Notas iniciais
Hey girls (and boys) on NYAH B| PS: a regra do título, é a regra do Burt. Você vai lembrar.

Kurt estava na sala de detenção enjoado com tudo que o cercava. Ele se arrependia de ter feito a performance. – Maldito dia que fui fazer essa performance. Agora eu fico aqui, no meio desse bando de idiotas, morrendo de tédio e com esse gordo lendo esse jornal e comendo esse salgadinho nojento. — Eram os pensamentos de Kurt. O castanho sentava no fundo da sala, tinha os pés cruzados sobre a mesa e com os braços cruzados. Kurt observava o ensaio das Cheerios pela janela. — Mas a performance tinha causado um impacto. McKinley nunca tinha visto esse tipo de atitude vindo de Kurt Hummel, nem mesmo quando estava nas Cheerios. Eu realmente sou importante agora.

– O que tanto a Lady pensa tanto? – Perguntou Quinn puxando a cabeça do amigo, fazendo-o encarar o teto. Quinn mexia no cabelo de Kurt.

– Em tudo: Nacionais. Eu, você e Santana...

– Você e Blaine. – A loira completou o que Kurt pensava.

– Eu e– Não! Não estou pensando em Blaine, mas pensando como nós conseguimos ficar mais populares naquela performance. – Kurt arrumou um assunto para que Blaine não fosse o mesmo.

– Isso é verdade. Todo mundo adorou a gente Kurt. Principalmente você e seus incríveis par de calças brancas. – A loira sorria para o amigo.

– É... Pode até ser-

TRIIIIIIM

– Ai, finalmente! Vamos, Q. – Kurt tirou os pés da mesa e pegou sua bolsa.

Quinn e Kurt saíram da sala e estavam se dirigindo à porta de saída, quando dois jogadores pararam os dois adolescentes.

– Posso saber onde as bonecas vão? – Perguntou um garoto alto.

– Obrigada pelo elogio, mas isso não é da sua conta. – Quinn deu um sorriso no meio da frase e no final ironizou com uma cara de nojo. Os dois tentaram passar mas foram bloqueados.

– Uuh... Como a loirinha é esquentadinha. – Disse o garoto tremendo as mãos na altura dos ombros como se estivesse com medo de Quinn.

– Não chega perto troglodita. – Kurt tomou a frente da amiga.

– O que a fada vai fazer? Uh? – O outro jogador chegou mais perto de Kurt, como era mais alto, encarou o castanho por cima e tinha os braços cruzados na altura do peito. Kurt não recuou, apenas encarou ainda mais o jogador.

– Kurt deixa isso. Vamos embora. Esses babacas não merecem nossa atenção. – Quinn encarava os dois jogadores pelas costas do amigo.

– É fada, deixe isso. – Disse o loiro que havia provocado Quinn.

Kurt não aguentou o ultimo insulto e a única que ele viu, foi que sua mão já estava na metade do caminho para socar o jogador. E assim fez. O jogador cambaleou por não esperar um soco e mesmo sendo frágil, Kurt tinha um soco potente.

– Aaah, então ela quer brincar. – Ele disse com um sorriso que só deu mais vontade de socar a cara dele. — Então, vamos brincar. — O garoto foi pra cima de Kurt. Enquanto o outro, segurou Quinn pelos braços.

– Kurt! – Quinn tentava se soltar, mas era difícil com um jogador maior que ela.

Kurt desviou do empurrão que o mais alto ia dar nele. O garoto foi de encontro ao armário, Kurt aproveitou e assim que o garoto virou para encara-lo, Kurt deu mais um murro no nariz dele. Quando o garoto foi segurar o nariz e Kurt juntou as duas mãos e deu um soco duplo na barriga dele.

– Que é a fada agora? — Perguntou Kurt enquanto o garoto se abaixava para proteger a barriga.

Kurt aproveitou que o garoto ainda continuava agachado, segurou com o braço o pescoço dele, que foi direto nos armários da outra parede. Mais uma vez o garoto protegeu a cabeça de sentou no chão, foi a oportunidade perfeita para Kurt da um chute no rosto dele. O garoto foi parar no chão, provavelmente desmaiado. Kurt respirava ofegante vendo o que tinha feito, quando foi cutucado no ombro. Quando Kurt se virou receber um soco no olho do cara que segurava Quinn. Kurt não deixou por menos e deu um soco de direita no outra e outro de esquerda na boca. Kurt se preparava para mais golpes quando o loiro pegou a cabeça de Kurt e fez ela se se encontrar com o joelho do loiro. Kurt sentiu uma dor no nariz, quando viu, era sangue. Kurt olhou para o garoto que tinha as duas mãos na frente do corpo em forma de punhos. Kurt fechou a mão e deu um tapa na bochecha dele, só que de mão fechada. O garoto virou o rosto, mas quando voltou, deu uma pezada na barriga de Kurt. Do chão o garoto não tinha folego e mal enxerga o teto. Kurt tinha os braços abraçando a barriga e a visão do castanho ficou turva, o castanho estava quase fechando os olhos por dor. Quando o garoto foi dar um chute na costela de Kurt, alguém chamou ele, fazendo-o parar e correr pra fora da escola, depois disso, Kurt apagou.

– Kurt! Kurt me responde, você está bem? – Quinn tentava reanima-lo no chão.

– Kurt! Kurt, amor fala comigo! – Blaine batia no rosto do namorado e examinava todo o rosto. Kurt tinha ficado com um olho inchado e um novo corte na boca. De tanto aquilo abrir, Kurt provavelmente iria ficar com uma cicatriz do corte.

– O que você quer aqui Blaine? E na verdade, o que faz aqui essa hora? – Quinn pegava o celular discando para algum número.

– E-eu vi buscar um livro que eu esqueci e seus gritos. Olha pra você, Kurt. – Blaine segurava os dois lados do rosto do namorado avaliando a cabeça.

– Alô? Burt? — Quinn dizia ao telefone.

– Desliga essa merda, ou te faço engolir. — Kurt disse com um olho aberto. O castanho havia despertado do rápido desmaio.

– Uh... — Quinn olhava com os olhos arregalados para Kurt. — Sim, Kurt está bem sim. É que devo ter ligado para o número errado, e quando ouvi sua voz notei que realmente liguei errado. Desculpe senhor Hummel. Tchau. — Quinn desligou o telefone. — Qual é seu problema, viadinho de merda? — Quinn jogou as costas no armário respirando fundo, enquanto Kurt ria da cara da amiga.

– Quinn pegue a bolsa dele, nós vamos para o hospital. – Blaine disse enquanto fazia Kurt sentar.

– Wow. Calma jovem gafanhoto. Estou bem. – Garantiu Kurt soltando a mão de Blaine.

– Venha! Você está péssimo. – Blaine tirou uma força interna suficiente para erguer Kurt no colo. Os dois saíram do McKinley e caminhavam para o carro do moreno. Kurt fazia um chãozinho de Miss com a mão. Blaine riu. – Pare de ser besta. Quinn sente no banco de trás, pra que Kurt vá com a cabeça no seu colo.

– Ok.– Quinn abriu a porta do carro. Ela entrou e depois Blaine deitou Kurt no banco.

– Acho que posso me acostumar a ser carregado pelos lugares. – Kurt disse analisando seu corpo.

– Eu faria isso pra você. — Disse Blaine fechando a porta por onde os dois passageiro tinham entrado e entrou dentro do carro.

– Pensando bem... Melhor não. — Kurt olhou para o retrovisor e viu Blaine olhando pra ele com uma sobrancelha levantada. — O que? — Os dois deram risada.

Blaine deu partido no carro, arrancando pelo estacionamento vazio do McKinley.

– Se segurem. Próxima parada: Hospital de Lima.

– Cala a boca e dirige logo esse carro, Blaine. — Falou Kurt do banco de trás.

[...]

Kurt tinha feito raio-x e aguardava na sala de espera.

– Porque será que aquele cara correu quando você chamou ele? – Perguntou Kurt se lembrando de alguns instantes antes de desmaiar.

– Ele deve saber que luto box. Ele já não estava na melhor das condições, se eu batesse nele, era óbito. — Kurt rolou os olhos. O doutor caminhou até Kurt, Blaine e Quinn. Kurt não tinha conhecido seu médico porque nunca tinha precisado vir ao hospital. Ele era gato. – Então doutor, é muito ruim?

– Mais ou menos. Kurt tem 4 costelas fraturadas e o maxilar está um pouco machucado. Mas acho que uma semana e meia de repouso irão ajudar o meninão aqui. – O médico disse sorrindo para Kurt.

– Outra coisa iria me ajudar bastante... — Kurt levantou uma sobrancelha pro médico que ficou sem graça, igualmente a Blaine, que tossiu.

– O bom é que estar bem para as Nacionais. – Disse sorrindo. Blaine me olhou e sorriu de volta.

– Não se eu me "machucar" de novo. — Kurt não parava de fletar com o médico. Blaine ficava ainda mais vermelho, só não sabia se era de vergonha, raiva ou ciúmes.

[...]

Kurt havia ido embora do hospital e Blaine o ajudou com algumas coisas dentro de casa enquanto Burt estava na oficina e suas amigas tinham um compromisso. Blaine ajudou o namorado a subir as escadas e se ajeitar na cama.

– Melhor agora? – Blaine disse arrumando o travesseiro pela oitava vez, porque nas outras Kurt dizia que estava desconfortável. Mesmo que já estivesse, era bom brincar com a paciência de Blaine.

– Sim. – Kurt sorriu para que Blaine pudesse parar. — Acho que o médico não reparou, mas acho que machuquei meu nariz com o piercing. — Kurt pegou um espelho no criado mudo do lado da cama e tirou o piercing do nariz. — Imagine se eu tivesse colocado os piercings nas bochechas como queria. — Disse ele analisando o nariz e Blaine arregalou os olhos com o possível fato de Kurt com piercings nas bochechas.

Um silencio se estabeleceu no quarto.

– Uhm... Então... A-acho que terei que vir aqui na sua casa para que a gente possa ensaiar. – Dizia o moreno cortando o silêncio. Blaine já tinha perdido a conta de quantas vezes já tinha corado naquele dia.

– Ok, mas sem gracinhas, senhor Anderson. Minha promessa de cortar o seu pequeno amigo ainda está sendo mantida.Kurt tinha conseguiu tirar o sorriso dos lábios de Blaine.

– Bom... Acho que já vou indo... – Blaine já se levantava.

– Não! Fique mais um pouco. Não gosto muito de ficar sozinho depois que chego de um hospital. Me trás más lembranças. – Kurt segurou a mão do moreno.

– Kurt já é tarde. E seu pai logo vai chegar... – Blaine tentava parar o namorado.

– Então... — Kurt Elizabeth Hummel! Não faça isso. Não pense nisso. Kurt, você não pod- - Você pode dormir aqui então... – Vou. Cometer. Suicídio. Porra, Kurt!

– Mas eu sei pai? — Blaine agora tinha voltado. Pensar na ideia de dormir com Kurt era muito tentadora e duvidosa, mas ele estava feliz demais para pensar nisso agora.

– Ele só tem a famosa regra: “Porta aberta e sem gracinhas” – Blaine repetiu com Kurt. Os dois riram.

– Ok, eu fico. Vai ser como nos velhos tempos da Dalton. – Disse o moreno sorrindo quando ele Kurt dividiam o mesmo quarto.

– Tem algumas roupas ali que talvez lhe caibam. — Kurt apontou para uma gaveta da comoda vermelha. Kurt se levantou da cama e foi para o banheiro se trocar.

Blaine foi olhar o que tinha na gaveta. Algumas calças de moletom e meias, mas...

– Kurt, aqui não tem blusa. — Gritou Blaine enquanto olhava para a gaveta.

– Não tem problema, uh? — Kurt perguntou saindo do banheiro com um short azul curto e uma camisa de moletom bem larga da Dalton, de Blaine por sinal.

– Uh... — Blaine parecia meio confuso com a visão das pernas do namorado. Ele era mais puritano quando estavam na Dalton. Ele só dormiam de calça e blusa. Kurt estava com um microshort e queria que Blaine dormisse sem a camisa. — N-não, creio que não. — Blaine desviou o olhar e pegou uma calça. Sem vergonha e com preguiça de ir ao banheiro, Blaine tirou a calça na frente de Kurt, mostrando a cueca branca.

– Droga, Anderson. — Pensou Kurt. — Wanky.

– O que? — Perguntou Blaine arrumando o elástico da cueca.

– N-nada. — Kurt deu um sorriso e se deitou na cama, olhando para Blaine apenas de cuecas. Kurt sentiu uma leve ereção começar.

– Pronto. — Disse Blaine sem camisa e com as calças. Kurt não sabia que Blaine tinha pelos no peito. – Wanky! — Onde eu pego um travesseiro e uma coberta? — Disse Blaine olhando para o sofá cama.

– Quem disse que vai dormir no sofá? Cama, rapaz. Não é porque estou com raiva que quero ver você com dor nas costas. – Kurt deu um sorriso malicioso e deixou o lado esquerdo da cama livre.

–Ok... — Blaine ficou vermelho e foi se deitar. Blaine entrou debaixo das cobertas. — Boa noite, Kurt. — Blaine apagou o abajur e se deitou?

– Pagando de virgem? — Kurt girou Blaine pelo ombro para de deitar de barriga pra cima. — Se eu pedi pra você dormir comigo, razão tem. Então não deite de costas para mim. — Kurt se aproximou de Blaine, colocou a cabeça no peito do rapaz e a mão direita também. Sedutoramente Kurt dobrou uma perna por cima das duas de Blaine.

O moreno meio sem graça apenas passou um braço por de baixo de Kurt e outro por cima, fazendo com que Kurt ficasse em um abraço mais apertado.

– Sinto saudade disso... – Blaine cheirava o cabelo de Kurt. Kurt era o mesmo cheiro para tudo: hálito, shampoo, pele, todos de morango. O castanho sorriu para as palavras.

– Blaine...

– Uhm?

– Obrigado.

– Obrigado por?

– Por me ajudar. Por ficar comigo. Por apenas... Estar presente nos momentos certos e fazer o papel de namorado. – Kurt levantou o rosto para olhar para Blaine.

Blaine foi se aproximando para beijar Kurt, mas o castanho abaixou a cabeça e Blaine ficou pressionando um beijo na testa do namorado apertando os olhos para não chorar. Kurt se sentiu mal, ele não aguentava ficar sem beijar o namorado, principalmente com ele tão perto, mas era preciso esse choque, se não Blaine não iria entender o que Kurt estava pedindo. Kurt já tinha passado dos limites deixando ele dormir em sua casa, mas aquilo era muito carnal, mas no beijo ele conseguiu se controlar. Kurt deixou uma lágrima escorrer pelo peito do namorado e se aconchegou mais.

– Boa noite, querido. – O moreno disse depois que tirou os lábios da testa do namorado.

– Boa noite, Blaine. – Respondeu Kurt já de olhos fechados se segurando para não deixar mais lágrimas escaparem.

– Kurt?

– Uhm?

– Eu te amo. – Blaine disse sendo firme, garantindo para Kurt que aquelas palavras eram verdadeiras.

– Eu... E-eu sei... — Não vacile, Kurt. Seja firme.

Notas finais
Too cool for you ♪