida quando Gorila chegou. —Adrien, seu pai me mandou uma mensagem e quer saber onde você está, ele estava bem preocupado. Quer uma carona?– Adrien paralisou. Marinette estava oferecendo uma carona? Alya o cutucou pelas costas fazendo ele se inclinar para frente e aceitar.
Acenaram para Alya e Nino que logo davam a volta para aproveitarem o resto do dia. Adrien não podia estar mais feliz, estava passando mais tempo com Mari. Estava ao lado de Mari. Espera, ele estava ao lado da Marinette? Adrien podia esquecer como se respirava se Gorila não tivesse puxado assunto. Relaxou na cadeira, não era nada demais.
—Meu pai está muito preocupado? – Gorila riu, dando ré para sair do estacionamento.
—Como de costume, no máximo vai cobrar algumas explicações.– Ele suspirou aliviado continuando a conversa com o amigo. Era bom conversar com Gorila.
—Sua mãe pediu para dar uma passada na cozinha, ela deixou um recado na porta da geladeira. – Assenti e Gorila riu.
—Sua mãe estava uma fera hoje, um dos cozinheiros faltou e a cozinha está uma zona por ele não ter deixado a lista de compras e o cardápio do dia.– Adrien riu. Sua mãe se estressava fácil.
Enquanto isso, Marinette o encarava chocada demais para proferir meras palavras. Ao sairem do carro, Mari puxou seu pulso.
—Wow, nunca ouvi Gorila falar desde que nos conhecemos, o que você fez, Agreste?–
—Vocês não se falam?– Ela negou.
—É uma história bem complicada na verdade.– Adrien coçou a nuca em um claro sinal de nervosismo. Os olhos da azulada beilharam. —Eu e gorila costumamos assaltar a geladeira de noite. Acabamos criando amizade.– Suas bichechas coraram. Marinette riu.
—Por essa eu não esperava! Me ensina a fazer isso, Adrien! –Deu lebes batidas em seu ombro e virou-se para o celular.
—Não vai entrar?– Adrien indagou.
—Estou esperando uma pessoa. Luka, conhece?– Sim, ele conhecia. E não estava nada feliz de ouvir aquele nome mais uma vez.
☆☆☆
—A Marinette? Morar aqui? A Marinette...– Adrien sorriu como um bobo apaixonado enquanto Gabriel desatava a rir psssando mangeiga no pão. Era de noite e Gabriel fazia o lanche que costumava preparar antes de dormir. Adrien sempre o acompanhava, mas seu filho estava ocupado demais pensando em Marinette Dupain-Cheng.
Gabriel havia comentado sobre a estadia de Marinette na mansão por supor que Adrien já sabia de algo. Mas não, ele não sabia.
—Quando ela vem? Hoje ? Amanhã?–
—Desse jeito vai assustar a menina.– Gabriel passou a manteiga no nariz de Adrien, o qual reclamou limpando.
—Respondendo sua pergunta: entre essa e a próxima semana. Tom e Sabine ainda estão organizando os detalhes da viagem.–Adrien murchou o sorriso.
—Pelo menos ela vem. Ela é tão maravilhosa para não dizer perfeita.— Gabriel terminou o lanche da noite e tocou Adrien pelo ombro.
—Durma cedo, filho.– Gabriel se retirou, deixando um Adrien ansioso demais para que pudesse dormir assim, tão facilmente
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