Notas iniciais
Yo ^^
avisando que, como o "primeiro capítulo" seria um prólogo minúsculo, decidi juntá-lo ao "verdadeiro primeiro capítulo" - frase totalmente confusa mas... deixa pra lá u.u
repetindo que isso NÃO É PLAGIO :D
a fic é betada pela minha pandawoman Leidy-chan, mas como ela não tem conta aqui no Nyah! vou dar os devidos créditos nas notas iniciais (Y)
então... não tenho mais nada a dizer aqui :/ eu acho >
espero que gostem...

Prólogo.

Era uma vez uma rainha. A mais bela e a mais feliz. Casada com o homem que amava, ela esperava seu primeiro filho. Não, ela sabia que era uma filha. Num dia de inverno, ao descascar uma maçã apoiada ao beiral de sua janela, ela cortou o dedo. Mas ao contrário de temer aquilo que significava um mau augúrio, ela se impressionou com o tom que a neve, antes imaculada, ganhava. E ali mesmo desejou: “Quero que minha filha seja alva como a neve, rubra como o sangue e negra como a mais escura noite".

...

Três meses depois a criança nasceu, como a mãe desejara. Sua pele era alva como a neve, os lábios e bochechas rubras como o sangue e os cabelos negros como a mais escura noite.

Mas assim que a pequena ganhou a vida, a mãe foi levada pela morte. Seu pai, o rei, desesperado com a morte daquela que mais amava, deixou de lado a filha, a quem culpava pelo trágico fim que levara.

Criada pela ama de leite, não era nem reconhecida como sua filha e para todos no reino a garota morrera junto da mãe.

Mas logo a menina completou 1 ano o rei se casou novamente, com uma mulher quase tão bela quanto aquela que já fora sua rainha.

Mas a felicidade do casal pouco durou, dois anos após o casamento, uma doença misteriosa assolou o rei, que também faleceu. Deixando então para trás a mulher chorosa, a ultima refeição, uma maçã dos pomares da nova rainha, parcialmente devorada, e a filha, já deixada de lado, agora completamente esquecida.

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Capítulo I

15 anos depois.

- HINATAAAAAAAAAAA!!!!! – a morena se encolheu ao ouvir a voz da irmã do lado de fora da pequena casa de caça esquecida no meio da floresta.

- Sakura-chan, seja mais discreta. – pediu a morena ao aparecer na janelinha empoeirada.

- Desculpe. – falou a rosada a observando, só mesmo sua irmãzinha caçula para explorar a floresta e encontrar uma casa de caça abadonada e cheia de relíquias antigas do reino Impera. – Mas é que a rainha solicita nossos serviços no castelo.

- AH, tudo bem. Vamos então.

Hinata saiu da pequena casa, lançando um ultimo olhar ao retrato da antiga rainha de Impera, a qual ela praticamente idolatrava por sua historia de vida triste e sem ressentimentos, ela fora a melhor de todas as rainhas daquele reino, uma plebeia que trouxera a prosperidade, palavra que há muito tempo já não era ouvida, desde a sua morte e, principalmente, de que Kurenai assumira o posto de rainha.

Com um suspiro foi até a irmã. As duas seguiram correndo o caminho que as levaria até o castelo. Seus vestidos velhos e surrados erguidos até os joelhos para não arrastarem ao chão ou acabariam ficando ainda mais imundos, as botas batendo na terra seca num ritmo conjunto e as garotas gargalhando quando uma ultrapassava a outra.

- Eu ganhei! – comemorou Sakura quando entraram a todo vapor na cozinha do castelo.

Hinata se curvava sobre seu próprio corpo para voltar a respirar normalmente.

- Já chega de brincadeira. – ralhou a mãe das duas, Tsunade, segurando uma colher de pau muito ameaçadora – Vão até a copa, a rainha vai falar com vocês.

- Sim, mamãe. – disseram ainda ofegantes.

As duas seguiram até onde a mãe lhes indicara, a rainha ainda tomava seu tardio café da manhã.

- Minha Rainha. – disseram as duas fazendo uma reverência.

- Ora, se não é nossa dupla dinâmica de criadinhas. – falou ela sarcástica, fingindo uma surpresa falsa.

As outras duas continuaram em silêncio encarando o chão, submissas.

- Hn, vou receber umas visitas do reino vizinho, o Rei Minato e seu filho o Príncipe Naruto. Quero que arrumem os quartos de visitas do terceiro andar.

As duas se entreolharam espantadas, afinal aqueles quartos quase nunca eram usados e por isso há muito tempo não faziam uma faxina. Para deixa-los brilhantes do jeito que a rainha gostava levariam pelo menos dois dias árduos de serviço.

- Claro minha senhora. – falou Sakura – Em dois dias os quartos estarão...

- Ah, não, não, não... – ela deu uma risadinha bebendo de seu suco de maçã – Eles chegam hoje pelo pôr do sol. Tem até lá para deixarem tudo limpo... Ou sabe o que vai acontecer, não é? Sakura-chan?

A rosada se sentiu arrepiar até a alma se lembrando do ultimo castigo que a rainha lhe dera, em comparação, ficar sem comer por uma semana era lucro.

- Sim, senhora. – respondeu Hinata firme.

- Ótimo, agora saiam, ou vão me dar indigestão.

(...)

- Aquela infeliz. – resmungou Sakura – Podia pelo menos ter pedido antes, parece que faz de propósito.

Hinata deu um suspiro, concordava com a irmã, mas tinha o censo de não falar mal da rainha, ou poderia acontecer com ela o que aconteceu com a rosada há três meses atrás e ela ainda tinha as cicatrizes dessa ultima vez.

- Não julgue a Rainha Sakura. – Hinata a repreendeu, abrindo o armário de vassouras.

A outra bufou pegando seus instrumentos.

- O que eu mais queria era gritar pra todo o mundo ouvir o quanto eu odeio... essas pessoas que falam mal da nossa Rainha. – ela rapidamente mudou sua verdadeira fala ao ver uma patrulha da guarda real, para logo depois dar lhes a língua pelas costas arrancando uma risada da morena.

- Vamos Sakura, vamos acabar logo com isso.

O primeiro quarto era o menos pior, recebera a condessa de Villege há dois meses, então não se desesperaram tanto, já o segundo era o verdadeiro antro da poeira, Sakura mal entrou e começou a espirrar. Passaram toda a tarde trabalhando só naquele quarto, limpando chão e trocando lençóis e cobertores.

Estavam acabando, Sakura com o nariz vermelho e escorrendo e os olhos lacrimejantes. Hinata dando duro e fazendo o dobro do serviço para ajudar a irmã e poder finalmente levá-la até a mãe que conhecia muito de ervas medicinais.

(...)

O sol já começava a se esconder quando ouviram sons de carruagens e relinchos de cavalo. Hinata correu até a janela, vendo a comitiva real chegando e sendo recebida pela rainha altamente produzida.

- Temos que correr Sakura! – falou a morena rapidamente se jogando de novo ao chão para terminar de poli-lo.

- Atchin! – fez Sakura em concordância.

Em uma hora terminaram todo seu serviço, provavelmente os visitantes já teriam jantado e logo deveriam ir se recolher, afinal deviam estar muito cansados.

Saíram do quarto se embrenhado pelos corredores torcendo para que não encontrassem com a rainha e seus convidados, o que com certeza irritaria bastante a sua senhora.

Sakura ainda espirrava, quase sem intervalos para que a mesma pudesse respirar e para o total desespero das duas, ouviram a risada estridente da rainha no final do corredor onde estavam e no susto, Sakura espirrou e derramou toda a agua imunda que estava em seu balde.

- Ah, droga. – choramingou – É hoje que ela me mata.

— Não, Sakura, olha... se esconde aqui que eu resolvo isso. – falou Hinata.

- Mas você vai levar a culpa Hina...

- Tudo bem, você está doente Sakura, se ela quiser me castigar tudo bem, você vai estar bem...

- Não, Hinata eu não posso.

- Entra logo nesse armário! – sibilou a morena, os passos cada vez mais próximos.

- Mas...

- Anda! – por fim Hinata empurrou a irmã, junto de seu próprio balde ainda cheio de agua para dentro do armário de vassouras.

Fechou a porta de uma vez e se virou rapidamente na intenção de começar a limpar o chão, mas se chocou contra uma parede de músculos e com certeza teria caído caso as mãos fortes não a segurassem.

- Opa, cuidado. – falou a voz masculina de modo simpático.

Hinata olhou para o dono daquela voz e não pode deixar de se impressionar.

Era simplesmente lindo, alto, loiro de olhos azuis e tinha um sorriso maravilhoso. Sentiu seu rosto queimando enquanto olhava para ele. Era o que podia se chamar de deus, mas suas fantasias e surpresa foi cortada por outra voz, nem de longe tão simpática quanto a dele fora.

- Ah, meu príncipe, perdão. – falou a Rainha – Alguns empregados desse castelo realmente não sabem o seu lugar.

- Perdão, altezas. – falou Hinata se desvencilhando das mãos fortes que ainda a prendiam rapidamente fazendo uma reverência exagerada.

- Pode me dizer o que isso significa? – disparou a mulher ao perceber o chão todo molhado.

Hinata ficou ereta, mas não ergueu os olhos para a infelicidade do príncipe, o qual se encantara com tão intrigantes olhos perolados.

- Eu derrubei a agua do meu balde, senhora. – explicou ela.

- Hunf. Dê logo um jeito nisso, e peça desculpas a meus convidados pelo incomodo causado por seu descuido.

- Isso realmente não é necessário Kurenai, foi apenas um acidente. – disse outra voz quase tão simpática quanto a do príncipe.

- Tenho que mostrar o lugar em que os empregados devem ficar Minato, ou se rebelam contra meu reino. – falou ela com veneno pingando da voz sarcástica.

- Tsc. – o príncipe fez um som de desgosto com a critica disfarçada da Rainha Kurenai, afinal, a pouco tempo uma rebelião plebeia acontecera no reino de seu pai, o qual quase fora destruído.

- Diga Hinata, agora.

- Perdão pelo incomodo, vossas altezas.

- E dê um jeito nisso, vamos continuar senhores?

- É claro. – concordou o mais velho.

Rapidamente Hinata se abaixou passando o pano no chão no intuito de secá-lo o mais rápido possível.

A rainha ainda lhe lançou um olhar fulminante o qual ela pode sentir pelo arrepio em sua coluna. O rei Minato a seguiu rapidamente. O príncipe ainda a observou por alguns segundos curioso, mas logo acompanhou os outros dois, sendo também acompanhado pelo olhar que tanto o intrigara.

Hinata limpou todo o chão e quando o mesmo já estava seco foi guardar as coisas no armário de vassoura. Ao abri-lo uma Sakura desmaiada caiu lá de dentro.

Distraída com o loiro nem percebeu que esquecera a irmã doente.

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CONTINUA...

Notas finais
Vou estar postando duas vezes por semana, porque no AS já estou com a fic quase completa ^^ então não vou ter desculpas como "falta de inspiração" pra demorar a postar. hehe.
reviews?