“Vazio, como se você não se lembrasse de mim

Por baixo de tudo eu acho que sempre sonhei

Que eu seria aquele que te levaria embora

De toda essa dor desperdiçada

Mas não posso te salvar de você mesmo


Você não quer sentir?

Você não quer viver sua vida?

Por quanto tempo mais você vai ceder ao medo?”


(Evanescence Disappear)




Bonnie

Quando despertei daquele estranho sonho, percebi que não estava mais no quarto da minha avó Sheila. Agora eu acordei num quarto grande, com uma cama enorme, com lençóis de seda e tinha o cheiro de Bourbon, couro e um perfume que, imediatamente, me fez lembrar de um certo vampiro de olhos azuis. Então, me dei conta que estava no quarto de Damon e entrei em pânico.

“Como eu vim parar aqui?!” Me levantei num solavanco, pronta para fugir dali, até que a porta se abre e uma cabeleira loira, praticamente, voa em minha direção.

— Ah Bonnie, você voltou?! —Ela me dá um abraço tão apertado que quase não consigo respirar. — Que dizer… — Caroline se afasta um pouco e me olha com insegurança. — Você é você, agora? A verdadeira Bonnie? A minha melhor amiga, sexy e bruxa badass?

— É. Eu sou a Bonnie, a sua melhor amiga. — Digo rindo, nervosamente. — Mas, e você… você é real? — Estou com medo da resposta enquanto nos encaramos confusas.

— Claro que sou, Bonnie! Quer uma prova?! — Então, ela me abraça de novo, minha cabeça está no seu ombro e consigo inalar o perfume do seu shampoo de pêssego. É, ela parece bem real, com a sua beleza sobre-humana e sua postura brilhante e entusiasmada demais.

Eventualmente, Caroline me puxa de volta para a cama e se senta em minha frente, depois vai me enchendo de informações bizarras e assustadoras sobre os últimos três anos em que eu fui dada como morta. Um flashback de um túmulo com o meu nome me vem a mente, como uma lembrança mórbida. Ela continua revelando que no mesmo dia em que morri, Elena acordou do seu coma mágico e uma caçadora de vampiros super cruel surgiu na cidade, forçando Carol e os outros a sobreviverem como fugitos, até que eles decidiram acordar Damon de sua dessecação.

— Foi graças ao babaca do Damon, que descobrimos que a Sentinela era na verdade… você… Quer dizer, ela saiu da Pedra da Fênix e entrou no seu corpo.

— O quê? — A olhei ainda mais chocada.

— Você não se lembra de nada disso? — Respondi a sua pergunta fazendo um não com a cabeça. — Você se lembra da Pedra da Fênix? Se lembra de ter tentado destrui-la?

— Ah, sim… disso eu me lembro. — Assenti desviando o olhar, aflita. — Lembro que depois tinha fogo, muito fogo e tinha umas vozes estranhas e, no final, eu não conseguia respirar. — Isto ainda atormentava a minha mente. — Lembro da dor horrível que senti e depois da escuridão escruciante me consumir. — Desabafei sobre ter me sentindo como se tivesse presa no limbo.

— Que coisa horrível, Bonnie. — Caroline segura a minha mão tentando me dar apoio. — O importo é que nós vencemos. Graças a ajuda do Klaus e da Freya que nos ajudaram a derrotar o Arsenal e mandar a Sentinela de volta para dentro da Pedra da Fênix. — Sua preocupação comigo, foi substituída, novamente, pela sua típica postura espirituosa. — Agora a cidade é nossa de novo. Não precisamos mais fugir e ganhamos novos anéis. — Ela ergue a mão para mostrar o seu novo anel. — Sabe o que isso significa?

— Não sei. O quê?! — Eu ainda me encontrava confusa, tentando digerir aquelas informações.

— Já fazia três anos que nenhum vampiro podia sair na luz do sol, por causa do poder da Sentinela. — Explicou se levantando e indo abrir as cortinas da janela. Lá fora o dia estava bonito e ensolarado. — Mas, agora nós estamos livres para passear durante o dia.

— Uau, aconteceu muita coisa mesmo. — Afirmei distraída com a única roupa que vestia. Não era meu pijama e nenhuma outra peça minha, era uma camisa xadrez azul que eu sabia a quem pertencia. Era a camisa que eu havia dado de presente para Damon. — Por que eu estou nesse quarto? E como vim parar aqui?

— Ah, depois do ritual de exorcismo que a Freya fez para te libertar do controle da Sentinela e manda-la de volta para a Pedra da Fênix, você deve ter desmaiado de cansaço. Então, o babaca do Damon achou melhor te trazer aqui. Talvez, você fique um pouco surpresa com o jeito super protetor dele. Eu acho que é a consciência pesada dele por ter abandonado você. — Suas palavras me pegaram de surpresa, então, resolvi mudar de assunto.

— Eu preciso das minhas roupas. E sair daqui. — Porque me sentia desconfortável de estar ali.

— Certo. Tome primeiro um banho. E num estalar de dedos, eu estarei de volta com as suas roupas.

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Depois do banho quente e demorado, parei para me observar no espelho. Tudo havia mudado a começar pela minha própria aparência. Meu cabelo está mais comprido, um pouco ressecado e rebelde e precisando urgentemente de uma hidratação. Percebo também que emagreci bastante e sinto que envelheci mais em três anos.

Ainda era assustador imaginar que eu voltei para o mundo dos vivos e que agora posso controlar o meu corpo e ser dona de mim. Eu só preciso superar as coisas que senti e vivi presa naquele limbo, enquanto a tal Sentinela me controlava.

— Bonnie, voltei. Tá tudo bem, ai?

— Sim, Carol. — Sai do banheiro embrulhada numa das toalhas felpudas que também pertenciam àquele vampiro.

— A gangue tá quase toda lá em baixo, ansiosos para rever a nossa melhor amiga ressuscitada. — Ouço Caroline falar animada, enquanto me visto, rapidamente. — Ah, a Elena, não vai pôder vir. Ela não estava se sentindo bem, mas te mandou um beijo… Tá com muita saudade sua. — Ela falou desviando o olhar, então, eu tinha certeza que estava mentindo.

Sinceramente, eu não estava animada para uma reunião da gangue. Sobretudo, eu não queria estar na mesma sala com Damon e Elena. Porém, nem sempre querer é poder.

Caroline me arrastou escada abaixo onde reencontrei Tyler, Alaric, Matt, minha mãe e uma jovem mulher que nunca tinha visto antes, mas me lembrava um pouco Rebecca (irmã caçula de Klaus).

Alaric e Tyler foram os primeiros a me cumprimentar com sorrisos e abraços calorosos. Depois foi a vez de Matt que tinha lágrimas nos olhos de felicidade por eu estar viva. Fiquei tocada com o seu carinho e também surpresa ao descobrir que ele era o novo Xerife da cidade.

— Filha, é tão bom ter você de volta. — Abby disse com os olhos lacrimejados. Timidamente, nos abraçamos. — Sei que não fui uma boa mãe antes. Que te magoei… Mas agora eu quero poder consertar isso. Você me perdoa, Bonnie.

— Eu já te perdoei há muito tempo, mãe. — Minha voz embarga um pouco, mas eu me recomponho.

— Então, agora posso conhecer a verdadeira Bonnie? — A tal irmã de Klaus se aproximou de mim parecendo muito curiosa. — Sou Freya a irmã mais velha do Klaus.

— Ah, obrigada, por me trazer de volta. — Nós se cumprimentamos com um sorriso de simpatia. — Ouvi dizer que dessa vez foi você a bruxa que salvou todo mundo. — Eu tento brincar com essa situação, mas no fundo sentia que isso era um fardo.

— Me senti como se tivesse presa em um filme de terror, do tipo o Exorcista. — O comentário de Freya faz todo mundo rir.

— Parece que já começaram a festa sem nós. — Minha pequena tranquilidade foi interrompida, pela chegada dos donos da casa e daquele vampiro original que eu, particulamente, nunca fui com a cara. — Então, Bonnie Bennett, como é retornar do mundo dos mortos? — Ele indaga com o seu sotaque britânico perfeito, vindo parar ao lado de sua irmã e roubando a taça de vinho que ela tomava.

— Klaus, não seja insensível! — Caroline o repreende ao passar por ele e ir beijar os lábios de Stefan na frente de todos.

— Ah, temos um casalzinho novo. Até que enfim. Já estava cansado dessa novela mexicana entre vocês dois.

— Klaus, você é um idiota! — Caroline para de beijar Stefan para discutir novamente com o híbrido, que a ignora e continua os provocando.

— Ah, amor… quando você se enjoar do marasmo que é namorar Stefan, você sabe que pode vir até mim. Sempre serei o seu Amor Épico. — Klaus provoca Stefan que revida jogando uma estaca na direção dele, o hibrido, claro, desvia do golpe.

Nessa hora, eu sinto Damon parar ao meu lado, me deixando tensa.

— É bom ter você de volta, Bon-Bon. — Ele me dá aquele seu típico sorriso sarcástico. Seus olhos azuis me deixaram desconsertada, eu desvio o olhar e tento me afastar, porém me choco contra Stefan que resolve me puxar em um abraço de urso.

— Eu nem acredito que você tá aqui, viva. — Por um instante, me sinto confortável e segura com ele. — Senti a sua falta. — Stefan beija a minha mão e suas palavras faz meu coração ficar mais quentinho. — Só por favor, não faz mais isso. Para de arriscar a sua vida!

— Ótimo, irmão. Ela já entendeu o recado. — Damon praticamente puxa o seu irmão para longe mim. — Eu tô aqui agora e não vou deixar, Bon-Bon se meter mais em encrencas. Eu cuido dela. — Sua voz é tão cheia de presunção. — Ele me oferece um copo com uma dose de Bourbon que eu acabo aceitando, sua mão fria toca a minha me deixando nervosa. — E então, como você está? Dormiu bem? — Sua pergunta me faz se lembrar que acordei em sua cama e isso me deixa tão desconfortável.

— Uau, você realmente mudou, Damon. Parece que você não é mais o cachorrinho da Elena. — Nessa hora, Klaus faz um comentário provocativo que deixa Damon furioso e quase me faz engasgar com a bebida. — Por isso você se dedicou tanto para resgatar a bruxa. Pensei que era para agradar a sua amada Elena, mas me enganei… — Suas palavras fizeram o meu estômago se revirar. — A propósito, que estranho a duplicata da Katherine não estar aqui. Afinal, ela sempre esteve correndo atrás de um dos irmãos Salvatore.

O clima nessa hora pesou e uma discussão idiota entre eles se iniciou. Me aproveitei disso para fugir da Mansão Salvatore. Entretanto, a minha força de vontade só conseguiu me levar até o jardim, antes que um vulto passasse por mim, bagunçado o meu cabelo e parasse na minha frente, me impedindo de prosseguir.


— Por que você está fugindo como uma gata sorrateira? — Lá estava ele, vestido todo de preto, com sua jaqueta de couro e a sua postura sedutora e perigosa.

— Eu tô cansada. Só queria ir para a minha casa. — Não consigo encarar o rosto dele, me viro e percebo que estamos só nós dois no jardim, o que me deixa mais nervosa.

— Tudo bem, eu levo você.

— Eu não quero! Eu posso fazer isso sozinha… SEM VOCÊ. — Enfatizo e tento passar por ele de novo.

— Por que você parece estar tão na defensiva comigo? — O vampiro segura a minha mão e me puxa, querendo me forçar a encara-lo cara a cara. — O que foi que eu fiz? — Por um instante, me atrevo a olhar em seus azuis. Meu coração acelera, estou em conflito, abalada com a sua presença.

— Me solta! — De repente, puxo a minha mão em desespero, nervosa para escapar dele e da sua presença invasiva. — E nunca mais você… — Estou ofegante e com medo, muito medo. — Você nunca mais vai tocar em mim!

— Você parece que está com medo de mim? Mas, por quê? Eu não… Eu não vou te machucar, Bonnie! — É difícil encará-lo e ver confusão e preocupação estampada na sua cara.

— Você já me machucou, Damon. — Fui direta e ríspida, me lembrando de todas as vezes que ele me magoou. Talvez, eu estivesse sendo muito rancorosa.

— Bon-Bon, eu… eu sinto muito. Me perdoa… — Damon não era um ser fácil de admitir os seus erros, contudo, ele estava diante de mim me olhando com tanta intensidade.

— Por favor, Damon... Só me deixa em paz. — Demonstrei toda a minha amargura naquelas palavras. — Aliás, por que está perdendo o seu tempo comigo? Volte para a sua namorada.

— O quê?! Você ainda acha que eu e… a Elena… Nós não somos mais…

— Me deixa em paz! — Dessa vez eu grito. — Eu não me importa mais com você, ou a Elena… ou com essa maldita cidade! — Minha voz treme de nervosismo e raiva, depois fica embargada e sinto vontade de chorar.

— Damon, dá um tempo pra ela! — Stefan surge com Caroline e me sinto aliviada com a chegada deles. Damon por outro lado, tem uma expressão chocada, ainda assim, faz uma última tentativa de se aproximar de mim.

— Para com isso! Você tá assustando ela! — Caroline se coloca na minha frente para me proteger, suas palavras são suficientes para fazer Damon recuar.

— É melhor deixar Caroline levar a Bonnie para casa. — Stefan calmamente convence Damon.

Enquanto caminho para longe dele, ainda me atrevo a olha-lo e vejo uma expressão magoada surgir em seu rosto bonito e perfeito. Naquele instante, meu coração se aperta e eu me sinto tão triste.



Damon


Todo mundo já havia ido embora, quando Stefan resolveu conversar muito seriamente comigo sobre os últimos acontecimentos. E no meio disso, ele resolveu me revelar uma coisa bizarra que eu não sabia sobre a Bonnie e que justificava o porquê ela foi tão estranha comigo.


— A mente dela deve estar muito confusa. Acho que ela nem deve se lembrar do que lhe ocorreu nos últimos anos. — Stefan tenta ser o bom irmão e me consolar. — Você vai ter que ser paciente com ela.

— Ah, não me diga, gênio! — Ironizo enquanto abro a minha sexta garrafa de Bourbon e resolvo beber no gargalo mesmo. Nessa hora, gostaria de ser um mero humano para poder encher a cara e ficar de porre.


— O pior de tudo é que a Bonnie… nem se lembra que eu…Eu disse a ela que a amava… E agora me sinto um idiota por ter agido como a versão emo sua, Stefan. — Isso fez meu irmão rir da minha cara. — Isso não é engraçado! — Exclamo entredentes.

— Então, você se declarou pra ela? E quando foi isso?

— Foi durante o ritual. Eu precisei entrar na mente da Bonnie pra conseguir trazê-la de volta.

— Irmão, você vai ter que se declarar outra vez. E dessa vez com a Bonnie bem acordada.

— Falar é fácil. Como eu vou falar com ela, se a Bonnie não me deixa nem se aproximar dela. — Digo desanimado.

Na minha mente, não fazia sentido aquela bruxinha agir como se tivesse com medo de mim, afinal, nossa relação já havia evoluído e se transformada numa das melhores coisas da minha vida.

— Por que ela me olhou daquele jeito… como se tivesse tão apavorada?


— Eu acho que a mente dela pode estar presa ainda no passado, quando você a rejeitou e resolveu dessecar à espera de Elena… — Stefan agora tinha um olhar muito sombrio. — Bonnie acabou tendo depressão. E durante esse período, ela tinha pesadelos com você aparecendo e tentando matá-la. Mas, isso nem é a pior parte.

— Então, qual é a pior parte, Stefan? — Indaguei chocado.

— A Bonnie estava tão perturbada pelos pesadelos e também se sentia culpada pela Elena estar em coma. Quer dizer… — Ele me encarou com uma cara nada amigável. — Você fez ela acreditar que a culpa era dela, Damon.

— Mas a culpa não era dela! Nunca foi dela!

— Enfim, ela estava cansada de ser atormentada pelos pesadelos e pela culpa e, então, aproveitou que um dia estava sozinha no dormitório e decidiu que… que… — Ele fechou os olhos e ficou com um semblante angustiado, como se tivesse preso numa lembrança dolorosa. — A Bonnie tentou se suicidar. E só não conseguiu, porque eu cheguei na hora e a salvei. — Neste instante, apertei com raiva a garrafa de Bourbon que explodiu na minha mão.

— Eu não posso acreditar que a Bonnie… Ela sempre foi uma sobrevivente. Sempre lutou pra viver… — Saber disso agora me deixou tão perturbado. — Isso tudo foi culpa minha. — Eu fiquei furioso, só que dessa vez, fiquei com raiva de mim mesmo. — Mas, eu preciso consertar isso. Preciso falar com ela. — Rapidamente, vesti a minha jaqueta pronto para sair, porém Stefan resolveu me impedir.

— Damon, não! Hoje, não! Deixa ela descansar. E, por favor, não seja impulsivo e estrague as coisas outra vez. — Descontei a minha raiva dando um murro no canto da porta próximo do rosto de Stefan. — Mas que droga, Damon! — Lhe dei as costas e deixei meu irmão xingando sozinho.

Mesmo irritado, frustrado e me sentindo com o orgulho ferido, eu não tive escolha, senão recuar e passar o resto do dia trancado no meu quarto, esperando o momento certo para reencontrar a minha bruxinha e consertar a nossa relação. O problema é que sempre é mais fácil falar do que fazer, além disso, a paciência não era uma das minhas virtudes.

Durante a noite, não consegui dormir direito. O cheiro dela ainda estava impregnado no meu lençól, o qual me fez me lembrar da noite passada em que a Bonnie dormiu em minha cama. E eu fui um verdadeiro cavaleiro, apenas cuidando dela enquanto dormia. E essa lembrança foi um pouco reconfortante.

Entretanto, as coisas que Stefan me disse ainda atormentavam a minha mente. Fui dominado pela culpa, pois agora tudo fazia sentido. Agora eu entendia o porquê a Bonnie sentia medo de mim.

Preciso lutar para reconquistar a confiança daquela bruxinha. Com esse pensamento, me levantei pela manhã, tomei um banho rápido e resolvi trocar a jaqueta de couro pela camisa xadrez azul que ainda possuía o perfume dela. Desci as escadas e fui para a cozinha, decidido a preparar uma cesta de café da manhã para Bonnie.

Ainda bem que, dessa vez, Stefan ficou em silêncio, apenas me observando. Arrumei tudo e, por fim, me despedi do meu irmão que apenas me desejou uma boa sorte, depois entrei no meu camaro e segui para a casa antiga da vovó Sheila.

Todavia, minha animação logo se desfez, quando parei na frente da porta e me deparei com uma discussão entre Bonnie e a Elena.

Notas finais
Próximo capítulo teremos um acerto de contas entre amigas. E estamos chegando na reta final de Me Traga à Vida. Faltam 4 capítulos para a conclusão dessa história. E já escrevi o final, só vou revisa-la e ver se vou precisar mudar alguma coisa. Bjus😘