Maçã Envenenada.
21 Capítulo XXI
Notas iniciais
tá sim eu prometi não demorar, mas... mas.... normalmente essa fic saia com o que?
10 dias por aí, mas.... eu fiquei sem internet desde terça feira de manhã... então... é isso... um século pra descobrir o problema, dai vamos lá cortar arvorezinhas, aumentar a antena dessa bosta, passa o feriado e carinha acaba tudo hoje o/
e hoje estou de volta haha...
sério me desculpem esse atraso imenso, espero que não tenham desistido de mim T3T
e espero que gostem da fic.
Meu coração, você é um pássaro assustado,
Mais e mais você deve perguntar:
Depois de esses dias tempestuosos
É a paz que vem, é a calma que vem?
– Poema “Keine Rast” de Hesse.
Hinata observava com irritação crescente e completamente entediada a irmã bagunçar todo seu guarda-roupa, o qual continha alguns – ainda que poucos – vestidos que Lady Marrie praticamente obrigara Hinata a fazer, e, aparentemente, ela ainda precisaria de muitos a mais. Porém horas e horas a fio trancada no quarto com o alfaiate, o sr. Basílio, e a rigorosa professora de etiqueta Lady Marrie, ouvindo-os falar sobre tendências e o diabo a quatro sobre tecidos e cores, já deixara Hinata praticamente a par de tudo o que era moda, ou não.
Sakura discutia consigo mesma sobre qual dos tais vestidos faria Hinata usar naquela noite, não deixando a morena sequer optar ou avisá-la de algo realmente óbvio. Até a cabelereira e a maquiadora contratadas para cuidar de Hinata – duas mulheres que foram veementemente recusadas por Sakura e completamente aceitas pela morena que desejava fugir das loucuras da irmã – a encaravam um tanto incrédulas.
- Sakura. – chamou a morena pela milionésima vez tentando atrair a atenção da rosada, recebendo apenas um “Shiiiu” em resposta.
Hinata revirou o olhar, encarando as duas mulheres, uma loira e uma ruiva e assentindo silenciosamente para que começassem o seu trabalho. Sendo então instantaneamente atacada pelas duas com pó de arroz e fixadores de cabelo.
- Como podem começar a fazer um penteado e uma maquiagem sem nem sequer saber o que ela vai usar? – perguntou Sakura fuzilando as duas mulheres que pararam seus afazeres por míseros segundos, apenas para revirar os olhos para a mais nova “dama de companhia” da princesa Hinata.
- Sakura, eu já tentei te falar um milhão de vezes, aquele é o vestido que vou usar! – ela apontou para um objeto alto coberto por um tecido branco que evitava que pegasse poeira, as outras duas já haviam sido apresentadas enquanto a rosada se definhava em desespero escolhendo entre cores e incolores.
- Não me diga... QUE EU ESTOU SUANDO RIOS POR NADA! – exclamou ela puxando o tecido branco, revelando a silhueta feita a ferro e estofo do manequim que representava o corpo de Hinata, o qual ostentava elegantemente o vestido mais lindo que Sakura já vira em toda sua vida, o que a fez se acalmar na hora. – É... magnifico... Hinata, eu não o conhecia.
A morena revirou o olhar para o semblante acusador da irmã.
- Chegou pela manhã, durante a coroação, o sr. Basílio se deu ao trabalho de trazê-lo e coloca-lo em meu quarto, já que todo mundo estava enlouquecendo com os preparativos do baile, inclusive você, Sakura.
- Mas... nossa, deve ter custado uma fortuna...
Hinata corou drasticamente.
- Foi um presente do Naruto-kun... ele mesmo escolheu o tecido e a cor... Disse que combinavam comigo, além de todos esses cristais, ele é um louco...
- Um louco completamente apaixonado, não se esqueça disso nunca! – a exclamação de Sakura ganhou mais ênfase exatamente por falar aquela frase de modo tão surpreso e veemente.
Hinata sorriu e voltou a observar a verdadeira obra prima do melhor alfaiate de todo o Reino. O vestido era de um tom de azul mar – ou talvez fosse verde, ela ainda não tinha certeza – claro, maravilhoso a seus olhos, sabia que a maior parte das mulheres, inclusive sua própria irmã, optavam por vestidos de coloração forte para uma festa noturna, e aquele vestido lindo seria um diferencial entre tantos, isso era o que Naruto havia lhe dito ao escolher a cor.
Perfeito. Era o único adjetivo que o abrangia em seu todo na mente de Hinata, simplesmente perfeito. Nunca fora de se admirar, nunca se achara bela o bastante para pensar com prepotência algo como “estou bonita esta noite”, mas pela primeira vez teve de concordar com os olhos emocionados da irmã também já pronta e em seu vestido vermelho vinho. Hinata estava linda, e, principalmente, ela se sentia linda.
As sedas da saia do vestido eram cheias, e apesar do tecido ser bastante fino, era volumoso, mesmo sem precisar daquelas armações de ferro completamente incomodas, e o corte vertical na seda superior dava uma sensação de movimento a todo aquele amontoado de panos cor do mar. Mas a verdadeira maravilha estava em sua parte superior, era como um espartilho de uso externo – além do que já usava e praticamente a sufocava – ele não continha alças, estava completamente encrustado com diamantes azuis e em seu busto um decote profundo em forma de coração evidenciava o belíssimo colar de prata com um topázio azul em forma de gota em sua ponta.
Depois de depositar sua tiara prateada pouco a frente do coque alto e levemente bagunçado em um ar casual, ela finalmente pode constatar, naquele momento, que era realmente uma princesa.
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Sendo quase ignorada, Tsunade passeava pelo salão já lotado de nobres, muito bem vestidos e servidos, ouvindo o som da banda orquestrada por um maestro renomado, eles conversavam animadamente, cumprimentando seu novo Rei e lhe tecendo elogios pela já notável melhora, pelo menos no que se diria “o clima” daquele país, fazendo o loiro se constranger e coçar a cabeça que ostentava a magnifica e histórica coroa dourada do antigo reino Namikaze. Ela observava a todos sem exceção, aos encantados com a decoração, que se orgulhava de ter ajudado a preparar, afinal foram tão poucas as vezes que aquele lugar fora usado durante o reinado de Kurenai, aquele nem sequer parecia o castelo vagamente sombrio e apagado em que a antiga rainha o transformara. Na realidade, o salão brilhava intensamente, como nos bailes promovidos por Riza, sorria quase boba por ver mais uma vez aquele salão completamente iluminado por causa das inúmeras velas ostentadas em seus quatro lustres menores, um em cada ponta da grande sala e principalmente no enorme lustre de cristal que ficava no meio, refletindo a luz nos vitrais decorados com cortinas brancas e douradas.
Observava também alguns nobres um tanto acima de seus pesos normais que frequentemente visitavam o buffet, chegou a franzir o cenho para uma condessa que enfiava alguns bolinhos de camarão na bolsa.
Mas sua atenção logo foi de encontro à cabeleira rosada que atravessava o salão em sua direção.
- Ela já vai descer. – falou Sakura aparentando emoção – Mãe... ela está.. está...
- Linda... – os murmúrios começaram e então todas as faces se viraram para acompanhar a princesa que juravam morta até pouco mais de um mês descer as escadas com a cabeça erguida.
Apesar de se mostrar altiva em seu percurso, a verdade era que Hinata estava mais do que constrangida, a mão trêmula e suada deslizava pelo corrimão, que lhe servia de apoio e rezava internamente para não virar o pé e acabar rolando escada abaixo naquele salto que usava. O pó de arroz, que acentuava sua palidez, encobria levemente a face vermelha, sendo a coloração facilmente confundida com um rouge, o batom vermelho ressaltava os lábios e um delineado preto acentuava seus olhos de pérolas.
O nervosismo não era claro para quem não a conhecia, mas Tsunade chegou a rir da quase careta que sua menina mantinha, tentando meio que inutilmente sorrir. Mas ela notou quando a garota pareceu se livrar de um peso maior que o do mundo e rapidamente procurou por seus motivos, coisa fácil de achar.
No pé da escada, Naruto a esperava sorridente. Lhe estendeu a mão esquerda quando ela chegou no ultimo degrau, a qual ela aceitou de bom grado, segurando firmemente como se fosse uma seu porto seguro, sua corda de salvamento. O loiro depositou lhe um beijo casto no dorso da mão, a conduzindo até o centro do salão, exatamente abaixo do lustre de cristal, a puxando para uma dança.
Muitos ali sorriram encantados com a leveza com que os dois dançavam, sorrido um para o outro, sem desviar os olhos por momento algum, girando no salão graciosamente. Já outros os olhavam sem ver graça alguma, jovens homens e mulheres mantinham sua expressão emburrada.
- Sasuke dance comigo?! – a doce voz de Sakura praticamente implorou ao noivo que simplesmente moveu a cabeça em negação em uma resposta silenciosa.
- Por favor?! – nem o brilho intenso de suas esmeraldas iria fazê-lo se render.
Outra negação silenciosa por parte do Uchiha.
- Arrrgh! – bufando de raiva, Sakura varreu o olhar por todo salão, já pensando em como iria convencer o futuro marido a bailar consigo. – Oh, como lorde Darik está lindo. – riu sapeca, dando as costas ao Uchiha. – Acho que vou dançar com ele.
Foi dar um passo a frente, mas pensou duas vezes ao ouvir a ameaça do moreno:
- Dance com qualquer pessoa que tenha bolas embaixo das pernas, e eu não hesitarei em mata-los após o baile, é claro. – sorriu sarcástico ao ver a sua Rosada caminhar a passos rudes em direção ao banquete logo a sua frente.
Raivosa por ser dispensada pelo próprio noivo, Sakura se empanturrava de bebidas, doces e salgados mal percebendo que seu estômago já não tinha mais elasticidade para receber tanto alimento.
- Mmmh, ele nem faz questão de ser gentil comigo. – resmungava de boca cheia para si mesma. – E quando é, ah!, chove na terra.
- Psiu!
Olhou para trás ao receber um cutucão e percebeu que um Sasuke elegante lhe estendeu a mão.
- Ãn, o que você quer, seu assassino sem coração? – franziu o cenho, sentindo o estômago revirar. Realmente não foi boa ideia misturar bebida alcóolica com tantos alimentos estranhos.
Ele a puxou pelo pulso e se embrenhou no meio do salão, se misturando a todos os pares que já estavam em movimento. Deram início então a uma valsa forçada. Forçada porque Sakura estava tensa e pisando constantemente no pé de seu par.
- Se não sabe dançar, por que insistiu tanto, sua chata?
- S-sasuke. – disse sôfrega, soltando das mãos dele e segurando o estômago.
- O que foi? Hei, você está...
O cortou.
- E-eu vou vomitaar! Argh...
Sakura saiu correndo atropelando a multidão de nobres, com uma mão no estômago e outra na boca estufada.
Sasuke suspirou fundo, e logo em seguida expressou um sorriso por toda aquela situação.
- Só espero que essa louca não esteja grávida.
...
Ao longe, um grupo de nobres que saboreavam o suave vinho daquela festa, comentavam:
- Ela é realmente linda, assim como a mãe. — disse um dos belos homens ajeitando a lente única em seu olho direito, mantendo ambos os dois olhos bem atentos na doce Princesa Hinata, que bailava graciosamente com seu amado Rei.
- Não posso discordar. – afirmou o barão, Hotaru.
Ele era um homem belo, cortês, jogador, interesseiro, ambicioso, e ah, sedutor de donzelas. Seu hobby favorito era conquistar uma mulher com seus cortejos nada falhos – assim ele pensava – e, naquele momento, se interessou num novo desafio.
- Por que olha tanto para a Princesa, Hotaru? – indagou seu velho amigo desconfiado do olhar faminto do outro, mas este não perdeu o tempo respondendo.
- Querem apostar quanto que eu bailo com ela e ainda a deixo suspirando por mim? – formou um sorriso presunçoso nos lábios carnudos.
Os homens ao seu lado se desataram em risos nada contidos.
- Sinto muito em lhe informar, mas a Princesa Hinata está muito entretida com noivo dela, para lhe dar alguma chance.
Hotaru trajado em sua melhor farda roxa de abotoaduras douradas teve de discordar dos amigos arqueando uma sobrancelha castanha. Isso era sinal que nada estava perdido. Ele adorava um desafio e principalmente vencê-lo.
- É o que vamos ver.
Naruto rodopiou com sua amada mais uma vez e voltou ao passo básico da valsa, ou seja, passinhos pra lá e pra cá, movimentando os dois corpos num lento circulo contínuo.
- Realmente eu tenho muita sorte. – o loiro sorriu para o seu par que se expressou confusa, mas tentou entende-lo.
- É?
- Sorte por te ter ao meu lado, Hinata.
Ela corou levemente sorrindo.
- Digo o mesmo, Naruto-Kun.
Este a puxou mais para seu corpo e colou sua testa a dela. Ah, ele mal sabia do calor que Hinata sentia pelo rosto a fora ao estar tão próxima de seu homem perto de tantas pessoas – muitas que ela mal conhecia.
Mas naquele delicado gesto não havia malícia, provocação... Simplesmente Naruto gostava de estar próximo de Hinata e poder olhar dentro das duas luas brilhantes que eram os olhos dela.
Tão serena.
Duvidava existir mulher mais simples e pura que sua amada. Ela era essencialmente única e para sempre seria a seu ver.
Um sorriso selado se fez presente nos lábios do Uzumaki, e Hinata não deixou de contemplá-lo. De repente, ela viu o tal sorriso se desfazendo para em seguida sentir seus quentes lábios tocando-a no meio da testa carinhosamente. Sentiu um pequeno choque na região beijada.
- Eu te...
- Com licença. – o casal se separou abruptamente ao ver o dono da voz firme e penetrante.
- Barão? – Naruto franziu o cenho para o homem próximo a si – Algum problema? – conhecia muito bem a fama de mulherengo e galanteador daquele homem.
- Não, muito pelo contrário. – o moreno sorriu para Hinata ainda levemente corada. – Apenas quero dançar com sua Princesa, isso se ela quiser, é claro. – ele sorriu para a morena e lhe estendeu uma das mãos enluvada.
Naruto abraçou possessivamente a sua, apenas sua, Hinata por detrás.
- Não! Ela não aceita, é só isso, Hotaru?
- Naruto-kun! Não é assim que se trata um convidado.
O abraço se tornou mais forte. Já não bastava o incômodo do espartilho, agora também o aperto de sua cintura pelos braços do loiro, ah, Hinata sentia que se ficasse mais um segundo presa em seu amado, ela ira perder o ar.
- Tudo bem, Alteza. Se não quiser dançar comigo, eu vou entender.
Com muita força Hinata se soltou dos braços de Naruto, não deixando de ser gentil.
- N-não, acho que podemos bailar sim, B-barão.- ela falou toda tímida, só deixando o bico ciumento de Naruto maior. Ora, se ela tinha que ficar tímida perto de alguém, esse alguém tinha de ser apenas ele.
Hinata suspirou longamente e no seu modo mais elegante possível segurou na mão ainda estendida de Hotaru, que a puxou pelo meio do salão, fazendo questão de exibi-la mais do que já fora. Ele só não sabia o quanto Hinata não era nada dada à ostentação, como as mulheres que ele cortejava costumavam ser.
Ambos sorriram. O nobre homem em vitória e Hinata em puro nervosismo. Mas em todo caso, ela já tinha feito a burrada, então era deixar as coisas fluírem naturalmente. Sabia que iria ter que dançar com outros homens além de Naruto, daí já ia se adaptando.
Ao longe, miolos do Rei chegavam a ferver, saltitar e quase explodir de raiva daquele ser que tocava a mão e a cintura de sua noiva. E os observadores não deixaram de notar o ciúme crescente nele, pois Naruto mantinha os braços cruzados rigidamente enquanto sua cara assumiu uma carranca raivosa e desconfiada.
- Se controle reizinho, ou vai acabar pondo tudo a perder. – Sasuke já próximo ao amigo o avisou.
- Hm. Olha só aquele cara. “Tudo bem, Alteza. Se não quiser dançar comigo, eu vou entender.” Chato!
Sasuke riu, se segurando para não cuspir a champanhe em sua boca.
- Está mesmo com ciúmes do Hotaru? – o Uchiha parecia incrédulo.
- Ora, é claro que não! – esguelhou as safiras para o moreno. – Por que? Eu pareço com ciúmes, Sasuke?
- Obviamente que sim.
- Mas saiba que não estou! – suspirou exasperado, apertando mais o cruzamento de seus braços. – Ah, eu estou e daí? – soltou bruscamente todo o ar dos pulmões.
Dessa vez o Uchiha riu, o que assustou Naruto, era raro ver seu amigo rindo, porém levou as altas doses de bebia alcóolica que ele provavelmente já ingerira em justificação.
Sasuke deu três tapas nas costas de sua majestade.
- Relaxa, a Hinata nunca iria se interessar por um homem como ele.
- Bléh, você fala isso porque não é a Sakura no lugar da Hinata. – bufou impaciente junto de um revirar dos olhos azuis.
Sasuke se desaproximava do amigo.
- A Sakura já é outro caso. Tenho que ficar de olho nela. – seu olhar apareceu acima dos ombros focando no loiro ainda irritado. – Sabe, ainda não confio naquela mulher.
- Então você não confia em mim, Uchiha maldito?!?! – Sakura já puxava a orelha de Sasuke enquanto ele tentava unir seus lábios ao dela, mas a Rosada evitava o contato arqueando o corpo para trás.
Dessa vez foi Naruto que caiu na risada ao ver a discussão daqueles dois. E quando se acalmou ele passou a pensar com razão. Sasuke estava certo ao dizer que Hinata nunca iria gostar de um homem do caráter de Hotaru, afinal, o Barão era o oposto de Naruto. E este sabia muito bem o grande amor que Hinata tinha por ele, então sentia que deveria dar mais crédito a ela. Mas que o ciúmes continuava a corroê-lo, ah, se continuava.
...
A bendita dança se findou e finalmente Naruto pôde agarrar Hinata pela mão a levando para um local longe de toda a festança. Deixando o Barão um tanto decepcionado e Hinata aliviada.
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- Tem certeza que podemos fazer isso Naruto-kun? Não acho muito certo fugirmos no meio da festa... – falou ela sendo praticamente arrastada pelos corredores do castelo.
- Não estamos fugindo Hinata-chan, podemos ser Rei e Princesa, mas somos humanos também, você não faz ideia quanto tempo essas pessoas podem ficar acordadas farreando, depois de alguns copos de bebida ninguém se diferencia de nobre ou plebeu, todos só querem aproveitar, nem vão notar o fato de termos “fugido”. – ele riu no final de sua frase.
- Mas para onde estamos indo então? Meu quarto e seu já foram passados há muito tempo Naruto-kun, por que estamos subindo até o próximo andar? – perguntou confusa.
- Eu te disse que tinha algo para lhe mostrar, como amanhã estarei saindo de viajem, hoje, ou melhor, agora, é o momento perfeito para fazer isso. – respondeu ele sorrindo abertamente se virando para Hinata caminhando de costas.
Ela franziu as sobrancelhas, deixando clara sua curiosidade. Naruto então a fez parar em frente a uma porta. Colocou a mão da morena sobre a maçaneta nova e cobriu-lhe os olhos com as mãos.
- Pode abrir. – falou ele no ouvido da garota.
Ela então girou a maçaneta, empurrando a porta em seguida e caminhando as cegas até o interior do local, ouviu a porta se fechar com um baque surdo e imaginou que Naruto a empurrara com um dos pés.
Ele então liberou seus olhos, e Hinata encarou pela primeira vez o interior daquele quarto iluminado por um lustre central e candelabros — que rodeavam os cantos do grande cômodo – repletos de velas acesas. Nunca entrara lá dentro, mas sabia onde ficava se visse por fora, aquelas duas janelas eram únicas naquele andar do castelo. E ela o reconheceu imediatamente, aquele já foi o quarto de Riza, não a suíte Real, mas o local onde ela repousara nos seus últimos meses de gravidez, o lugar onde ela, Hinata, nascera, o lugar onde sua mãe perdera a vida.
Ela ficou emocionada. E Naruto percebeu. Ele observou a garota caminhar calmamente até a enorme cama de dossel que ficava no espaço entre as duas janelas e se sentar lá, a mão dela alisou a colcha vermelho pastel que cobria a cama quase que nostálgica. Logo então o loiro começou a falar.
- É claro que nada daqui é original daquela época Hinata, quando arrombamos a porta pudemos ver como tudo já estava acabado, dezessete anos não é pouco tempo... Ao menos Kurenai teve o bom senso de não tocar nisso daqui e mantê-lo fechado, ou talvez apenas tivesse medo de fantasmas. – ele tentou brincar, arrancando um mínimo sorriso da morena.
- Eu sei... – murmurou ela – Mas mesmo assim não deixa de ser... Tocante. Obrigada, por me mostra-lo... Obrigada pela surpresa.
Naruto sorriu de lado e a morena copiou seu sorriso de um tom malicioso.
- Bom, isso é só o inicio. – Hinata arqueou as sobrancelhas, esperando a conclusão do loiro – Sabe, esse daqui vai ser o nosso quarto Hinata, quando nos casarmos.
Os olhos dela se dilataram devido à surpresa.
- E eu sinceramente acho uma perda de tempo esperar tanto tempo para estreá-lo devidamente. – comentou ele fingindo descaso.
Hinata franziu o cenho com um sorrisinho um tanto incrédulo.
- Sério? Que se deu todo esse trabalho de me tirar da festa apenas porque queria s-sexo...? – perguntou ela não deixando de ficar vermelha ao concluir a frase.
Naruto a olhou como se ela houvesse lhe dito uma afronta, fazendo-a se encolher ainda mais pelo constrangimento.
- Então quer dizer que todo o trabalho que tive pra reformar esse quarto foi convertido pela sua cabecinha em “apenas sexo”? – ele se fez a razão, mas se rendeu ao arquear acusador da sobrancelha dela, que o fez suspirar longamente e cruzar os braços com um bico – “Segundas intenções” não contam, meu amor.
Ela então desatou a rir ainda corada.
- Você é mesmo único, Naruto-kun. – falou ela secando as lagrimas que haviam se formado no canto dos olhos.
Sorrindo de lado, Naruto caminhou até a morena e a puxou para cima, quase a colando em seu corpo. Subiu uma de suas mãos enluvadas para a boca vermelha de sua noiva e com o dedo polegar ele tirava o batom que cobria a aveludada camada que forrava os carnudos lábios dela.
Hinata ficou sem entender por completo o que ele fazia, ela apenas prestava atenção na feição receptiva do loiro.
Após retirar quase todo o batom pastoso, os lábios do Uzumaki se encontraram com os dela e ali eles queriam se mover para sempre como agora. Hinata retribuía o beijo dócil e sensitivo à altura, deixando suas mãos se embrenharem nos fios naturalmente espetados e macios que eram os cabelos dele.
Arfou quando o sentiu trazendo-a mais para perto do corpo dele, agora ficando colada ao corpo mais alto que o seu como se pudessem se fundir em um só.
E era incrível que depois de tantos beijos e contatos íntimos, ela ainda sentisse como se borboletas voassem em seu estômago, como se fosse a primeira vez que o beijava, porém com uma grande diferença da antiga sensação que tinha, a qual pensava que desfaleceria completamente nos braços de Naruto. Agora Hinata sentia uma crescente chama ardendo dentro de si, implorando lhe para queimar todo seu desejo pelo Uzumaki. E assim ela fazia, deixando a língua dele explorar todos os arredores de sua boca e deixando a dela fazer o mesmo com a dele.
Cada vez mais ansioso, os dedos do Rei retirava o vestido de sua Princesa de cima para baixo, tudo lentamente. Nenhum dos dois tinha presa. A terra até girava arrastadamente para eles. O tempo era o bem mais precioso que eles tinham, e nesse tempo queriam desfrutar deleitosamente de cada toque, cada beijo, cada cheiro, cada sentimento, cada sensação, cada momento compartilhado entre ambos que se tornaria único em suas memórias.
O tecido nobre e pesado foi ao chão, revelando o corpo curvilíneo e gracioso de Hinata. E ela não fazia como antes, não cobria suas peças íntimas com as mãos, simplesmente ela esperava Naruto retirá-las – coisa que ele adorava fazer.
- Chego a lhe confundir com uma deusa.
Sem graça e ao mesmo tempo envaidecida, ela sorriu para ele, fazendo Naruto pensar que não tinha coisa mais linda que as covinhas nos cantos dos lábios dela.
Suas costas já estavam sobre a macia cama enquanto sobre si permanecia seu noivo, devorando-a nos lábios ao mesmo tempo em que sua mão despida de luvas alisava-a carinhosamente nos cabelos compridos de cima para baixo.
- Mmmmh, Na-Naruto-Kun. – ela chamou-o entre o beijo, e ele fez questão de quebra-lo só para ouvir o som melódico que era a voz dela.
- Sim, meu amor. – sua mão máscula passou a massagear o couro cabeludo da Princesa proporcionando-a mais sensações convidativas.
- Sente-se. – pediu sem graça por medo de ele zombar da repentina atitude dela, mas estava completamente errada, pois Naruto já estava sentado ao seu lado com um sorriso sapeca nos lábios.
Hinata então se sentou de frente para o loiro e enquanto o beijava proveitosamente, seus dedos finos se concentravam em desabotoar a túnica branca que ele usava. Quando o último botão dourado se soltou da última casa, as mãos dela subiram pelo peitoral desnudo, deixando um arrepio gostoso por onde passava, até os ombros largos, retirando a parte de cima da farda Real pelos fortes braços dele.
Após um sorriso de satisfação entre o beijo por presenciar a atitude de sua amada com ele, Naruto retirou o colar do pescoço dela, para em seguida os brincos, realmente deixando-a despida por completo. Despida de roupas, de vergonha, de hesitação... E a vestindo de luxúria, prazer, desejo, amor...
Ela sentiu necessidade de fazer o mesmo, despi-lo completamente. Então ao empurrá-lo delicadamente para trás, a morena retirou o restante das roupas de seu rei, em seguida engatinhou para cima do corpo esticado sobre o meio da cama, e passou a distribuir beijos dos lábios dele, perfeitamente desenhado por Deus, tocando-os com uma fome que só teria fim quando seu maxilar já estivesse dormente.
Naruto arfou violentamente, quando sentiu os beijos possessos de Hinata descerem por toda a extensão de seu peitoral e abdômen. Não resistiu em enrolar mechas dos cabelos dela ente seus dedos, puxando-os quando sentia tal boca luxuriosa tocá-lo próximo a virilha.
Ela sorriu amavelmente, sabendo que estava o agradando, mas sua excitação cresceu a um ponto, que só beijá-lo não era o suficiente. Ela queria mais dele, só não sabia como iria continuar naquela situação já que ainda tinha grandes rastros de timidez em sua personalidade dócil. Mas por sua sorte, ansioso, ele a segurou pelas axilas e se sentou, fazendo-a ficar na mesma posição sobre seu colo.
- Você é única, sabia? – falou ele tecendo beijos pressionados e úmidos aos arredores do rosto dela.
- Eu sou, é?
Ele riu da ingenuidade e do irresistível rubor dela.
- Sim, muito.
Seus braços fortes rodearam a cintura dela, e ao encaixar-se dentro de sua excitação pulsante, Naruto a conduziu num sobe e desce lento e proveitoso.
Chocaram seus lábios novamente, e o beijo quente e abrasador continuou.
Movida pelo desejo, Hinata aproveitou que os joelhos dobrados lhe eram favoráveis naquele momento, então pôs-se a cavalgar por vontade própria, mantendo os braços finos rodeados no pescoço do amado, até porque ela poderia cair para trás com a forma que arqueava as costas deixando seus seios excitados mais rígidos pela elasticidade de sua pele. Naruto aproveitou daquela posição e capturou um dos seios dela, mordicando-os, lambendo-os, degustando da quente pele alva que ela tinha.
- N-Naruto... Kun. – ela suspirou após o gemido agudo, intensificando o ritmo do sobe e desce alternando pelo rebolado.
Os braços que a envolvia na cintura a apertou, e seus seios se estremeceram quando tocaram no rígido peitoral a sua frente.
Entre respirações descompassadas, trocas de calor, sensações, salivas e suor, o casal aos beijos se amava de uma forma única, esquecendo-se de todo barulho lá embaixo, dos rangidos da cama, das velas sendo consumidas vagarosamente, simplesmente se desconectaram do mundo e se conectaram perfeitamente.
- Hi... Orh! Hinata. – seus lábios deslizaram da boca dela até seu ombro estreito, mordendo-o ali com o objetivo de se controlar, tamanho prazer que sentia eclodir violentamente de seu sexo em brasa.
Abraçaram-se com mais força.
- Naruto-Kun, nnrh, isso é tão... tão bom.
Suas bocas se fundiram novamente, com força, pressão, descontrole... o chicotear e enroscar dessincronizado das línguas causavam-lhes pequenos choques de prazer, deixando-os extasiados de doces sensações relaxantes.
- Urnh! – entre os melódicos gemidos, Hinata espremia mais o olhar. Tinha certeza do que viria pela frente.
E com o sobe e desce daquele corpo mais acelerado, a pele suada brilhando com o reflexo do fogo das velas, o que a deixava ainda mais encantadora e fantástica para o loiro, ele pode presenciar o exato momento em que explodia em um vitalício orgasmo, arqueando as costas para trás e soltando um gemido lânguido. As pernas trêmulas se desfaleceram e o corpo graciosamente feminino se tornou febril, colando-se novamente ao de Naruto que ainda a movimentou em poucas estocadas para atingir também seu total clímax se derramando abundantemente dentro dela. As sementes de ambos se misturavam mais uma vez.
Ofegantes o casal nobre não trocavam nenhuma palavra. Tudo o que faziam era ter seus corpos próximos, sentindo o emanar do calor um do outro.
Hinata repousou o queixo em um ombro largo do loiro deixando suas mãos ainda trêmulas se enfurnar novamente nos cabelos dele, e Naruto fez o mesmo.
Sentiam-se totalmente relaxados... Seus corpos eram capazes de flutuar. E naquele momento, Naruto percebeu o quanto estava em paz, o quanto ela trazia-lhe paz, conforto, amor, alegria, sorrisos. Ah, o sorriso. Este estava esboçado abertamente em sua boca.
- Não ouse sair da minha vida sem permissão. – disse ele com a voz um pouco arrastada pelo cansaço.
- Nunca. – o sorriso selado dela se abriu deixando seus alinhados dentes cândidos a mostra.
- Hm, bom mesmo. Se depender de mim, você vai ficar comigo até eu morrer, e se caso eu morrer, sem essa de “Hinata seja feliz com outro cara.” – sua voz assumiu-se enciumada só de imaginar sua morena com um homem que não fosse ele. – Ficará sozinha pensando em mim até você também partirtambém.
Ele acabou levando um leve tapa nas costas.
- Vira a sua boca pra lá, Naruto-Kun. Estamos muitos jovens pra morrer. E se caso isso aconteça, eu vou junto de você.
- Eu estava brincando. Nem pense em suicidar. – ele falou brincalhão recebendo outro tapa.
- Bobo. Nós dois vamos morrer velhinhos com filhos, netos, bisnetos, tataranetos...
- Tataratataranetos. – ele riu baixinho. – Mas se depender de você, acho que isso não será possível.
Ela franziu o cenho.
- Por quê?
Desencostou do ombro dela e passou a fita-la na face cansada.
- Está quase dormindo.
E riu mais vez, agora da cara fechada que ela assumira.
(...)
Passaram a noite à dentro conversando, trocando carícias energéticas, eróticas, brandas, intensas; sorrisos e risadas... Se amando e se doando por completo...
Um novo dia nasceu, e os risos dentro daquela banheira de cerâmica não cessavam. Hinata sentada entre as pernas dobradas do loiro e suas costas apoiada no maciço peitoral dele ria das piadinhas que ele contava até sentir dor de barriga.
- Hahahaha, pa-para, Naruto-Kun, eu vou acabar morrendo sem ar.
Quem disse que ele se importou?
- “Naruto, sabe qual a diferença entre o Sasuke e um cavalo? O cavalo me obedece!” Aiai, só a Sakura mesmo.
- Hahaha... Eles não têm concerto.
- Não mesmo. – envolveu a mulher nua e molhada com seus braços, depositando-a um beijo na nuca descoberta, pois ela usava um coque alto para não ter os cabelos suados molhados pelaágua que não fosse do seu próprio corpo. – Mas eles se amam, e isso é o que importa.
- Unhum. – sorriu com os olhos.
Sentindo a tentadora vontade beijá-la nos lábios novamente, o Rei sentou sua princesa de lado em seu colo, segurou no fino queixo dela e o direcionou rente ao seu.
Ela corava instantaneamente com os olhos azuis e analisador sobre si.
- O-o que foi, Naruto?
- Tsc, nada. Eu só acho que assim você fica maravilhosa.
- Ãn, assim como?
- Sem maquiagem, Hinata. A sua beleza é natural e é assim que ela deve continuar sendo. – a grande palma de sua mão cobriu um lado do rosto dela, alisando-a na bochecha com a costa do polegar. – Mas não me importo se você gostar de usar uma pasta vermelha na boca que sinceramente, custa sair, sem falar naquele trigo que elas colocam em sua cara, impedindo-me de ver a cor vermelha das suas bochechas. Ah, não posso me esquecer daquele negócio preto que passaram encima dos seus olhos. Fico me lembrando da bruxa Kurenai.
E ela não se segurou, acabou rindo novamente. Era tão fraca em guardar suas emoções, coisa que ela não se importava.
- Cruzes, então eu me parecia com a Kurenai ontem?
Ele revirou o olhar.
- Deus me livre. Você é única, já falei. Quando usa maquiagem, você tem a sua beleza enaltecida. Mas para mim, você é mais linda sem ela e ponto final.
- Você gosta de me deixar sem graça, né Uzumaki Naruto. – seu rosto úmido se aproximava dele.
- Sempre.
E sorriu entre os lábios dela, iniciando mais um dos tantos beijos apaixonados e carregados de suspiros que estavam por vim.
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Alguns meses depois daquele dia haviam se passado e Naruto e Hinata aproveitavam um dos poucos momentos que tinham juntos, era um sábado quente e Hinata observava com as duas mãos na cintura Naruto pendurado nos galhos de uma macieira.
- Aquela ali Naruto-kun! A vermelha! – falou ela pela centésima vez para o loiro que revirou os olhos.
- Todas elas são vermelhas Hinata, seja mais especifica, meu amor! – resmungou ele se equilibrando para não acabar estatelado no chão quando cedia a mais um capricho da morena, que ultimamente andava muito caprichosa.
- Essa daí, olha! Para onde meu dedo está apontando! – ela repetiu.
- Vai nascer é uma verruga na ponta desse seu dedo! – replicou ele fazendo a morena bufar.
- Esqueça a maçã, Naruto-kun! – falou então cruzando os braços com um biquinho.
- Não você já me fez subir aqui e só desço quando te der uma maçã. Mas agora porque você não come qualquer uma delas? Todas são maçãs, em forma de maçã, com gosto de maçã, cheiro de maçã e principalmente, todas são vermelhas, como maçãs!
- Tá, que seja. – murmurou ela.
Naruto então colheu a maçã mais próxima e a jogou para Hinata que a apanhou no ar para logo limpá-la no tecido do vestido e morder fechando os olhos para apreciar o sabor. Quando abriu os olhos para agradecer ao rapaz, foi com susto que ela viu Naruto saltar do galho onde estava.
- Você está louco? – exclamou Hinata quando ele pousou no chão com as pernas flexionadas e os braços estendidos para os lados.
- O quê? Foi uma aterrissagem perfeita! – falou ele sorrindo e então se sentando na toalha branca estendida sobre a sombra daquela mesma macieira e escorando-se no tronco da mesma relaxando – Ah, que preguiça.
A garota deu um sorrisinho.
- Faz tempo desde a última vez que tivemos uma tarde assim não? Sem compromissos, reuniões e chazinhos.
- Pois é, nossa rotina ultimamente não tem estado nada fácil, mas logo teremos mais tempo, em poucos meses já conseguimos tirar o Reino da falência, mesmo que ainda estejamos abaixo do planejado, já é uma grande evolução, aposto que até o final desse ano consigamos voltar a prosperar.
- Hnhum... – murmurou Hinata jogando o resto do miolo de sua maçã longe, arrancando uma risada do loiro com sua expressão entediada.
- E esse assunto não te interessa, não é mesmo?
Ela fez uma careta em resposta.
- Não me entenda mal Naruto-kun, eu gostaria muito mais de passar as minhas tardes trancada em uma sala de reunião fazendo cálculos, estratégias, propondo e assinando leis como você tem feito, a ter que passar horas e horas com Lady Marrie e suas amigas tomando um chazinho e falando de vestidos e joias, ou então aprendendo a ser uma dama.
Naruto não segurou outra gargalhada, principalmente quando Hinata fechou a cara e franziu os lábios imitando a expressão da esposa de Lorde Jones andando de um lado para o outro enquanto recitava:
- “Ajeite a coluna, garota! A faca é na mão esquerda! Não beba tão sofregamente! Cruze as pernas! Não ande tão rápido! Você é uma lesma? Não ande tão devagar! Não sorria tanto, você não esta num circo!” Argh! Ela realmente me dá nos nervos.
- Sinto muito Hina-chan, mas Lady Marrie é a melhor professora que poderia ter. – se desculpou o loiro secando as lagrimas que se formaram nos cantos dos olhos.
- É, eu sei...
- Então não vamos falar nem dela e nem dos assuntos políticos do reino hoje, hn? O que acha? Vem, sente-se aqui comigo. – falou ele por fim estendendo os braços para a morena, que rapidamente se pôs entre suas pernas, apoiando as costas no peito másculo do loiro e a cabeça em seu ombro.
- É bom... esse silencio. – comentou ela com a voz baixa.
- Sim.
- Sabe... Naruto-kun, a Tsunade quer te matar. – comentou a garota um tanto nervosa, o que não passou despercebido ao loiro ao sentir os músculos dela se retesarem.
- Hn? De novo? Qual o motivo dessa vez?
- Ainda não estamos casados. – respondeu a morena.
- Ela está desatualizada? A data já está marcada, vou ter que desenhar isso pra ela? – resmungou ele.
- Ainda não estamos casados – repetiu a morena para completar – E eu já estou esperando um filho teu.
Hinata não estranhou o silencio do loiro, era normal claro, nenhum dos dois esperava por isso. Talvez ele principalmente.
- Você tem certeza disso Hinata? – perguntou Naruto sério.
Ela engoliu o nó que se formava em sua garganta para respondê-lo.
- S-sim. – ela suspirou com os olhos ardendo, as mãos apertando o ventre firmemente, como se para segurar seu filho ali – M-me desculpe Naruto-kun, eu sei que não é melhor hora, ainda somos tão jovens e não estamos prontos, mas... mas...
- Está se desculpando? – Naruto riu incrédulo – Por estar grávida?
Ela assentiu secando suas lagrimas fujonas. Ele gargalhou beijando-lhe a curva do pescoço com carinho, deslizando a ponta do nariz por lá aspirando o cheiro delicioso que emanava da pele de sua morena.
- Não seja tola, Hinata. Realmente te importa que sejamos muito jovens ou que não saibamos nada sobre como ser bons pais? Por acaso não se lembra do que você me disse e principalmente do que eu lhe disse? Eu quero formar uma família com você. – sussurrou no ouvido dela, mordiscando a volta da orelha enfatizando seu desejo. Hinata soluçou segurando o choro emocionado. – E esse ainda será apenas o primeiro de muitos outros. Eu te amo, sua boba.
Ela torceu o lábio e empinou o nariz.
- Hm, acho bom.
Se desataram em risos.
EPILOGO
Era uma vez uma rainha, a mais bela e feliz, casada com o homem que amava, ela esperava seu primeiro filho. Sim um filho, ela tinha certeza que era um menino. Num dia de inverno enquanto descaçava uma maça apoiada ao beiral da janela de seu quarto ela cortou o dedo. Mas ao contrário de temer aquilo que significava um mau augúrio ela sorriu para o sangue rubro que escorria de seu dedo, maculando o tapete de neve que cobria o terreirão há metros de distancia.
- Ahaah... Isso não deixa de ser nostálgico. – murmurou uma voz atrás da morena tirando-a da concentração na dor aguda na ponta do indicador ao se virar para uma Tsunade sorridente, mesmo que cansada – Vai desejar algo, futura mamãe? Como Riza fez?
Hinata sorriu para a loira ao responder:
- Não.
- Não? – perguntou surpresa, arqueando uma sobrancelha inquisitiva.
- Não. – falou simplesmente – Porque não preciso disso, eu sei exatamente como meu filho vai ser... Loiro, como o pai... Com olhos azuis e a pele bronzeada, tudinho, exatamente, como o pai. – ela sorriu sapeca para a mãe – Só preciso disso pra ficar feliz.
E então sugando o sangue que escorria do dedo, sentindo o sabor agudo do metal naquelas gotinhas se retirou para o banheiro para preparar um curativo.
Tsunade suspirou cruzando os braços e sacudindo a cabeça em negação, deixando escapar um sorriso contente. E ela sabia, ao ver tanta certeza nas perolas de sua menina, que seu mais intimo desejo seria a mais pura verdade.
Esse era apenas o inicio daquele “felizes para sempre”.
FIM
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"Toda história tem um final feliz, se ainda não está feliz é porque a história não terminou"
– Mestre Antônio Joaquim Macedo.
Notas finais
não gosto de concluir fics, porque sempre acho que deixei algo passar então, ignorem minha burrice, é sério.
obrigada, de verdade, a todos os comentarios *-* aos favoritos, a recomendação O/ me fizeram muito feliz, a mim e a minha coautora fofa *-*
sério... muuuuito obrigada.
bom. acabou... sim, sim, sim... e agora estou em hiato... sim, sim, sim
mas um dai voltarei o
isso é... se ainda me quiserem :3
tenho algumas ideias rondando minha mente, mas não posso prometer nada T.T porque do mesmo jeito que vem, essas ideias vão embora...
é triste...
pois é.
é isso... até mais pessoas :3
amo vocês. lhes vejo nos comentários - assim espero ¬3¬
~Perona
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