Me dê a mão, e siga comigo.
3 NÃO! Sem a viagem eu não fico!
Notas iniciais
–----- Milena off --------
–----- Gabriela on --------
Pois é, depois de duas aulas bem cansativas de matemática e uma de física, fomos para o intervalo. Sempre andávamos juntas e de vez em quando íamos conversar com alguém que conhecíamos. Neste dia, ficamos o tempo todo com uma novata que não era tããão novata assim, ela já estava na turma fazia um mês (em comparação aos que já estavam fazia anos, ela até que estava a pouco), mas como nós somos horríveis em simpatizar com as pessoas, não fomos conversar com ela. Na verdade quem veio até nós, foi ela.
_Oi! Vocês gostam de animes né? Eu vi alguns botons nas suas mochilas, e na sua – ela apontou para mim- tem um do Elfen Lied, eu amo muito kk.
_Ah! Sim sim, também gosto bastante –eu não sabia o que responder, sabe, eu era tímida, e isso dificulta as coisas, dificulta DEMAIS-.
_E na sua –ela virou pra Milena-. Tem do Link, tipo, foi o jogo que mais joguei na infância – Os olhos de Milena até brilharam quando a menina (que se Chama Clara) falou em The legend of Zelda. Conversamos ali sobre animes, sobre música e sobre muita coisa durante todo o intervalo e nem vimos o tempo passar.
Mas tudo que é bom dura pouco. Eu estava toda feliz, com a certeza de que eu já tinha passado em todas as matérias, mas sempre tem aquele filho de uma quenga que estraga tua felicidade. Meu professor de geografia veio praticamente aos pulos me avisar de que eu não tinha passado, e que a recuperação seria naquele dia mesmo, conclusão: Gabi estava ferrada porque teria que fazer uma prova sem nem lembrar da matéria e também estava ferrada porque se não passasse, não viajaria e se não viajasse TERIA UM SURTO!
Mas a professora de Português que era um doce de pessoa, acetou que eu estudasse para a prova nas aulas dela (seriam as duas depois do recreio, já que a de artes não veio). E eu estudei, COMO ESTUDEI! Eu quase engoli o caderno pra ter a certeza de passar naquela prova! Assim que o sinal bateu, veio a bicha louca saltitante me chamar para fazer a prova, mas eu não era a única, dava pra montar um exercito com as pessoas que tinham naquele salão pra fazer a prova da bicha má. E no meio do salão quem eu avisto com a boca inchada reclamando pra caramba de dor? Sim! Aquela coisa que atende pelo nome de Guilherme, uhul! Segundo ele, a diretoria ligou pra ele pra avisar que teria a prova e que ele teria sim de fazer. Cá entre nós, foi uma mão na roda isso, eu sabia que a Mi tava me esperando, e se eu enrolasse bem lá dentro, ele sairia, encontraria ela, e poderia rolar algo... mentira não podia não porque nem ele sabia nem ela iria se atracar no menino do nada né? Okok nada nos impede de sonhar não é? Não se passaram nem mesmo meia hora e eu já tinha feito a prova, estava EXTREMAMENTE fácil, nem sei como eu fiquei de recuperação, mas apesar de eu estar super de boa achando a prova fácil, uma pessoinha que eu já citei aqui, estava no maior cagaço pra fazer aquilo e eu não ia passar o dia ali esperando ele acabar pra sair e fazer algo. Decidi que: ou eu saia da sala e esperava ele lá fora junto com a Mi, porque ela não tomaria nenhuma atitude sozinha com ele; ou eu passava cola pra ele. É óbvio que fiz a mais sensata, né gente? Passei cola, óbvio. Eu não tinha colocado meu nome ainda, nem ele, e ninguém decora com tanta exatidão a caligrafia de alguém, então depois de uma série de tentativas frustradas de ditar as respostas, nós trocamos as provas. Deixei claro que não era pra ele tocar em nenhuma resposta minha, porque estava tudo certo, e fui eu corrigir os erros daquele garoto, e tipo, meu deus quantos erros! Acho que o que dizem sobre “beleza e inteligência, não podem estar juntas em uma mesma pessoa” é a pura verdade. Deixei uma ou duas erradas de propósito, só pra não ficar na cara e tal né... eu manjo das coisas más muahaha (nossa Gabi, que maléfica você, vou até fazer uns paranauê aqui). Por fim, saímos de lá aos pulos com a cara do professor ao ver que tínhamos passado. Tadinha da Mi, nem tinha entendido o porquê da euforia. Mas parando de falar da prova.
Não hora de ir pra casa, voltamos normal, mas eu sabia que tinha que falar algo, não podia ser naquela hora, eu deixaria a garota toda desconfortada. Então decidi não tocar no assunto e ver como ela ficava perto dele, até que ela disfarçava bem, nem parecia mesmo, mas foi só eu botar o pé dentro do portão e deixar os dois sozinhos, que a garota surtou e voou pra dentro da minha casa. Eu até convidei ele pra entrar também, mas ele não quis, então deixei pra lá, parecia que até ela já tinha entendido depois daquele mini show (mentira, ele não sabia nem a diferença entre meridiano e paralelo).
Ainda era sete da noite quando chegamos em casa, fui tomar um banho enquanto a pessoa desesperada jogava (olha, não que eu seja ciumenta, mas eu queria matar ela quando ela tocou no meu console, nada demais, até porque: quem ama, cuida). Ela jantou na minha casa, isso já devia ser oito e meia, então fomos até a casa dela pra ela pegar a mala e despedir de todos. A viagem seria as cinco da manhã, sabe, nós tínhamos carro, mas nada como viajar de ônibus, cara. Apesar de que nós deveríamos dormir cedo, decidimos que aquela noite, nós iriamos “vandalizar”. Até à meia-noite ficamos muito bem acordadas, quando foi uma hora da manhã, já estávamos trocando palavras, e quando foi duas e meia, já não sabíamos mais o que éramos.
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