Me apaixonei pelo professor

1 Tipo romance de Shakespeare


Notas iniciais
Oe pessoas! Bom, estou escrevendo outra fic pq eu tive uma ideia muito boa (pelo meu ver) e não podia deixar passar. Como podem ver, ela é MadaHina (sim, eu shippo MadaHina), então se nunca leu e esta com medo de não gostar, peço para ler pelo menos o primeiro cap, pois vai ter uma base de como vai ser. Bom, se não quiser tbm, apenas não leia shausu' Ah! Queria dizer tbm que vou usar muitas citações de Shakespeare e outros autores famosos, pois amo incondicionalmente rs' É isso, espero muitooooooo que gostem. Boa leitura!

É o terceiro ano consecutivo que acordo as 5h30 da manhã todos os dias para ir à aula. Estou cansada de escola, cansada de ver sempre as mesmas pessoas e as mesmas coisas. Sei que ainda tempo muito que passar na vida, mas a rotina escolar do ensino médio é muito puxada, e isso cansa demais.

Estou no meu ultimo ano de escola, ultimo entre aspas, pois ainda tem faculdade e todas essas coisas que as pessoas fazem para ter um ótimo futuro. Não sei exatamente o que quero cursar, tenho muitas coisas em mente. Talvez eu faça Moda, pois amo tudo que vem dessa área. Mas também sou apaixonada por desenho, e isso me faz pensar seriamente em fazer uma faculdade Artística. Bom, não sei ainda. Tenho, exatamente, um ano para decidir o que fazer.

Sento-me na cama, colocando meus pés quentinhos no chão gelado. O terrível “Primeiro dia de aula”.

– Ei, levanta. Toma logo seu banho e se arruma que hoje eu vou te levar. – a senhora minha mãe entra em meu quarto esmurrando a porta de um jeito assustador, apenas para me fazer acordar. Não sei como, mas ela “sente” que ainda estou na cama e volta para o quarto para me olhar seriamente. – Está difícil levantar? Anda logo!

O que eu posso fazer? Nada né! Só mais esse ano, só esse. Depois eu faço o que quiser e quando quiser (ou não)!

Quando finalmente me dá coragem (e minha mãe me olha torto novamente) levanto-me, tirando meu pijama e indo direto para o banheiro ao lado do meu quarto. Não tenho tempo de ficar e desfrutar da banheira, por isso ligo o chuveiro e me coloco sob a agua ainda gelada. Ela congela as minhas costas, me fazendo estremecer e não me deixando cair no sono. Sem muito ânimo me lavo e em, no máximo, 15 minutos já saio outra pessoa, porem ainda com sono. Minha mãe bate a porta do banheiro, me apressando loucamente. Que bom que o papai não precisa passar por isso, mas tenho dó dele, levanta ainda mais cedo que eu e mamãe.

Enquanto minha mãe faz o café, fico me arrumando no banheiro. Coloquei minha roupa normal, a que sempre usei pra ir para aquele inferno: calça da escola, regata branca e meu all star de corinho branco também. Não me incomodo muito com maquiagem e essas coisas, mas Primeiro Dia de Aula é Primeiro Dia de Aula né! Passo um corretivo, pó, lápis e rimelzinho básico. Ajeito meu cabelo de um jeito que fique bonito quando estiver seco, e o único jeito que encontro é o de trança embutida. Esse penteado fica bonito no meu cabelo, pois além dele ser grande minhas mechas coloridas dão um efeito super legal e contrastante com meu cabelo preto.

Desço as escadas e minha mãe deposita em minha mão um copo de suco de laranja e um prato com dois waffle com mel. Como no sofá enquanto assisto os últimos minutos dos desenhos que só passam de madrugada. A mulher, com apenas cinco cm a mais que eu, aparece na sala já com nossas bolsas na mão e sua pasta na outra.

Leva, exatamente, meia hora para chegar à minha escola. Minha mãe para o carro e deposita um beijo em meu rosto, deixando a marca vermelha de seu batom em minha bochecha. Pego minha bolsa e saio, indo em direção ao lugar que menos queria ir.

Parece que o sol não vai dar as caras hoje, o que me alegra um pouco. Gosto de frio. Gosto do jeito que as pessoas se vestem no frio e como, nesse climinha gostoso, as pessoas ficam mais próximas.

Vejo um sorriso me esperando na porta de entrada da escola, um sorriso do tipo “Você não consegue me ignorar, sei disso. Meu sorriso é lindo.”, e não podia ser ninguém menos do que Ino. Yamanaka Ino. A garota “mais” da escola. Mais linda, mais inteligente, mais popular, mais amada... Ela tem esse “titulo” faz três anos, quando entramos para essa escola.

– Bom dia amiga! – me deu um abraço apertado demais e deixou uma gosma de brilho labial na minha bochecha. Como ela conseguia acordar tão cedo e está tão feliz e animada por isso? Incrível!

– Bom dia! – bocejei e estiquei os braços. Ela me olhou, sorrindo unicamente com os olhos, esperando que eu perguntasse o que ela queria. – Como foi os últimos dias de férias, Ino? – estendeu um sorriso, mostrando os dentes branquinhos, e começou a falar (e foi ai que parei de ouvir).

Andamos até onde as listas das turmas estavam e quando a maioria das pessoas já tinha saído, eu consegui ver em que sala estava. 3° H, sala 16. Por sorte Ino e Tenten tinham caído na minha sala.

– Viu a Tenten por ai? – perguntei

– Ah, agora que você falou... Não, não a vi. Talvez ela nem venha hoje, você sabe como ela é! – pegou o brilho labial de dentro da bolsa e começou a lambuzar a boca com aquela gosma rosa choque com cheiro de morango. -... Então, como eu estava falando... Ai o Sasori me levou em casa e quando eu percebi já estávamos no quarto. – olhei pra ela assustada. Não estava ouvindo muito que ela dizia, mas uma coisa dessas não escapou do me ouvido. – Calma, não fizemos nada! Sabe aquele jogo que eu comprei, de luta e tals? Então! Ficamos jogando! *risos*

– Ah bom! – sorri.

Estávamos entrando no pátio para entrar na sala, quando vimos Tenten. De cabelo solto, o que era muito estranho ver, mas ainda era a nossa Tenten.
Não sei que tipo de problemas minhas amigas tem, mas quando se viram, saíram correndo e se abraçaram no meio de todos. Não consigo ficar com essa alegria toda logo cedo.

Tenten e Ino se soltaram, e então a minha amiga morena veio correndo e me abraçou também. Gosto muito dela, mas não faz nem quatro dias que nos vimos, acho um pouco exagerado isso tudo, mas ok né?!

– Bom dia Hina!

– Bom dia!

– Já estava com saudades daqui. Fiquei só alguns dias das férias jogando tênis, senti muita falta disso tudo. Onde você estava Ino? Não vi você nos dias! Não teve as aulas extras do clube de informática?

– Ah, até teve, mas não pude vir, estava viajando com meu pai!

– Ah sim! – elas se calaram por um tempo. Ficamos paradas, esperando o sinal tocar para podermos subir para as salas. Tenten voltou a falar, só que baixo, tão baixo que tínhamos que nos juntar para ouvir. – Ei, você ouviram os boatos?

– Que boatos? – Ino falou no mesmo instante que eu. Tudo bem, eu não era a pessoa mais feliz do mundo acordando essa hora, mas fofoca nova é fofoca nova né!

– Quando estava jogando tênis, nas férias, ouvi meu professor conversar com a professora de orientação sexual sobre um novo professor na escola.

– Ah é isso! – bufei. – Pensei que era algo interessante! – o sinal finalmente tocou, e todos do pátio começaram a subir as escadas. – Vamos vai.

– Isso é algo interessante, pelo menos pra nos que ligamos para notas, Hinata! – a garota loira popular disse alto de mais, praticamente gritando para todos ouvirem que eu não gosto de estudar ou algo parecido.

– Tá bom, tá bom... Agora podemos ir? Quero escolher meu lugar! – e segui em frente.

¬¬

As seis aulas passaram mais rápido do que eu esperava. Acho que foi porque é só falação no primeiro dia, aquele negócio chato de falar qual profissão queremos seguir e que eles vão nos ajudar a escolher. Não quero me preocupar com isso agora, muito cedo.

Aquele tal boato de que tinha professor novo não sabemos, ainda, se é verdade, não tivemos nenhuma aula com ele e não conheço ninguém que o viu.
Não estou animada com isso, na verdade eu nem ligo, mas Tenten e Ino não pararam, de falar dele, fiquei até com raiva, pois queria fingir prestar atenção no que a professora de historia dizia e elas não deixaram, de tanto que tagarelavam baixinho.

– Ei Hina, quer ir comigo e com a Ten no shopping? Ela quer comprar aquele jogo igual ao meu. Vem? – estava planejando ir à biblioteca hoje à tarde, pois deixei reservada a retirada do livro que eu mais queria. Não podia e nem queria ir.

– Não vai dar Ino. Desculpe meninas, mas tenho que pegar um livro na biblioteca, que se não for hoje não vai ter mais! – fiz uma cara de triste, na esperança delas entenderem meu sofrimento de não poder pegar o livro que eu queria.

– Vai nos deixar por causa de um livro? – não funcionou.

– Vocês planejavam me deixar primeiro por causa de um jogo!

– Pelo menos eu convidei.

– Querem ir comigo?

– Não! – elas falaram em uníssono.

– Então pronto. – dei um beijo em cada uma delas e sai andando, dando tchau.

A biblioteca não ficava muito longe da escola. Oito quadras, meia hora, conheço muito bem tudo ali. Vivo mais na biblioteca do que minha própria casa.

Quando cheguei lá, fiquei feliz por estar vazia. Simplesmente amo quando não tem ninguém no meu habitat natural. Bem, pra falar que não tinha absolutamente ninguém, tinha duas garotas com cadernos e muitos livros em volta – obviamente estudando -, um velhinho lendo jornal, e um homem de cabelo grande e preto, muito, muito bonito mesmo. Ele estava no balcão da recepção, quase de frente para mim – um balcão em formato “L”.

–Ham... Ah! Vim buscar o livro “O morro dos ventos uivante”, que deixei reservado. – a moça assente e sorri para mim. Retribuo, mas por algum motivo estou envergonhada.

Olhos! Olhos cor de ônix penetrantes e um sorriso estupidamente sexy.

Talvez eu esteja vermelha, sinto meu rosto ferver. Ele ri baixinho, mas consigo ver e ouvir. Apesar da estatura alta e forte e de aparência madura e experiente, sua risada baixa parece delicada.

–... oça! Oi, moça! – ela me cutuca e me desperto do pensamento.

– Ah! Oi?

– O livro. O livro que você reservou.

–Ah, sim. Obrigada! – tirei minha bolsa das costas e pediuma chave: — Poderia me dar uma chave? Queria ficar um pouco aqui.

– Claro. Aqui! Armário 23.

– Obrigada.

Os armários ficavam bem do lado do homem, e obviamente teria que passar por ele. Uma coisa que eu não queria muito não, mas tive que fazer.

Achei que quando passasse ele iria me seguir com os olhos, mas não, em vez disso começou a conversar baixinho com a mulher que me atendeu. Agradeci sozinha.

Guardei minhas coisas e fui para o bloco de “Clássicos da Literatura”, minha parte preferida. Deixei o livro em cima da mesa e fui vasculhar as prateleiras por outro livro que me chamasse atenção.Contos Ingleses – p.35.a.Contos Ingleses são lindos, tem um drama tão bom (e pesado, às vezes) que me faz ficar pensando dias e dias nele.

Andei devagar, até chegar à prateleira 35.a – minha preferida –, passando o dedo por cada lombada velha e degastada.

Vi uma sombra do outro lado da prateleira, mas não me preocupei em saber quem era. Estava quieto e perto, pois podia ouvir sua respiração tranquila e compassada.

“As alegres comadres de Windsor”. Ouvi falar muito bem desse livro. Não que eu ligasse pra as capas, pois o que tem dentro é o que realmente importa, mas as capas de livros antigos – capas duras e apenas cores escuras – me atraem, me chamam para lê-los.

A sombra se movimentou.

Eu tirei o livro.

A pessoa tirou um livro da outra prateleira, deixando um buraco onde podíamos nos ver.

Olhos. Olhos cor de ônix.

Sorriso. Sorriso estupidamente sexy.

Sorrio e olho para baixo, para o livro.

Ele me olhou por um tempo, depois desviou o olhar para o livro em sua mão. Uma capa amarela, com a sinopse escrita em preto e com um banco ilustrado.

– É um ótimo livro esse! – falei, mas não sei bem por que. – Aborda os muitos assuntos vividos no âmbito. Não só o romance e essas coisas clichês, na verdade não tem nada de clichê. São pontos bem realistas e tals.

Ele levantou o rosto e me olhou, em seguida voltou a olhar o livro, abrindo-o e lendo algumas paginas.

– Sempre me falaram para ler, mas nunca havia encontrado. – ele falou sem tirar os olhos do livro amarelo.

Sua voz é um pouco grossa, rouca talvez. Combina com sua aparência.

– Obrigado.

– Que isso, só gosto de dividir o meu conhecimento em livros com as pessoas! – ele sorriu, e mesmo sem necessidade, eu retribui.

Li alguns trechos do livro que estava na mão e fui andando em direção as mesas. Queria que ele me seguisse, mas não fez.

“Boas palavras! Bons repolhos! Slender arrebento vossa cabeça. Que tendes contra mim?”.Ri baixinho, sentada. Ouvi passos, andando de um lado para outro sobre o piso de madeira.

– “Escuta com todos os ouvidos.” – li quase sussurrando.

Ele se sentou ao meu lado.

– “Pelo diabo e sua mãe! Que frase é está: “Escuta com todos os ouvidos”? Que é isso? Que afetação!” – ele falou baixinho, prosseguindo com a peça de Shakespeare que eu estava lendo.

– “Pistol, roubaste a bolsa do Mestre Slender?” – li.

–“Sim, por estas luvas, roubou! Se não for verdade, jamais tornarei a por os pés em meu salão! Ele me roubou sete pratinhas de seis pence e dois grandes xelins de Eduardo que eu comprara de Yead, o moleiro, por dois xelins e dois pence cada um. Por essas luvas!” – ele disse e eu apenas admirei.

Admirei seus olhos e boca sorrindo pra mim enquanto dizia com perfeição cada frase que o personagem falara.

– Shakespeare, não é? – depois de ter recitado uma parte comigo, ele perguntou, falando baixinho novamente.

– Sim! – fechei o livro para que ele pudesse ver a capa. -Gosta?

– Muito. Não é atoa que sei essa peça de cor. – rio baixinho, e ele me acompanha.

Ficamos em silencio. Um silencio agradável, porque não tem mais ninguém no bloco.

Fecho meu livro e me levanto. Quero anotar o nome dessa peça de Shakespeare, preciso ler depois. Pego minha agenda verde claro e minha caneta roxa, volto da mesma maneira que fui, sem fazer barulho algum.

– Mais um pra lista de: Preciso ler! – falo baixinho.

– Você tem uma lista? – ele me pergunta, sem levantar o rosto.

– Sim! Uma lista que eu desejaria que fosse menor, mas ok. – rio.

– Posso ver?

– Claro. – terminei de escrever e lhe entreguei.

Vejo seus olhos passando de um lado para o outro rapidamente.

Sua pele é lisa, sem muitos sinais de barba. Uma pele um pouco bronzeada. Um cabelo preto, grande, pouco menor que o meu, todo repicado. Seus lábios se mexiam, lendo sem emitir som algum, a minha lista. Lábios um pouco finos, mas que combinam com o resto do rosto.

– Bem interessante sua lista. – ele me entregou e me olhou fixamente nos olhos. – Tenho dois dos livros que queres ler, caso não ache aqui, me peça.

– Sim, obrigada! – 8 segundos, olhando olhos no olhos. – Vi em uma pesquisa que se outra pessoa olhar nos seus olhos por mais de 6 segundos, ou quer te matar ou se apaixonou. Faz 8 segundos que me olha. –“PORQUE RAIOS EU DISSE ISSO? AI SENHOR.”.

– Então nesse caso, é amor ou morte? – ele fez aquilo de novo. O sorriso estupidamente sexy.

– Não sei, me diga você. – parei, sorri, olhei para baixo e levantei. –Quer me matar ou me amar? – não sei, mas acho que estamos flertando.

– Agora? – fiz que sim com a cabeça. – Agora eu quero te beijar!

Notas finais
Não foi tão grande, mas espero de verdade que tenham gostado do primeiro cap. Não tenho certeza de quando vou postar os próximos, então se quer continuar lendo, fiquem atentos! Bjoooos pessoas lindas. Obrigada por ter lido! Até o próximo!