Notas iniciais
Podem chorar, gritar, fazer o que quiserem, pois hoje é o último capítulo de Me and You! O que aconteceu com o bebê? O que aconteceu com Ally? Austin chegará a tempo no hospital? Descubra lendo!!

POV Austin

– Eu to sangrando. – disse Ally para Ellen.

Fiquei desesperado. Ally se levantou com a ajuda de Ellen e as duas sumiram. Alguns minutos depois, Dallas apareceu na tela do meu computador.

– Cadê a Ally?! O que aconteceu? – gritei.

– Austin, calma. Os pais dela estão levanto ela para o hospital. Ela começou a sangrar. Não sei de mais nada, mas pelo que percebi: Acho que vai nascer.

– Como assim? Era só para daqui duas semanas.

– Parece que ele/ela se adiantou. Austin eu vou indo. Qualquer coisa eu te ligo. Mas na minha opinião: Vem pra cá o mais rápido possível.

A conexão caiu. Ótimo, agora eu estou desesperado. Saí correndo pelo ônibus atrás do pessoal. Finalmente achei eles na “sala”.

– Austin, o que aconteceu? Ouvimos seus gritos daqui. – disse Dez.

– Temos que voltar para Miami. Agora.

– Por quê?

– A Ally foi para o hospital.

– O que aconteceu? – perguntou Trish entrando em desespero.

– Ela começou a sangrar e segundo o Dallas ela vai...

– O bebê vai nascer?! – perguntou Trish desesperada. Assenti.

Ela levantou correndo e foi para a cabine do motorista. Alguns minutos depois ele parou no encostamento. Trish voltou e me levou até os “quartos”. Ela vasculhou a minha cama, pegou meu celular e disse:

– Liga pra Ally, pro Dallas ou para os pais da Ally e diz que em mais ou menos quinze minutos chegamos lá.

– Mas a gente não vai conseguir chegar lá a tempo.

– Eu pedi pro motorista ir ao máximo de velocidade possível. Não estamos muito longe de Miami, tem um atalho que nos leva para a avenida principal da cidade. Liga pra eles e diz que daqui a pouco estamos lá!

Ela estava certa. Havia mesmo um atalho. Chegamos no hospital em vinte e cinco minutos. Assim que paramos na frente do hospital, eu desci e corri para a entrada. Logo avistei Lester, Ellen, Dallas e minha mãe sentados em algumas cadeiras. Assim que me viu, minha mãe se levantou e veio me abraçar.

– Filho...

– Cadê ela? – perguntei me separando da minha mãe.

– Ela está com o médico. Se acalme Austin. – disse ela.

– Eu não vou me acalmar até ver a Ally.

– Ela vai ficar bem Austin. – disse Dallas.

Passaram se quarenta minutos e nada da Ally e nem do médico. Quando eu já estava quase chegando ao meu limite máximo de nervosismo, o médico saiu da sala e veio até nós.

– Alguma noticia doutor? – perguntou Ellen.

– Sim, uma boa e uma não tão boa assim. De qual gostariam de saber primeiramente?

– A boa, por favor. – disse Lester.

– A criança está bem. Se Allycia não tivesse levado mais tempo para ser atendida certamente ele (ou ela) não sobreviveria.

– E a “ruim”? – perguntei angustiado.

– Allycia perdeu muito sangue com o “vazamento” ocorrido, ao entrar no consultório ela permaneceu inconsciente sem o efeito de analgésico nenhum. Ela ainda não acordou, creio que ela irá acordar apenas daqui a pouco ou talvez na pior das hipóteses apenas alguns dias entes do parto.

– Podemos vê-la?- perguntou Dallas.

– Sim, mas peço que permaneçam em silencio, não queremos incomodar os outros pacientes.

O médico nos guiou até o quarto em que Ally estava. Ele nos deixou a sós com ela. Ally estava exatamente igual como eu havia a visto no vídeo chat, tirando o fato de ela estar desacordada e com um tubo de respiração no rosto.

Havia um aparelho ao lado da cama dela em que mostrava os batimentos cardíacos dela.

Eu fui o único que me aproximei dela, Lester, Ellen e Dallas permaneceram perto do sofá no canto do quarto. Andei até Ally, sentei-me na cadeira ao lado da cama dela e segurei sua mão. Estava quente, isso era bom sinal. Acariciei-a e beijei-a.

Sem soltar da mão dela, encostei minha cabeça na beirada da cama. Pelo amor de deus, pensei, Faz ela acordar. Dá-me um sinal que mostre vai ficar tudo bem, que mostre que ela vai ficar bem. Qualquer coisa... Qualquer coisa...

Nada. Nem um sinal.

Senti um leve aperto. Não no coração, na mão. Levantei o rosto e vi, Ally estava apertando levemente minha mão.

– Oi... – disse ela com voz fraca – Senti sua falta.

– Eu também. – falei.

De repente, seu olhar se tornou distante. Olhando para o nada ela disse:

– Chama... Chama o médico.

– Por quê? – disse Ellen.

– Eu não tenho certeza, mas acho que a bolsa estourou.

Lester saiu correndo do quarto. Dallas e Ellen vieram até nós e ajudaram Ally a respirar. Ela gemia de dor e vez ou outra soltava um grito. Alguns minutos depois Lester chegou acompanhado do médico e mais cinco.

– Por favor retirem-se todos. – disse o médico.

– Eu fico!

– Austin, você não...

– Eu não vou deixá-la sozinha de novo.

Dallas me puxou para fora. Ao sairmos, uma das enfermeiras fechou a porta e a janela da mesma.

Foram quase trinta minutos de puro nervosismo.

O médico saiu do quarto, tirou a mascara que usava entre o nariz e a boca, andou até nós, permaneceu em silêncio por um tempo. Parecia que ele estava evitando dar uma má noticia.

– Então... – disse ele – Quem vocês querem ver primeiro? – completou ele sorrindo.

Ele deixou-nos entrar, o grupo de pessoas que entrou com o médico, saiu do quarto e nos deixou sozinhos com Ally. Ela estava sentada, segurando ele/ela no colo. Permaneci em pé ao seu lado, até que ela disse:

– Quer segurar ele?

É menino.

Assenti. Ela me entregou ele, peguei-o. Assim que olhei-o, vi Ally. Ele era igual a ela. O mesmo olhar doce, o mesmo nariz. Eram idênticos, tirando o cabelo loiro.

– Qual o nome? – perguntei.

– Que tal... Jason?

– Gostei.

*Anos depois*

POV Ally

Pois é,Jason tem 3 anos, Austin e eu estamos casados há três anos, Dallas e Anna estão juntos há quatro, Trish e Dez também. Me formei em música, assim como Austin. Tive de lidar com o fato de que minha ex inimiga está namorando meu primo de 2º grau. E também com o fato de que Elliot finalmente perdoou Austin. Meus pais se casaram novamente e vão adotar uma garota de Nova Iorque.

Nunca me senti tão bem antes. Acho que pela primeira vez as coisas estão dando certo para o meu lado.

Hoje acho que eu posso realmente dizer: Eu sou feliz.

FIM!!

Notas finais
Fiquem atentos, posso começar uma nova fanfic a qualquer momento. Se vocês gostaram da fanfic e gostam do que eu escrevo, por favor não esqueça de favoritar esta história e favoritar-me como autora. Um beijo e até a próxima. Não esqueçam de comentar!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!