Me Enamore
4 Convivio
Notas iniciais
Por anos a fio Victoria sentia magoa por seu pai te-la forçado a se casar com Osvaldo mas a esta altura de sua vida depois de ter passados por momentos tão dolorosos de perda. Soube que nutri esta magoa só causaria mas dano a sua família e que quando seu pai viera a lhe faltar iria se arrepender de não ter a oportunidade de curar a feria que outrora estava aberta em seu coração.
Ao contrario do que Victoria imaginava, seu Pai realmente tinha ido lhe visitar pois estava com saudades de sua filha unica, afinal depois que casou-se com Osvaldo e teve o triunfo da sua casa de modas quase não tinha oportunidade de ver e estar com sua filha. A não ser pelo período que tiveram sua princesa, há aquela menina, foi a luz mas bela que podia ter havido e permanecido na vida dessa família.
Mas como o pai de Victoria acreditava que nada era por acaso, tinha se conformado com a tragédia que abalou a estrutura não só de sua filha mas de toda a pequena família, e creia que algo maravilhoso estava por chegar no caminho de sua filha, para isso precisava que Osvaldo se coloca-se em seu lugar de Marido e não só sócio de Victoria. Afinal sua filha todavia era jovem e saudável , podia tentar novamente lhe dar um neto ou neta.
—Minha filha...Aposto que pensou que estou aqui para falar de assuntos não tão agradáveis , estou certo ?
—Papai, também não e pra tanto, mas tem que entender que ve-lo a esta hora da manhã realmente me deixa preocupada. De verdade esta tudo bem?
—Por deus Victoria, a única coisa que se passa e que estou com saudades da minha filha. Ou também não posso mas vir visitar minha única filha ?
—Papai....
—Papai nada Victoria...Sei que tem seu marido e sua carreira , porem seu pai ainda esta vivo e enquanto meu velho corpo perambular por esta terra você me deve obediência, e digo a essas alturas da minha vida ao menos eu merecia que minha filha me procura-se o tirasse um tempo pra almoçar com esse velho aqui.
—Ai papai, sabe que eu te amo, não sabe? Tudo isso e saudades de mim rsrsrs, sabem que não e preciso tanto drama Senhor Gutiérrez. A nana me disse que vai preparar um café da manha pra gente, assim que o senhor me espera aqui que vou tomar um banho e já desço.
—Passou a noite em seu atelier mocinha?
—Sim, o senhor sabe que quando fico ali perco a noção do tempo.
—Deixa eu perguntar filha , onde esta Osvaldo? Pensei que a essas alturas ela já teria regressado da viagem que vez ao Brasil, houve algum problemas em relação as comprar que ele foi fazer para a casa de modas ?
—Papai, já conversamos sobre tudo. Vou subir tomar um banho, depois pode me fazer todas as perguntas do mundo.
A manhã para Victoria não tinha começado como ela tinha planejado outra hora, afinal era pra estar ainda na colômbia com seu marido, mas a visita de seu pai e algumas horas em seu atelier tinha lhe dado um novo sopro para aquele dia.
A manhã para Heriberto outrora não estava tão boa assim, já amanhecerá ouvindo reclamações de Clara. Não havia um dia que sua esposa não acorda-se e lhe desse um sorriso ou somente que tivesse um café da manhã tranquilo. Já não suportava mas aquela situação ainda mas com sua filha presenciando todos os ataques e gritos que sua esposa.
O ambiente que uma vez era calmo e familiar hoje parecia mas um rinque de luta cercado por torcedores fanáticos pronto para ver sangue espalhado pelo chão era mórbido pensar em seu casamento desta forma, mas de que outra forma poderia ser ? Se era exatamente assim os seus dias. Não havia momentos de tranquilidade e amor naquela casa a não ser dele para com sua filha Cecilia.
Aquela menina sim , aqueles cabelos pretos como a noite e olha castanhos era a luz da sua vida, a vinda de sua filha para sua vida tinha sido uma dadiva divida uma vez que anos antes sua esposa Clara não podia conceber. Mas o universo foi generoso com aquele homem que se dedicava a tentar crianças que lhe enviou esta para preencher cada mini pedaço vazio que tinha em seu coração. E fazer com que ele e sua esposa ficassem unidos por mas tempo.
Cecilia chegou durante uma das crises que estava passando em seu casamento, seu desejo de ser pai esta lhe consumindo, mas a condições de sua esposa era mas importante e nunca na vida seria capaz de submete-la a procedimentos de fertilização sabendo ele como bom medico que isso agride cada célula do corpo feminino. Mas sua esposa naquele então não aceitava a possibilidade de uma adoção, achava um absurdo que não seria mãe de uma criança que nem se quer conhecia e não sabia a origem, não era preconceituosa assim ela mesmo dizia mas também nunca abriu para Heriberto a chance dele ser pai naquela época por adoção.
Ele por sua vez amava muito sua esposa, o que lhe deixava em conflito constante com sua vontade de ser pai e o amor que nutria pela sua esposa, mas deus foi bom e misericordioso que um belo dia Clara lhe informou que estava a espera de um filho, um filho dele. Naquela época Heriberto se sentiu agraciado por deus por tamanha realização.
—Papai...Papai você esta me ouvindo?
—Perdão princesa, me distrair pensando na cirurgia que tenho hoje pela manha.
—Tudo bem papai, não esquece que hoje e nosso dia de cinema.
—Nunca esqueceria Cecilia, nossos momentos juntos são os melhores da minha vida. Você e a razão por eu existir, sabe que esperei por você toda a minha vida , não sabe!
—Claro papai, assim como eu esperei por você e pela mamãe. Mas...Pai eu tenho que lhe contar um sonho, mas a mamãe não pode saber , se não era vai brigar comigo e com o senhor também.
—Um sonho? Espero que seja um sonho maravilhoso mocinha. Hoje quando estivermos a caminho do cinema você me conta , esta bem assim ?
—Claro papai. Te amo muito, tenho que ir daqui a pouco a Nana esta me chamando.
—Vá com cuidado, se comporte hoje , e sabia que onde quer que eu esteja ou que eu vá meu coração sempre estará com você. O coração desse velho aqui te pertence e somente a você
—Assim como o meu papai.
Fale com o autor