Maybe You Can Fix My Heart
3 Whats happend with Mary ?
Notas iniciais
:3
Em meio a tantos pensamentos e dores, resolveu se render a um sonho tranquilo. Pelo menos enquanto mantinha seus olhos fechados, um pouco de paz poderia reinar no momento.
Mary acordou assustada, levantou se vagarosamente e seus pés tocaram o chão totalmente frio, fazendo com que ela se arrepiasse por completo. A chuva não havia cessado ainda, algumas gotas finas d’ água faziam pequenos contornos aleatórios pela janela, o quarto estava escuro, gritos abafados ecoavam do quarto ao lado. Mary respirou fundo e caminhou vagarosamente até a janela, sentou se na grande poltrona vermelha e fitou a casa ao lado. Estranho... A Casa tinha algumas luzes acesas, pelo o que Mary se lembra, essa casa estava vazia faz anos. A garota se levantou e se curvou um pouco, uma luz estava acesa e Mary conseguiu enxergar uma silhueta... Cabelos compridos e negros, pele clara e roupas pretas... Gerard. Balançou a cabeça inúmeras vezes, em negação. Respirou fundo e apoiou sua cabeça no estofado da poltrona. Fitando as estrelas. Ela adorava olhar para o céu, isso lhe trazia calma e paz, as estrelas brilhavam lindamente, e Mary observava com ternura, aquilo era uma das coisas mais lindas que ela havia visto. Levantou se rapidamente, pegou seu celular e logo voltou a se sentar, ainda fitando aquela linda imensidão no céu. Uma música calma ecoou nos ouvidos de Mary, e isso foi a deixa para que ela entrasse daqueles diversos pensamentos abstratos novamente. Uma fraca claridade irritou os olhos de Mary, que só então percebeu que já amanhecera, espreguiçou-se e se levantou, deixando seu celular de lado. Entrou no banheiro e olhou seu reflexo no espelho: Tinham olheiras fundas debaixo de seus olhos, seu rosto estava pálido e cansado. Deu ombros e se despiu rapidamente, logo depois adentrando debaixo da água, fechou os olhos com o arrepio que a água lhe causou em contato com sua pele fria. Já arrumada, pegou sua mochila e saiu de seu quarto, Jenny estava na ponta da escada, aguardando Mary descer. -Quero que você venha para casa logo depois de sair da escola, não demore e nem enrole em outro lugar, sua imprestável.-Jenny disse e passou a mão levemente nos cabelos. -Como se eu tivesse outro lugar para ir.-Mary disse e rolou os olhos. -Respeite-me ! Mary Jane ! Eu sou sua mãe.-Jenny disse brava -Mãe ? MÃE ? Olha aqui, você nunca me deu um abraço, sempre fui um fardo em sua vida, você sempre me humilhou e me criticou, nunca perguntou se eu estava bem, só se importa com você ! Então, não diga que você é minha Mãe, até porque... Mães dão carinho e apoio ao filhos.-Mary disse irritada e logo depois marchou em direção a porta. Jenny ficou estática, por mais que ela quisesse xingar Mary de nomes terríveis, a garota tinha razão. Jenny nunca foi uma boa mãe, sempre se importou mais com ela do que com os filhos, e só agora a verdade voltou a tona para a mulher. Mary andava calmamente, pensativa... Quieta e misteriosa. A garota se encolheu quando uma fraca rajada de vento passou por ela, ajeitou vagarosamente os cabelos e voltou a caminhar. -Bom dia ! –Uma voz disse ao seu lado, assustou-se e fitou quem fez isso:Gerard. -Mal Dia ! –Mary disse irônica. -Sabe, eu até me acostumei com sua ignorância. –Gerard disse sorrindo e arrumando rapidamente a mochila em seus ombros. -Que bom para você ! –Ela sorriu falsa. -Me passa seu celular ? –Ele perguntou fofo. -Para quê você quer meu celular ? –Ela perguntou irritada. -Porque eu quero, ué ! Eu te passo o meu agora.-Ele sorriu e retirou um pequeno cartão branco do bolso, logo depois o entregou para Mary, que o pegou de mal gosto e logo depois colocou de qualquer jeito dentro do bolso. O resto do caminho foi silencioso, ao chegarem na porta da escola, Mary acenou para Gerard e logo sumiu na multidão. Mary correu até a árvore que sempre ficara, buscou desesperadamente o papel e logo depois o fitou, como se aquilo fosse algo raro. Mas... O Que estava acontecendo com Mary ?
Fale com o autor