Me Perdoa... Eu Te Amo
3 Revelação
Notas iniciais
Kurt acordou chorando. Sim, por causa de Blaine e o mentiroso, mas a maior parte é por ainda estar vivo.
– Porque eu ainda estou vivo? Qual é a graça nisso? Eu não aguento mais esse sofrimento. Mas eu sei a razão: meu pai. Meu pai é que me mantem forte e me faz seguir em frente e eu o amo e tenho certeza que ele também me ama. Então se eu morrer seria terrível pra ele, então o jeito é continuar vivo... — Pensava o garoto melancolicamente em sua cama, como se tivesse perdido novamente Elizabeth.
A pior parte é que eu tenho que ir pra escola. Mesmo acabado, olhos inchados, bochechas vermelhas. Eu quero ficar em casa, no meu quarto, na minha cama, com a blusa dele e com o quarto totalmente escuro. Eu quero me isolar. Mas eu estou quase no fim do 2º ano, então eu tenho que ir.
Kurt se levantou, tomou um banho de aproximadamente vinte e cinco minutos. Colocou um de seus looks que deixava pronto: uma calça skinny preta, uma camisa lilás, um cardigã cinza, sapatos e gravata borboleta brancos. Arrumou o cabelo em dez minutos, no mais perfeito estilo Kurt Hummel, porque mesmo com a vida sentimental em um caos, Kurt teria que se mostrar firme, seu quarto existia para que seus problemas fossem deixados e permanecidos ali. Kurt pegou a bolsa e foi chegar o celular: nenhuma mensagem, nenhuma ligação, muito menos mensagem de voz. Kurt suspirou fundo, drenando toda dor e todas as lágrimas, abriu a porta do quarto e foi encarar o dia.
Quando desceu para a cozinha, encontrou o irmão.
– Bom... Dia? — Disse Finn vendo estado de Kurt. Mesmo com o banho e os cremes, era notável a tristeza e decepção no olhar de Kurt.
– Finn, não me faça perguntas hoje, por favor. Hoje e-eu não... Só me deixe sozinho. — Soltou friamente de costas para o mais alto e mexendo na cafeteira. Kurt preparava um café forte pare seguir firme o dia.
Tomou café, tentou comer waffles que Carole havia deixado para ele, mas não consegui, então foi pegar as chaves do carro.
– Tchau Finn. — Disse passando pela sala e já na porta.
– Eu não vou com você? — Perguntou ele desligando a TV
– Sozinho, lembra? Tchau Finn. — O castanho respondeu batendo a porta atrás de si.
Não é que Kurt estivesse com raiva ou descontando em Finn. Ele não queria ninguém por perto, só uma pessoa, e definitivamente essa pessoa não era Finn.
Kurt seguiu com o carro para escola, parou na mesma vaga de sempre e caminhou para as portas do McKinley. Segundo seu armário, Kurt teria Matemática, Inglês, Francês, Geometria, Educação Física, Álgebra e por fim, o Glee Club.
As primeira aulas foram as piores aulas da vida do rapaz. Mesmo a terceira aula sendo Francês, que era sua favorita, Kurt se sentiu como se tivesse tomando essa como anos. Mas por fim chegou o intervalo. Kurt compro um lanche de peite de peru, iogurte, suco de amora e gelatina de pêssego. Pêssego era fruta favorita de Blaine. — Droga! Não se abale por uma sobremesa, Kurt. Seja firme! — O rapaz se repetia enquanto carregava a bandeja até sua mesa.
Kurt preferiu se sentar isolado dos amigos. Ele se sentou em uma mesa no canto do refeitório para que tivesse paz, que não durou muito, porque Santana e Quinn caminhavam em direção ao rapaz. — Achei que quem me procuraria primeiro seria Rachel ou Mercedes, mas vejo que não. É... As coisas realmente estão mudando para mim. – Pensou Kurt.
– Hey, Lady Hummel. — Disse Santana se sentando do lado esquerdo de Kurt.
– Oi, Kurt — Disse Quinn se sentando do meu outro lado.
– Sant... Q... — Disse Kurt mexendo na gelatina.
– O que foi menino? Até parece que alguém morreu. Você deveria estar feliz por ter conseguido o solo da Berry ontem, não depressivo. — Disse Santana ajeitando minha postura no banco.
– Sim, morreu. Meu relacionamento com o... — Kurt tentou dizer, mas ele ainda não aceitava os fatos e também estava tentando evitar esse assunto.
– Oh, mas porque? — Disse Quinn com a mão no meu ombro. Parecia um pouco abalada com a notícia.
– Alguém disse acha que eu trai Blaine com Sam. — Kurt respondeu a amiga, distante, mas ainda amiga. O castanho tentou jogar uma indireta para loira, para que só ela entendesse, porque ela também sabia sobre a situação de Sam e também ajudava com os irmão do loiro e Santana nunca poderia saber, em minutos a escola estaria sabendo.
– Puxa. — Disse Santana de cabeça baixa. — Mas isso é verdade mesmo?
– Claro que não! Nunca que jogaria fora um relacionamento que sempre quis assim. E-eu não... — Kurt abaixou a cabeça para poder chorar melhor. Depois de uns cinco minutos, Kurt se recompôs e se virou para Santana.– Sant, olha eu sei que temos nossa diferenças e que você não vai muito com a minha cara. Mas... Não me leve a mal, ok? Foi você? — Disse o castanho olhando totalmente piedoso, perdido e com medo. Os olhos ainda com lágrimas não derramadas.
– Jamais, Kurt! Depois de Britt e Quinnie, você é a pessoa que eu mais confio no Glee. E como eu saberia de uma coisa dessas? E também acabei de te perguntar se era verdade. — Disse ela meio ofendida.
– Desculpa. É que... É horrível ficar sem ele e não é verdade... O que provavelmente foi um mal entendido, mas não posso e nem mesmo Blaine quer me ver, muitos menos acreditaria em mim. — Kurt encarou as mãos no colo. Quando fechou os olhos, uma leve lágrima escapou e rolou, da bochecha ao queixo e de lá até as mãos. Kurt ainda mantinhas os olhos fechados e cabeça baixa.
– Porque não? — Perguntava Santana olhando para baixo tentando enxergar os olhos do amigo.
– É segredo. E pior, não é meu... — Respondeu ainda de cabeça baixa.
Isso fazia com que meu peito ficasse cada vez mais apertado. Kurt queria muito contar para Santana, assim ela poderia achar um jeito de ajudar.
TRIIIIIM
– Bom, nos gente se vê no Glee. Se cuida, Lady Hummel. — Disse Santana beijando a cabeça de Kurt. — Espera! Santana me beijando? O que mais me reservam pra hoje?– Kurt pensava incrédulo.
– Tchau, Kurtie. — Disse Quinn me beijando na bochecha. Eu gosto de Quinn. Acho que uma amizade mais concreta com ela seria muito bom.
Então me levantei com a bandeja e fui jogar no lixo. Até que eu senti alguém me levantando pelo colo e quando fui perceber: eu estava no lixo.
– O-o que diabos...? — Olhei pra cima e vi a pior raça da Terra: Os jogadores.
– Fique no seu lugar, seu merda. — Disse um dos jogadores.
– Eu ouvi sua conversa com as garotas. Além de ser gay, trai? Nojento. — Disse o maior de todos. Marcus.
– Isso é mentira!– Kurt gritou ainda dentro do lixo. Não aguentava mais aquela pressão.
Kurt foi tentar sair da lata, mas então Marcus empurrou ele de volta e deu um tapa na cara do castanho.
– Alguém te perguntou algo, fada? Não!– Gritou no final.
– Sua mãe deveria ser melhor pra você, te ensinar usar a escova de dentes. — Kurt cuspiu na cara do jogar.
Então foi isso. Kurt tomou três socos nos olhos, dois nas bochechas, um no queixo, me deram cinco tapas, sete pontapés na lata de lixo e jogaram a lata comigo no chão.
– E vê se agora aprende a lição, viadinho! — Disse Raul, o ruivo.
Kurt se sentia um finalmente um lixo agora. Esses dois últimos dias dele, foram uns dos piores da vida do garoto. Kurt mesmo machucado, não liberou uma lágrima que ocupava seu olho. Com todo o seu orgulho Hummel, se levantou, se limpou e foi para o banheiro tirar um pouco do sangue e do mal cheiro que havia nele.
Depois que o castanho havia se lavado e ter ficado apenas com marcas roxas no olhos e um arranhão na boca, ele decidiu ir para a sala do coral, já que teria que esperar a aula de Geometria da Senhora Peters acabar. Quando chegou, se sentou e esperou, porém por mal ter dormido a noite e ter levado uma surra, Kurt se sentiu cansado. Ele começou a piscar até que já estava em uma sono profundo.
[...]
Kurt tenta abrir os olhos. Ele foi acordado a base se gritos, perguntas e pessoas em volta dele.
– Ele está morto? — Brittany.
– Oh meu Deus, Kurt? — Mercedes.
– Burt vai me matar! — Finn.
Kurt finalmente abriu totalmente os olhos para ver todo Glee Club em volta dele. — Eu dormi por três aulas? Caraca!– O rapaz tentava se sentar. Kurt conseguia sentir dores nas costas e na cabeça.
– Ai, graças a Deus! Ele está vivo!– Disse Mercedes sentando do meu lado e me abraçando.
– Cedes, vai com calma. Sinto algumas dores nas costas e no meu braço. — Kurt deu um sorriso torto para a amiga.
– Kurt, o que aconteceu? — Perguntou Mrs. Shue colocando a mão no meu ombro com todo cuidado.
– Os jogadores... Eles me bateram. — Kurt havia sentido uma leve tontura passageira.
– Mas porque? — Perguntava Artie em minha frente.
– Eles ouviram minha conversa com Quinn e Santana. — Disse colocando a mão na cabeça. — Eu voltei a sangrar? Na cabeça? Mas nem tinha percebido. — Disse Kurt olhando para mão com um pouco de sangue depois que tinha passado-a na cabeça.
– Que conversa? — Perguntou Sam preocupado. Kurt levantou um pouco a cabeça, suficiente para olhar nos olhos de Sam e acalmar o loiro.
– Um boato... Que envolve eu, você e Blaine. Enfim, isso não vem ao caso agora. — Kurt começou a chorar, até que Sam se ajoelhou e abraçou o garoto.
– Com o que? — Perguntou ele no meu ouvido. Senti um leve arrepio.
– Traição. — O castanho disse com a voz um pouco abalada. — Alguém nos viu saindo do motele contou essa mentira pra ele.
– Kurt... M-me desculpe por isso. Você tem ideia de quem tenha sido e se vai contar à mais alguém? — Ele disse me abraçando mais forte e mais sincero.
– Creio que não vá...
Silêncio.
– Aquilo o que? — Perguntou Britt. Todos olharam pra ela confusos.
– Como ela tinha escutado aquilo? - Kurt se perguntava juntando as sobrancelhas para a loira.
– Nada. — Disse Sam se levantando e saindo do abraço.
– Do jeito que vocês estavam se abraçando agora? Duvido que não seja nada. — Puck desafiava Sam.
– Não gente! Não entendam errado, por favor! Eu só tenho vocês agora. Acreditem em mim e em Sam. Eu nunca trairia Blaine como estão dizendo. — Kurt suplicava para os amigos. Sem querer, Kurt olhou para Finn, que não teve a audácia de olhar para os olhos do irmão e não se sentir mal.
– Ah, por favor Hummel e Evans! Me enganem que eu gosto. E além do mais, sempre desconfiei de vocês dois. — Lauren retrucava com uma risadinha no final. — Urgh!
– É verdade! — Rachel. Kurt olhou para ela com a cara de mais chocado que poderia.
– E essa anãzinha se dizia minha amiga! – Kurt teria avançado em Rachel se não fosse as dores no corpo.
– Isso mesmo! — Mike.
– Pobre Blaine... — Tina.
– Era só o que me faltava! — Kurt olhava para todas aquelas caras acusando ele. Dez minutos atrás se diziam amigos dele. Meses atrás não queriam que ele saísse do New Directions. — Belos amigos, Kurt!
Kurt não aguentava mais, então ele chorou. Se abraçou em Mercedes, enterrou o rosto no ombro da negra e chorou. Depois Sam, Quinn e Santana também vieram abraçar o castanho.
– Chega! Todos vocês, calem a boca!– Gritou Sam. O que fez todos olharem para ele. — Vocês são tão hipócritas! Se fazem de nossos amigos, mas logo quando não sabem nem da metade do que se passa, já nos julgam. Achei que aqui fosse um lugar onde poderíamos nos sentir seguros, uma família. Eu e Kurt não estamos juntos e eu não sou gay. — Esbravejou Sam.
– Então por que eu vi vocês dois saindo de um motel? — Perguntou Finn no fundo da sala.
Kurt parou de chorar no mesmo instante em que ouviu aquelas palavras. Parou de chorar e se virouu lentamente para encarar os olhos de Finn. – Então foi ele? Foi Finn que viu saindo do motel? Foi ele quem contou para Blaine? — Kurt não acreditava que Finn havia feito tão mal a ele. Depois de tudo o que ele disse no casamentos de seus pais, ele fez isso? Finn não tinha coragem de olhar para Kurt, quando ele olhava, desviava para ver Sam enfrente ao irmão e em pé no meio de circulo de pessoas.
– É porque é onde eu moro agora! — Sam respondeu firmemente olhando pra Finn e calando todos. — Minha família se mudou pra cá, por meu pai ter ganho um novo e melhor emprego. Então vendemos nossa casa e compramos uma nova aqui, só que teve uma crise no trabalho e os novos contratados, formam os primeiros a saírem. Então eu chamei Kurt pra me ajudar com algumas roupas e Quinn a ajudar à cuidar dos meus irmãos, enquanto meus pais procuram emprego. — Sam tentava segurar o choro.
– Sam... — Kurt e Quinn disseram em um sussurro juntos por pena do constrangimento do amigo.
– Mas isso não é da conta de ninguém! Estão mais interessados na vida de Kurt e Blaine. — Ele ajudou Kurt a levantar. Colocou um dos braços do castanho envolta do seu pescoço.- Vamos Kurt, vou te levar na enfermaria pra cuidarem dos seus machucados. — Logo atrás dos dois meninos, foram Quinn, Santana e Mercedes, deixando todos olhando para os cinco alunos que saiam da sala.
– Espere um minuto. — Kurt disse dois passo longe de Finn e se virou para o mais alto. – Furt? Cadê o Furt? Você é um imbecil! Nunca mais me chame de irmão. Nunca mais olhe na minha cara Finn Hudson! — Então Kurt juntou toda força que ainda restava e deu o tapa mais forte que conseguiu em Finn. Mesmo com poucos segundos, os vermelho dos cincos dedos de Kurt era visível no rosto do gigante.
Kurt se virou e saiu da sala. Enquanto Finn que segurava o rosto, olhava por irmão se sentindo o pior ser humano que já pisou na Terra.
[Dalton]
– Pior. Dia. De. Todos. — Pensava o garoto do gel.
Blaine havia sonhado com Kurt e mais dois meninos, como o sonho do castanho na noite retrasada. Blaine sentia doído e mal. -Como isso pode acabar tão rápido? Será que ele e o tal Sam já tinham alguma coisa assumida? Será que eles se encontravam antes? Quer saber? Não me importo mais! Quero que Kurt fique lá com o tal Sam. Mas não vai ser tão fácil assim, porque eu amo o Kurt e nunca cheguei a dizer isso à ele. — Blaine pensava em tudo enquanto ficava em sua cama.
O moreno ainda permanecia na cama. Também sozinho e totalmente quebrado. A única companhia era o teto, pra quem olhava e conversava.
Depois de ficar mais alguns minutos olhando para o teto, a porta de Blaine fui brutalmente atacada com socos.
– Blaine! Abra! Abra, Blaine! Rápido, Blaine, abra a porta! Abra garoto, eu sei que você está ai! Levante dessa cama e abra a merda dessa porta!
– Finn? - Blaine com um pouco de medo foi abrir a porta. Com essa pressa e brutalidade, só poderia ser alguma coisa ruim. — Kurt...
Blaine sem um pingo de preocupação na cara, mas morrendo de curiosidade no peito, abriu a porta que ainda sofria uma série de socos.
– Fala, Fi
– Cara! Você tem...Que pedir...– Falou o gigante com as mãos no joelhos e de cabeça baixa enquanto tentava tomar folego.
– Hã? — Blaine perguntou totalmente confuso com o que se passava no momento.
– Você... Precisa... Ir para Li... Lima! — Disse Finn, quase recuperando o folego.
– Nunca! Se é isso, boa tarde, passar bem! — Blaine tentava empurrar Finn para fechar a porta.
– Aquilo que eu tinha dito era mentira... Engano, na verdade. Kurt estava ajudando a família de Sam que está sem dinheiro porque o pai perdeu o emprego e agora morram em um motel e Kurt ajudava com roupas e Quinn à cuidar dos irmãos... — Disse Finn.
– Isso não tem graça e não me comoveu. Tchau, Finn. — Blaine mais uma vez tentava fechar a porta.
– Espera! É sério. Eu juro que é verdade. Eu não viria aqui só se não fosse muito importante. Kurt já sofreu muito em casa, na escola por ter apanhado do time hoquei e no Glee Club por ter sido julgado por um mal entendido meu. Eu estou falando a verdade! — O grandão olhava preocupado nos olhos de Blaine.
Blaine pensou um pouco.
– Então Kurt não tinha me traído? Então... era tudo mentira de Finn e Rachel... Ooh Finn e Rachel! – Pensava Blaine. — O que? Finn, que raios ocupa o lugar do seu cérebro? Acreditei em você porque achei que você tinha certeza! Como eu pude ser tão idiota e acreditar em um imbecil igual à você?! Ai, como eu sou idiota! E que merda de história é essa dele estar machucado? Finn! Que merda cara! Kurt nem vai querer olhar mais na minha cara. — Com toda a diferença de altura, Blaine batia em Finn causando efeito. O grandão já estava quase caindo. Blaine socava com toda força o peito do cunhado. Blaine cansou e avanço no pescoço de Finn, derrubando o mais alto.
– Calma! Calma! Eu preciso te contar mais uma coisa!– Disse o grandão tentando tirar as mãos de Blaine de seu pescoço.
– O que diabos ainda tem?– Como isso podia piorar?
– Kurt apanhou do time de hockei, como eu havia tido. Porque eles ouviram esse conversa de Kurt, Quinn e Santana sobre a traição e Kurt apanhou, tipo, muito, como nunca antes. — Finn fechou os olhos pro próximo ataque.
Blaine deu um soco no olho de Finn.
– Você é o pior cunhado que existe e vai existir! Como ele está?- Blaine disse.
– Ele ficou com olhos marcados e com um corte na boca. — Finn disse um pouco sem ar.
– Finn! Eu vou acabar com você. — Blaine procurava alguma coisa para bater na cabeça de Finn
– Desculpa, desculpa, mil desculpas. Me mate depois, primeiro vá à Lima e veja como Kurt está. — Ele disse protegendo o rosto com os ante-braços.
Querendo ou não, ele realmente tinha razão.
– Olha, não pensa que isso vai ficar assim! Você vai tomar uma boa surra. — Blaine se levantou de cima do rapaz. Pegou o celular, chaves e a carteira e saiu correndo do quarto só de calças e meias.
– Vai logo, Anderson!– Gritou Finn do chão enquanto o baixinho deslizava pelo corredor.
– Agora você tem pressa seu mongo? — Blaine disse assim que escorregou virando a esquina do corredor.
Blaine precisa ir o mais de pressa para Lima. Ele precisa de Kurt. Precisava do carinho do namorado, dos beijos, de Kurt todinho. Mas Blaine tinha duvida se depois do que disse no telefone, Kurt ainda iria querer ele. Mas Blaine tentaria, nem que pra isso ele tivesse que matar alguém, comprar a coleção mais cara do estilista favorito de Kurt ou pagar cremes até o fim da vida de Kurt. Kurt era só de Blaine, dele e de mais ninguém e Blaine estava indo recuperar o que era dele.
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