McFLY e uma Garota

7 Capítulo 7 - Desculpa, eu não devia ter feito isso


Notas iniciais
Metade do capítulo é o sonho de toda Fletcher e a outra metade não. Então...
xoxo

Mark ficou comigo até eu adormecer. Depois Danny, Harry e Dougie vieram ver como eu estava.

- Juh vai ficar tudo bem – disse Dougie – foi a bebida.

- Ele não bebe, esse é o problema.

- Esquece ok?! — falou Harry – A gente está aqui com você, vamos te apoiar.

Abracei os dois: — Vocês são grandes amigos – disse.

- Ele quer falar com você Juh – disse Danny entrando no quarto com o celular a mãos.

Neguei com a cabeça: — Eu não quero falar com o Tom – disse – não estou pronta.

- Tudo bem – falou com um olhar de pena misto compaixão. Saiu do quarto falando no celular.

- Você vai ter que falar com ele uma hora ou outra.

- Eu sei Dougie, mas... mas eu não to pronta ainda.

- Não vamos te obrigar a nada – falou Harry fazendo-me deitar de novo na cama – agora tente dormir.

- Qualquer coisa estamos aqui – completou Dougie saindo do quarto junto de Harry.



Danny p.o.v.

- Ela não quer falar com você Tom – falava ao telefone

- Eu sei, mas eu preciso me desculpar.

- Dude, espera passar o susto e depois você tenta falar com ela.

- Mas... Tudo bem. Você disse que eu quero falar com ela.

- Sim, mas ela não está pronta pra falar com você – falei. Ele não tem noção do que ele fez.

- Eu preciso me desculpar. Eu estava bebado. Não era pra isso ter acontecido.

- Não é pra mim que você tem que falar isso, Tom – terminei desligando.

A Juh estava mal, não pelo o que ele tinha feito, mas porque ele não é assim.

- Eu to preocupado – falou Harry sentando na poltrona – ela está muito mal, ela não tá acreditando que isso aconteceu.

- Tom, quer falar com ela, mas... — falei passando a mão no rosto nervoso.

- Ela não está pronta – terminou Dougie.

- O olho dele está melhor? — perguntou Harry.

- Ele falou que está roxo e inchado – respondi.

- Merecido – falou Harry – ainda bem que Mark deu o soco, se não eu mesmo tinha dado.

- As garotas já sabem o que aconteceu? — perguntou Dougie ligando a televisão.

- Eu não vi a Georgia ontem – falei.

- Também não vi a Izzy – falou Harry mudando de canal.

- Estranho, depois que a Giovanna foi embora as garotas não vieram ver a Juliana e também não ligaram. — comentei pegando o celular e discando o telefone da Georgia.

Coloquei o telefone no ouvido e depois de um tempo desliguei.

- Ela não atende – continuei.

- Me empresta – falou Dougie pedindo o celular. Joguei para ele. Discou e esperou.

- Lara? — perguntou – Oi, pequena – falou sorrindo – Tudo bem. Você ficou sabendo que a Gio deixou o Tom? — perguntou olhando para o teto – Mas você não sabe a pior parte...

Dougie contou tudo depois que Giovanna foi embora.

- Tchau – Dougie desligou o telefone – As garotas estão na casa dos pais da Giovanna. Não ficaram sabendo do que aconteceu com a Juh, mas tentaram ligar para ela, mas a mesma não atendia – contou.

- É claro que ela não atendia – bufou Harry – O Tom ficou ligando para ela o tempo todo.

Juliana apareceu na escada com a mão na cabeça: — Vocês podem tirar o Tom da frente da minha janela?! — pediu enquanto fechava os olhos – Alguém sabe onde tem aspirina?

Dougie levou Juliana para o cozinha e eu e Harry fomos para o lado da casa da Juh.

- O que você está fazendo aqui? — perguntei.

- Tentando falar com a Juliana – disse tacando pedrinha na janela da mesma.

- Ela já disse que não quer falar com você – falou Harry calmo.

- Eu preciso falar com ela agora – disse largando as pedrinhas.

- Tom, entenda, ela não quer falar com você – falei pausadamente – Não adiante insistir, dude.

- Eu necessito falar com ela – falou sentando na grama – Eu entendi que ela não quer falar comigo, mas eu tenho que falar com a Juh, é porque...



Juliana p.o.v

Dougie estava na cozinha comigo. Minha cabeça rodava ainda, já tinha tomado remédio.

- Está melhor? — perguntou. Neguei com a cabeça – Vou preparar alguma coisa para você – falou levantando-se.

- Desde quando sabe cozinhar? — perguntei sorrindo.

- Quando eu vim morar com os caras, eles só bebiam e comiam batatinhas, então tive que aprender a cozinhar.

- Oh, mestre cuca, qual vai ser prato do dia? — perguntei sorrindo.

- Será lasanha, receita da vovó – falou imitando um sotaque francês.

- Seu sotaque francês é o pior de todos, Dougie – falei.

- Adoro quando você fala o meu nome em português, Dowgie – tentou imitar.

- Dougie – falei de novo – ok, agora faça a comida.

Ele continuou fazendo a comida. Ouvimos um grito do lado de fora.

- Juliana – gritou Tom – eu preciso falar com você. Me larga Harry.

- Oh, meu deus. O que eles estão fazendo? — falei saindo da cozinha e abrindo a porta da sala.

Harry segurava Tom para que não chegasse a porta e Danny estava na frente da porta.

- Vocês estão parecendo um bando de crianças – falei dando um susto no Danny.

- Juh – falou Tom sorrindo.

- Tom, eu já disse que não quero falar com você. Não me dê mais dor de cabeça – falei passando a mão no rosto cansada.

- Eu preciso falar com você – falou com olhar de cachorrinho perdido – Juro que vou ser breve.

- Tudo bem – disse cansada – Harry, Danny por for vão ver se o Dougie não queimou a minha cozinha.

Os dois entraram em casa entendendo o recado. Sentei em uma das cadeiras que tinha no jardim.

- Seja rápido – falei.

- Juh... Depois que a Giovanna foi embora, eu fiquei alterado. Não sabia o que fazer, eu sempre vivi com ela, era ela que fazia tudo para mim. E depois você foi lá me consolar,e eu percebi que você se importa comigo, que você realmente gosta de mim. Juliana por favor, namora comigo? Fica comiga, por favor – falou piedoso.

Era um sonho, só podia. Thomas Fletcher pedindo para namorar comigo,o meu sonho ali se declarando para mim. Era tudo o que eu queria.

Tom chegou perto de mim, segurou o meu rosto e me beijou. Não teve borboletas no estomâgo, fogos de artifício, pôneis pulando, arco-íris e muito menos o que eu estava esperando. O beijo de Tom não era tão maravilhoso quanto eu imaginei. O beijo dele não era tão maravilhoso quanto de Mark. Mark, a imagem do homem que eu namorava, que eu amava veio na minha mente interrompendo o beijo que tanto sonhei.

- Desculpe Tom, mas eu não posso – sussurrei – Eu amo Mark. E você ama a Giovanna.

- Não, não amo. Eu amo você – falou – por favor fique comigo?

- Tom vá atrás de Giovanna, antes que ela se torne longe o suficiente. Ela está na casa dos pais dela. Por favor, eu não posso – falei. Correndo para dentro de casa, fechei a porta e escorregando na parede chorando.

- O que aconteceu, Juh? — perguntou Danny. Enquanto Harry e Dougie largavam a travessa na cozinha e vinham para o meu lado.

- O que ele fez? — perguntou Dougie – Ele te ameaçou de alguma coisa? Te bateu? O que ele fez, Juh?

- Chama o Mark... — pedi chorando – Por favor.

Harry pegou o telefone e ligou para Mark.



Mark chegou correndo preocupado: — Danny, Harry e Dougie obrigada por terem ficado comigo. Vocês são as melhores pessoas do mundo – falei na porta.

- Tem certeza que não precisa de nada? — perguntou Harry.

- Você não quer que eu faça mais receitas da vovó? — brincou Dougie.

- Não, não preciso de nada. E não quero as comidas da vovó, obrigada. Pode ir, garotos, qualquer coisa eu ligo.

- Tudo bem, tchau, Juh – falou os três.

Fechei a porta e voltei a me deitar no sofá onde estava Mark.

- Agora me conte o que aconteceu? — perguntou acariciando o meu cabelo.

Contei sobre tudo desde as pedrinhas na janela até eu mandando os garotos ligaram para ele.

- Isso não é bom? — perguntou triste. Apesar de ser meu namorado, ele sabia que eu amava Tom e eu sabia que ele amava Giovanna.

- Não, porque eu descobri outra coisa – falei olhando para ele – Eu descobri que – levantei-me ficando na mesma altura – eu te amo, Mark. O Tom, foi apenas um sonho, que não foi tão bom quanto eu imaginava.

Mark sorriu e me beijou: — Eu também tenho que te contar uma coisa – falou sorrindo. Mexi a cabeça para que continuasse – Eu fui a casa dos pais da Giovanna para ver se ela estava lá. Bem, ela estava lá. Então quando as amigas dela sairam para comer alguma coisa ela confessou para mim, que havia deixado Tom porque me amava e bem ela me beijou. Não foi a melhor coisa do mundo, não me senti feliz, porque apenas o seu beijo pode me fazer sentir feliz. Então o seu rostinho – passou o polegar na minha bochecha – apareceu na minha mente. Então eu falei que não podia, que estava namorando você e que era você que eu amo.

- Eu te amo, Juliana Mason – continuou me puxando para perto.

- Eu te amo, Mark Salvatori – falei.

Ele se ajoelhou na minha frente e tirou uma caixinha preta de veludo do casaco, a abriu e então eu pude ver...: — Juliana Mason, aceita-se casar comigo?

… aquela jóia maravilhosa.

- Sim, sim, sim. Mil vezes sim – falei abraçando-o.

Ele me levantou no ar e me beijou. Era ele, sempre foi ele. Mark Salvatori, o meu homem. O homem que vai me fazer feliz para sempre. O único que eu posso amar mais que eu mesma.

Notas finais
Estamos chegando ao fim :(.
xoxo
P.s.: reviews