Me and you
12 Suposto casal
Notas iniciais
Eu comecei a pensar, Paulo não era sensível, ao contrario, sempre me tratava com desprezo, pelo menos antes, mas ultimamente ele anda bem carinhoso e sensível, e isso é muito estranho, mas talvez ele tenha mudado mesmo. Ficamos algum tempo se abraçando, depois nos separamos.
– Obrigado, eu estava precisando disso! – ele falou com um sorriso
– Tudo bem, amigos são pra isso – eu disse e nessa hora a expressão dele mudou para uma cara um pouco mais triste.
– É... Amigos! – ele fala cabisbaixo, mas logo dá um sorriso forçado – Ei aqueles não são o Jai e a Majo? – ele diz apontando para duas pessoas que estavam sentadas na grama, um pouco afastados de nós, e realmente pareciam muito eles.
– Tá parecendo – eu disse os olhando para ter certeza
– Vamos ver mais de perto – ele diz se levantando e caminhando até de trás de uma árvore, e eu o sigo. – Nossa são eles mesmo – ele afirmou observando Jai e Majo conversando sentados embaixo de uma arvore, rindo. – Eu sabia que eles se gostavam!
– Como você sabia? Ele me disse que só tinha me contado – Eu disse estranhando
– Eu tava seguindo você, aí eu ouvi vocês conversando e ele admitindo que gostava dela – ele falou, e logo percebeu que havia falado mais do que o necessário.
– Então você tava me seguindo senhor Guerra?! – eu disse tirando sarro
– Ah isso não vem ao caso, o importante são eles agora – ele disse agora olhando e apontando para Jai e Majo, que agora se beijavam. Peraí SE BEIJAVAM? – Caracas o Jai é rápido en?! – ele falou admirando o novo casal e eu dei um soco leve em seu ombro.
– Por que ele não me contou que tava saindo com a Majo, ou pior, porque ela não me contou? – eu perguntei para Paulo
– Sei lá! – ele falou continuando olhando Jai e Majo que pararam de se beijar e agora estavam conversando normalmente como se nada tivesse acontecido.
– Pois vamos saber agora – eu disse pegando o meu celular
– O que você vai fazer?
– Vou ligar pra ele, pra ele me explicar por que o meu melhor amigo não falou que tava saindo com uma das minhas melhores amigas – eu falei.
– Calma aí Licita – ele fala pegando o celular da minha mão e puxou meu braço.
– Ei Paulo, me devolve isso – eu disse pulando, tentando pegar o celular, em vão, pois ele estava levantando o celular e eu era menor do que ele.
– Eu acho melhor você deixar eles sozinhos – ele disse com calma
– Mas eu não acredito que o Jai não me contou nada sobre isso. Eu pensei que fossemos amigos – eu disse triste
– Ah Licita, larga de ser infantil, depois você fala com ele sobre isso – ele disse me puxando para algum lugar – Agora vamos sair um pouco daqui. – ele diz ainda me puxando e eu concordo. Ele me leva a uma sorveteria que havia perto da pista.
– O que estamos fazendo aqui? – eu perguntei
– Se é uma sorveteria, pra que você acha que viemos? – ele pergunta irônico. Fizemos os pedidos, nos sentamos na mesa e continuamos a conversar – Você precisa se acalmar um pouco, você se estressa por uma coisa besta dessas...
– O meu melhor amigo tá ficando com minha melhor amiga, e você não quer que eu fale nada! – eu falo o encarando estressada
– É claro, você tem razão, mas não precisa exagerar, desse jeito até parece que você gosta do Jai. – ele fala me olhando
– É claro que não... Eu já disse que ele é só meu amigo – eu digo – Tudo bem, vamos esquecer essa historia ok?!
– Ok, mas você tem que prometer que não vai se estressar quando for falar com o Jai, sobre o que vimos, ok?! – ele fala e eu faço uma cara de pensativa.
– Tudo bem, eu concordo – eu falo e sorriu e ele retribui. Nessa hora a mulher chega com nossos pedidos. Comemos e continuamos conversando.
– Vamos parar de falar dos outros, e falar mais sobre nós – ele falou me olhando no fundo dos olhos
– E existe “nós”? – eu pergunto
– É claro que existe – ele fala e me beija, ali mesmo no meio de uma sorveteria, só ele mesmo. Paramos o beijo por falta de ar e ele me olha. – Dessa vez não tem ninguém para atrapalhar o nosso beijo né?! – ele fala sorrindo e eu sorrio envergonhada. Continuamos a conversar até chegar duas pessoas que conhecíamos de mãos dadas na sorveteria. Paulo, que também havia visto o suposto novo casal, estava de boca aberta assim como eu. Até que o (suposto) novo casal chega até nós.
– Oi gente – fala o menino se aproximando da nossa mesa e permaneciam de mãos dadas
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