Me, You and Sweet Paris.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa leitura! :)
-Bom dia, meu amor… Está na hora de acordar...
A voz de Alison soava como música para os meus ouvidos. Era tão doce e ao mesmo tão...devastadora. Como se ela pudesse me fazer satisfazer todos os seus desejos apenas dizendo uma palavra. E ela podia. Dei um sorriso meio bobo enquanto abria meus olhos. Lá estava ela, sentada na cama, em minha frente. Uma pequena mecha dos seus cabelos louros estava caída sobre seu rosto em formato de coração, o que a deixava mais linda ainda. Alison sorria também, se inclinando em minha direção para me dar um beijo de bom dia. O melhor beijo do mundo...
-EMILY! – eu pulei para fora da cama assustada, tropeçando em meus próprios pés e caindo de bunda no chão, dando de cara com uma figura morena minúscula de cabelos marrons, em pé na minha frente.
-Deus, mãe! Isso foi realmente necessário? – eu disse enquanto me levantava, passando a mão no meu bumbum dolorido.
-O que? É melhor acordar agora para não se atrasar para a escola.
-É, obrigada por isso – sussurrei em um tom de ironia.
-Como?
-Nada- sorri, tentando disfarçar – Agora, com licença que eu tenho que me trocar. Obrigada, valeu! – falei, praticamente empurrando minha mãe para fora do quarto e fechando a porta, sem dar chance para ela responder. Olhei para o relógio em minha cabeceira. Eram 7h50. Eu tinha 10 minutos antes de perder a aula de Biologia com o “Sr.Sprinkles”. Eu e Ali o chamávamos assim, pelo hábito nojento dele de sempre falar cuspindo. Eu ri, lembrando de todas as piadas que fazíamos durante a aula. Eu tinha sorte de a maioria de minhas aulas serem com Ali. Esse era um dos motivos que deixavam a escola melhor. Minha vida era melhor desde que Alison entrara nela. Dei um suspiro, afastando os pensamentos e fui me trocar o mais rápido que pude. Já havia perdido alguns minutos enquanto pensava na loira. Desci as escadas correndo, me despedi de minha mãe e peguei meu carro, indo direto para a Rosewood High School.
Era apenas mais um dia na pacata cidade de Rosewood. O sol brilhava, os pássaros cantavam, o vento soprava e Alison Dilaurentis esbanjava sua beleza incondicional que ela sabia que tinha pelos corredores da escola. Tudo estava do jeito que sempre foi. Eu, Aria, Hanna e Spencer acenamos para a figura loira enquanto Alison vinha em nossa direção.
-Hey – nós cinco respondemos juntas, o que deu motivo para algumas risadas.
-Tudo certo para hoje à noite, não é, meninas? – Ali disse com uma entonação mais de ordem do que de pergunta. Como era tradição todo ano, a espetacular festa de Noel Kahn (um dos garotos mais lindos e populares da escola) iria acontecer essa noite. As festas de Noel eram sempre uma melhor do que a outra, era o evento mais esperado do ano. E dessa vez não seria diferente. Noel apostou que a festa iria rolar solta durante o final de semana inteiro, sem parar. Ela começaria nessa sexta-feira à noite e só acabaria na segunda de madrugada. Todos foram convidados. “Quanto mais, melhor!” – Noel dizia. E é claro que eu e as meninas não íamos perder isso por nada.
-Totalmente!- respondemos, animadas.
-Estejam na minha casa às 20h00. – Alison sorriu e deu uma leve piscadela pra mim, o que me fez ficar corada. Tentei disfarçar olhando para o chão, mas acho que só deixou mais na cara. O sinal tocou, avisando o começo das aulas. Despedimo-nos umas das outras, cada uma indo para uma classe.
-Vamos, Em. – Alison segurou minha mão, me guiando até a sala. Iria ser um longo dia.
***
Eu estava tirando um cochilo antes de ir para a casa de Ali. As meninas e eu havíamos apostado quem iria aguentar mais tempo acordada durante a festa de Noel. E eu, como uma boa competidora, tentaria de tudo para vencer essa brincadeira boba. Até que acordei com meu celular tocando em cima da cabeceira. Esfreguei os olhos e peguei o telefone, atendendo sem nem olhar quem era antes.
-Espero que seja um bom motivo para ter me acordado – minha voz saiu um pouco falha por causa do sono.
-Em?! É você?! –era Alison. Mas sua voz estava diferente. Parecia que ela...estava com medo?
-Ali? O que aconteceu? – disse preocupada, pulando para fora da cama.
-Em, você precisa vir aqui. Agora!- ela soluçava no telefone.
-O que? Onde você tá?!
-Em casa. Vem rápido, por favor!
-To indo, fica calma!- eu não tinha a menor ideia do que estava acontecendo. Tudo o que sabia era que Alison precisava de mim. Encerrei a chamada e coloquei o tênis o mais rápido que pude. Peguei o meu carro e pisei no acelerador, ouvindo os barulhos dos pneus no asfalto.
Encostei no meio fio na frente da casa de Ali sem me preocupar e sai do carro desesperada, deixando as chaves ainda na ignição. A porta da casa dos Dilaurentis estava destrancada, como se estivessem à espera de alguém. Entrei devagar sussurrando por Ali, com medo do que poderia encontrar. Olhei em volta e tudo estava calmo, não havia ninguém ali. Subi as escadas e chamei por Ali novamente. Sem resposta. O único barulho que podia ouvir era do meu coração acelerado, parecendo que ia pular para fora. Pude ver então a luz do quarto de Alison brilhando, passando por baixo da fresta da porta. Estremeci. Andei lentamente até ela, hesitando em cada passo que dava.
-Alison? – fui abrindo a porta lentamente até me deparar com uma figura loira de olhos azuis sentada em cima da cama, apoiada com os braços esticados para trás.
-Hey, Em- ela deu aquele tão conhecido sorriso sarcástico.
-Alison! O que diab-
-Você demorou. –ela me interrompeu, se levantando e vindo em minha direção, parando apenas a centímetros perto de mim. O calor do corpo de Alison transbordava vindo de encontro ao meu, que estava gelado de preocupação. Eu podia sentir seu hálito de menta e sabia que ela também sentia o meu.
-A-Alison, o que você está fazendo? –minha voz saia quase como um sussurro, rouca. Eu estava nervosa demais para conseguir raciocinar o que estava acontecendo. Passaram-se alguns segundos e a loira apenas me encarava. Até que ela se aproximou mais, ficando impossível de nossos lábios não se tocarem. Um choque correu por todo o meu corpo. Alison estava me beijando.
Acho que demorou um pouco até eu realmente ter noção do que estava acontecendo. Alison Dilaurentis estava...me beijando?! Eu paralisei. Alison guiava os meus movimentos, como se soubesse exatamente o que fazer. Ela colocou uma de suas mãos em minha cintura, me puxando mais para perto, enquanto a outra repousava em minha nuca. Nossas línguas dançavam em um ritmo que eu nunca havia sentido. Eu podia sentir que ela sorria maliciosamente enquanto me beijava, mas eu não conseguia parar. Eu sentia que aquilo era certo, mas minha cabeça me dizia o contrário.
“Ding Dong”, a campainha soou. Alison selou nossos lábios, dando um sorriso como se estivesse satisfeita.
-Devem ser as garotas!- ela desceu escada abaixo, deixando uma Emily confusa e sozinha no quarto.
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