Notas iniciais
Hey Então a Oi falou que não tem um bagulho aqui em casa que permita eu usar a net 'u' dai eu fiquei ''Filho da satã como eu tinha internet até poucos dias e agora você vem me dizer que preciso pagar mais 200 pra ter a droga de um bagulho que no Paraguai eu consigo com 10 reais e ainda ganho bala de troco'' Resumo da opera GO GO PARAGUAY ! bem,espero que gostem .

O clima estava um pouco tenso por termos deixado Blondie para trás,mas pelo pouco tempo que conhecia a garota já era quase certeza que estava viva em algum lugar,provável que daqui algumas horas esta de novo irritando Maddie. Acho que todas tinham o mesmo pensamento em mente,mas não era muito confortante.

Havíamos parado por um breve momento,ninguém disse nada,mas tínhamos parados na esperança que a corredora nos alcançasse a tempo. Infelizmente não tivemos nenhuma sorte a respeito disso. Só foi pior pois agora era quase certeza que a garota tinha sido morta.

–Vamos continuar.-falou Maddie se colocando de pé e começando a macha para o norte.

–Mas...-tentei protestar,mas Maddie me interrompeu.

–Sem mas!-rosnou a garota me fuzilando com seu olhar e depois voltando a olhar pro norte.-Vamos.

Poderia protesta,mas não parecia uma boa ideia discutir com Maddie,não naquele momento. A unica coisa que me restava era segui-la de cabeça baixa e sem proferir uma unica palavra.

–Está tudo bem?-perguntou Zoey se aproximando.

–Sim.-respondi enquanto andava em passos pequenos e lentos. -Só desconfortável com tudo isso.

–Todas estamos. -falava Zoey arrumando seu cabelo em um rabo-de-cavalo. Seu rosto ainda tinha alguns arranhões.-Mas acho que não tem muito o que fazer. Depois que aquele cara falo conosco era meio obvio que muitos morreriam. Pode parecer egoísta,mas só nos resta ficar feliz por não sermos nós.

–Você não é muito boa com as palavras. -respondia rindo baixo e depois voltando a olhar pra Maddie. Ela estava bem afastada.-Estamos ficando para trás.

–Vamos apressar o passo. -falou Zoey voltando seu olhar para frente.

Não tinha reparado o quanto as outras haviam se afastado,quase não as vias mais já que viravam uma esquina. Claro que isso não era um problema,pelo menos estava para trás com Zoey e não sozinha.

–Tem alguém nos seguido.-murmurou Zoey olhando para trás.

–O que?-perguntei enquanto me virava e olhava na direção que Zoey olhava.

Um arrepio percorreu meu corpo. Era meio assustador saber que alguma coisa te observava de longe,ainda mais em uma cidade repleta de cranks. Mas por sorte não foi um rosto deformado e desconhecido que apareceu.

–Kevin!-exclamei ao ver o garoto de cabelos negros completamente bagunçados.

Por impulso quase fui ao encontro do maior,mas Zoey colocou sua mão a minha frente,impedido-me de qualquer aproximação.

–Vocês estão vivas!-falou o garoto com uma expressão de alivio.

–Por que está coberto de sangue?-questionou Zoey.

Só agora que me dava conta da aparecia do garoto. Suas roupas estavam cobertas de sangue,assim como seu rosto. Sua pele parecia mais pálida que o normal. Seus lábios estavam em carne viva. Isso foi o bastante para me fazer recuar um pouco e fazer o sorriso de Kevin desaparecer. Não sabia ao certo o que esperar,era quase impossível dizer o que o garoto faria em seguir. Mas fomos surpreendidas ao ver suas mãos se fechando em punhos e seu rosto se contorcendo em uma expressão de dor.

–Shawn...-resmungava o garoto. -Ele assim como Blondie e Logan perderam o controle dessa mértila de fulgor. Me atacaram não tem muito tempo.

–O que? -Zoey quase gritou.-Isso não pode ter acontecido! Eu sei que não.

–Mas aconteceu,Zoey. Shawn quase rasgou minha garganta. Pode parecer impossível de acreditar,mas é só ver meu estado!

Blondie,Shawn e Logan agora eram cranks. Escutar isso foi como levar um soco no estomago. Estava um pouco tremula pois se eles tinham sucumbido ao vírus com tanta rapidez seria questão de tempo para que todos estivéssemos do mesmo jeito.

–Eu sinto muito...-falava Kevin em um tom baixo e falho.

Ainda estava paralisada com aquela noticia e ainda me obrigava a acreditar nisso e acho que Zoey estava da mesma forma já que toda vez que Kevin ameaçava se aproximar a garota me obrigava a dar um passo para trás.

–Fique longe.-ordenava Zoey.

–Qual o seu problema,Zoey?-gritou Kevin enquanto se aproximava um pouco mais. -Estamos morrendo aos poucos e ainda vai querer criar um conflito entre os que sobraram?

–Onde estão os outros?

–Eu me separei deles depois que perdemos Jason. -respondia Kevin dando mais alguns passos em nossa direção. -Eles não estão muito longe daqui,posso leva-las se quiser.

Desviava meu olhar para Zoey que ainda tinha uma expressão desconfiada no rosto e vagava com seu olhar a procura de algo que pudesse usar para se defender caso Kevin tentasse alguma coisa.

–Acho que está tudo bem. -respondia enquanto abaixava a mão de Zoey e caminhava na direção de Kevin. -Sabemos para onde as outras estão indo,podemos encontra-las mais tarde.

Zoey tentou agarrar meu braço,mas consegui me desvencilhar da mesma e chegar mais perto de Kevin. Cada centímetro do meu corpo gritava que era uma péssima ideia. Kevin sempre quis me matar e agora que ele estava coberto de sangue estava aceitado a ajuda dele. Realmente genial. Mas mesmo tendo esse pensamento em mente uma parte minha dizia que estava tudo bem e que era o certo a se fazer,além de que poderia ser nossa unica chance de achar os outros garotos.

Infelizmente o que temia se tornou realidade. Em um gesto rápido e inesperado o garoto colocou sua mão em meu pescoço e ergue-me. Sua expressão mudou completamente. Tinha passado de um garoto preocupado e assustado para um maluco,homicida,psicopático em segundos.

–Não achei que seria tão fácil. -falava Kevin com um sorriso malicioso nos lábios.

–Kat!-pude escutar o grito de Zoey e perceber que o olhar de Kevin se voltou para a garota.

–Pena que você não é meu objetivo,Kat. -disse o garoto jogando-me para o lado.

Ralei meu braço e minha perna esquerda no asfalto e só parei quando bati contra um carro velho e coberto de poeira. A dor foi sufocante e me fez perder um pouco dos sentidos. Minha cabeça girava,mas consegui ver Zoey se jogando contra o garoto e depois sendo acertada por um soco no rosto que a derrubou de imediato. Tentei me levantar,mas a dor se fez mais forte.

Zoey estava caída no chão tentando se levantar,mas toda vez que começava a se mexer Kevin a acertava com pontapés e socos,que a derrubavam de novo e de novo. Algumas vezes a escutava pedido para o mesmo parar,mas de nada adiantava. Kevin só parou quando se abaixou para ficar no mesmo nível que Zoey e a agarrou pelos longos cabelos negros a obrigando a olha-lo.

–Você não é divertida igual o Shawn. -zombava o garoto que tinha uma expressão insana em seu rosto,ele tinha realmente atingindo um nível alto de insanidade.

–Pare Kevin!-gritava enquanto me levantava. -Você não quer mata-la! Pare!

–Não!-gritou o garoto tomado pela raiva.-Não...Todos nós merecemos morrer da pior forma possível,Kat.

Fiquei paralisada ao escuta-lo. Sua voz também estava tomada pela insanidade. Ele ria algumas vezes enquanto falava,como se aquilo fosse a situação mais normal e engraçada do mundo. A unica coisa que achei para atacar foi uma pedra,era grande e pesada. Não estava numa situação de poder escolher minhas armas. Agarrei a pedra e a joguei na direção do garoto,acertei seu ombro esquerdo e pude escuta-lo gemer de dor e perder um pouco seu equilíbrio. Por um momento achei que tinha feito o certo,mas a reação de Kevin foi bater o rosto de Zoey com toda sua força no asfalto e chuta-la mais uma vez.

–Posso mata-la depois. -dizia Kevin estalando seu pescoço e voltando seu olhar para mim. -Eu realmente tentei ignora-la,Kat. Mas parece que você gosta de me provocar. Deveria tê-la matado na clareira quando tive chance. Aquela flecha deveria ter perfurado seu olho e a matado,mas não. Tive de parar.

Kevin chegava mais perto a cada segundo e eu já estava sem saída. Estava contra um construção antiga e não finalizada. Olhei para todos os lados a procura de uma saída,mas não achava. Correr não me parecia a melhor ideia naquele momento.

–Realmente deveria tê-la matado aquele dia. Teria me poupado muito tempo. -falava o garoto me fitando com aquele olhar insano que tomava conta do seu rosto.

–Kevin...-murmurei na esperança que o mesmo parasse.

O medo tomava conta de cada canto do meu corpo,minhas pernas estavam tremulas e minha voz não saia mais. Queria correr,mas meu corpo não obedecia mais. Estava paralisada e Kevin continuava se aproximando,estava a menos de um metro e sua mão já tocava meu pescoço,começando a aperta-lo.

–O que foi,Kat? -perguntava o mesmo enquanto ria. -Esqueceu como se luta?

Não conseguia mais respirar e sentia cada centímetro da região que era apertada ceder. Não aguentaria muito tempo. Tinha que me mexer se queria continuar viva. Não tinha chegado tão longe para ser morta dessa maneira.

–Não. -falava com dificuldade e chutava o garoto entre as pernas o desvencilhando de mim o suficiente para que pudesse correr para dentro daquela construção abandonada.

Pensei em voltar para ajudar Zoey,mas nem estava conseguindo me ajudar e além do mais o novo alvo do garoto era eu. Zoey estaria segura se nenhum crank aparecesse.

O lado de dentro daquela construção tinha um forte cheiro de sangue podre e lixo,não era para menos já que alguns sacos pretos estavam rasgados no primeiro andar e os restos de comida tomavam conta. Mas não tive muito tempo para observar o seu interior por causa do crank que corria atrás de mim.

As escadas não estava finalizadas,eram apenas concreto sem nada aos lados,qualquer escorregam ali poderia ser fatal.

–Volte aqui,Kat.-chamava Kevin que também começava a subir as escadas.

Minha unica chance seria derruba-lo,ele quebraria o pescoço no momento que caísse. Não parecia um plano muito difícil já que o garoto não tinha a mesma coordenação de antes. Só precisava faze-lo chegar em um andar mais alto para que a queda seja fatal.

Cada lance de escada continha 8 degraus e isso foi se repetindo até chega no sexto andar,onde acabei escorregando em um resto podre de comida que se encontrava no quarto degrau. Bati me queixo no concreto e senti Kevin agarrando meu calcanhar.

–Você é mais desastrada que um Crank,sabia?-zombava o garoto puxando na sua direção.

Tentava me segurar,mas de nada adiantava. Já estava fora das escadas jogada no chão frio e sujo do sexto andar e mais uma vez estava sendo estrangulada por Kevin. Tentava chuta-lo ou soca-lo,mas o garoto prendeu meus braços e pernas com seu corpo.

–Simplesmente morra,Kat. Vai ser mais fácil. -falava o garoto afrouxando um pouco suas mãos,o que foi uma grande surpresa para mim.

Por um segundo imaginei que Kevin tinha tomado consciência do que fazia,mas foi mera ingenuidade minha acreditar em tal coisa. O garoto apenas se colocou de pé e chutou meu estomago com toda sua força. O gosto de ferro tomou conta da minha boca.

Realmente não entendi o porque daquele ação. Só notei o que estava acontecendo quando Zoey tentou apunha-lo pelas costa com um pedaço de alumínio.

–Você deveria ter ficado lá embaixo.-dizia Kevin parecendo desapontado.

Zoey estava com seu rosto coberto de cortes e sangue. Ela apertava com tanta força o pedaço de alumínio que já cortava sua própria mão. A mesma tentava invés em um ataque,mas Kevin era mais forte e segurava seus punhos e os torcia,fazendo Zoey gemer de dor e ir caído no chão e finalmente soltando sua arma improvisada.

Queria ajuda-la,mas estava me contorcendo de dor. A unica coisa que conseguia fazer era arrastar-me para perto de Zoey. Via cada ação do crank,primeiro a chutou no rosto a fazendo cair de bruços e mais uma vez a agarrou pelos cabelos,erguendo seu rosto. A unica coisa que não vi foi quando o mesmo pegou o pedaço de alumínio,que já estava encharcado de sangue.

Kevin suspirou e depois começou a forçar o objeto contra o pescoço de Zoey.

–Foi divertido até,mas já cansei de você. -dizia o garoto em um tom neutro.

–Kevin!-gritei,mas isso não chamou sua atenção.

Ele pressionava a lamina que o objeto possuia no pescoço alheio o cruzando sem nenhuma dificuldade. Escuta o som do sangue espirrando e Zoey se engasgando com o próprio sangue. Era um som horrível,era como se a garota pedisse por ajuda,mas não podia fazer nada. Apenas vê-la se debatendo. Meus olhos se encheram de lagrimas ao ver que Zoey finalmente parou de se contorcer e Kevin a soltou,seu rosto estava agora coberto por mais sangue,sua mão era só sangue praticamente. O mesmo jogou o objeto sobre o corpo morte da garota e depois a chutou até chegar no lance de escadas. Escutei seu corpo sem vida rolando escada a baixo até finalmente acabar o chão,o estrondo que o corpo fez ao atingir o chão não foi muito alto,mas nunca mais sairia da minha cabeça. O som dos ossos se quebrando,o som dela agonizado.

–Só resta você. -dizia Kevin.

Agora estava tomada pelo medo. Nunca imaginei que Kevin chegaria a matar alguém e matar alguém na minha frente,não conseguia mais me mexer,nem meus olhos piscavam. Só conseguia vê-lo se aproximando e pisando em minha cabeça.

–O que foi? -perguntava Kevin forçando meu rosto mais e mais contra o chão. -Parece que nunca viu uma morte.

Sentia que meu cranio não iria aguentar mais,mas não tinha forças para lutar e nem conseguia fugir. Tinha que me mexer,mas meu corpo não aceitava nenhuma ordem. Só me restou fechar os olhos e esperar que aquilo acabasse logo,mas parecia interminável. Kevin deveria estar se divertido com aquilo. Algumas gotas do sangue que tinha em suas mãos pingava no meu rosto. O que me atormentava mais era saber que aquele era o sangue de Zoey que estava morta por não conseguir fazer nada para salva-la.

Fechei meus olhos com mais força quando a dor se tornou intensa e insuportável,mas de uma hora para outra parou. Escutei o som de algo batendo e em segunda,quando abri os olhos,pude ver o corpo de Kevin tombado para o lado. Seu peito ainda subia e desci em um ritmo regular.

–Temos que sair daqui. -falava uma voz feminina estendendo a mão para mim.

Não percebi que era de começo,mas tive quase certeza que estava morta quando vi que minha salvadora era Delila. Teria gritado ou me afastado,mas estava fraca demais. Nem consegui segurar sua mão a garota teve de que colocar meu braço sobre seu pescoço e carregar-me para fora daquele lugar.

Escutei mais algumas vozes,mas não consegui reconhecer a voz de mais ninguém,simplesmente não conseguia mais me manter acordada.