Notas iniciais
Hey o/ Como já disse não tem só verdugos no labirinto E não revi porq tava meio sem tempo,quando tava terminando de escrever começou uma tempestade de raio -...- dai minha familia toda começa a falar que vou morre. Tio Thor são muito zueros esse ano e....e

O estrondo do muro se fechando atrás de mim fez meu sangue gelar. Suava frio enquanto sentia o panico tomar conta de cada parte do meu corpo. Minhas mãos tremiam um pouco e não conseguia piscar. Estava com os olhos arregalados fritando os muros ao meu redor que se alongavam alguns metros a frente até se perderem em meio a escuridão. Sempre fui impulsivo,mas aquilo tinha sido a coisa mais imbecil que já fiz. Podia escutar minha respiração e meus batimentos,que estavam irregulares. Acho que estava entrando em panico,mas não podia ficar assim. Tinha de me conter se queria,tentar,sobreviver.

–Você!-me virei pra garota de olhos dissimulados e a agarrei pelos braços. -Eu deveria mata-la! Por sua culpa.

–Não mandei me seguir!-rebateu a garota,foi a primeira vez que escutei sua voz. Ela possuía um tom calmo e falava de um jeito meio arrastado e cantado.

–De nada por tentar te salvar,fedelha.-rosnei soltando os braços alheios e dei as costas.

–Meu nome é Zoey! Não me chame de fedelha!-rosnou Zoey. Me surpreendi ao perceber que seu tom calmo havia se alterado com tanta facilidade.

Podia falar algo,mas escutei um zumbido. Olhei na direção da escuridão e senti uma forte corrente de ar frio soprando contra nós. Virei o rosto para nada ir em meus olhos. Tínhamos de sair dali antes que um Verdugo nos visse. Senti meu braço ser segurado com força.

–Venha comigo!-ordenou a garota correndo na direção do breu. Fiquei um pouco relutante e consegui para-la.

–Pare! Se você não souber para onde vai,só vai acabar indo na direção dos Verdugos. A acústica daqui não é confiável...-antes de terminar de falar,Zoey falou em um tom baixo,quase inaudível:

–Eu sei. Sei para onde ir. -fiquei confuso com aquilo. Embora,Maddie achou ela dentro do labirinto. Será que teria alguma chance dela ter vindo da saído?

Hesitava em segui-la,mas acho que não tinha mais nada para se fazer a não ser segui-la. Os zumbidos ficavam mais rápidos e nós corríamos na primeira encruzilhada viramos pra esquerda e depois para a direita. Em nenhum momento Zoey soltou meu braço,acho que a maior preocupação da garota era ficar sozinha naquele lugar de novo. Já estávamos correndo a um bom tempo,ia decorando o caminho,tinha quase certeza de que a morena não estava fazendo isso. Percebi que a garota não se cansara com facilidade,mesmo com seu corpo cheio de cortes,estava muito bem.

O som daquelas coisas chegando mais perto era ensurdecedor,sentia Zoey apertar com mais força meu braço e as vezes cravava suas unhas de leve em meu braço. Tentava ignorar aquilo e não foi muito difícil. Na verdade,por causa de tudo aquilo não sentia dor,nem calor,nada. Apenas sabia que tinha que continuar correndo para ficar vivo. Mas no momento que chegamos em outra encruzilhada,percebi o quanto a garota estava ofegante,ela mordia seu lábio inferior e tentava descobri qual era a melhor direção.

–Como sabe para onde ir? -questionava e nesse momento a garota colocou as mãos na cabeça e se abaixou um pouco como se tivesse sentido muita dor. -O que houve? -perguntei segurando a garota,antes que caísse no chão por ter perdido o equilíbrio.

–Porque me lembro de tudo...Só que está uma bagunça,todas as lembranças passam de uma forma acelerada como uma sequencia de fotos,tudo misturado. E sempre que tento me focar em só uma lembrança a dor é horrível...Não sei mais para onde ir...-o tom de voz de Zoey ia ficando mais baixo.

Queria começar a fazer perguntas para garota,mas acho que não era uma boa hora. Talvez fosse melhor esperar a gente sobreviver a essa noite para começar a interroga-la. A puxava,ela disse que podia ficar de pé. Voltamos a correr,dessa vez eu era obrigado a escolher os caminhos para nos afastar dos Verdugos. Sempre que um corredor acabava e era obrigado a virar,meu sangue gelava,achava que ia dar de cara com um Verdugo,mas por sorte isso não aconteceu...Tinha algo pior vagando o labirinto.

Parei ao perceber um vulto se mexendo,Zoey me agarrou e tentou me puxar para trás. Seus olhos tom âmbar estavam arregalados e mostravam o panico. Em um tom baixo a garota resmungou inúmeras vezes:

–Não deveria estar aqui...Não pode estar aqui...-ela ficou repetindo essas duas frases balançando sua cabeça negativamente,como se tentasse afastar aqueles pensamentos. -Temos de sair daqui!

–O que é aquilo?-perguntei voltando a olhar pro vulto que estava mais perto e agora conseguia vê-lo.

A imagem que vi fez meu estomago se revirar,o cheiro também não ajudou muito. Confesso que fiquei um pouco feliz por meu estomago estar vazio,mas ele não para de se revirar. A poucos metros de nós tinha um cara de mais ou menos 1,76 cm. Sua pele bronzeada estava com um tom estranho,parecia que tinha um tipo de fungo crescendo em seus braços. Seus olhos estavam arregalados e vermelhos. Em seu pescoço havia um corte,não muito fundo,mas naquela região estava cheia de vermes que rastejavam,assim como em sua bochecha esquerda que estava em carne viva.

–O-oque é aqui?-minha voz queria falhar.

–Crank...Ele não deveria estar aqui...No labirinto não...-resmungava Zoey enquanto se afastava. -Temos de sair daqui! Não vamos sobreviver...

Agarrei o braço de Zoey e me pus a correr na direção oposta do Crank e tentando me afastar dos Verdugos. Pelo menos aquela coisa não havia nos visto. Era só evitar aquela parte que teríamos uma chance. Os Verdugos ainda não haviam nos alcançado,acho que porque não sabia da nossa presença ali. Mas estava enganado

O Verdugo,ou melhor,os Criadores sabiam da nossa presença no labirinto,já que um besouro mecânico estava pousado na folha de uma hera nos observando. Engoli em seco e puxei Zoey até uma passagem que começava a se fechar. O som áspero dos muros se movendo era mil vezes pior dentro daquele lugar. O chão as vezes tremia e era difícil manter o equilíbrio as vezes. Atravessamos a passagem antes que se fechasse e um grande alivio percorreu pelo meu corpo pois o zumbido havia parado.

Zoey desabou no chão,com um sorriso de alivio no rosto. Olhei para o relógio digital em meu pulso e abri um pequeno sorriso.

–Logo vai amanhecer.-comentava.-Levante,fedelha. Ainda não estamos seguros. Enquanto estiver de noite esse lugar vai estar cheio de verdugos. -Ao terminar de falar pude escutar o zumbido daquela criatura,estava mais alto que antes. -Venha!

Zoey se levantou e saiu correndo atrás de mim. Escutava o som de metal batendo contra os muros do labirinto e o som de algo rolando não muito longe. O metal começava a bater contra metal. Aquele som era horrível. Estávamos tão perto e agora tão longe de sobreviver. Olhei brevemente para trás e pude ver a personificação de um pesadelo. Quem em sã consciência criaria isso para seguir garotos da nossa idade?

Suas laminas entravam em seu corpo quando ele rolava em nossa direção. Sua pele era gosmenta,parecia um tipo de lesma. Ao seu lado haviam alguns braços mecânicos que o ajudavam a se guiar enquanto girava. Além de ajuda-lo a se locomover os braços mecânicos pareciam instrumentos de tortura,acho que não deveria ser nenhum pouco legal ser morto por um deles. Corria mais rápido que podia e Zoey fazia o mesmo.

Tentava pensar em um plano,mas não vinha nada. Não podia correr na direção da Clareira. Se os muros se abrissem estaríamos levando essa coisa para perto dos outros.

–Jason!-chamou Zoey.

Ela corria na direção de um muro que começava a se fechar. Entendi o plano da garota. Corria o mais rápido que pude,por um momento achei que não fosse conseguir atravessar a passagem antes de se fechar,mas consegui e deixamos o Verdugo para trás,esmagado contra as paredes do labirinto.

Estava ofegante demais e sem acreditar que tinha conseguido sobreviver aquela coisa. Meu corpo todo doía. Só agora que percebi que tinha um corte,profundo em meu braço. O sangue escorria e caia no chão criando uma pequena poça. Mas aquilo era o de menos. Estava vivo e isso que importava e agora via o sol começando a iluminar o labirinto.

–Conseguimos...-murmurava Zoey sem acreditar que estava viva. A garota desabou de novo no chão e ficou encostada nas heras.-Não aguento mais andar.

–Venha logo,fedelha. Temos de voltar pra Clareira. Não estou a fim de passar outra noite nesse lugar.

O caminho de volta pra Clareira foi silencioso. Zoey tinha salvo minha vida,mas agora que me lembrava do que ela tinha dito noite anterior,que ainda se lembrava de tudo. Balancei a cabeça algumas vezes tentando afastar aquilo. Apenas tinha de lembrar o caminho de volta e tentar descansar um pouco. Mas tarde terei todo o tempo do mundo para interroga-la junto com os outros