Maybe One Day?

2 Nem chegamos... Já brigamos


Notas iniciais
Oi gente!!!
Estou muito feliz com os reviews! Valeu mesmo! Apesar de ter leitores fantasminhas já no primeiro capítulo.
Mas é a vida!
Amo vocês!

Novamente fui acordando vendo aos poucos a sala do hospital.Ví Cebolúcia em minha frente,ao seu lado a enfermeira e atrás das duas... Cebola? O que ele estava fazendo ali?


–- Está mais calma querida? -- Lúcia (N/A:Eu abreviei porque tava muito cansativo colocar Cebolúcia.) perguntou para mim preocupada.


–- Um pouco. -- Eu disse com a voz fraca e rouca.


Ficamos algum tempo em silêncio até que eu finalmente pergunto:


–- O que vai ser da minha vida agora?


Pov's Cebola


–- O que vai ser da minha vida agora? -- A Mônica perguntou com lágrimas nos olhos.Naquele momento eu queria abraça — lá,ou falar palavras reconfortantes.Mas eu não o fiz.Nós nos odiamos e isso seria estranho.


–- Mônica! É sobre isso que temos que conversar.Seus pais deixaram a casa de vocês no meu nome,mas quando você fizer a maior idade ela será passada para você.Mas... A questão é.Onde você quer morar? Na minha casa,ou na sua?


Era mais do que óbvio o que ela diria.A sua casa seria bem melhor para morar.Não por causa do tamanho! As nossas casas eram mais ou menos do mesmo tamanho.Mas sim porque as coisas dela estavam lá,sua vida estava lá.


–- Na sua. -- Ela falou me surpreendendo.


–- Tem certeza? -- Minha mãe perguntou cautelosamente .


–- Sim! -- Ela respondeu.Engoliu o seco e disse com palavras baixas e fracas,ao mesmo tempo que lágrimas escorriam pela sua face. -- Que dia será o velório?


–- Daqui a dois dias. -- Minha mãe respondeu chorando também.


–- Ela poderá ir enfermeira?


–- Não tenho certeza.Depende do dia que ela receberá alta.Mas mesmo assim,se ela receber antes do velório,ela terá que ir de cadeira de rodas para não ficar em pé muito tempo e fazer muito esforço físico. -- Respondeu imediatamente à minha mãe. -- O acidente que você sofreu não foi pouco não.Além do impacto extremamente forte que o carro deu no caminhão,seu corpo se chacoalhou muito e principalmente o seu cérebro.Graças à Deus o seu cérebro não inchou.Além de tudo você poderia ter tido uma hemorragia interna.-- Desta vez direcionou — se á Mônica.


–- Graças à Deus você está bem! -- Deixei escapar de meus lábios.Ela me olhou com uma cara confusa.Pois achava que eu não me importava com ela.Mas depois voltou a olhar para minha mãe que tinha voltado a falar.


–- Quando você sair do hospital eu vou pedir ao Cebola para cuidar de você já que eu e o seu tio trabalhamos e a Mariazinha ainda é pequena.


–- O que? -- Praticamente gritei.Não é que eu quero ver a Mônica descuidada ou doente ou sei lá.Mas do jeito que ela me odeia,ela vai é se aproveitar de mim.


–- Tá bom tia! -- Ela falou com um sorriso maligno nos lábios enquanto olhava para mim. -- Mas do jeito que ele é.Que nem consegue cuidar de um peixinho dourado,eu vou ficar com um pé na cova e o outro na casca de banana. -- Ela falou e todos riram de mim.


–- É verdade! -- Minha mãe disse. -- Lembra quando ele ganhou uma tartaruga que ele chamava de Flash? -- Minha mãe lembrou. -- Ele conseguiu perder ela. -- Ela zombou o que fez risadas se espalharem pelo quarto.


–- Ele não presta mesmo pra cuidar de animais. -- Mônica afirmou. -- Também teve aquela vez que ele achou uma largatixa que ele chamava de Onofre.Mas na verdade a largatixa era um jacaré.


–- E depois do Onofre,teve o Godofredo,que era uma cobre que ele achava ser uma minhoca. -- Minha mãe falou.


–- Eu vou cuidar de você. -- Eu falei ignorando os comentários o que fez ela ficar vermelhinha de vergonha. -- Então se você está tão preocupada... Você está se chamando de animal? -- Brinquei o que fez ela ficar ainda mais vermelha.Só que de raiva.


–- Senhor Menezes! -- Repreendeu a enfermeira. -- Se for para ficar fazendo raiva na Senhorita Sousa,é melhor nem cuidar dela!


–- Tá bom! Desculpa! -- Eu falei,colocando as mãos na altura da cabeça em sinal de rendição. -- Mas olha para o lado bom,Mônica... Você até esqueceu que seus pais estão mortos.


Depois que eu falei,a vi olhando para baixo com os olhos marejados.Eu até podia odia — lá,mas não gostava de a ver chorar.


–- Senhor Menezes! -- Desta vez a enfermeira gritou. -- Era exatamente isso que nós estávamos tentando fazer.E você pega e a lembra?


–- Desculpe!


–- Só preste atenção da próxima vez. -- Ela exigiu.


–- Okay!


………


Pov's Mônica


Neste momento estou vestindo um vestido preto simples com um pequeno sinto na cintura (http://www.polyvore.com/larissa/set?id=96302276).

Agora estou indo em direção ao cemitério.Hoje é o velório dos meus pais.Cebola está empurrando a minha cadeira de rodas enquanto isso.Lúcia,Maria e o Senhor Cebola estão caindo em lágrimas.Somente eu e Cebola estamos aguentando firme.


Não é que eu não quero chorar.Neste momento,é uma das coisas que eu mais queria no mundo.Mas não gosto de chorar em público.Não porque eu não gosto de demonstrar minhas fraquezas,mas sim porque quando alguém chora,os demais que estão a sua volta,sofrem com você.E as coisa que eu mais odeio no mundo é ver pessoas sofrendo por minha causa.


–- Chegamos. -- Disse Cebola,me tirando dos meus pensamentos.


Cebola parou de empurrar minha cadeira de rodas e permaneceu imóvel.Já Mariazinha,Senhor Cebola e Dona Cebola,foram para perto do caixão.Chorando ainda mais.Eu os queria ver.Mas não... Mortos.


–- Quer que eu te leve até lá? -- Cebola me perguntou calmamente.E eu neguei com a cabeça.


Ele não saiu de trás da cadeira.Aparentemente ele estava esperando que eu me preparasse.Mas eu não sei se aguentaria.


Decidi ser forte.


–- Me leve até lá. -- Supliquei com a voz entalando na garganta.E ele obedeceu de imediato.


Olhei para um caixão e depois para o outro.Não acreditava no que estava vendo.Minha mãe estava pálida e com os lábios roxos,assim como o meu pai.Seus rostos estavam cobertos de maquiagem.Provavelmente para esconder os arranhões que estavam por baixo.


Eu estava com medo.Medo do meu futuro... Sem eles.Talvez um dia,eu poderia voltar a ser feliz? Como antes,ou talvez mais?


Meus olhos estavam cheios d'água,mas eu às segurava.


Eu fiquei horas e hora olhando os seus rostos e murmurando,"Eu amo vocês","Vou sentir saudades","Eu sinto muito,foi tudo culpa minha".


Tinha chegado a hora de enterra — los.Alguns homens fecharam os caixões e os carregaram em direção a dois buracos.Nesta hora não aguentei mais.Lágrimas grossas escorriam em meu rosto e eu soluçava.


Minha tia Maria veio e me abraçou fortemente.Principalmente depois que começaram a jogar terra em cima dos caixões.


Eu não sei como eu suportei.


Quando finalmente o velório acabou fomos todos para a casa da minha tia.Que de agora em diante,seria a minha mais nova casa.


Pov's Cebola


Todos nós chegamos em casa com os olhos inchados e vermelhos de tanto choro.Mônica foi a pessoa que menos chorou.Como essa garota pode ser tão bruta ao ponto de quase não chorar na morte dos próprios pais? Eu acho que nunca vou entende — lá.


O caminhão de mudança da Mônica havia chegado ontem.Mas não tivemos tempo de arrumar as coisas.Minha mãe me obrigou a ajuda — lá,e é isso que estou fazendo agora.


–- Cebola,pega lá no banheiro minha camisola que eu usei ontem. -- Ela ordenou.


–- Pra que? -- Perguntei cinicamente,admito.


–- Pra guardar ué?! -- Ela explicou.


–- Não vai nem pedir por favor?


–- Deixa de ser chato moleque! -- Fez uma cara amarrada. -- Vai pegar logo ou eu conto pra sua mãe.Não esqueça que eu ainda tô andando de cadeira de rodas.E é difícil entrar no banheiro.


–- Tá bom! Não está mais aqui quem falou.


Eu entrei no banheiro e procurei a camisola,mas não achei.Quando estava a ponto de sair olho para a parte de trás da porta e lá vejo um vestido de seda pendurado.Ele era preto,curto,que deixava as pernas à mostra,e tinha pequeninas rendas costuradas em sua barra e em suas alças.Na parte do busto tinha listras brancas verticais,o que valorizava a área.E logo em baixo tinha um pequeno laço,que deixava o vestido com um toque meigo.(http://www.polyvore.com/larissa/set?id=96307334)


Tentei imaginar Mônica vestida com aquilo.Ela deveria ficar extremamente sexy.Sorri com aquele pensamento.


–- Cebola! Toda essa demora para achar um pijama? -- Ela me gritou do quarto.


–- Já tô indo.


Depois que arrumamos tudo vi que seu quarto ficou bem organizado.Do jeito que ela sempre foi.


Olhei para o seu criado mudo e vi uma foto nossa.Tínhamos sete anos naquela época.Já não nos dávamos bem,mas naquela foto estávamos sorrindo e nos abraçando.Vi o quanto ela mudou de lá,pra cá.Ela está tão diferente.Tão... Linda.Sorri torto com aquele outro pensamento.


–- Ô idiota! -- Ela chamou minha atenção. -- Por que tá sorrindo desse jeito?


–- P — Por nada! -- Tentei disfarçar. -- Só estou me lembrando dos velhos tempos.


–- Quando você era cinco fios?


–- E você era feia? -- Putz! Vacilei.


–- Ora seu...! -- Ela estava falando brava até que parou. -- Está falando que eu SOU bonita? -- Perguntou com maliciosidade no seu tom de voz.


–- N — Não! -- Gaguejei. -- Eu só estava dizendo que... -- Droga! Não tenho nenhuma desculpa.


–- Você disse que eu ERA.Então não sou mais.


–- Não foi isso que eu quis dizer! -- Disse arrogante.


–- Mas foi o que disse! -- Retrucou brava.


–- Por que você tem sempre que ser tão irritante? -- Eu perguntei com a cabeça explodindo de tanta raiva.


–- E você? Por que tem sempre que ser tão arrogante? -- Ela pergunto cerrando as sobrancelhas de raiva.Enquanto que apertava os punhos com vontade de me socar.


–- Eu te odeio! -- Exclamei saindo de seu quarto.


–- Eu te odeio mais! -- Ela gritou batendo a porta com força.


Agora eu só penso : "Como vou sobreviver com essa garota morando comigo?"

Notas finais
Obrigada por ler!
Quem não lê a minha outra fic,por favor leia.
O nome é Problemas,vai no meu nickname e coloque em histórias,ou acesse : http://fanfiction.com.br/historia/392053/Problemas/