Me afogando no oceano em seus olhos.
3 Faça o que eu digo!
Notas iniciais

Em velocidade vampiresca, Stefan se levanta quebrando o pescoço de Katherine, vendo-a cair no asfalto.
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– Damon, desde que você me contou que ela havia morrido... Eu nunca pensei que fosse possível que ela... que ela estivesse viva!
– E você acha que eu pensei ou imaginei, Elena? Acredite, eu achei que o Stefan estivesse tendo um distúrbio mental, quando percebi que ele havia ficado a noite toda revirando os documentos e os atestados de óbito guardados por papai!
– Meu Deus! E, e onde ela está agora?
– Aqui! – Interrompe Stefan entrando na sala com Katherine desacordada em seus braços.
Damon se levanta.
– Meu Deus! – É só o que Elena consegue dizer há meia hora. – Co... Como podemos ser tão...
– Iguais! – Concreta Damon sem tirar os olhos de Katherine. Stefan a coloca no sofá.
Elena imediatamente pega a bolsa – Eu já vou!
– Isso! Vá... Não vai ser legal! – Avisa Damon, depois de receber um selinho de Elena. Então ela sai da mansão.
Ao bater da porta da frente da mansão, eis que Katherine abre os olhos. Com os mesmos arregalados ela explora o lugar, e em um milésimo de segundo ela é barrada por Damon na porta, impedindo sua fuga.
– Senta! AGORA! – Damon eleva o tom da voz.
Katherine sorri de canto o desafiando.
– Uuh, está autoritário... Gostei! É do que eu preciso para agora. – Ela dá uma piscadela e se vira para Stefan que está logo atrás dela. Ela o analisa de cima a baixo. – Stefan! Está bonito... forte! Ual... – Confessa ela tocando com a ponta dos dedos em seu peitoral o olhando nos olhos.
Stefan agarra o seu pulso e a leva a força para a sala de estar, fazendo-a sentar-se em uma das poltronas.
– Pode começar! Era pra você estar morta Katherine! O que você quer? Porque está tentando fazer da nossa vida um inferno outra vez?
Ela faz biquinho de choro para Stefan.
– Anda Katherine! – Ele ordena alto e firme – Eu não tenho tempo para as suas manhas! O que você quer comigo?
Katherine dá uma gargalhada gostosa e cruza as pernas fazendo pose – Meu negócio não é com você agora amor... É com ele! – Ela aponta para Damon na porta da sala.
O mesmo se desencosta da porta. – Como é que é?
– Nossa que bagunça... – Ela desvia do assunto. O olhar de Katherine desfila pela sala. – O simples fato de eu pisar aqui já levou todos os livros e diários ao chão? – Agora seu olhar párea sobre os dois irmãos à sua frente. Ela está sorrindo lindamente.
Damon pisa em seus dedos assim que Katherine tenta alcançar um dos diários de Stefan no chão.
– Aaai! – Ela protesta.
Damon tira o pé de cima dos dedos da vampira. – Não enrola, seja direta bruxa má!
Após levantar-se ela o olha fazendo beiço. – Você era muito gentil e doce Damon...
– Esse Damon morreu há muito tempo!
– Isso é bom! Espero que tenha levado aquele pestinha junto!
Ao ouvir isso, Stefan levanta uma sobrancelha para Damon questionando-o sobre o que ela se refere.
– Pes... pestinha? Do que está falando sua... Víbora!
– Lembra-se da Emily, Damon? Emily... Minha dama de companhia! – Katherine caminha pela sala desviando das pilhas de livros no chão – Acreditem, não estive na mansão de vocês em 1864 por uma mera coincidência. Estive lá atrás de uma coisa! Algo que me interessava muito, algo que eu precisava!
– E o que ééé? – Pergunta Damon já impaciente.
– O cristal da sua mãe Damon. O que você encontrou quando tinha seis anos! Preciso daquele amuleto!
A revolta toma conta de todo o ambiente.
– Ah, vá à merda Katherine! Você invade a minha casa, volta pra essa porcaria de cidade querendo estragar as nossas vidas por causa de um mísero colar? Um colar idiota de mais 145 anos atrás que pertencia a minha mãe? Já ouvi o bastante!
Damon alcança rapidamente uma cadeira, e em velocidade sobrenatural ele quebra uma de suas pernas, formando um pedaço de madeira pontiagudo. No mesmo instante ele voa para cima de Katherine que é empurrada por Stefan, que a joga para trás de si e segura fortemente os braços do irmão.
– Stefan o que você está fazendo? Me solta! Não seja idiota... – Os gritos de revolta saem pela garganta de Damon que tenta se soltar das mãos do irmão.
– Damon, não! Ela quer esse cristal por algum motivo! Deixe que ela diga o por que antes de matá-la.
Os braços de Damon são completamente repreendidos por Stefan que acalma o irmão. Ele se solta bruscamente e se joga no sofá emburrado.
Katherine se levanta com um sorriso no rosto e vai até Stefan. Passa as unhas pelo tecido de sua blusa e nos botões. – Obrigada por me proteger querido! – Ela volta a andar pela sala. – Emily procurou por toda a casa. Quartos, cômodos, gavetas, armários, caixas, baús, tudo! Não achamos!
– E porque você precisa daquilo? – Stefan está tão ou mais nervoso do que Damon.
– Preciso dele e pronto, Stefan! Ele é um cristal Bennet! Pertencia á Emily!
– Bennet? – Damon olha para Stefan quando se lembram da Bonnie.
– Damon você é o primogênito! O cristal era importante e começou a fazer parte de sua herança quando você deu pra sua mãe! Ele está com você, eu sei que está! É só me dar... E eu deixo vocês em paz.
– Eu não acredito em você Katherine! E mesmo que acreditasse que iria nos deixar em paz, ou se eu soubesse onde está essa merda de cristal, eu não te daria! Eu não sei o que vai fazer ou o que pretende. Você está me exigindo algo e eu não sei pra qual motivo! Acha mesmo que vou te dar algo que você alega ser tão valioso de mão beijada, simplesmente por que você se acha ameaçadora o bastante? – Indaga Damon com o punho firme.
– Diga pra quê o quer Katherine! – Ordena Stefan novamente com o cenho já franzido.
A paciência da garota de esvai e é nesse instante que ela tira o celular do bolso e começa a teclar.
– Bom, eu tentei por bem. Não deu certo! Então vamos ligar o modo Katherine Pierce.
– O que? –Damon tenta tomar o celular de Katherine, mas ela esquiva rapidamente. Stefan avança.
– Ah, ah, ah... De jeito nenhum! Acham que estou sozinha nisso meus queridos? São tão tolos. Dois tolinhos como sempre foram! Se eu fosse você, ao invés de tentar pegar meu celular, Damon, eu tentaria atender o meu... Pode ser importante...
Naquele instante o Celular de Damon toca. Ele atende rapidamente olhando para Katherine.
– Alô?
Stefan se aproxima de Damon escutando atentamente.
– Damon! – Chama Elena trêmula com a voz embargada e ofegante. O som dos pássaros denuncia que ela está fora de casa e os solavancos em sua fala, que ela está andando rápido e quase tropeçando. – Damon eu preciso de você! Por favor! – Sua voz muda para o choro.
– Não! Elena! Onde você está? – Damon entra em desespero e olha para Katherine que exibe um sorriso malicioso no rosto. Ele aperta o celular quase o quebrando e aponta para ela com fúria estampada no semblante. Stefan se vira para ela.
– Damon eu estou com a Caroline... Estão nos levando! Eu não sei pra onde! São vários, não tem ninguém aqui perto!
– Mas onde Elena? – Damon berra ao telefone.
De repente se ouve um grito que não é de Elena do outro lado da linha.
– ELENA!!! O QUE FOI ISSO?
– Damon, a Caroline... Por favor! PAREM... SOLTEM-NA! NÃO POR FAVOR!!!– O celular cai no chão e só se a luta e o grito das meninas do outro lado. Damon se debate.
Tudo se silencia.
Stefan está com os olhos arregalados para Damon, que escuta alguém se aproximar e colocar o celular no ouvido.
– Eu vou te encontrar... e vou matar você! – Sussurra Damon com ferocidade e fúria na voz arranhada de autoridade.
Uma voz desconhecida soa — Boa sorte! – Desliga.
Ao lançar o celular contra o chão ele se quebra. Damon soca o criado mudo e agarra o abajur o lançando com toda a força em Katherine, que se desvia abaixando-se velozmente. Stefan corre para agarrar as pernas da garota e repreendê-la, quando a mesma salta por cima dele, o fazendo agarrar o ar e se empacotar no chão rolando sobre os diários no carpete. Ela cai em pé, em cima de seu salto.
– Eu sempre soube da sua atração pelas minhas pernas, querido! — Ironiza ela, jogando o cabelo pro lado.
Em um milésimo de segundo o Salvatore mais velho se joga em cima de Katherine, que estava de costas e a lança no chão. Ela se vira mudando com velocidade a posição, colocando Damon abaixo de si. Ele tenta segurar o pescoço dela, quando a vampira empurra o braço de Damon, o que abre a oportunidade ao vampiro de enfia a mão dentro do peito dela e alcançar seu coração. Ao tirar a mão dele de dentro de si, ela entorta o seu pulso o deslocando causando dor. Ele grita. As unhas de Katherine rasgam a pele sedosa do rosto de Damon. Ele se esforça para segurá-la enquanto ela alcança a estaca da cadeira que está acima da cabeça de Damon.
Segurar Damon, numa luta para imobilizá-lo numa briga de “quem mata, ganha”, é uma boa distração quando se está a dois. Mas Stefan estava ali, é nesse momento que ele quebra o pescoço de Katherine.
A moça cai em cima de Damon com os seios em sua cara. Com um empurrão ele a tira de cima de si.
– Achei que ia ficar parado, sem fazer nada e deixar ela me matar! — Confessa Damon se levantando exausto. — A amarre com verbena! – Pede Damon cansado e ofegante para o irmão.
Limpa o sangue do arranhão no rosto com a mão ensanguentada. – Droga!
Depois de pegar as cordas com verbena no porão, Stefan começa a amarrá-la.
– Talvez isso sirva pra alguma coisa! – Tirando o celular de Katherine do bolso, ele entrega a Damon.
– Perfeito! — Damon cata o celular. — Que bom que usou a cabeça pra alguma coisa irmãosinho.
Ao desbloquear o celular Damon olha para Stefan com um olhar interrogativo.
– Quem é "Klaus Mikaelson"?
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