Notas iniciais
Migs, obviamente eu não reli porque é chato demais reler o que se escreve, sério, af, n gosto não.
Então pfvr, qualquer erro (que o word n viu) vocês me falem pra eu poder arrumar, sério, péssimo ler com erros babacas.
Beijos, beijos.

Aquela garota ainda iria destruir ele, cada pedacinho de corpo e alma, não havia mais esperanças, nem ao menos resquício, para algo pacifico e controlado, ele já estava ali destruído, não restava mais nada para o garoto de olhos negros.

A cada segundo sentia o desespero de maneira mais intima.

A cada segundo sentia a pele coçar e a vontade de a arrancar.

A cada segundo sentia seu coração pular.

Se lembrava da primeira vez que a viu, não colocou nada ali. Não havia nada para colocar e por muitos meses pensou que nunca haveria:

Um lindo recipiente.

Um interior vazio.

Como alguém pode estar tão errado e achar que está certo por tanto tempo? Como isso acontece em um mundo em que as ações demonstram mais que as palavras? Como isso acontece em um mundo onde um “Oi” muda tudo de tão superficial as relações?

Não se tinha nada para colocar ali porque ele não tinha nada para colocar. O problema nunca fora ela, o problema era ele.

Ou a ausência de problema residia nele.

Aquela garota, de olhos tão claros quanto o dele era escuro, era a definição de problema.

Não sabia o que acontecia ali, duvidava se de fato as vezes acontecia alguma coisa lá dentro mas quando ele teve a certeza que tinha algo ali, lá morou todos os problemas dele e ele notou que ela nunca precisou que alguém colocasse algo dentro, ela por si só em sua individualidade era cheia, transbordava, ela quem enchia as pessoas porque ela era cheia demais.

Cheia de esperança, amor, paciência, alegria, bondade todas essas coisas que só lhe perturbavam.

Mas não era isso que perturbava ele, era o fato dela fazer isso por todos, inclusive ele. Era pra ela dar tudo o que ela tinha pra ele e quando isso não acontecia, Sasuke sabia que isso nunca iria acontecer, seu interior queimava.

Então ele decidiu se tornar cheio por ela, se ele também transbordasse, talvez se conseguisse chegar mais perto dela, talvez ele tivesse um pouco mais de espaço naquilo que não se tinha como ter mais.

Mas Sasuke já tinha sua idade, já tinha seus traumas, já tinha tudo o que se podia ter formado, não havia como mudar isso, ele já era cheio de seus arrependimentos, ações, pensamentos e era assim. Nada a mais, nada a menos.

O questionamento sempre voltava, não só em suas palavras mas como a de seus amigos.

— Olha só, quem um dia iria imaginar o grande Sasuke Uchiha neste estado? – O loiro caçoava, ele quem transbordava como a garota que o fazia querer arrancar seus cabelos de desespero.

— Cale a boca – Ele, como um prato raso, se limitava a responder.

Ele já havia tido várias coisas antes dela, coisas. Era por isso que ela não o queria, porque ele considerava as relações intimas que ele havia tido em vários níveis como coisas.

Como um brinquedo.

Quero agora, não quero mais.

O desespero se apossou de seu corpo novamente.

Passou as mãos de seu ombro para o pescoço arranhando o caminho de volta para as mãos caírem ao seu lado e encostar no sofá do escritório.

Viu ela, pela parede de vidro, cumprimentar o loiro. Talvez ele em especial, mas todos ali poderiam ser uma ameaça, ele era tão menos, mas ela pegou o olhar dele e sorriu.

E ele sorriu.

Ou quase isso.

Seus lábios foram para o lado.

Ele não pode ver mas ela suspirou.

O coração dela parecia parar.

Ele parecia pegar tudo o que ela tinha, que era tão pouco, e tomar de forma rude e ruidosa.

Ela podia ouvir em meio dos suspiros que não podia conter ele tomar tudo o que era dela.

Ela sentia seu corpo desesperado para recuperar o que ela havia perdido.

Mas ela não fazia ideia do que tinha perdido.

Dignidade? Pois ficava horas o encarando atrás daqueles documentos.

Vontade? Pois ela levantava com mais humor para ver ele.

Ar? Os pulmões perdiam a capacidade de armazenar qualquer coisa.

Talvez fosse isso que ela perdeu, a capacidade de saber o que seu corpo tinha que fazer na sua presença.

Ela já era velha, já tinha seus 30 anos, ele já tinha seus 34 pra 35 e mesmo assim ali estava, a passos de lhe implorar os seus sentimentos, dizer que ele era um vício.

Impenetrável. Tão completo que não precisava dos outros.

Ela tão vazia que necessitava de pessoas em sua companhia mesmo que em sua maioria em silencio.

Bateu na porta que já estava aberta só para atrair a atenção, que mal sabia ela sempre teve.

— Sasuke... – A voz, um suspiro.

Imaculada era o que Hinata parecia ao seu olhar, parecia errado e uma espécie de pecado a desejar daquela forma, a implorar pelos seus sentimentos só para ele, impedir que ela se desperdice dessa forma.

— Hyuuga – Ele respondeu. Rouco.

O interior de Sasuke poderia ser muitas vezes uma bagunça completa, e constantemente assim o era, mas seu exterior era firme, muito mais que esculturas antigas feitas de pedra, muito mais do que o mármore que a sua mesa era feita.

Seu exterior nunca mudava ou se afetava.

— Quer jantar comigo? Moramos para o mesmo caminho e – Seu rosto estava vermelho – Não estou com meu carro e vamos sair tarde demais para ter confiança em um taxi. Eu pago.

Seu exterior nunca se abalou até aquele momento que em um suspiro disse sim.

Um suspiro de alivio.

Um suspiro de esperança.

Notas finais
Oi gente.
Espero que gostem, é diferente de tudo o que eu já escrevi e eu estou lendo poemas então por isso fica meio assim... A faculdade mudou horrores minha escrita e a maneira que eu escrevo agora n serve mais para fanfic porque fica massante, sério. Então tentei escrever assim, espero que pelo menos seja algo suave pra ler a meio tempo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!