Notas iniciais
Advinha quem ainda tá sem net? Você acertou se disse eu n...n A Oi vadea disse ''Fique em casa entre as 8 e as 14'' e...e eu tenho aula caralheo. O legal que tenho uma vizinha qe sabe onde escondo as chaves e a mulher nem para abri a porta pra mim,ela simplesmente mandou o cara embora. Mas vamo falar de coisa boa? Vamo falar O que é aquela imagem do Thomas com o casaco do Newt *w* Se você não reparou veja o casaco que o Newt tá quando eles tão indo pro deserto e depois a do Thomas com a Crank loira,e eu estou apaixonada pela crank loira ela ficou muito diva. A unica coisa que me irritou foi que deram a doença errada pra Brenda,a garota tá com câncer não com o fulgor. Mas de boa,agora esperar Setembro pra ver a Teresa sendo uma vadia e pessoas se fodendo. Ae,nesse capitulo eu botei dois POV. Eu odeio fazer isso,mas era necessário C....C Eh talvez poste mais tarde,porque quero u3u

Pov Kevin

Talvez tenha ficado umas duas ou cinco horas naquele galpão velho e empoeirado e por sorte nesse tempo nenhum crank insano apareceu ou tentou forçar a porta,mas nesse tempo Valentina permaneceu calada apenas observando o pingente de seu colar que dizia algo sobre ''nos vemos em Paris''. Não me esforcei em nenhum momento para puxar assunto,á unica coisa que fazia era pensar num jeito de escapar dali sem ser visto.

–Pare de andar para os lados.-pedia Valentina quebrando o silencio e soltando seu colar.- Está me enlouquecendo aos poucos fazendo isso.

–Desculpe. -pedi enquanto aproximava-me vagarosamente das escadas que a mesma está sentada. Encostei-me no corrimão e tirei uma mecha de cabelo do rosto. -Só nunca tive o habito de ficar parado.

A francesa simples suspirou baixo e escondeu seu rosto na palma das mãos. Escutei que murmurou algo,mas não consegui entender o que era já que sua voz foi bem abafada.

–Por que não para de olhar esse colar? -perguntei tentando puxar assunto com a garota.

Ela tirou as mãos da face e murmuro:

–É complicado. É a unica coisa da minha vida que restou. -Sua voz estava mais melancólica.

Sentei-me ao seu lado a observando de canto.

–Pelo menos tem algo para se lembra. Eu nem sei meu nome verdadeiro.

–As vezes não lembrar de nada é uma bença. Tem que se culpar todos os dias pelo que fez,não tem que desejar ardentemente todos os dias mudar o seu passado. Eu daria tudo para esquecer.

–O que você fez exatamente? -perguntava enquanto voltava meu olhar para Valentina que estava fitando o nada,era como se a garota estivesse vendo tudo que fez.

–Matei minha irmã.

–O que?!

–Foi um acidente,eu queria atirar no meu pai,mas eu fui jogada para trás com o repuxo da arma e acabei perdendo a mira. -Não mudou muito falar que matou a irmã porque queria matar o pai. A unica coisa que conseguia imaginar era que Valentina era uma maluca homicida que não tinha noção dos seus atos.

–Meu pai estava tomado pelo Fulgor,ele iria matar minha irmã. -esclareceu Valentina.-Ele perdeu o controle depois da morte de minha mãe. Ela se matou com um tiro na cabeça...Sempre teve um histórico depressivo,mas nunca imaginamos que chegaria a esse ponto. Depois disso tinha que cuidar da minha irmã mais nova já que meu pai já mostrava traços agressivos e insanos. Não o entregamos pro CRUEL porque não tínhamos medo que matassem ele...As vezes ele voltava a ser nosso pai e cuidava de nós,mas teve uma noite que veio para cima de mim com uma faca. -contava Valentina que apertava seu colar com mais força e continuava fitando o nada. -Consegui fugir dele pulando a janela do meu quarto. Não tinha o objetivo de deixar minha irmã para trás. Eu voltei por ela,mesmo com toda a dor que sentia. Quebrei a janela da cozinha e corri o mais rápido que pude pro escritório,pegando a unica arma que tínhamos em casa. Depois disso...Atirei. A bala acertou a cabeça de minha irmã a matando na hora. Meu pai veio para cima de mim,mas consegui atirar de novo e de novo,acho que descarreguei a arma nele.

Valentina parou de falar por um momento,seus olhos estavam marejados e sua pele parecia pálida.

–Depois disso o CRUEL apareceu e te mandou para esse fim de mundo. -dizia em um tom baixo.

–Sim...Ele me sedaram,pois me consideravam perigosa. Quando acordei já estava jogada nesse galpão.

–Sinto muito.

–Tá tudo bem. As vezes agradeço por ter esse vírus pois que logo vou esquecer de tudo que fiz. -um pequeno sorriso se formou no rosto da garota.

–Mas também vai se matar. -respondia.

–Eu sei,acha que não estou apavorada? Eu só queria ir embora desse inferno e tentar esquecer sozinha,mas não tem como. -resmungava a garota abraçando suas pernas. -Odeio o CRUEL.

Mordia meu lábio inferior,rasgando a pele e sentindo o gosto de ferro que invadia minha boca. Não podia fazer nada para ajuda-la,só podia deixar Valentina morrer da pior forma que conhecia. Bom,acho que isso era o certo,mas não conseguia ser omisso em uma situação como essa.

–O CRUEL tem a cura. Pode vir comigo. -falava enquanto colocava-me de pé mais uma vez. Não estava muito certo do que fazia e nem se o CRUEL iria mata-la assim que aparecesse. -Mas não garanto te defender até o acharmos.

–O que?

–Prometeram uma cura para meus amigos e eu. Se for preciso pode ficar com a minha,você tem algo pra fazer lá fora,já eu,acho que nasci pra ser um crank de mertila.

–Não!-protestou a garota se colocando de pé. -Por que alguém em sã consciência faria isso?

–Porque é a verdade.

–Se acharmos o CRUEL mataremos eles,já matei duas pessoas que amava,acho que matar pessoas que odeio é bem mais fácil.

Ri de canto ao escuta-la falando aquilo,sua postura havia mudado bastante nesses últimos minutos,parecia mais confiante e até mais velha. Ia falar algo sobre isso,mas reparei que a garota se virou para pegar algo. Um dos degraus da escada era falsos e dava para um pequeno compartimento secreto. Aparentemente não dava para nada ali dentro,mas Valentina tirou um pano preto coberto de poeira que cobria alguma coisa.

–Bom,é meio obvio que você é o único em condições de sair daqui com vida e se tiver sorte vai me ajudar. Quero que fique com isso. -dizia a garota descobrindo uma faca. Sua lamina parecia cintilar de tão afiada,não imaginei que acharia uma arma dessas no meio do nada,tudo que achei estava enferrujado ou quebrado. -Roube do CRUEL antes de ser mandada para cá. Nunca precisei usar,mas agora.

Agarrei o cabo da faca e observei meu reflexo na mesma. Estava com uma aparecia horrível,mas meus olhos agora chegavam a brilhar,claro que iria preferir se fosse um arco e flecha,mas não estava em posição de escolher minhas armas. Fiz um gesto rápido com a mão para escutar aquele som que a lamina fazia ao corta o ar. Não pude conter um sorriso malicioso.

–Finalmente meu braço está completo.

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Pov Shawn

Começava a me assustar com Blondie. A garota parecia estar em um estagio mais avançado do Fulgor. Algumas vezes quando tossia uma grande quantidade de sangue ia para em sua mão. Logan também já havia percebido isso,mas assim como eu tentava ignorar aquilo e prosseguir. Talvez a melhor coisa a fazer era esquecer aquilo por uma fração de segundos. Claro que era difícil.

Caleb ainda liderava. Sua postura extrovertida tinha simplesmente sumido e agora tinha um olhar voraz e sanguinário. Começava a questionar se seria certo segui-lo,as chances daquilo tudo ser uma armadilha eram altas demais,porém se tínhamos uma chance de encostra Jason essa chance era Caleb.

–Para onde está nos levando?-perguntou Logan que se colocava ao lado do crank.

–A parte mais central da cidade. Sei onde Mikayla se esconder,como já disse antes. Se ela estiver planejando algo,será mais fácil para-la se a pegarmos de surpresa.

–Ela tem como saber?-perguntava Blondie.

–Ela sabe muito bem que estou vagando por essa cidade,não me surpreenderia se ela estiver esperando a gente com uma arma. -respondia Caleb olhando ao redor.

O sol começava a dar seus primeiros sinais. O vento quente já começava a tomar conta do habiente. Por algum motivo a luz do sol trazia uma forte sensação de segurança e parecia que uma quantidade menor de cranks vagava pelas ruas,claro que o primeiro crank que vi,pela manhã,não foi nenhum pouco agradável. Era um garoto da minha idade debruçado sobre uma pilha de carne podre e coberta por vermes e moscas. O garoto não deu importância para nós pois devorava vorazmente aquela carniça. Isso não foi exatamente o mais perturbador e sim saber que aquela carne toda pertencia a uma pessoa que tinha sido morta. Só agora via o quanto o fulgor era poderoso. Não parava de me questionar o quão fundo esse vírus deve ir para fazer uma pessoa normal se transforma de uma hora para outra em um canibal.

–Como ainda está sã?-questionava Blondie. -Não parece doente.

Caleb riu e se voltou para garota.

–O Fulgor agi diferente em cada pessoa. Pelo que vejo você está perto de começar a enlouquecer,seu cérebro não consegue conte-lo e pelo jeito que está deve ter se esforçado mais do que pode. Quanto mais cansada ou alterada você ficar mais rápido ele vai te consumir. -dizia Caleb segurando o queixo de Blondie a obrigando a olha-lo. -Eu se fosse vocês esqueceria o amigo de vocês e iria atrás da cura. Se Delila me disse a verdade,vocês tem que achar um jeito de sair daqui rápido.

–Delila está viva?-Blondie realmente parecia surpresa com aquilo,mas não teve tempo de perguntar sobre aquilo já que Logan a tirou de perto de Caleb e ficou fuzilando o mesmo.

–Que tipos de alterações?-perguntou Logan.

–Qualquer coisa que os abale de uma forma muito grande. Sabe,eu já vi pessoas normais passarem pro nível mais alto da insanidade ao ver uma simples morte. O melhor é que a pessoa que morreu nem era próximo nem nada. Só me façam um favor.

–O que?-perguntei.

–Coloquem uma mordaça na garota. Não estou afim de ser devorado por um cra...-antes que Caleb tivesse a chance de terminar o que dizia,foi calado por Logan que acertou um soco em sua face.

–Cale essa mértila seu pedaço de plong!-rosnava Logan.

Por um momento cheguei a pensar que Logan tinha sido consumido pelo fulgor já que o loiro se colocou sobre o corpo de Caleb e ficou o socando inúmeras vezes e só parou quando o crank revidou o jogando no chão.

–Pare!-pedia Blondie e eu,mas era a mesma coisa que nada.

Tentei afastar Logan,mas acabei levando um soco. Foi o momento que cheguei mais perto de pegar uma barra de metal que não estava muito longe e quebrar a cabeça de ambos,mas me contive e repeti mentalmente que aquilo tudo era culpa do fulgor.

Caleb e Logan rolavam no asfalto quente desferindo socos e chutes. Ambos já estavam cobertos de sangue. Além de que posso jurar que escutei o som de algo se quebrando,torcia para não ser o pescoço de ninguém.

–Mas que mértila!-gritava enquanto tentava,de novo,separa-los só que ambos resistiam.

Blondie agarrou os braços de Logan e os torceu em suas costas,fiz o mesmo com Caleb. Por um momento ambos pararam. Estavam ofegantes e se fuzilando com o olhar.

–Seu babaca! Teria te matado se não fosse seus amigos!-gritava Caleb se debatendo.

–Não me obrigue a arrancar essa sua língua de mértila! -retrucava Logan.

–Chega vocês dois!-dizia Blondie. -Temos que achar Jason e os outros. Nos matar não ajuda em na...-antes que Blondie tivesse a chance de terminar escutamos o som de algo se quebrando.

–Merda!-falou Caleb se soltando e começando a limpar seu rosto. -Fizeram barulho demais.

–Fizeram?-questionei. -Foi você e Logan que começaram.

–Shiuu!-fez Caleb olhando na direção que vinha o barulho. -Temos que achar uma arma. Não é um grupo grande,podemos mata-los antes que contem pros outros.

Corri na direção da barra de metal que tinha visto a pouco e depois voltei para perto do grupo.

–Só temos isso.

–Serve.-respondia Caleb em seu tom baixo.-Só deve ter dois cranks. Pode quebrar o crânio dos dois.

Segurei a barra de metálica com mais força e corri na direção que Caleb apontava. Acho que descontei minha raiva daqueles socos que levei no crank que se aproximava. Perfurei o olho esquerdo da criatura,atravessando seu crânio com a barra de metal enferrujado. Sorri de canto ao fazer isso,mas me senti um pouco mal ao perceber que era uma garota que aparentava ter uns 17 anos. Sua pele era branca demais quase translucida,mas suas bochechas era meio coradas. Seu cabelo era comprido de um tom muito fraco de loiro,chegava a ser branco. Seus traços eram típicos de uma francesa.

–Valentina!-gritou uma voz masculina que me era muito familiar.

–Kevin!-exclamei e fui tomada pela alegria em ver o garoto vivo e sem muitas lesões,apenas alguns cortes em sua cabeça.

Soltei a barra metálica e corri na direção do garoto. Acho que deveria ter notado que as mãos do garoto haviam se fechado em punhos e que sua expressão havia ficado mais sombria e principalmente de que havia uma faca em sua mão. Escutei alguém gritando para me afastar,mas já era tarde. Se Kevin quisesse me matar faria isso,mas conhecia o garoto muito bem para saber que a primeira coisa que passou em sua mente psicopática foi tortura. E foi exatamente isso que ele fez.

Senti a lamina na faca e depois uma onda insuportável de dor percorrer me corpo me fazendo cair no chão. Coloquei minha mão sobre meu olho esquerdo e percebi que minha mão estava coberta de sangue. Gritava de dor e tentava me adaptar a perda da minha visão periférica. Claro que Kevin não deu tempo para isso. Senti um pancada em meu estomago que me derrubou de vez. Em seguida senti que o garoto pisava no meu peito com toda força.

O olhar de Kevin tinha mudado,aquele não era o Kevin que conheci na clareira. Seu olhar estava tomado pela insanidade e pela sede de sangue,só via esse olhar em cranks no nível mais alto da insanidade.