Me and you
9 Festa do pijama
Notas iniciais
Pov. Alicia
Depois de ter chegado da casa de Dan, eu vou pro meu quarto e arrumo minhas malas para ir para casa de Marce. E peço para Duda me levar. Entramos no carro e ele acelera.
– Seus amigos até que são legais... – ele fala
– Que bom que você acha isso, eu falei que você ia gostar deles – eu digo – Mas qual foi o que você mais gostou?
– Acho que o Dan, ele me pareceu bem educado... O Jai também parece ser bem legal – ele diz e eu assinto – Eu também achei legal o Paulo. – ele diz e eu o encaro confusa.
– Eu pensei que você não gostava muito dele
– É, mas minha opinião mudou em relação a ele – ele diz – Apesar dele ser bem moleque, ele vai amadurecer com o tempo, eu também era assim na idade dele. – ele diz e eu ri – Mas enfim, vai lá se divertir com suas amigas – ele diz e eu percebo que já estávamos estacionados em frente à casa de Marce.
– Tchau Duda e valeu pela carona – eu falo acenando pra ele, pegando minhas malas e batendo na casa de Marce. Depois de bater, ouço a voz de alguém falando.
– Alguém atende aí, que eu tô jogando – grita uma voz masculina de dentro da casa.
– Atende você Paulo, você tá mais perto – grita uma voz doce, que aparentava ser da Marce, do andar de cima. Ouço múrmuros e passos vindos até a porta. Vejo alguém abrindo e percebo ser Paulo, o mesmo olha pra mim com um sorriso de canto.
– Oi Licita, o que você tá fazendo aqui? – ele pergunta e eu o olho como se não fosse obvio – Ata, você veio pra festa do pijama né?! Esquece! – ele fala e eu ri. – As meninas tão lá em cima – ele diz apontando para as escadas – Você quer que eu te ajude a levar as malas lá pra cima? – ele diz e eu assinto. Ele pega minhas malas e leva até a porta do quarto de Marce, onde ouvimos vários gritos. – Boa sorte... Você vai precisar – ele diz descendo as escadas.
Abro a porta do quarto de Marce, e vejo as meninas sentadas em uma roda conversando, ao me ver elas dão um gritinho ensurdecedor.
– Licita, senta aqui com a gente – diz Marce apontando para um espaço que havia do lado dela, rapidamente fecho a porta e me sento ao seu lado.
– O que vocês estão fazendo? – eu digo e as meninas me encaram – A não... Vocês tão falando de meninos não é?! – eu disse e elas gritaram, nossa elas gritam muito alto.
– Exatamente... – Val diz e eu reviro os olhos e bufo. – Eu e o davizinho estamos mais firmes do que nunca, mas de mim todos já sabem, agora quero saber de vocês, primeiro você Marce – diz Val apontando para Marce
– Er...er.. eu... – Marce tenta falar, mas nada sai.
– Para de enrolar Marce e fala logo. – ordena Majo
– Eu gosto do Mário – ela fala. Nos demos um grito, eu admito que não sou de fazer isso, mas, eu realmente estava impressionada, ela nunca havia demonstrado para ninguém que gostava dele.
– To chocada amiga – diz Val colocando as mãos no rosto
– É, mas vamos admitir, ele não é de se jogar fora – diz Majo e todas rimos e concordamos.
– Então Majo, agora é a sua vez – Val diz apontando de novo, só que dessa vez para Majo.
– Eu não gosto de ninguém – diz Majo perceptivelmente nervosa
– Mente que eu gosto – diz Val irônica.
– Eu sei de quem você gosta – eu disse a Majo, que apenas arregalou os olhos levemente e paralisou.
– Não sabe nada, eu não gosto de ninguém – disse Majo dando de ombros, mas ainda nervosa.
– Serio mesmo Majo? – eu digo – Sinceramente não acho isso, eu tenho certeza de que você um menino que eu conheço.
– Fala logo menina, não me deixa curiosa – disse Val me sacolejando.
– O Jai – eu digo e vejo Majo arregalar mais ainda os olhos.
– O JAI? – Val e Marce falam em uníssono
– Isso é verdade Majo? – pergunta Marce ainda assustada com a revelação
– S-sim – diz Majo nervosa
– Eu sabia – eu digo convencida
– MEU DEUS, EU TO PASMA – grita Val nos causando risadas.
– Mas como você sabia? – pergunta Marce
– É que eu sou muito perceptiva, eu vi o jeito que eles ficavam se encarando. – eu digo – Mas relaxa amiga, eu não conto pra ninguém – eu digo sorrindo meigamente para Majo que segundos atrás estava de cabeça abaixada, e ela retribui o sorriso.
– Então amiga só falta você – diz Majo apontando para mim, mais animada do que segundos atrás.
– Eu não gosto de ninguém... – eu digo e elas me olham desconfiadas.
– Será mesmo?! – diz Marce, essas meninas me conhecem mesmo né.
– Sim, eu não ligo para esse negocio de namoro, eu já até namorei quando estava em Nova York, mas isso é passado e hoje não ligo mais para isso. – eu digo
– Ah – lamenta Val – Mas você tem certeza? – ela diz e eu assinto
– Eu ainda tenho minhas duvidas – disse Marce desconfiada e eu balancei a cabeça negativamente – Mas enfim, meninas vamos continuar com a festa... O que acham de assistirmos um filme?
– Pode ser... vamos lá – concorda Majo e todas vamos rumo a sala, onde estava Paulo jogando em seu videogame.
– Paulo, pode ir saindo desse sofá, nós vamos assistir um filme – ordena Marce
– Não!! Eu tô jogando – diz Paulo fechando a cara
– Por favor Paulo, aqui é o único lugar que tem uma televisão grande, além do seu quarto – Marce diz e Paulo a ignora – Então vamos meninas para o quarto do Paulo – diz Marce se virando e começando a subir as escadas, mas logo Paulo a barra.
– Tudo bem vocês podem assistir – diz Paulo cedendo a televisão e todas gritamos – MAAS, não cheguem perto do meu quarto – diz Paulo subindo em direção ao seu quarto
– Então meninas... Que filme? – eu pergunto
– A CULPA É DAS ESTRELAS – gritam todas elas, estourando meus ouvidos.
– Eu faço a pipoca – diz Marce indo até a cozinha e Majo a acompanha.
– Chegamos!! – fala Majo depois de 10 minutos, chegando com 3 baldes de pipoca, 1 panela de brigadeiro e várias latas de refri.
– Eu vou colocar o filme – diz Val pegando o filme e colocando no aparelho.
O filme já estava no fim e lá estávamos nós, sentadas no chão da sala, com os olhos vermelhos de tanto chorar, e lambuzadas de brigadeiro. A sala estava uma verdadeira zona, pipoca e lencinhos espalhados por todo o chão e latas de refri para todo o lado. Depois de tanta choradeira, o filme já havia acabado, e todas nós arrumamos a sala, pois sabíamos que os pais de Marce iriam surtar se vissem a sala daquele jeito.
– E agora meninas, o que vamos fazer? – perguntou Val
– Que tal irmos para o meu quarto? – diz Marce
– Pode ser – diz Majo e fomos para o quarto. Marce se sentou na cama e nós nos colchões que havíamos trazido e que estavam no chão. Marce rapidamente se levantou e pegou alguma coisa dentro de um frigobar que havia no seu quarto.
– Meninas, olha o que eu comprei – diz Marce mostrando vários pacotes de doces, tanto de pirulitos, chocolates, balinhas e até um pote imenso de sorvete de chocolate, com várias colheres. Ela se senta no chão, e começamos a atacar os doces.
– Nossa como eu adoro doce – diz Val atacando o pote de sorvete.
– Quem não gosta?! – diz Majo também atacando o sorvete
– Então meninas e agora? – pergunta Majo
– Que tal assistirmos um filme de terror?
– Não Alicia – fala Marce
– Vai me dizer que tá com medinho?
– Não – afirma Marce, mas ainda com medo
– Então onde estão os filmes?
– Só tem no quarto do Paulo – fala Marce
– Mas garanto que ele não vai querer que mexamos nas coisas dele... – comenta Majo
– E quem disse que ele precisa saber? – eu falo com um sorriso sapeca
– Então quem vai lá? – pergunta Majo e todas apontam para mim
– Tudo bem, eu vou – eu falo e elas comemoram – MAS, eu escolho o filme – eu falo e elas concordam.
Eu saiu do quarto de Marce e caminho lentamente até chegar no final do corredor, onde encontro uma porta cheia de placas. “Fique longe” “Proibido meninas” “Cuidado” e varias outras. Abro a porta vagarosamente, com muito cuidado para não fazer barulho. O quarto era grande, preto com varias caveiras, vários videogames e computadores, varias fotos rasgadas. Havia uma foto onde tinha Paulo e Marce, e atrás havia escrito “Porque essa pirralha tinha que nascer?”, rio da legenda, eu sabia que Paulo gostava de Marce, só não queria admitir. Continuo com a busca pelos filmes, ainda na ponta dos pés, e encontro uma grande cama e Paulo com uma calça moletom e sem camisa, dormindo. Ele tem os músculos bem definidos, e um corpo de um verdadeiro deus grego. Fico lá o observando por alguns segundos, mas me lembro que as meninas estavam me esperando no quarto, então volto a procurar o filme. Depois de muito procurar, acho uma prateleira com vários filmes, admito que Paulo tenha bom gosto para filmes de terror, então pego o filme mais assustador que vi lá, e saio do quarto na ponta dos pés e ouço o “clack” da porta se fechando, e respiro aliviada por ele não ter acordado. Entro no quarto de Marce e vejo elas se assustarem.
– Que susto amiga, pensei que o Paulo tinha acordado – diz Majo.
– Não se preocupa amiga, ele ainda tá dormindo, mas vamos ao que interessa – eu digo mostrando o filme
– Mas Licita, esse filme é o mais assustador de todos – diz Marce arregalando os olhos.
– Por isso mesmo, mas calma amiga nem é tão assustador assim. – eu digo a acalmando.
– Então vamos lá pra baixo? – eu digo e elas concordam. Descemos as escadas e voltamos para a sala. Pego o filme e coloco na televisão. Depois de uma hora de filme, já estava bem tarde e as meninas pediram para eu tirar o filme, pois elas estavam cansadas, e eu aceito. Coloquei o DVD de volta no quarto do Paulo e subi para o quarto, deitamos na cama e dentro de 10 minutos já estavam todas dormindo, menos eu. Olho para o relógio que marcava exatamente 03:12, e tentei dormir novamente. Eu ficava bolando na cama, mas de maneira alguma conseguia dormir. Então resolvi ir beber agua. Levantei rapidamente, caminhei na ponta dos pés até a porta e a abri, saí e logo a fechei. Desci as escadas vagarosamente, ainda na ponta dos pés tomando cuidado para não acordar ninguém, afinal era no meio da madrugada. Fui até a cozinha, liguei a luz, cheguei perto do bebedouro, peguei minha agua e sentei-me à mesa. Quando me assusto, pois vejo uma sombra e ouço som de passos, vindo em direção à cozinha. Rapidamente pego um balde que estava perto da mesa, o encho de agua, e o posiciono em cima da porta, formando um tipo de armadilha simples, para o suposto ladrão. Escondo-me embaixo da mesa, e vejo a porta da cozinha se abrir, e o balde com água cair em cima do sujeito.
– EIII! – grita a pessoa, que agora estava completamente encharcada.
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