Maze Runner -Interativa
17 XVI-Kat
Notas iniciais
Os corredores do CRUEL estavam vazios,a unica coisa que se via eram cadáveres,inclusive o daquela mulher loira que nos condenara. Uma bala havia perfurado sua cabeça. Não posso negar que me animei ao ver aquela cena,até onde entendi aquela mulher quem mandava naquele lugar. Isso era perfeito,se ela estivesse morta o CRUEL havia acabado.
Seguimos aquelas pessoas estranhas que haviam nos salvado até o lado de fora daquela Sede. No momento que abriram a porta uma onda de calor invadiu o lugar. A luz do sol irritava os olhos e um vento quente soprava meio forte,jogando a areia contra nossos corpos. Era horrível pois doía quando isso acontecia,era como uma pequena alfinetada.
Enquanto os seguimos pude olhar ao redor,não havia nada,só quilômetros e mais quilômetros de deserto. Nenhum ser vivo,nada. A paisagem parecia nunca mudar. A unica coisa diferente era que não muito longe da onde estávamos tinha uma figura metálica. Não conseguia identificar por causa do sol que ainda irritava e os graus de areia que voavam contra mim. Mas ao chegar mais perto percebi que era um ônibus. As pessoas que haviam nos salvado ordenaram que entrássemos,ninguém hesitou. Estava tão aliviada de ter fugido do CRUEL. Claro que ainda tinha minhas duvidas sobre aquelas pessoas,porém elas nos salvaram daqueles maniacos.
Todos nos sentamos nos bancos desconfortáveis feitos de plastico. As janelas estavam semiabertas,o calor ao lado de dentro era quase tão insuportável quando o do lado de fora. Me encostei na parte de trás do banco e suspirei por um breve momento tirando algumas mechas loiras do meu rosto.
–Quem são vocês?-perguntou Kevin.
–Isso não importar. -respondia uma mulher de cabelos negros. -O importante é que os tiramos de perto do CRUEL.
–E o que garante que vocês não são piores que eles?-questionava Shawn que estava praticamente deitado no banco.
–Nada.-respondeu a mulher abrindo um pequeno sorriso. -Realmente nada,mas se querem sobreviver.
O silencio predominou por um longo período de tempo. O ônibus já se movia e a paisagem ainda era a mesma,nenhuma vida apenas quilômetros de deserto. Não tirava os olhos da janela um só momento. Não compreendia onde estávamos e por esse motivo resolvi quebrar o silencio.
–O que aconteceu aqui? -perguntei ainda olhando pro lado de fora.
–Não contaram?
–Não. -respondia Jason.-Falaram só que deveriam nos lobotomizar e pronto.
A mulher voltou seus olhos pro lado de fora e começou a falar num tom meio baixo:
–Hum...Não sei exatamente como explicar para vocês. O sol queimou nosso mundo,bilhões de pessoas morreram por causa dos incêndios,a escarceis de comida e água. Nenhum país se salvou,desde os mais pobres até os mais ricos foram totalmente destruídos.-A mulher parou por um breve momento e começou a observar o chão metálico. Respirou por um breve momento e prosseguiu.- Mas isso não foi o pior...Daqueles que sobreviveram,muitos sucumbiram ao Fulgor. Um tipo de vírus que ataca o cérebro. Aos poucos as pessoas contaminadas vão perdendo sua sanidade,se tornam violentas e sem nenhum sentimento humano,apenas dessas as pessoas com sua insanidade.
–Cranks...-murmurou Kay que estava ao meu lado.
–Isso. Vejo que já conheceram o efeito do Fulgor no seu nível mais alto. E não se preocupe William.
–Como sabe meu nome?-perguntou o garoto de cabelos negros.
–Vimos o que o CRUEL escreveu de cada um de vocês. -respondia a mulher.-Você não está contaminado. O CRUEL te mandou pro labirinto falando que estava para ver a reação dos outros. A esperança era que te matassem,acho que isso seria o divertido para eles.
Mais uma vez o silencio,até que a mulher o rompeu mais uma vez.
–O CRUEL apareceu logo depois de tudo isso. Uma organização criada pelos governos daqueles países que sobreviveram para achar uma cura. E ai que vocês entram. Não sabemos ao certo,mas vocês são diferentes dos outros. Já ouviram que uma especie se adapta com o decorrer dos anos. Vocês são a parte que se adaptou e o fulgor deve se manifestar de uma forma diferente. Claro,que muitos são contra o jeito do CRUEL fazer as coisas.
Acho que todos estávamos com uma expressão assustada nos rostos e por isso que a mulher sorriu de canto dizendo que estávamos seguros e que não seriamos mais torturados. Aquelas palavras foram um grande conforto para todos eu acho.
Quando o ônibus finalmente parou já estava escuro do lado de fora,o calor havia diminuído. Não consegui ver muito bem onde estava por causa da escuridão,mas parecia um tipo de cidade ou coisa do tipo. Nos guiaram para dentro de uma casa,aparentemente abandonada. As paredes descascavam e algumas das janelas estavam quebradas,havia grades em todas as partes. Não parecia uma casa e sim uma prisão. Mas o lado de dentro mostrava o contrario. O Hall era simplesmente enorme,um tapete velho e empoeirado se estendia a até a sala principal.
–Espero que como pizza,porque é só isso que temos. -dizia um homem passando nossa frente e atravessando o portal de madeira que dava no salão principal.
–Pizza? Isso é comida de verdade?-Justin abriu um largo sorriso,mas depois se voltou para Mark. -Sem ofensas cara,sua comida era boa,mas é pizza!
–Podem comer o quanto quiserem e depois descansar,o quarto feminino é na porta esquerda e masculino a direita. Tem roupas descentes para vocês lá.
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